Por que escolher intervenções baseadas na ABA para autistas?

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ABA é a sigla para Applied Behaviour Analisys, ou seja, Análise Aplicada do Comportamento. É uma ciência comprovada que possibilita compreender as ações e habilidades das pessoas autistas e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente.

Portanto, o principal objetivo da ABA é analisar e explicar a interação entre o ambiente, o comportamento e a aprendizagem.

Com isso, as intervenções baseadas na ABA contribuem com a melhora das interações sociais, faz com que os autistas aprendam novas competências e mantenham comportamentos positivos.

Basicamente, a intervenção atua em prol do desenvolvimento do autista usando técnicas específicas que possibilitam a ampliação da capacidade cognitiva, motora e de comunicação e interação social.

Além disso, atua para reduzir comportamentos não funcionais e comportamentos problemas que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem. Portanto, traz muitos benefícios para o autista.

Abaixo conheça alguns motivos para escolher intervenções baseadas na ABA para autistas:

1.   Gerenciamento de comportamentos

Ajuda a controlar comportamentos inadequados por meio das técnicas de reforço. Nesses casos,  há uma recompensa como forma de estimular determinada prática.

Assim, com a terapia ABA, a expectativa é que esta atitude seja repetida posteriormente. E, em alguns casos, se houver comportamento negativo, algumas estratégias são utilizadas como meio de inibir tal atitude.

2.  Ensino de novas habilidades através da ABA

Ensina habilidades que permitem que os indivíduos sejam mais bem-sucedidos e menos dependentes do comportamento problemático que pode gerar atitude negativa para atender às suas necessidades.

3. Eficácia é comprovada cientificamente

Um dos primeiros estudiosos na área ABA foi o psicólogo Skinner, em 1930.

ABA tem evidências científicas que atestam sua eficácia. Consiste em um conjunto de procedimentos e intervenções destinados a aumentar comportamentos positivos.

Além disso, ensina novas habilidades, que possibilitem à criança se integrar em novos ambientes e reduzir comportamentos prejudiciais a ela, como a autoagressão.

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4. ABA não requer equipamentos

Uma das características positivas da ABA é que ela não requer o uso de equipamentos ou ferramentas caras, o que possibilita ser trabalhada não apenas por profissionais.

Ademais, ela pode ser praticada em casa, com suporte dos pais e familiares, no contexto escolar,  entre outros ambientes naturais com a ABA naturalística.

5. Foco no autista de forma individualizada

A Intervenção é individualizada. Por isso, são realizadas avaliações constantes para determinar qual é a melhor estratégia, de acordo com as dificuldades e limitações do autista.

Intervenções baseadas em ABA auxiliam no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como conversar e interagir com o outro.

6. Trabalha a motivação

A ABA trabalha com a motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer.

O reforço deve ser individual, ou seja, precisa agradar a criança ou jovem. Por isso, há diversos tipos de reforçadores.

Entre os tipos de reforçadores usados podemos citar: brinquedos, cócegas, passeios, elogios, abraços, jogos, desenhos, alimentos, entre outros.

7. Uso de várias técnicas

É comum que sejam usadas várias técnicas ao mesmo tempo para evitar a estagnação e o tédio da criança. Por isso, é fundamental ter o apoio de especialistas capacitados que possam avaliar a pessoa e definir qual é a melhor estratégia.

As técnicas se esforçam para substituir comportamentos inadequados por outros mais positivos e apropriados. Afinal, melhorar a concentração, a motivação, a fala e as interações sociais da criança também são importantes e trabalhadas de forma individual.

8.  ABA estruturada e naturalista

ABA estruturada segue uma estrutura com começo, meio e fim da atividade proposta e envolve diversas oportunidades de aprendizado. Então, a ABA estruturada é focada nas habilidades que o aluno tem de desenvolver.

Já a ABA naturalista pode ser considerada o oposto do Estruturado, uma vez que não há um controle da sessão. Assim, a terapia ocorre de acordo com a motivação da criança ou jovem autista.

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 Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/lists/5-techniques-used-in-applied-behavior-analysis/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

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Dra. Fabiele Russo

Dra. Fabiele Russo

Neurocientista especialista em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Fabiele Russo é Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP).