Quais São as Principais Terapias no Autismo e Como Elas Ajudam no Desenvolvimento?

Introdução

O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) costuma trazer muitas dúvidas para as famílias. Entre os principais questionamentos está a busca por terapias no autismo que possam ajudar no desenvolvimento da criança.

Afinal, as intervenções corretas podem melhorar significativamente a qualidade de vida e as habilidades sociais, emocionais e cognitivas de quem está no espectro.

Neste artigo, vamos explorar as principais opções terapêuticas para crianças e adolescentes com autismo. Além disso, discutiremos os benefícios dessas abordagens e como escolher a mais adequada para cada caso. Continue lendo e descubra como essas terapias podem transformar vidas de forma positiva.

O Que São Terapias no Autismo e Por Que São Importantes?

As terapias para autismo são intervenções especializadas que visam atender às necessidades específicas de crianças e adolescentes no espectro. Cada criança apresenta características únicas, e essas abordagens têm o objetivo de promover o aprendizado, a interação social e a autonomia.

O papel dessas terapias é essencial. Elas ajudam no desenvolvimento de habilidades funcionais, como comunicação, autocuidado e controle emocional. Além disso, podem reduzir comportamentos desafiadores e proporcionar uma maior integração com o ambiente escolar, familiar e social.

As intervenções são geralmente realizadas por equipes multidisciplinares que incluem psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicomotricistas e neuropediatras. Isso garante um acompanhamento completo e personalizado, atendendo tanto às demandas específicas quanto ao bem-estar geral da criança.

Principais Terapias no Autismo

1. Terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada)

A ABA é uma das terapias mais amplamente recomendadas para crianças com TEA. Baseada em princípios de reforço positivo, essa abordagem busca desenvolver habilidades comportamentais e sociais.

Um dos grandes benefícios da ABA é sua estrutura clara e mensurável. Por meio de metas bem definidas, a criança pode melhorar sua interação com o ambiente e reduzir comportamentos desafiadores de forma significativa.

Saiba mais em: Por que escolher intervenções baseadas na ABA para autistas?

2. Terapia Ocupacional

A terapia ocupacional no autismo foca no desenvolvimento de habilidades sensoriais, motoras e práticas. Para crianças com TEA, isso pode incluir desde atividades para melhorar a coordenação motora fina até estratégias para lidar com disfunções sensoriais como por exemplo hipersensibilidade a estímulos.

Além disso, a terapia ocupacional ajuda a promover maior independência em tarefas diárias (AVDs), como se vestir, comer, escovar os dentes e brincar. Esse foco na funcionalidade é um diferencial importante para melhorar a qualidade de vida da criança.

3. Fonoaudiologia

A terapia fonoaudiológica é essencial para crianças com transtornos da fala, atrasos na linguagem ou dificuldades em se comunicar. Com técnicas adaptadas, os fonoaudiólogos ajudam as crianças a desenvolverem a comunicação verbal ou alternativas, como sistemas de comunicação aumentativa.

Esse tipo de terapia não apenas melhora a fala, mas também facilita a interação social, promovendo maior engajamento em diferentes contextos.

4. Intervenção Motora

A fisioterapia e a psicomotricidade desempenham um papel crucial no desenvolvimento de habilidades motoras e posturais em crianças com autismo. Essas abordagens trabalham aspectos como equilíbrio, coordenação global e fortalecimento muscular.

Portanto, essas terapias são especialmente importantes para crianças que apresentam atrasos no desenvolvimento motor ou dificuldades relacionadas ao tônus muscular. Além disso, a psicomotricidade integra aspectos físicos e emocionais, ajudando na construção de um corpo funcional e integrado.

5. Musicoterapia

A musicoterapia é uma abordagem criativa que utiliza a música como ferramenta para promover o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Estudos mostram que a música estimula áreas do cérebro relacionadas à comunicação e à expressão emocional.

Por isso, essa terapia é altamente recomendada para crianças que têm dificuldades de comunicação ou que respondem melhor a estímulos não verbais. Por meio de instrumentos, canto e movimento, a criança pode desenvolver habilidades como atenção, memória e interação social.

6. Intervenções Medicamentosas

Em alguns casos, os medicamentos podem ser necessários como parte do tratamento do autismo, especialmente para lidar com sintomas associados, como ansiedade, insônia ou hiperatividade.

Portanto, é importante destacar que as intervenções medicamentosas são importantes para tratar as comorbidades e não substituem as terapias comportamentais, mas podem atuar como complemento.

A decisão de iniciar um tratamento medicamentoso deve ser feita por um médico especializado, levando em conta o perfil único da criança e os possíveis efeitos colaterais.

7. Intervenções Educacionais

As intervenções educacionais são fundamentais para integrar as crianças com TEA no ambiente escolar. Abordagens como o ensino estruturado (TEACCH – Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Deficiências Relacionadas à Comunicação) ajudam a adaptar o currículo e o ambiente escolar às necessidades da criança.

O objetivo dessas intervenções é proporcionar um aprendizado acessível, utilizando recursos visuais, apoio individualizado e estratégias para facilitar a interação com professores e colegas.

8. Modelo Denver de intervenção Precoce

O Modelo Denver de Intervenção Precoce (Early Start Denver Model – ESDM) é uma abordagem terapêutica voltada para crianças pequenas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), geralmente entre 12 e 48 meses de idade. Desenvolvido por Sally Rogers e Geraldine Dawson, o ESDM é baseado em princípios de intervenção comportamental e desenvolvimento infantil.

O objetivo principal do modelo é estimular o aprendizado, o desenvolvimento social e a comunicação em crianças com autismo em uma fase crítica de desenvolvimento, utilizando interações naturais e lúdicas para promover o engajamento e a aprendizagem.

9. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

Para autistas nível 1, a TCC é uma excelente ferramenta para lidar com emoções, ansiedade e habilidades sociais. Essa abordagem ajuda a pessoa a compreender seus sentimentos e desenvolver estratégias para situações desafiadoras.

Como Escolher a Terapia Mais Adequada?

Escolher entre as diversas terapias para autismo pode ser desafiador. É fundamental contar com o apoio de profissionais especializados, como neuropediatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e educadores. Eles irão avaliar as necessidades específicas da criança e indicar as melhores opções.

Além disso, cada criança no espectro é única, o que torna essencial uma abordagem personalizada. A participação da família também é indispensável. Quando os pais se envolvem nas terapias, os resultados costumam ser ainda mais eficazes.

Outro ponto importante é considerar a adaptação da criança. Algumas crianças se sentem mais confortáveis em ambientes estruturados, enquanto outras preferem terapias mais flexíveis. Por isso, observar as reações e os avanços é essencial para ajustar a abordagem sempre que necessário.

Benefícios Comprovados das Terapias no Autismo

Os resultados das terapias no autismo são amplamente positivos. Entre os principais benefícios, destacam-se:

  • Melhoria na comunicação verbal e não verbal.
  • Maior autonomia em atividades diárias, como alimentação e higiene.
  • Redução de comportamentos repetitivos e desafiadores.
  • Desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais.
  • Integração mais harmoniosa no ambiente escolar e familiar.

Esses avanços são resultado de um trabalho conjunto entre profissionais, família e a própria criança. Com dedicação e acompanhamento adequado, é possível alcançar grandes progressos.

Conclusão

As terapias no autismo desempenham um papel crucial no desenvolvimento das crianças com TEA. Cada abordagem, seja ABA, fonoaudiologia, terapia motora ou musicoterapia, oferece benefícios únicos que ajudam a promover o aprendizado e a interação social.

Escolher a terapia certa requer cuidado e acompanhamento especializado, mas o esforço vale a pena. Afinal, cada pequeno progresso representa um passo significativo em direção a uma vida mais independente e feliz.

Read More

Diagnóstico do Autismo: Tudo o Que Você Precisa Saber para Identificar os Sinais e Buscar Ajuda

O diagnóstico do autismo é um processo essencial para oferecer o suporte adequado às crianças e adultos que estão dentro do espectro.

Entender os sinais e sintomas pode ser desafiador, mas com informações claras, você estará mais preparado para identificar possíveis sinais e buscar ajuda especializada.

Neste artigo, vamos explorar como funciona o diagnóstico do autismo, os sinais mais comuns e a importância do acompanhamento profissional.

O Que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a forma como uma pessoa percebe o mundo e interage com ele.

Portanto, o TEA é caracterizado por uma grande diversidade de apresentações, variando de casos mais leves a situações com maior necessidade de suporte.

O diagnóstico é baseado em critérios comportamentais descritos em manuais como o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais). Portanto, essa variedade no espectro torna fundamental entender que cada pessoa com TEA é única, com suas próprias habilidades e desafios.

Sinais e Sintomas Comuns do Autismo

Os sinais do autismo podem variar conforme a idade, mas alguns são frequentemente observados:

Na Infância

  • Atraso na fala ou ausência de comunicação verbal.
  • Dificuldade em estabelecer contato visual.
  • Comportamentos repetitivos, como balançar o corpo ou bater as mãos.
  • Falta de interesse em brincadeiras interativas.
  • Dificuldades com imitação
  • Dificuldades na habilidade de atenção compartilhada
  • Não atendem quando são chamados pelo nome

Na Adolescência

  • Dificuldades para compreender regras sociais.
  • Interesse restrito a temas ou atividades específicas.
  • Dificuldades sensoriais
  • Tendência ao isolamento ou dificuldade em formar amizades.
  • Dificuldades em manter relacionamentos

Esses sinais podem ser sutis no início e nem sempre aparecem de forma isolada. Por isso, é importante observar o contexto e buscar orientação profissional.

Saiba mais em: Sinais do Autismo – Conheça 14 sinais que são comuns em crianças com autismo

Como Funciona o Diagnóstico do Autismo?

O diagnóstico do TEA é um processo realizado por especialistas e envolve as seguintes etapas:

  1. Avaliação Inicial: Os pais, professores ou cuidadores são frequentemente os primeiros a perceber sinais que podem indicar o TEA.
  2. Encaminhamento: O médico pediatra, neuropediatra ou psiquiatra infantil é procurado para uma avaliação mais detalhada. É Importante a participação de uma equipe multidisciplinar no processo diagnóstico (psicólogo, neuropsicólogo, fonoaudiólogo, entre outros)
  3. Uso de Ferramentas Específicas: Instrumentos como o ADOS-2 (Autism Diagnostic Observation Schedule) e o CARS (Childhood Autism Rating Scale) auxiliam na identificação dos sinais.
  4. Histórico e Observação: O diagnóstico é clínico, baseado no histórico do paciente e na observação do comportamento.

É importante ressaltar que o diagnóstico não é feito com exames de sangue ou de imagem, mas sim por uma avaliação comportamental.

Importância do Diagnóstico Precoce

Identificar o TEA o quanto antes é fundamental para oferecer intervenções que podem melhorar significativamente a qualidade de vida da pessoa. Entre os benefícios do diagnóstico precoce, destacam-se:

  • Intervenção Terapêutica Mais Eficaz: A terapia comportamental por exemplo, como ABA (Análise do Comportamento Aplicada), apresenta melhores resultados quando iniciada cedo.
  • Melhor Qualidade de Vida: O suporte certo ajuda a pessoa a desenvolver habilidades sociais e comunicativas.
  • Planejamento Educacional: Escolas podem adaptar metodologias para atender às necessidades da criança.

Lembre-se: o diagnóstico não deve ser encarado como um “rótulo”, mas como um passo em direção a uma vida mais plena e integrada.

Onde Buscar Ajuda para o Diagnóstico do Autismo?

Se você suspeita que alguém próximo está no espectro autista, procure ajuda com:

  • Neuropediatra e Psiquiatra infantil: Médicos especializados no desenvolvimento cerebral infantil.
  • Psicólogos: Profissionais capacitados para avaliação comportamental e emocional.
  • Fonoaudiólogos e Terapeutas Ocupacionais: Importantes para identificar e tratar dificuldades específicas.
  • Centros Especializados em Autismo: Oferecem uma equipe multidisciplinar para diagnóstico e intervenção.
  • Associações e Redes de Apoio: Organizações como AMA (Associação de Amigos do Autista) podem ser grandes aliadas.

Mitos e Verdades Sobre o Diagnóstico do Autismo

Mito: “O autismo pode ser diagnosticado com um exame de sangue.”
Verdade: Não existem exames laboratoriais para diagnosticar o TEA. O diagnóstico é clínico, seguindo os critérios descritos no DSM-5.

Mito: “O autismo é uma condição rara.”
Verdade: O autismo é mais comum do que se imagina, afetando cerca de 1 em cada 36 crianças, segundo estudos recentes do CDC dos EUA.

Mito: “O autismo é causado por vacinas.”
Verdade: Estudos científicos robustos demonstraram que não há relação entre vacinas e TEA.

Mito: “Se a criança não fala, ela é autista.”
Verdade: O atraso na fala pode ser um sinal, mas nem sempre indica TEA. Por isso, é sempre importante investigar as causas.

Mito: “Pessoas com autismo não conseguem sentir emoções.”
Verdade: Pessoas com autismo sentem emoções intensamente, mas podem ter dificuldade em expressá-las de maneira convencional.

Saiba mais em: Vencendo mitos sobre o autismo: conhecimento como arma para desconstruir inverdades

Conclusão

O diagnóstico do autismo é o primeiro passo para oferecer uma vida mais inclusiva e cheia de possibilidades para quem está no espectro.

Por isso, caso você perceba sinais em alguém próximo ou em si mesmo, procure um especialista. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais efetivas serão as intervenções e maior será a qualidade de vida.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe com alguém que possa se beneficiar destas informações!

Read More

Por que escolher intervenções baseadas na ABA para autistas?

ABA é a sigla para Applied Behaviour Analisys, ou seja, Análise do Comportamento Aplicada. É uma ciência comprovada que possibilita compreender as ações e habilidades das pessoas e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente.

Portanto, o principal objetivo da ABA é analisar e explicar a interação entre o ambiente, o comportamento e a aprendizagem.

A ABA é uma abordagem científica amplamente utilizada para o tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Ela se baseia em princípios comportamentais para desenvolver habilidades sociais, comunicativas e adaptativas, sempre de forma personalizada.

Com isso, a intervenção ABA contribui com a melhora das interações sociais, faz com que os autistas aprendam novas competências, desenvolvam novas habilidades e mantenham comportamentos positivos.

Basicamente, a intervenção atua em prol do desenvolvimento do autista usando estratégias específicas que possibilitam a ampliação da capacidade cognitiva, de comunicação e interação social.

A intervenção atua para reduzir comportamentos não funcionais e comportamentos problemas que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem. Portanto, traz muitos benefícios para o autista.

Além disso, a ABA é ajustável às necessidades individuais de cada criança, jpvem ou adulto com TEA. Seja para promover a independência, melhorar a interação social ou reduzir comportamentos desafiadores, essa intervenção oferece estratégias personalizadas e objetivos claros. Isso a torna uma escolha confiável e prática para famílias que buscam resultados mensuráveis.

