Intervenções lúdicas: a importância do brincar para o desenvolvimento dos autistas

As intervenções têm como objetivo trabalhar os comportamentos, a socialização, a comunicação, a aprendizagem, os aspectos motores, sensoriais, entre outros, e com isso oferecer mais qualidade de vida às pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) (O que é o autismo – TEA?)

Elas ajudam a criança ou jovem com autismo a adquirir habilidades e a poder se relacionar com outras pessoas na sociedade, ter mais independência e autonomia.

Cada pessoa com autismo tem necessidades diferentes, portanto, é importante encontrar as melhores opções de tratamento/intervenção de forma individual, claro que sempre buscando por profissionais capacitados e intervenções baseadas em evidências científicas.

As intervenções lúdicas, no entanto, ajudam a criança com autismo a se desenvolver de uma forma mais divertida, engajada, com atividades recreativas e brincadeiras.

Intervenções lúdicas

Os pais e terapeutas devem usar atividades lúdicas para reforçar os comportamentos positivos. Por meio de brincadeiras, as crianças são encorajadas a melhorar suas habilidades linguísticas, sociais e cognitivas.

Afinal, isso vai fazer a criança perceber que se relacionar é importante, e com isso melhoram as habilidades sociais.

Entre eles, podemos citar o modelo DIR®/Floortime™.  A sigla vem do inglês Developmental, Individual Difference, Relationship-Based Model e significa “Desenvolvimento funcional emocional, diferenças individuais e de relacionamento”.

Visa o desenvolvimento das crianças com alguma alteração no desenvolvimento da sociabilidade, como é o caso do autismo, respeitando as diferenças individuais e as suas relações interpessoais.

Assim, o objetivo é ajudar essas crianças a utilizar suas capacidades levando em conta a etapa do desenvolvimento em que se encontram. Os pais ou terapeutas se sentam no chão com a criança para brincar e interagir em seu nível. Dessa forma, os adultos ajudam as crianças a expandir seus “círculos de comunicação”.

É uma forma de sistematizar a brincadeira com a criança e proporcionar sua progressão sobre as etapas do desenvolvimento.

São realizadas estratégias desenvolvidas pelos terapeutas com o foco no desenvolvimento emocional e estímulo das capacidades sociais, emocionais e intelectuais.

Saiba mais: Como estimular a aprendizagem por meio de brincadeiras

Grupos integrados

Além disso, existem os grupos integrados (ou modelo Integrated Play Groups, em inglês). Trata-se de uma prática baseada em evidência criada no final da década de 1980 para contribuir com o desenvolvimento das crianças com autismo por meio de brincadeiras e atividades lúdicas.

Portanto, o intuito é ensinar crianças com autismo as habilidades que precisam para interagir com seus colegas e se envolver em brincadeiras simbólicas. Pode envolver teatro, dança, ioga, artes visuais, artes multimídias.

Os adultos ajudam crianças com autismo e seus colegas com desenvolvimento típico a se envolverem em atividades lúdicas de interesse mútuo.

Cada grupo é guiado por um especialista a brincar com um tema específico. Depois, elas podem ter um tempo livre para brincar e interagir da forma que quiserem.

As atividades trazem maior consciência e empatia, juntamente com uma maior capacidade de interagir com crianças que se comunicam de maneira diferente de si mesmas.

A importância do brincar para o autista

Primeiramente, vale destacar que a criança tem o direito de brincar e usar as atividades lúdicas como um instrumento que potencializa o processo de aprendizagem.

Ao brincar, a aprendizagem acontece de forma mais rápida, uma vez que a criança se sente motivada a realizar a atividade. Além de desenvolver o físico, o emocional (afetivo), o mental e o social.

A criança autista deve ser estimulada a aprender de uma forma natural e efetiva – e as intervenções lúdicas contribuem para isso, além de ajudá-las a interagir socialmente, a melhorar a linguagem e diminuir os comportamentos restritivos e repetitivos.

Participação dos pais

Para que essas intervenções tenham um resultado positivo é preciso ter o envolvimento da criança, de seus familiares, cuidadores e especialistas que a acompanham. Todo mundo deve estar envolvido e participar deste processo.

A intervenção precoce, principalmente quando realizada de forma lúdica, possibilita que a criança tenha mais perspectivas de conseguir superar as limitações características do espectro e se desenvolver melhor.

Lembrando que é importante sempre buscar ajuda especializada, fazer um acompanhamento médico e contar com profissionais especialistas na área. Essa é a melhor forma de ajudar no desenvolvimento e independência da criança ou jovem com autismo.

Leia também: Por que escolher intervenções baseadas na ABA?

Referências:

https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/Clinical_Report-The_Importance_of_Play_in_Promoting_Healthy_Child.pdf

https://www.iidc.indiana.edu/irca/articles/play-time-an-examination-of-play-intervention-strategies-for-children-with-autism-spectrum-disorders.html

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Intervenções baseadas na ABA: abordagens eficazes para o desenvolvimento do autista

As intervenções ABA (Análise do Comportamento Aplicada) são amplamente utilizadas no tratamento do autismo.

Baseada na ciência do comportamento, as intervenções baseadas na ABA têm se destacado como eficazes para desenvolver as habilidades cognitivas, sociais, comunicativas e acadêmicas de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Saiba mais: O que é o autismo (TEA)?

Neste artigo, exploraremos o que é a intervenção ABA, seus princípios fundamentais e como ela pode fazer uma diferença significativa na vida de indivíduos autistas.

O que é a Intervenção ABA?

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência que estuda o comportamento humano e suas interações com o ambiente.

A ABA visa entender como os comportamentos são aprendidos e como podem ser modificados por meio de intervenções específicas. Portanto, é baseada no princípio de que as mudanças no ambiente podem influenciar o comportamento das pessoas, seja para desenvolver novas habilidades ou reduzir comportamentos problemáticos.

Assim, o objetivo das intervenções ABA é promover o desenvolvimento de habilidades funcionais, reduzir comportamentos problemáticos e alcançar mais independência das pessoas com autismo.

Princípios Fundamentais da Intervenção ABA

A ABA se baseia em vários princípios que guiam o planejamento e a execução da intervenção. Alguns dos princípios fundamentais incluem:

  • Análise Funcional do Comportamento: é o processo de identificar as funções subjacentes dos comportamentos problemáticos para desenvolver estratégias de intervenção.
  • Reforço: O uso de reforçadores fortalece os comportamentos desejados, aumentando assim a probabilidade de sua repetição no futuro.
  • Modelação: envolve demonstrar o comportamento-alvo para que a pessoa possa imitá-lo e aprender por meio da observação.
  • Ensino por tentativa discreta:  as atividades são divididas em pequenos passos ou etapas. Cada etapa é ensinada individualmente, uma de cada vez, para garantir que o aluno compreenda completamente antes de avançar para o próximo passo.
  • Generalização: é importante para que as habilidades aprendidas em um contexto específico sejam realizadas em outros ambientes e situações da vida cotidiana.

Como é aplicada?

A intervenção ABA é individualizada e adaptada às necessidades de cada um. Por isso, os terapeutas conduzem avaliações detalhadas para identificar os objetivos específicos e o que precisa ser feito para alcançá-los. Com base nessas avaliações, são desenvolvidos programas de intervenção com metas claras e mensuráveis.

A terapia ABA é frequentemente realizada em ambientes estruturados, como clínicas ou escolas, mas também pode ser implementada em casa e em contextos sociais.

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Por que escolher as intervenções baseadas na ABA?

Porque as intervenções ABA são altamente eficazes e baseadas em evidências para o tratamento do autismo. Afinal, são ferramentas poderosa para melhorar a qualidade de vida e a independência de pessoas no espectro.

Portanto, com as intervenções ABA, os indivíduos podem alcançar marcos importantes em seu desenvolvimento, capacitando-os a levar uma vida mais com mais autonomia e independência.

Saiba mais: Por que escolher intervenções baseadas na ABA para autistas?

Saiba mais sobre a Formação ABA PRO: Conheça a Formação ABA PRO

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Autismo e inclusão: a importância da adaptação dos conteúdos didáticos para alunos autistas

Um dos grandes desafios dos educadores de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é contribuir com o processo de inclusão escolar e fazer com que esses alunos aprendam e acompanhem o conteúdo das aulas.

Para ter sucesso na inclusão é importante a adaptação dos conteúdos didáticos.

A utilização dos recursos didáticos corretos é fundamental para a inclusão e para que o aluno com TEA absorva os conteúdos educacionais e realmente aprenda.

Por isso, uma forma de melhorar o aprendizado é investir na adaptação dos conteúdos didáticos. Isso é necessário porque os autistas sentem dificuldade de aprender da forma tradicional e ter esse apoio pedagógico facilita o processo de aprendizagem e inclusão.

É necessário que a adaptação dos conteúdos didáticos das aulas seja realizada de acordo com o repertório comportamental de cada aluno.

Mas, vale destacar que nem toda criança com o Transtorno do Espectro do Autismo precisará de uma adaptação dos materiais didáticos.

Plano de Ensino Individualizado (PEI)

A adaptação atenderá a necessidade individual da criança. Por isso, uma das melhores maneiras de ensinar uma criança com dificuldades de aprendizagem ou desenvolvimento atípico é por meio do Plano de Ensino Individualizado (PEI).

Lembrando que a adaptação dos conteúdos didáticos mantém a integridade do conteúdo no currículo, mas pode apresentá-lo em um formato diferente ou alterar o ambiente no qual o aluno aprende com base nas suas necessidades e habilidades individuais.

A equipe de ensino, que pode ser formada por professores, pedagogos, psicopedagogos, precisa avaliar caso a caso e averiguar em que nível cada criança está em cada disciplina, quais conteúdos já absorveu e o que ainda não aprendeu.

Após essa avaliação, eles devem decidir se a criança seguirá o mesmo currículo da turma ou se o aluno precisará de um currículo totalmente individualizado e paralelo ao da classe. Em seguida, essa equipe deve planejar a produção do conteúdo didático individualizado e adaptado.

Mas como deve ser esse material didático adaptado? Não há uma fórmula exata, uma vez que cada criança com o TEA é única, mas o ideal é que as tarefas complexas sejam fragmentadas em etapas e que as atividades sejam lúdicas.

O material didático precisa ser atraente e adequado para os níveis da criança com o TEA. É importante que o material didático seja objetivo, os enunciados sejam menores e é necessário evitar longos textos que exijam uma interpretação complexa.

Alguns outros exemplos

  • Ter menos exercícios por página, pois uma página lotada de informações pode distrair a pessoa com TEA e tirar o foco do objetivo da atividade ou aula;
  • Ter mais atividades para ligar, recortar e colar, pintar, circular, marcar X etc;
  • Ter temas de interesse da criança em todas as atividades. Ela precisa ser estimulada e ter vontade de fazer determinada atividade;
  • Os conteúdos precisam ser simples e reduzidos. Por isso, o material didático deve focar no que realmente é importante para aluno e que possa ser aplicado no seu cotidiano;
  • Evitar questões dúbias e com duplo sentido. As metáforas e figuras de linguagem devem ser excluídas, pois elas são um desafio para crianças autistas e podem causar desconforto e desestimular a aprender;
  • As imagens e desenhos são aliados nesses casos. O material didático deve ter bastantes recursos visuais, pois o aluno com o TEA fica mais interessado para consultar e interpretar os exercícios e atividades propostas.

Outros aspectos fundamentais para a inclusão escolar de crianças com TEA

Além do material didático adaptado, as instituições de ensino devem oferecer recursos de apoio para que a inclusão aconteça de verdade.

Além disso, a equipe responsável pela aprendizagem do aluno precisa ficar atenta para respeitar o ritmo da aprendizagem da criança e mudar o tempo previsto das atividades para que cada aluno possa alcançar os objetivos propostos.

Também poderá ser necessário modificar as instruções das atividades, alterar o formato das aulas, explorar novos ambientes e usar estratégias de ensino diferenciadas.

E para saber se todas essas estratégias estão funcionando é fundamental observar com regularidade o avanço do aluno e se as dificuldades persistem.

Leia também: Inclusão escolar: um direito do autista

Referências:

http://www.hdesd.org/files/2015/06/A-LLIS-03_Autism-Strategies.pdf

https://www.education.vic.gov.au/school/teachers/learningneeds/Pages/supportmaterials.aspx

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Recursos visuais: qual a importância no dia a dia de pessoas com autismo?

Os recursos visuais (símbolos, fotografias, programação visual) são usados como ferramentas que expandem a capacidade da pessoa com autismo de interagir com o ambiente ao seu redor.

Esses recursos visuais podem dar às crianças, jovens e adultos um senso de autonomia, contribuindo assim para sua independência.

Portanto, os recursos visuais também ajudam os autistas a compreender a rotina e contribuir com suas atividades. Melhora a comunicação entre as pessoas com autismo e seus responsáveis.

