Diagnosticar precocemente o autismo ajuda a melhorar as habilidades sociais e de comunicação da criança. Isso porque o autista começa a realizar as intervenções de forma precoce e é estimulado a se desenvolver.

O transtorno do espectro do autismo costuma ser identificado pelos especialistas quando a criança tem entre 1 ano e meio e 3 anos. Porém, especialistas destacam que os próprios pais são capazes de detectar os primeiros sinais do autismo a partir dos 8 meses (dependendo do grau do TEA).

A intervenção precoce em autistas melhora o desenvolvimento geral da pessoa, ajudando-a a aprender novas habilidades, que lhes permitirão ser mais independentes ao longo da vida.

Sendo assim, adquirem habilidades sociais essenciais e a capacidade de agir melhor em situações sociais.

O diagnóstico precoce também pode beneficiar os pais. Em vez de perceber os sintomas e se preocupar que algo está errado com seu filho, um diagnóstico precoce permite que os pais tomem medidas e comecem a ajudá-lo.

 

Por que a intervenção precoce é eficaz para melhorar habilidades dos autistas?

O nosso cérebro possui a capacidade de se reorganizar, de modificar sua estrutura em resposta aos estímulos que recebe do meio ambiente externo. Chamamos essa habilidade de neuroplasticidade.

Esse treinamento possibilita a evolução do potencial neuronal, ou seja, o desempenho dos neurônios responsáveis por atuar em atividades como linguagem, motoras e sociais.

A neuroplasticidade ocorre durante toda a vida, sendo mais intensa nos primeiros anos de vida do indivíduo. Por isso a importância da intervenção precoce.

Para quem está no espectro a neuroplasticidade significa a possibilidade de desenvolver e aperfeiçoar as suas habilidades por meio das experiências vividas.

Por isso, a estimulação dos neurônios por meio da intervenção precoce contribui com a melhora nos processos de reabilitação e otimização de resultados funcionais do cérebro de quem está no espectro.

Sendo assim, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para quem está no TEA. Quanto mais cedo são introduzidas novas práticas e rotinas terapêuticas capazes de estimular o funcionamento do cérebro, mais os neurônios podem ser treinados a superar as limitações decorrentes do Transtorno.

 

Como é feito o diagnóstico de autismo?

Vale destacar aqui novamente que não existe qualquer exame que indique que a criança tem autismo.

O diagnóstico do TEA ainda pode ser considerado essencialmente clínico, baseado em evidências científicas, em conformidade com os critérios estabelecidos por DSM–V (Manual de Diagnóstico e Estatístico da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-11 (Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde – OMS).

Geralmente, a análise consiste em uma entrevista com os pais e a criança, e avaliação observacional de comportamentos, que pode ser conduzida idealmente por uma equipe multidisciplinar de médicos, incluindo um pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, educador físico, terapeuta ocupacional e assistente social.

Em alguns casos, são solicitados testes genéticos, bem como rastreio para problemas médicos relacionados, tais como síndromes genéticas.

Os resultados podem auxiliar os pais a entender o máximo possível sobre os pontos fortes e as necessidades de seus filhos Além disso, os especialistas conseguem direcionar o melhor tratamento para habilitação e desenvolvimento do autista.

 

Fique de olho nos sinais de autismo!

Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é  um transtorno do neurodesenvolvimento complexo, ele pode impactar na capacidade de comunicação, interação social, comportamental e motora, interferindo no processo evolutivo da criança.

Sendo assim, as crianças com TEA podem apresentar algum comprometimento ou atrasos nesses marcos de desenvolvimento.

Os pais devem acompanhar atentamente esse desenvolvimento e procurar ajuda especializada, caso acredite que há algum atraso ou a criança não está evoluindo. Alguns sinais que merecem atenção:

  • Não fazem ou evitam o contato visual;
  • Não reagem quando são chamados pelo nome;
  • Não imitam o comportamento;
  • Não interagem ou buscam atenção;
  • Não compartilham atenção;
  • Realizam comportamentos repetitivos;
  • Apresentam fixação em objetos incomuns;
  • Apresentam resistência a mudanças
  • Podem apresentar atraso de fala

 

Referências:

American Psychiatric Association. (2014). DSM-V: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais.

https://blog.autismtreatmentcenter.org/2017/01/neuroplasticity-can-your-childs-brain-change.html

https://www.cdc.gov/ncbddd/autism/index.html