Abaixo conheça alguns motivos para escolher intervenções baseadas na ABA para autistas:

1.   Gerenciamento de comportamentos

Ajuda a controlar comportamentos inadequados por meio das técnicas de reforço. Nesses casos,  há uma recompensa como forma de estimular determinada prática.

Assim, com a terapia ABA, a expectativa é que esta atitude seja repetida posteriormente. E, em alguns casos, se houver comportamento negativo, algumas estratégias são utilizadas como meio de inibir tal atitude.

2.  Ensino de novas habilidades através da ABA

Ensina habilidades que permitem que os indivíduos sejam mais bem-sucedidos e menos dependentes do comportamento problemático que pode gerar atitude negativa para atender às suas necessidades.

3. Eficácia é comprovada cientificamente

A ABA é uma das abordagens mais estudadas e bem documentadas no campo do autismo. Estudos mostram que ela pode melhorar habilidades sociais, de comunicação e acadêmicas, além de reduzir comportamentos disfuncionais.

Um dos primeiros estudiosos na área ABA foi o psicólogo Skinner, em 1930. ABA tem evidências científicas que atestam sua eficácia. Consiste em um conjunto de procedimentos e intervenções destinados a aumentar comportamentos positivos.

Além disso, ensina novas habilidades, que possibilitem à criança se integrar em novos ambientes e reduzir comportamentos prejudiciais a ela, como a autoagressão.

4. É mensurável

Outro ponto crucial é o uso de métricas e dados objetivos para medir o progresso. A ABA não apenas ensina habilidades; ela também avalia continuamente a eficácia das estratégias aplicadas. Isso garante que os pais e profissionais possam observar melhorias concretas ao longo do tempo, ajustando a abordagem conforme necessário. Para famílias que procuram uma intervenção com resultados comprovados, essa abordagem baseada em evidências é extremamente confiável.

Saiba mais sobre ABA: Conheça a Formação ABA PRO

5. ABA não requer equipamentos

Uma das características positivas da ABA é que ela não requer o uso de equipamentos ou ferramentas caras, o que possibilita ser trabalhada não apenas por profissionais.

Ademais, ela pode ser praticada em casa, com suporte dos pais e familiares, no contexto escolar,  entre outros ambientes naturais com a ABA naturalística.

6. Foco no autista de forma individualizada

A Intervenção é individualizada. Por isso, são realizadas avaliações constantes para determinar qual é a melhor estratégia, de acordo com as dificuldades e limitações do autista.

Intervenções baseadas em ABA auxiliam no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como conversar e interagir com o outro.

7. Trabalha a motivação

A ABA trabalha com a motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer.

O reforço deve ser individual, ou seja, precisa agradar a criança ou jovem. Por isso, há diversos tipos de reforçadores.

Entre os tipos de reforçadores usados podemos citar: brinquedos, cócegas, passeios, elogios, abraços, jogos, desenhos, alimentos, entre outros.

8. Uso de várias técnicas

É comum que sejam usadas várias técnicas ao mesmo tempo para evitar a estagnação e o tédio da criança. Por isso, é fundamental ter o apoio de especialistas capacitados que possam avaliar a pessoa e definir qual é a melhor estratégia.

As técnicas se esforçam para substituir comportamentos inadequados por outros mais positivos e apropriados. Afinal, melhorar a concentração, a motivação, a fala e as interações sociais da criança também são importantes e trabalhadas de forma individual.

9.  ABA estruturada e naturalista

ABA estruturada segue uma estrutura com começo, meio e fim da atividade proposta e envolve diversas oportunidades de aprendizado. Então, a ABA estruturada é focada nas habilidades que o aluno tem de desenvolver.

Já a ABA naturalística se concentra na aplicação dos princípios da ABA em ambientes naturais e situações do dia a dia. Portanto ao invés de sessões estruturadas e formais, a ABA naturalística utiliza as atividades e contextos cotidianos para ensinar e reforçar comportamentos.

Conheça a Formação ABA PRO

Enfim, ao considerar os benefícios da ABA, fica claro por que esta abordagem é uma escolha eficaz para apoiar pessoas autistas. A combinação de evidência científica, personalização, desenvolvimento de habilidades essenciais e suporte abrangente torna a terapia ABA uma ferramenta poderosa para promover o bem-estar e a independência de indivíduos autistas.

 Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/lists/5-techniques-used-in-applied-behavior-analysis/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

Read More

Se a criança teve atraso na fala, não é autista nível 1 de suporte

A Criança apresentou atraso na fala, mas recebeu diagnóstico de autismo nível 1? E aí esse diagnóstico está correto? No artigo de hoje vamos discutir esse importante tema.

É natural que os pais fiquem angustiados ao perceberem atrasos na fala dos pequenos, como por exemplo não dizer palavras com um ano de idade ou ainda não formar frases aos dois anos de idade.

Essa preocupação pode levar à investigação de atrasos no desenvolvimento, e, em alguns casos, ao diagnóstico de autismo.

Atraso da fala não é critério diagnóstico

Lembrando que atraso na fala não é critério diagnóstico do autismo, o DSM-5 traz como critério os déficits na comunicação social e na comunicação não verbal, mas muitas crianças com autismo apresentam sim atraso na fala e essa é uma queixa comum dos pais.

Aliás, geralmente é o sinal de alerta que faz com que os pais procurem ajuda de um especialista. Então, atraso na fala é um sinal comum, mas não é critério diagnostico…

Saiba mais em: Como é realizado o diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

Nós já escutamos muito a seguinte frase: se fala não é autista… e isso está completamente errado. Muitas pessoas autistas não apresentam atraso na fala o que é o caso por exemplo das pessoas autistas nível 1 de suporte.

Leia também: Saiba mais sobre os níveis de suporte

Geralmente criança muito pequenas que já apresentam atrasos significativos e que recebem diagnostico de autismo bem cedo não se enquadram no nível 1.

Se os sinais de atrasos já estão muito evidentes bem cedo, ali antes dos 2-3 anos de idade não deve ser nível 1 de suporte, porque as necessidades de suporte já são maiores.

Portanto geralmente é nível 2 ou 3 de suporte.

Então, quando uma criança apresenta atraso na fala, isso pode gerar preocupação e, muitas vezes, leva à suspeita de autismo. Quando o autismo é nível 1, os sintomas são mais sutis e geralmente não incluem atrasos na fala.

Muitas mães nos escrevem para tirar alguma dúvida e o que geralmente escutamos é “meu filho tem atraso na fala e recebeu diagnóstico de autismo nível 1”. Bom, se apresenta atraso na fala, significa que a criança tem uma necessidade maior de suporte, portanto não se enquadra no nível 1.

“Ah mas meu filho tem 6 anos hoje e agora ele fala pois se desenvolveu” Sim, é possível que hoje ele esteja no nível 1 de suporte, mas lá atras quando recebeu o diagnóstico não…. com os estímulos, intervenções hoje ele necessita de menos suporte e é nível 1.

Aliás esse é o objetivo da intervenção, trabalhar para que a criança desenvolva as habilidades e conquiste mais independência e autonomia.

Deficiência Intelectual

O mesmo acontece com a Deficiência Intelectual (DI). Se tem DI como comorbidade, isso geralmente significa que a necessidade de suporte da pessoa autista é maior, portanto não deve ser nível 1 e sim nível 2 ou nível 3…

Portanto, atrasos significativos na fala e na comunicação podem indicar um maior nível de suporte.