Afinal, esses recursos tornam mais fácil para as pessoas com autismo entenderem o que está sendo dito ou ensinado, sem ter que dar sentido às palavras faladas rapidamente.

Além disso, autistas geralmente são bastante literais em seus pensamentos. Em alguns casos, isso pode tornar os conceitos abstratos muito difíceis de entender. Assim, os recursos visuais podem tornar todos esses conceitos compreensíveis.

Benefícios

Algumas crianças podem responder bem a cartões com figuras enquanto outras podem achar vídeos ou fotografias digitais mais úteis.

Além disso, os recursos visuais podem mudar de acordo com as necessidades de seu filho.

Esses recursos podem ajudar a:

  • Fornecer estrutura e rotina;
  • Encorajar a independência;
  • Aumentar a confiança;
  • Melhorar a compreensão;
  • Evite frustração e ansiedade;
  • Aumentar a interação com outras pessoas;
  • Melhora a comunicação.

Os suportes visuais podem ser imagens, objetos, linguagem de sinais ou texto. Eles podem vir em uma variedade de formas. Veja exemplos abaixo.

Quadro de rotina

Um cronograma com as atividades é um excelente sistema de suporte visual. O quadro de rotina ajuda o autista a visualizar suas ações e ter previsibilidade. Pode ser feito em casa com materiais do dia a dia.

Rotular objetos

Colocar etiquetas em objetos indicando o que são e as funções pode ajudar a criança com autismo a entender o significado dos itens.

Além disso, uma ampla variedade de itens pode ser usada como suporte visual. Por exemplo:

  • Símbolos;
  • Fotografias;
  • Vídeos curtos;
  • Miniaturas de objetos reais;
  • Fotos;
  • Desenhos;
  • Palavras;
  • Podem ser objetos reais, imagens impressas ou visualizadas por meio de celulares ou computadores.

Como escolher o melhor recurso visual?

Não há um único tipo de recurso visual que seja eficaz, já que as crianças e jovens com autismo são diferentes e apresentam necessidades distintas.

Os suportes visuais são muito pessoais e o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Use o interesse especial da pessoa, por exemplo, faça um cronograma visual na forma de um animal.

Por isso, use símbolos básicos  para permitir que uma pessoa expresse uma opinião. Por exemplo, coloque um símbolo de polegar para baixo ao lado de uma das atividades de hoje para mostrar que ela não gostou.

Então, use por exemplo, toalhas de mesa de cores diferentes: branco para a hora do jantar, azul para a hora de brincar.

Também podem ser usados marcadores de tempo para ajudar no início e no fim de atividades.

Enfim, se ficar na dúvida, não deixe de procurar orientação de um profissional.

Leia também:

Conheça alguns pré-requisitos para o desenvolvimento da fala

Recursos pedagógicos para trabalhar em sala de aula

Referências:

https://www.autism.org.uk/advice-and-guidance/topics/communication/communication-tools/visual-supports

https://autismawarenesscentre.com/visual-supports-best-way-use/

https://www.autismparentingmagazine.com/benefits-of-autism-visual-supports/

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Saiba mais sobre o ADI-R

O ADI-R é a sigla para Autism Diagnostic Interview-Revised ou Entrevista Diagnóstica para o Autismo Revisada, em português. Trata-se de uma entrevista diagnóstica estruturada que foi desenvolvida para ajudar a identificar o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Durante a entrevista com os pais ou cuidadores são coletadas informações detalhadas sobre o comportamento e desenvolvimento da criança.

Por isso, o ADI-R é muito útil para diagnosticar o TEA, planejar medidas terapêuticas e distinguir o autismo de outros transtornos do desenvolvimento.

Dessa forma, tem o objetivo de fornecer uma avaliação ao longo da vida de uma série de comportamentos relevantes para o diagnóstico em pessoas a partir dos 5 anos até o início da idade adulta e com idade mental a partir dos 2 anos de idade.

Foi criada em 1989 como uma ferramenta para pesquisar sobre o crescimento dos  diagnósticos de autismo e passou a ser usada para facilitar a detecção desse Transtorno.

Como funciona?

O ADI-R normalmente leva de uma a duas horas e se concentra no comportamento atual da criança ou comportamento em um determinado ponto nas áreas de interação social recíproca, comunicação e linguagem e padrões de comportamento.