Quando a criança apresenta um atraso significativo na fala e na comunicação, sem desempenhar essas funções como seus colegas da mesma idade, isso pode indicar uma maior gravidade nos sintomas.

De acordo com os manuais classificatórios atuais, essa condição aponta para uma necessidade maior de suporte.

Crianças que necessitam de mediação constante na escola e em casa, com um acompanhamento mais intensivo, se enquadram em um nível de suporte maior (nível 2 ou nível 3), conforme o DSM-5.

Portanto, se tem atraso na fala e DI associada não é nível 1 de suporte.

Pesquisas mostram que crianças que desenvolvem a fala antes dos 5 anos tendem a ter um prognóstico melhor, com mais independência em comparação com aquelas que falam depois dos 5 anos, que geralmente apresentam sintomas mais intensos e necessitam de mais suporte.

Mas é importante lembrar que a comunicação não é apenas sobre a fala, mas sobre sua função social e expressiva. Algumas crianças podem não falar, mas ainda assim conseguem se comunicar de forma eficaz.

O fundamental é que a criança use a fala ou outros meios para se expressar e interagir de maneira funcional. Por mais que a fala não esteja desenvolvida ainda, nós precisamos ensinar essa criança se comunicar de forma funcional.

Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA)

Por isso se seu filho não desenvolveu a fala ainda é muito importante implementar a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), pois precisamos dar voz para essa criança.

Além disso, as pesquisas mostram que a CAA estimula o desenvolvimento da fala, se utilizada e implementada da maneira correta por profissionais capacitados. Portanto, procure sempre ajuda de um especialista.

E claro as outras intervenções como terapia da fala com a fonoaudióloga, a intervenção ABA, intervenção motora, entre outras devem ser realizadas.

Read More

Autismo nível 1 em adultos

Adultos com autismo nível 1 enfrentam desafios específicos que podem impactar suas vidas diárias de maneiras profundas. Embora não precisem de suporte intensivo, como ocorre em outros níveis do espectro, ainda assim lidam com dificuldades que podem afetar aspectos sociais, emocionais e profissionais. Esses desafios nem sempre são visíveis, mas podem interferir no bem-estar e na capacidade de viver plenamente.

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) ou autismo, é um transtorno do neurodesenvolvimento que traz prejuízos na comunicação e interação social e no comportamento da criança. Portanto, pode interferir na forma como ela percebe o mundo ao redor e interage com os outros, ocasionando esses desafios sociais.

O autismo pode ser classificado conforme o nível de necessidade de suporte da pessoa, sendo considerados três níveis: nível 1 ( conhecido como “autismo leve”), nível 2 (conhecido como “autismo moderado”) e nível 3 (conhecido como “autismo severo”).

Saiba mais em: O que é o autismo (TEA)?

Desafios Comuns em Adultos com Autismo Nível 1

1. Desafios Sociais e de Comunicação

Os adultos com autismo nível 1 geralmente encontram dificuldades em interpretar a comunicação não verbal e entender normas sociais implícitas. Isso pode levar a mal-entendidos ou a interações que, para eles, parecem naturais, mas para outros podem ser interpretadas como “fora do comum”. Pequenos detalhes, como entender sarcasmo ou expressões faciais sutis, podem ser desafiadores, resultando em frustração e isolamento social. As pessoas com autismo nível 1 geralmente precisam de mais tempo para processar as interações e preferem comunicação direta e objetiva.

2. Dificuldades no Ambiente de Trabalho

No ambiente de trabalho, desafios específicos se tornam mais evidentes, especialmente em situações que exigem adaptação constante. Reuniões repentinas, mudanças de tarefas sem aviso prévio e ambientes com estímulos sensoriais intensos podem ser estressantes. Além disso, interações sociais frequentes, como reuniões em grupo e eventos corporativos, podem sobrecarregar a pessoa com autismo nível 1. A necessidade de adaptação ao ambiente corporativo é uma questão recorrente, e muitas vezes, essas pessoas acabam buscando carreiras que ofereçam maior previsibilidade e menos contato social intenso.

3. Sensibilidade Sensorial

Outro desafio comum para adultos com autismo nível 1 é a hipersensibilidade sensorial. Sons altos, luzes fortes e até mesmo determinadas texturas podem causar desconforto significativo e, em alguns casos, sobrecarga sensorial. Essa sensibilidade pode tornar situações cotidianas, como usar transporte público ou estar em um escritório movimentado, extenuantes. Muitas vezes, para gerenciar essa sensibilidade, os adultos no espectro recorrem a ferramentas de acomodação sensorial, como fones de ouvido com cancelamento de ruído ou óculos com lentes especiais para ambientes muito iluminados.

4. Questões de Saúde Mental

Devido aos constantes desafios sociais e sensoriais, é comum que adultos com autismo nível 1 apresentem outras comorbidades associadas como ansiedade e depressão. A dificuldade em entender e navegar nas complexas dinâmicas sociais pode gerar sentimentos de solidão, frustração e, muitas vezes, depressão. Adicionalmente, a luta para “se encaixar” em uma sociedade que muitas vezes não compreende as necessidades e características do autismo pode ser desgastante e contribuir para problemas de saúde mental.

5. Autoconsciência e Identidade

Finalmente, muitos adultos diagnosticados com autismo nível 1, especialmente aqueles que receberam o diagnóstico na vida adulta, enfrentam o desafio de redescobrir a própria identidade. O diagnóstico traz uma nova perspectiva sobre suas experiências passadas, comportamentos e reações. Esse processo de autoconsciência é, ao mesmo tempo, libertador e desafiador. Entender como o autismo molda a própria maneira de perceber o mundo pode ajudar na autoaceitação, mas também levanta questões sobre como se adaptar sem perder a própria essência.

Esses desafios são apenas uma parte da experiência de adultos com autismo nível 1, mas compreender essas dificuldades é essencial para promover a inclusão e o apoio necessário para uma vida mais equilibrada e satisfatória.

Leia também:

Como é realizado o diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

Comorbidades comuns no autismo

Referências:

The National Autistic Society
Autism Science Foundation
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5. ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2023


Read More

Autismo em bebês: saiba como identificar

Em alguns casos, o atraso no desenvolvimento em bebês pode indicar o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Lembrando que os primeiros sinais de autismo podem ser detectados em bebês antes mesmo dos 18 meses de idade.

Importância do diagnóstico precoce

A identificação precoce do TEA é crucial para que a criança ganhe mais qualidade de vida e possa iniciar as intervenções o quanto antes, podendo assim adquirir mais independência e autonomia nas tarefas diárias como brincar, estudar e cuidar de si própria.

Portanto, é importante estar atento aos sinais desde cedo e perceber também como está ocorrendo o desenvolvimento e os comportamentos dos bebês.

As evidências cientificas comprovam que a intervenção precoce é muito promissora em crianças autistas. Já que com a estimulação correta, há aumento da socialização da criança, ganho de habilidades e melhora na comunicação e interação social.

Alguns sinais comuns do autismo em bebês são:

  • Pouco contato visual (por exemplo: não olhar para mãe no momento da amamentação)
  • Não atendem quando são chamados
  • Podem não realizar o sorriso social (ausência de expressões faciais)
  • Não compartilham atenção (por exemplo: não seguir os objetos com os olhos)
  • Não balbuciam ou balbuciam pouco
  • Não apontar ou acenar
  • Não imitar
  • Comportamentos extremos, como ser muito quieto ou muito agitado
  • Podem não gostar de toques ou abraços (pode ser por questões sensoriais)
  • Movimentos estereotipados ou atípicos
  • Apego incomum a objetos

Alguns sinais do autismo podem ser bastante sutis em bebês.  Contudo, aos 6 meses de idade, por exemplo, elas podem não ter um sorriso social recíproco, ou seja, não retornam o sorriso dos pais.

Além disso, podem ter dificuldade em fazer contato visual, ou seja, não fixam o olhar por muito tempo e não acompanham os movimentos.

A criança com autismo normalmente não responde quando é chamado pelo nome. É importante destacar que com cerca de 12 meses, o bebê neurotípico (não autista) quando é chamado consegue reagir. Sendo assim, reconhece seu nome e que as pessoas estão falando com ele, ou seja, responde a esse estímulo.

Isso normalmente não acontece com crianças com autismo. Geralmente, elas não esboçam reações e é como se não tivessem ouvindo seus pais chamando ou interagindo com elas.  Podem também fixar o olhar em algum objeto incomum.

Alterações sensoriais

Já em relação às alterações sensoriais, a criança pode ser muita agitada ou passiva demais e também pode não gostar de toques e abraços.

Além disso, outro fator importante a ser observado é que a criança autista costuma ficar no colo de qualquer pessoa, sem chorar ou estranhar. O que não é comum em crianças neurotípicas.

Conforme a criança cresce, percebe-se que não há interesse em ter contato ou brincar com outras crianças da mesma faixa etária. As crianças com autismo geralmente não gostam de brincar em grupo e se isolam.

O bebê com autismo geralmente é mais sério e sorri pouco. Além disso, quase não apresenta expressões faciais adequadas para a situação. Evitam compartilhar objetos ou não apontam o que eles acham interessante (déficits na atenção compartilhada)

Além disso, os bebês autistas podem indicar alguns atrasos como não balbuciar, que são aqueles sons sem muito sentido. Os bebês autistas costumam ficar mais calados.

Outra questão que deve ser observada é o fato de a criança se mostrar pouco curiosa com as pessoas, não reagir aos estímulos e os objetos que são apresentados a ela.

Por isso, é comum que, muitas vezes, ela fique parada por um bom tempo, olhando para um determinado ponto específico e não demonstre interesse algum em nada presente naquele ambiente.

Outros sinais bastante comuns entre as crianças com autismo são os movimentos repetitivos. Eles podem bater as mãos repetitivamente ou ficar se balançando sem parar.

Como é realizado o diagnóstico?

Ao notar esses sinais, é fundamental que os pais levem a criança até um pediatra e conversem sobre esses comportamentos. O pediatra deverá encaminhar para uma avaliação com a equipe multidisciplinar.

Não há um exame específico para detectar o autismo em bebês, mas a criança passará a ser acompanhada por especialistas de várias áreas que analisarão seu desenvolvimento e poderão sugerir um diagnóstico de autismo. Após essa avaliação o médico será o responsável por fechar ou descartar o diagnóstico.

Intervenção Precoce

Crianças menores de três anos com suspeita ou confirmação de autismo precisam realizar intervenções precoces com abordagens comportamentais como por exemplo o modelo Denver de Intervenção Precoce que é baseado na Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Além de outras intervenções necess

Lembrando que a detecção do TEA na fase inicial também proporciona benefícios para os familiares. Isso porque eles passam a entender o que está acontecendo e como ajudar os bebês com autismo. Para que as intervenções tenham sucesso e sejam efetivas, é importante que a criança tenha apoio de familiares, cuidadores e especialistas.

Portanto, o quanto antes ocorrer a intervenção precoce, maiores serão as chances do bebê com o TEA desenvolver as habilidades. Com o tratamento adequado, a criança poderá se desenvolver e superar as suas limitações.

O tempo é muito precioso quando falamos em desenvolvimento infantil e autismo.

Por isso, não deixe de procurar ajuda profissional se achar que o seu bebê não está se desenvolvendo adequadamente. O diagnóstico precoce é essencial para que assim inicie as intervenções o quanto antes.

Saiba mais: Conheça alguns pré requisitos importantes para o desenvolvimneto da fala

Referências:

https://autismawarenesscentre.com/does-my-baby-have-autism-infant-behaviours-that-may-predict-asd/

https://autismsciencefoundation.org/what-is-autism/early-signs-of-autism/

American Psychiatric Association. (2014). DSM-V: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5ª ed.). Porto Alegre: Artmed

Read More
14 sinais que são comuns em crianças com autismo

Sinais do Autismo – Conheça 14 sinais que são comuns em crianças com autismo

É muito importante que os sinais do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) – sinais do autismo – sejam identificados logo no início. Uma vez que, um erro bastante comum é acreditar que o diagnóstico pode ocorrer apenas quando a criança está com três anos ou mais.

Leia também: O que é o autismo (TEA)?

Hoje já sabemos que há casos de autismo que já podem ser identificados antes dos 18 meses de vida ou até mesmo antes. Quanto mais cedo buscar o diagnóstico e começar as intervenções e estimulações precoces melhor será para o desenvolvimento da criança.

Antes de tudo, é importante saber que a intervenção precoce é fundamental para que a criança consiga desenvolver as habilidades cognitivas, sociais e de linguagem. Dessa forma, a criança terá mais qualidade de vida, independência e autonomia.

Nesse sentido, vale destacar que, apesar dos sinais do autismo, aqui descritos, o diagnóstico do TEA é clínico, baseado em evidências científicas, de acordo com os critérios estabelecidos pelo DSM–V (Manual de Diagnóstico e Estatístico da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-11 (Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde – OMS). Sendo assim, não existe um exame específico que identifique o autismo.

Os sinais de autismo são muito amplos e voltados a comunicação social, reciprocidade social e comportamentos restritos e repetitivos.

Assim sendo, a seguir, veja 14 sinais que são muito comuns em crianças com autismo. Veja bem, são comuns, não significa que todas as crianças apresentarão todos esses sinais.

Quais são os sinais que são comuns em crianças com autismo?

Os 14 sinais que são comuns em crianças com autismo são:

  • Dificuldade de contato visual
  • Dificuldade de interação
  • Não imitam
  • Não atendem quando são chamadas
  • Podem não realizar o sorriso social
  • Não compartilham atenção
  • Não buscam atenção
  • Dificuldade de transições
  • Dificuldade de controle motor
  • Atraso na fala
  • Movimentos estereotipados ou atípicos
  • Não usam a comunicação não verbal
  • Comportamentos sensoriais atípicos
  • Apego a objetos

1. Dificuldade de contato visual

A criança não olha quando é chamada pelo nome ou não sustenta o olhar. A criança pode ter  dificuldade em responder por conta de uma sensação de desconforto quando expostas a muitos estímulos sociais.

Muitos não conseguem se concentrar na fala e nos olhos das pessoas ao mesmo tempo. E também não entendem que o olhar fornece informações em uma interação.

É importante que seja realizado, sobretudo, um rastreamento visual. A criança precisa olhar para o objeto mesmo quando ele é deslocado ou se ela vai se perder.

Costumam olhar para objetos e não no olho quando os adultos conversam com ela.

2. Dificuldade de interação

Muitas crianças e adultos autistas apresentam dificuldades na interação social e precisam de ajuda para aprender a agir em diferentes tipos de situações sociais.

É comum que o autista tenha dificuldade de entender outras pessoas, como expressões faciais ou linguagem corporal. Ademais, não gostam tanto de contato físico e afetivo.

Também não gostam de compartilhar objetos e preferem brincar sozinhos, portanto, sentem mais dificuldade de fazer amigos.