A ADI-R possui cinco seções:

  • Perguntas introdutórias;
  • Questões sobre comunicação (inicial e atual);
  • Desenvolvimento social e como costumam brincar;
  • Investigação sobre comportamentos repetitivos e restritos;
  • Questões relativas a problemas de comportamento em geral.

Devido à longa entrevista, o ADI-R é usado principalmente em ambientes clínicos ou de pesquisa.

Habilidades avaliadas

E esse tipo de entrevista é focada nas seguintes habilidades.

  • Comunicação e Linguagem: avalia-se a fala e as habilidades atuais para manter a conversa;
  • Interação social: avalia-se como a criança interage com as pessoas e como mostram ou interpretam respostas emocionais;
  • Comportamentos repetitivos e obsessivos: avalia-se a presença de comportamentos estereotipados de TEA, como fixação em objetos incomuns, movimentos repetitivos das mãos ou uso repetido de frases curtas e fora do contexto. Além disso, pode ser avaliado se há hiperatividade e agressividade.

Os pais são questionados sobre como e quando perceberam que algo poderia estar errado com a criança e sobre os principais marcos do desenvolvimento. Então, a entrevista investiga o comportamento da criança durante os primeiros cinco anos de vida.

Ferramenta de avaliação

Vale destacar que o ADI-R não envolve diretamente a criança, geralmente é uma entrevista conduzida por um pesquisador ou psicólogo juntamente com os pais ou cuidadores.

Portanto, o ADI-R concentra-se na história do desenvolvimento da criança, contando com a memória das pessoas mais próximas a ela, no caso pais, mães e cuidadores. Sendo assim, avalia-se o histórico médico, comportamentos gerais, passados ​​e atuais, datas do marco do desenvolvimento, o desenvolvimento da fala e da linguagem e comportamentos destrutivos ou agressivos.

As perguntas são pontuadas em uma escala de zero a três, sendo três o resultado mais anormal. Cada pergunta também pode ser codificada de acordo com a idade da criança no momento em que foi notada pela primeira vez, ou se o comportamento é algo que os pais ainda estão vendo regularmente.

O examinador faz perguntas gerais e específicas. Por exemplo, os pais são questionados sobre as habilidades de comunicação de seus filhos. E eles falam se a criança aponta para objetos, se acena com a cabeça, por exemplo. Os pais também revelam detalhes de como é a comunicação verbal e não verbal e as habilidades sociais.

Vale destacar que  o ADI-R não deve ser a única ferramenta de avaliação usada para fechar um diagnóstico do espectro do autismo. Assim, as avaliações devem ser realizadas por uma equipe de profissionais especializados em autismo, para assim, o médico fechar o diagnóstico.

Portanto, especialistas como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais podem realizar diversas avaliações que procuram tipos específicos de desafios e comportamentos que indicariam o autismo.

Leia também:

Importância do diagnóstico precoce do autismo

ADOS – Protocolo de observação para diagnóstico do autismo

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4471312/https://www.verywellhealth.com/adi-r-test-use-in-autism-diagnosis-260241

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Conheça os direitos dos autistas

Você sabia que a legislação brasileira destaca alguns direitos para as pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)? Hoje vamos falar sobre os direitos dos autistas assegurados por lei. 

Dessa forma, as pessoas com o TEA e seu familiares precisam saber quais são esses direitos para serem respeitadas e para que todos eles sejam cumpridos e colocados em prática no dia a dia.  Essa é a parte difícil né gente? A lei existe mas muitas vezes não é cumprida.

A primeira lei é a lei número 12.764/12, conhecida como Lei Berenice Piana, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

E em 2015, foi publicada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, que também é conhecida pela sigla LBI (13.146/2015). Mas o que essas leis contribuem para os autistas? Vamos detalhar isso um pouquinho agora?

Direito a Inclusão escolar

A criança com autismo tem direito de ingressar e permanecer em uma escola regular. Por isso, o autista tem assegurado por lei o direito de estudar tendo todas as condições de acesso, aprendizagem e participação. A instituição de ensino não pode se recusar a realizar a matrícula da criança autista e nem pode cobrar qualquer valor a mais por isso. Além disso, o aluno autista precisa ter um acompanhamento profissional, adaptações de espaço e nos materiais didáticos para que seu ensino seja efetivo, caso seja necessário.

Direito ao Atendimento prioritário

A pessoa com autismo tem prioridade no atendimento, ou seja, o direito de ter um atendimento imediato e diferenciado das demais pessoas em todas as instituições e serviços de atendimento ao público.