A criança autista não responde a sorrisos e mudanças de expressão facial.

3. Não imitam

Os bebês começam a imitar atitudes e comportamentos simples por volta dos seis a oito meses de vida.

A criança neurotípica tem a capacidade de  copiar as ações de adultos e colegas. Crianças que estão no espectro costumam ter grande dificuldade em imitar. Isso pode comprometer o seu desenvolvimento.

Com um ano de idade eles já imitam movimentos simples como bater palmas, mostrar a língua de volta e repetir movimentos. A criança também tem a habilidade de repetir as vocalizações do adulto.

4. Não atendem quando são chamadas

A criança com autismo normalmente não responde quando é chamado pelo nome. A princípio, o bebê neurotípico (não autista) reage ao ser chamado. Além de responder a estímulos. Isso normalmente não acontece com crianças com autismo.

É como se não estivessem ouvindo e não interajam com os pais e familiares.  Podem também fixar o olhar em algum objeto incomum.

5. Podem não realizar o sorriso social

A criança muitas vezes não responde ao sorriso dos pais e nem sorri de volta em resposta.

6. Não compartilham atenção

A atenção compartilhada acontece quando duas pessoas focam em um mesmo objeto ou dão atenção para uma mesma conversa, por exemplo. Essa atenção pode ocorrer por meio do olhar, gestos ou quando alguém aponta ou indica algo, além de palavras.

7. Não buscam atenção

A criança com autismo normalmente não busca atenção dos adultos e prefere brincar sozinha. Podem, eventualmente, não partilhar o prazer e o sorriso.

8. Dificuldade de transições

Os autistas têm dificuldade de mudar de atividades. A criança neurotípica, entretanto, encerra uma atividade e começa outra sem dificuldade ou choros.

9. Dificuldade de controle motor

Muitas crianças com autismo apresentam dificuldades na coordenação motora. Apresentam dificuldade de olhar e direcionar para a ação ou realizar brincadeiras simples que exijam, eventualmente, a coordenação como pegar objetos.

10. Atraso na fala

A criança acima de dois anos que não fala palavras ou frases deve receber maior atenção. Alguns autistas apresentam problemas de fala ou atraso de linguagem.

A criança que está demorando muito para balbuciar ou falar as primeiras palavras deve, certamente, ser acompanhada por um pediatra.

11. Movimentos estereotipados ou atípicos

Quando falamos em sinais do autismo, não podemos deixar de abordar as estereotipias.

A princípio, os autistas podem realizar movimentos, comportamentos e/ou atividades desencadeadas de maneira involuntária e repetitiva.

Dessa forma, podem chacoalhar as mãos, balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para outro, pular ou girar sem motivos aparentes. Os movimentos podem se intensificar em momentos de felicidade, tristeza ou ansiedade.

Além das estereotipias motoras também podemos destacar as ecolalias que são estereotipias da fala.

Saiba mais em: Entendendo a ecolalia no autismo

12. Não usam a comunicação não verbal

A criança, geralmente, não usa as mãos para indicar algo que quer. Algumas pessoas com autismo não verbal desenvolvem a capacidade de usar algumas palavras de maneira significativa, mas são incapazes de continuar qualquer tipo de conversa.

Nesses casos, podem se comunicar por meio da linguagem escrita, por gestos, cartões ou por meio da tecnologia com aplicativos ou eletrônicos.

13. Comportamentos sensoriais atípicos

Autistas podem ter uma sensibilidade maior aos estímulos do ambiente ou ainda uma sensibilidade muito menor.

Quando há hipersensibilidade, a pessoa percebe os estímulos do ambiente com mais facilidade. Já quem tem hipossensibilidade, por outro lado, precisa de bastante excitação ou esforço para sentir o estímulo.

É muito comum pessoas com autismo apresentarem essas questões sensoriais e se sentirem incomodadas com sons, luzes, texturas, movimentos, toques e sabores. E isso pode levar a crises.

14. Apego a objetos

Crianças com autismo, muitas vezes, tendem a brincar da mesma forma ou com o mesmo objeto.

Há uma fixação por determinados objetos, quando estamos analisando os sinais do autismo, de tal forma que a criança passe o dia apenas com aquele brinquedo. Crianças neurotípicas tendem a mudar de interesse e buscar novos objetos.

Referências

https://autismsciencefoundation.org/what-is-autism/autism-diagnosis/

https://www.autismspeaks.org/signs-autism

Read More

O autismo é genético?

Uma das questões mais complexas de serem respondidas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é quanto a sua origem. Autismo é genético?

Por muito tempo as causas do TEA permaneceram obscuras, deixando sobretudo os familiares do autista sentindo-se perdidos.

Alguns mitos sobre as causas do autismo

Desde que foi descrito pela primeira vez, muito se especulou sobre os fatores responsáveis por comprometer o comportamento e desenvolvimento das crianças com TEA.

Na década de 70/80 havia a teoria “da mãe geladeira”, que dizia que a frieza das mães altamente intelectualizadas, com vida profissional ativa, distantes de seus filhos, levaria ao autismo.

Esta teoria, que por anos a fio assombrou as famílias, sobretudo fazendo recair uma culpa nos pais, demonstrou-se falsa. Os estudos comprovam que as causas têm se mostrado precoces, ainda na formação do sistema nervoso central dos bebês e que nada tem a ver com a criação da criança.

Outra teoria que caiu por terra refere-se à imunização. Havia este conceito equivocado de que vacinar a criança poderia desencadear o autismo.

O que acontecia é que a idade em que se começa a reconhecer sinais do autismo está em torno de 2 a 3 anos de idade, mesmo período em que está ativo o calendário de vacinação das crianças. Até hoje não há evidências científicas que demonstrem relação entre imunização e autismo.

Saiba mais em: O que é autismo?

Sim, autismo é genético

Embora prevalente na população do Brasil e do mundo, ainda há muito a desbravar sobre as causas do autismo. Hoje sabemos que o autismo é genético.

Sabemos que a incidência de autismo em pessoas com síndromes genéticas como “Síndrome de Down” e “Síndrome do X Frágil”  é muito maior.

Quando não é este o caso, o avanço das pesquisas que estudam o TEA tem apontado que a condição pode ter uma origem multifatorial.

Pode-se estabelecer a seguinte divisão: “idiopática“, ou seja, de causa desconhecida; e “secundária“, em que ocorre alguma anomalia cromossômica, o transtorno de um ou mais genes, ou está ligado a fatores ambientais – caso em que se avaliam aspectos familiares, exposição a condições como infecções, prematuridade, entre outros, que podem predispor ao autismo.

Está confirmado que as mutações genéticas desempenham um papel significativo no autismo. Nos últimos 10 anos, os cientistas identificaram centenas de genes que estão ligados à causa do autismo.

Tem-se observado que quando genético, o TEA geralmente resulta de alguma falha no processo do desenvolvimento cerebral, ainda no início do desenvolvimento fetal, causado por defeitos nos genes que controlam o crescimento do cérebro e que regulam a forma como os neurônios se comunicam entre si.

Os pesquisadores do Departamento de Genética da Universidade de Medicina de Yale, relatam que o “autismo é um transtorno fortemente genético”.

Segundo eles, este apontamento é permitido pois nos últimos anos a evolução tecnológica ligada à genética e a finalização do projeto genoma humano tem possibilitado descobertas importantes sobre as origens biológicas do autismo.

Pesquisas realizadas em todo o mundo têm analisado as variações que ocorrem nos genes para compreender de que forma elas influenciam no desenvolvimento do sistema nervoso central e como podem se expressar em torno do autismo.

O que é a genética?

Para compreender melhor isso, é preciso esclarecer que o termo “genética” descreve o estudo de genes individuais de um indivíduo.

O código genético presente no DNA do ser humano é responsável por fornecer instruções para a construção das proteínas que compõem o organismo do ser humano e direcionar seu crescimento e função.

Assim, pode-se dizer que os genes, em linhas gerais, são as unidades do material genético de um ser humano responsável pela produção de importantes ferramentas para o organismo.

Por isso, por meio da análise do DNA, tem-se focado especificamente no estudo dos genes que apresentam influência no desenvolvimento do cérebro e na produção de neurotransmissores.

Genética e autismo

Sendo o autismo descrito como um transtorno que afeta a estrutura e a função dos neurônios no cérebro, no caso do autista os cientistas descobriram que neurônios são mais curtos e possuem menos ramificações em relação às pessoas que não tem o transtorno.

A isso está ligado ao fato de autistas apresentarem dificuldades de linguagem, comunicação e socialização.

Os tipos de mutações genéticas que contribuem para o autismo são mais diversificadas do que se pensava, conforme apontou um relatório de pesquisadores da Universidade da Califórnia, do San Diego School of Medicine, publicado em 24 de março de 2016, na edição online do The American Journal of Human Genetics.

O estudo destaca vários genes que poderiam desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento do cérebro. No caso do autista as mutações são mais propensas a interromper genes envolvidos no desenvolvimento do cérebro.

Os resultados, segundo os cientistas, representam um avanço significativo nos esforços para desvendar a base genética do Autismo.

Mas, afinal, qual a importância em saber que o autismo tem como principal causa o aspecto genético?

Quando um cientista sabe que um gene está envolvido em uma determinada doença, pode ser capaz de fornecer pistas para a forma de lidar com ela.

A expectativa para o futuro é de que, ao encontrar os genes ligados ao autismo, seja possível auxiliar no processo de diagnóstico precoce, bem como escolha da melhor opção de condutas terapêuticas para cada paciente, conforme sua especificidade. Isso é o que vislumbra a medicina personalizada.

Além disso, quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as perspectivas de que a pessoa no espectro do autismo tenha um melhor desenvolvimento cognitivo, psicológico, motor, de aprendizagem e social, podendo alcançar autonomia e independência em suas atividades rotineiras.

Esperamos um dia chegar ao ponto que o sequenciamento genético se torne um exame acessível e seja realizado em todos logo após o nascimento para assim, avaliar a predisposição genética que aquele indivíduo tem de manifestar algum transtorno ou doença. Será que esse é o futuro da medicina?

Hereditariedade

Outra pergunta muito comum quando o assunto é a causa do autismo é quanto a hereditariedade. O primeiro aspecto a ser esclarecido é que tudo que é hereditário é genético, mas nem tudo que é genético é hereditário.

Portanto os fatores que causam o autismo podem ser hereditários ou não. Ou então, pode ser uma junção de fatores hereditários com fatores novos que ocorreram apenas naquele individuo durante o seu desenvolvimento.

Portanto, o gatilho do autismo é a genética, em alguns casos é hereditário, e em outras vezes é causado por mutações novas no embrião e não significa que foi passado pelos pais.

Também pode estar ligada às características ambientais compartilhadas por determinado núcleo familiar. Por isso estuda-se familiares de autistas, em especial, os de primeiro grau. Como pais, irmãos.

Portanto hoje sabemos que as causas do autismo são multifatoriais (vários fatores genéticos e ambientais envolvidos) e poligênicas (alterações/mutações em vários genes).

De acordo com os estudos quando a pessoa tem a primeira filha autista (menina) as chances do segundo filho ser autista é de cerca de 17% (se for menino) e de 8% (se for outra menina).

Já quando o primeiro filho autista é menino, as chances do segundo filho ser autista é de 13% (se for menino) e de 4% (se for menina).

Esses estudos comprovam novamente a forte contribuição genética e hereditária do autismo.

Quando a causa do autismo é uma anormalidade cromossômica ou uma alteração de um único gene, o risco de que outros irmãos e irmãs também tenham autismo depende da causa genética específica.

Se for uma síndrome causada por uma mutação nova que ocorreu durante o desenvolvimento daquele individuo, isso significa que não é hereditário e que os riscos de ter um segundo filho com aquela síndrome são muito baixos. Já se for uma alteração hereditária (passadas pelo pai ou pela mãe) os riscos aumentam.

Por isso, realizar um aconselhamento genético é muito importante nesses casos dos pais pretenderem ter outros filhos.

Saiba mais em: Sinais do Autismo – Conheça 14 sinais que são comuns em crianças com autismo

Referências:

USSan Diego Health
National Human Genome Research Institute
American Society for Human Genetics
Autism Speaks.org

Read More

Entenda quais são os direitos dos autistas

Você sabia que os autistas têm direitos assegurados por lei no Brasil? Por isso, a legislação brasileira reforça que os direitos dos autistas precisam ser respeitados e também a necessidade de serem colocados em prática no dia a dia.

Saiba mais em: O que é autismo (TEA)?

Entre a legislação que devemos destacar está a Lei Berenice Piana (12.764/12), que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Assim,  à partir dela, o autismo foi reconhecido como uma deficiência para todos os efeitos legais. E por conta disso, ocorreu a criação de políticas públicas,  além da implantação, acompanhamento e avaliação dessas diretrizes.

Além disso, em 2015, foi publicada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que também é conhecida pela sigla LBI (13.146/2015).

Quais são os direitos dos autistas?

Alguns dos direitos dos autistas são:

  • Carteira de Identificação
  • Redução da jornada de trabalho dos pais
  • Inclusão escolar
  • Atendimento prioritário
  • Mercado de trabalho
  • Isenção de Impostos para a Aquisição de Veículos
  • Vagas preferenciais no estacionamento
  • Transportes
  • Saúde
  • Direito a prestação continuada
  • Isenção no imposto de renda

Carteira de identificação

Sancionada em 2020, a Lei Romeo Mion (Lei 13.977/2020) cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Portanto, essa legislação veio para facilitar a identificação do autista, que frequentemente encontra obstáculos ao acesso a atendimentos prioritários e a diversos serviços. Vale destacar que o documento é emitido de forma gratuita por órgãos estaduais e municipais.

Redução da jornada de trabalho dos pais

A lei 13.370/2016 reduz a jornada de trabalho de servidores públicos com filhos autistas, sem redução salarial.

Inclusão escolar

A criança com autismo tem direito de ingressar e permanecer em uma escola regular. Por isso, o autista precisa ter condições de acesso, aprendizagem e participação na escola.

Além disso, a instituição de ensino não pode se recusar a realizar a matrícula da criança autista e nem pode cobrar qualquer valor a mais por isso.

A escola precisa oferecer um acompanhamento, adaptações de espaço e nos materiais didáticos para que o ensino seja efetivo.

Além disso, caso necessário o aluno tem direito a ter um acompanhante terapêutico. Importante ressaltar que quem determina essa necessidade é o médico da criança e a escola tem obrigação de conceder esse benefício, sendo pública ou privada. E no caso de escola privada, ela não pode cobrar absolutamente nada a mais por isso!

Atendimento prioritário

A pessoa com autismo tem prioridade no atendimento, ou seja, o direito de ter um atendimento imediato e diferenciado das demais pessoas em todas as instituições e serviços de atendimento ao público. É o que determina a lei 10.048/2000.