Direito ao Mercado de trabalho

O autista tem a possibilidade de participar do programa de aprendizagem para a pessoa com deficiência, a partir dos 14 anos. E não é necessário preencher requisito relativo a grau de escolaridade. Ele pode ser contratado como jovem aprendiz.

Isenção de Impostos para a Aquisição de Veículos

Quem tem autismo pode adquirir veículos com isenção de impostos. Por isso, o valor do automóvel acaba saindo com mais desconto. Uma questão importante aqui é que o autista não precisa necessariamente ser o condutor, mas deve indicar três condutores habilitados. O benefício pode ser exercido uma vez a cada dois anos.

Vaga no estacionamento

O autista também tem direito a uma vaga especial nos estacionamentos, mesmo que não sejam os condutores do veículo. As vagas ficam localizadas em áreas estratégicas, próximas à porta de entrada de shoppings e supermercados, por exemplo, para facilitar o acesso.

Nos transportes

Os autistas carentes, assim como suas famílias, também têm direito ao transporte gratuito em ônibus, barco ou trem. Em relação ao transporte aéreo, o acompanhante do autista tem um desconto de 80% do valor da passagem.

Na Saúde

O autista tem direito a atenção integral à saúde por intermédio do Sistema Único de Saúde, o SUS, com atendimento universal e gratuito. Além disso, a Lei Berenice Piana destaca a obrigatoriedade de diagnóstico precoce e tratamento multidisciplinar. Além de ter direito aos medicamentos, é assegurado o direito da nutrição adequada e de informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.  É importante reforçar que a pessoa com transtorno do espectro autista não poderá ser impedida de participar de planos privados de assistência à saúde por causa da sua condição.

Direito a prestação continuada

A pessoa com autismo tem o direito de um salário mínimo, desde que comprove que ele, ou a família, não tem condições financeiras para se sustentar.

Imposto de renda

As despesas médicas podem ser deduzidas do Imposto de Renda. Além disso, a pessoa com autismo tem preferência no recebimento da restituição do imposto de renda.

É muito importante que os autistas e familiares conheçam as leis que garantem os seus direitos. Se houver qualquer dúvida, é importante buscar ajuda especializada de um advogado.

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ADOS – Protocolo de Observação para Diagnóstico de Autismo

A avaliação do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) exige uma equipe multidisciplinar bem treinada e experiente. Ademais, diversas escalas ajudam no processo diagnóstico. Uma delas é o ADOS, que vem do inglês – Autism Diagnostic Observation Schedule, e significa Protocolo de Observação para Diagnóstico de Autismo, e é uma escala de observação.

o ADOS trata-se portanto de uma avaliação estruturada e completa, no qual através da observação avalia objetivamente a habilidade social, de comunicação e o comportamento de pessoas com TEA, desde crianças até adultos.

O ADOS possui módulos específicos e cada um deles é apropriado para crianças e adultos de diferentes níveis de desenvolvimento e linguagem, podendo ser verbal e não verbal.

Por isso, ele gera avaliações precisas das pessoas com  autismo e o desenvolvimento em todas as idades, habilidades de linguagem, antecedentes culturais e níveis de desenvolvimento. 

Como funciona?

A avaliação do ADOS usa situações sociais planejadas para ter respostas e interações interpessoais. Por isso, utiliza-se termos padronizados, materiais, atividades, introduções de atividades e sequências hierárquicas de atividades sociais.

Portanto, a observação comportamental visa distinguir o autismo de outros transtornos e estuda diretamente os comportamentos sociais e comunicativos associados com o autismo. Este roteiro de observação consiste em tarefas apresentadas pelo examinador.  

Assim, as atividades são padronizadas e permitem que o examinador observe comportamentos que foram identificados como importantes para o diagnóstico de autismo e outros transtornos de desenvolvimento.

Dentro de cada módulo, a resposta do participante a cada atividade é registrada. As classificações gerais são feitas no final do cronograma.

Assim, o ADOS é dividido em quatro módulos:

  • O Módulo 1 é usado para crianças com fala limitada;
  • O Módulo 2 é para quem sabe falar, mas não é verbalmente fluente;
  • O Módulo 3 é usado com crianças verbalmente fluentes;
  • O Módulo 4 é usado com adolescentes e adultos verbalmente fluentes. 