Mercado de trabalho

O autista tem a possibilidade de participar do programa de aprendizagem para a pessoa com deficiência, a partir dos 14 anos. E não é necessário preencher requisito relativo a grau de escolaridade. Ele pode ser contratado como jovem aprendiz.

As empresas com mais de 100 funcionários tem obrigação de incluir pessoas com alguma deficiência em seu quadro e muitas disponibilizam vagas exclusivas para autistas. 

Isenção de Impostos para a Aquisição de Veículos

Quem tem autismo pode adquirir veículos com isenção de impostos. Por isso, o valor do automóvel acaba saindo com mais desconto. O benefício pode ser exercido uma vez a cada dois anos.

Vagas preferenciais no estacionamento

O autista também tem direito a uma vaga especial nos estacionamentos, mesmo que não seja o condutor do veículo.

Transportes

De acordo com a lei 8.899/94, os autistas carentes, assim como suas famílias, também têm direito ao transporte gratuito em ônibus, barco ou trem. Em relação ao transporte aéreo, o acompanhante do autista tem um desconto de 80% do valor da passagem. A solicitação é feita no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Saúde

O autista tem direito a atenção integral à saúde por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS) com atendimento universal e gratuito.

Ademais, a Lei Berenice Piana destaca a obrigatoriedade de diagnóstico precoce e tratamento multidisciplinar. Além de ter direito aos medicamentos, é assegurado o direito da nutrição adequada e de informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.

Além disso, o autista não poderá ser impedido de participar de planos privados de assistência à saúde por causa da sua condição.

Direito a prestação continuada

A pessoa com autismo tem o direito de um salário mínimo, desde que comprove que ele, ou a família, não tem condições financeiras para se sustentar.

É o que determina a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), número 8.742/93, que oferece o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Portanto, para ter direito a um salário mínimo por mês, a renda mensal per capita da família deve ser inferior a um quarto do salário mínimo.

Imposto de renda

A pessoa com autismo não é isenta do imposto de renda. A isenção de imposto de renda é somente em caso de aposentadorias e pensões pelo INSS. 

Mas, as despesas médicas que não foram reembolsadas pelo plano de saúde podem ser deduzidas do Imposto de Renda.

Exija o cumprimento dos seus direitos!

É muito importante que os autistas e familiares conheçam as leis que garantem os seus direitos. Se houver qualquer dúvida, é importante buscar ajuda especializada de um advogado.

Read More

Autismo em meninas

Diversos estudos apontam que há uma maior prevalência de casos de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em pessoas do sexo masculino do que no feminino. Estima-se que a proporção de autismo seja de uma menina para cada 3-4 meninos.

Até por conta disso, surgiu o movimento Abril Azul, pois o Transtorno é mais comum em meninos.

Mas isso não quer dizer que não existe meninas com autismo. É bastante comum que as meninas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) sejam subdiagnosticadas, ou seja, elas não recebem o diagnóstico correto. Por isso, acreditamos que tem bem mais mulheres autistas no mundo do que os números mostram.

Geralmente, o autismo das meninas é mais leve, o que faz com que elas passem anos e anos sem saber que são autistas. Também é comum que essas meninas recebam um diagnóstico equivocado como Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

Apesar de não haver uma razão clara para que as mulheres sejam menos propensas a serem afetadas pelo autismo do que os homens,  existem algumas teorias.

Além disso, geralmente, meninas não se encaixam em grande parte dos estereótipos do espectro. Normalmente quando as pessoas pensam em autismo elas pensam naquela criança isolada no canto fazendo movimentos repetitivos e estranhos… Mas, o espectro é muito mais amplo.

Prevalência do TEA

Hoje a prevalência do TEA de acordo com o CDC dos EUA é de 1:36. Então muito provavelmente nós conhecemos muito mais pessoas dentro do espectro do que imaginamos.

TEA em meninas

As meninas com TEA tendem a mascarar mais os sintomas do que os meninos. Elas também podem ter sintomas mais brandos e não apresentar atrasos de linguagem e isso pode dificultar o diagnóstico na infância.

Em geral, espera-se que as meninas sejam mais caladas ou tímidas que os meninos. Por isso, o autismo pode ficar mais evidente na adolescência, quando elas precisam se relacionar socialmente nas escolas ou grupos sociais. Ou seja, quando as demandas sociais aumentam.

Nessa fase, elas podem parecer mais inocentes do que as outras meninas, não entendem duplo sentidos, piadas e evitam se expor.

Além disso, podem gostar mais de rotina do que as outras garotas e sentem dificuldades de aceitar mudanças. 

Outro fato interessante é que as meninas tendem a disfarçar mais suas limitações sociais, pois conseguem imitar comportamentos de outras meninas da mesma idade. Além disso, apresentam menos atitudes repetitivas e restritas. Isso ocorre devido à estrutura cerebral, que é diferente entre meninos e meninas e por causa dos aspectos hormonais. 

O cérebro feminino tem uma inteligência social maior do que a dos meninos, por isso, o TEA pode ser mais facilmente camuflado. Descobertas preliminares em algumas pesquisas mostram que existem diferenças nos cérebros de meninas e meninos com o transtorno.

Outro fator importante é que as pesquisas que envolvem o autismo geralmente focam somente nos meninos. Por isso, há pouco estudo que fale especificamente das meninas com autismo.

Além disso, as meninas com autismo são mais propensas a ter altas taxas de depressão e ansiedade e até mesmo distúrbios alimentares.

Na adolescência, principalmente, as meninas autistas são frequentemente isoladas ou têm menos amigos do que outras colegas e sentem dificuldade de interagir.

Sinais do autismo mais frequentes em meninas

Abaixo listamos algumas caracteristicas comuns em meninas autistas:

  • Camuflagem (máscara social)
  • Dificuldade de se expressar
  • Muitas vezes deixam que os outros falem por ela
  • Dificuldade de adaptação
  • Dificuldades com mudanças na rotina
  • Mudanças radicais de comportamento
  • Ideias rígidas
  • Inflexibilidade cognitiva
  • Dificuldades para lidar com conflitos
  • Mente agitada
  • Baixa autoestima
  • Imitam o comportamento das amigas
  • Hiper ou hiporreatividade (ex: hipersensível a sons ou alta tolerância a dor)
  • Seletividade alimentar
  • Crises de ansiedade (muitas vezes apresentam mutismo seletivo)

Diagnóstico do TEA em meninas

É comum que as meninas busquem ajuda profissional na adolescência por estarem deprimidas e descubram que têm autismo. E na verdade, em vez de ser depressão, elas possuem um quadro de autismo leve que ainda não tinha sido diagnosticado.  

Como o TEA é mais difícil de ser identificado nas meninas, as avaliações clínicas devem ser mais rigorosas para as meninas, e os pais devem prestar muita atenção aos possíveis indicadores de TEA.

Quando o TEA demora a ser identificado, as meninas podem perder a chance de desenvolver suas habilidades mais rapidamente, o que prejudica a sua qualidade de vida.

Mas, a cada dia, aumentam os estudos e interessados em analisar a questão de gênero e quais fatores influenciam no surgimento do TEA em meninas.

Atualmente, alguns pesquisadores buscam acompanhar as meninas autistas desde a infância para traçar em breve novos modelos de diagnóstico para que elas possam ter uma intervenção precoce e ganhe qualidade de vida.

Saiba mais sobre Diagnóstico do TEA

Referências

Why Many Autistic Girls Are Overlooked. Child Mind Institute. Disponível em https://childmind.org/article/autistic-girls-overlooked-undiagnosed-autism/ 

Read More