Entretanto, o ADOS não possui módulos que abordam adolescentes e adultos não verbais. Os módulos fornecem sequências comunicativas que combinam uma série de situações. E cada situação fornece uma combinação diferente para comportamentos sociais específicos. 

Já os comportamentos são classificados em quatro domínios:

  • interação social recíproca;
  • comunicação/linguagem;
  • comportamentos estereotipados/restritivos;
  • humor e comportamentos anormais não específicos.

Leia também: Saiba mais sobre o ADI-R

Detalhando cada módulo e fazendo avaliações

O primeiro módulo inclui cenários que envolvem brincadeiras, rotinas e comemorações. Já o segundo módulo envolve conversas, demonstrações de tarefas, descrições de figuras, brincadeiras e leitura de livros. 

O terceiro módulo utiliza algumas das atividades do segundo módulo, mas também incluem desenhos animados, relatórios de conversas, análise emocional, desafios sociais e criação de histórias.

O último e quarto módulo é voltado para adolescentes e adultos verbalmente fluentes e inclui discussões de histórias, trabalho, escola, livros, amizade, solidão, relacionamentos e planos futuros.

Cada módulo consiste em um conjunto de cenários padronizados pelos quais o  avaliador analisa a pessoa.  Outros componentes incluem conversas estruturadas ou cenários sociais, como uma festa de aniversário ou um lanche. E nessas situações são introduzidos  obstáculos para ver como a criança lida com isso.

Geralmente, espera-se que a criança mostre iniciativa e se isso não ocorrer, o examinador fornecerá tarefas cada vez mais específicas para garantir que eles reajam e tenham algum comportamento. Nem sempre os pais estarão presentes para que a criança não se distraia.

Cada módulo leva cerca de 40 minutos para ser concluído. Entretanto, o examinador pode optar por usar outro módulo depois de perceber que o selecionado anteriormente não corresponde às habilidades funcionais da criança.

Normalmente, o teste é gravado em vídeo para que uma equipe possa analisá-lo e fazer o diagnóstico. Os comportamentos recebem uma pontuação entre zero e três: zero indica um comportamento normal, enquanto três indica que há uma disfunção comportamental.

E você, já conhecia esse Protocolo de Observação para Diagnóstico de Autismo?

Saiba mais sobre avaliações: Protocolo AFLS

Referências

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2893552/

https://research.agre.org/program/aboutados.cfm

https://www.appliedbehavioranalysisedu.org/how-is-ados-autism-diagnostic-observation-schedule-used-to-identify-asd/

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Inclusão escolar: um direito assegurado por lei

Um dos desafios dos cuidadores de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é saber como contribuir com o processo de inclusão escolar.

Por isso, é importante que ocorra uma parceria entre pais, escola e profissionais envolvidos na educação da criança no ambiente escolar.

Mas, a inclusão escolar vai muito além de fazer com que a pessoa com TEA esteja em uma sala de aula.

Crianças e adolescentes com TEA geralmente apresentam dificuldades na interação e na comunicação com outras pessoas, comportamentos repetitivos e pouco interesse em realizar atividades próprias da idade.

Assim, a inclusão escolar é fazer com que o aluno se envolva nas atividades e tenha uma experiência de qualidade. 

Além de desenvolver suas habilidades, participar da rotina da escola, aprender e brincar com outras crianças.

O aluno necessita fazer parte da turma, interagir com os colegas e professores, compreender o conteúdo das aulas e se desenvolver de acordo com suas limitações e particularidades.

Como escolher a escola?

No Brasil, desde 2012, há a lei n. 12.764 que determina que pessoas com autismo devam frequentar escolas regulares e também têm o direito de ter um acompanhamento, se necessário.

Mesmo com isso estabelecido na legislação, os pais podem encontrar dificuldades para encontrar uma escola com disponibilidade e capacidade para lidar com as limitações do aluno autista e que realmente façam uma inclusão escolar adequada.

Escolher uma boa escola pode ser difícil, uma vez que depende muito das necessidades individuais da criança.

Para que essa inclusão ocorra, a escola e a grade curricular devem ser adaptadas de acordo com o aluno com TEA.

É importante ter o apoio da direção da escola, pois a criança precisará de alguns recursos, profissionais e apoio especializado para atender às suas necessidades.

Por isso, os pais devem examinar as diferentes opções de escolas disponíveis com bastante antecedência. É possível marcar uma visita para saber se a escola tem uma estrutura é adequada.

Observe a sala de aula, assim como os outros alunos e o professor com quem seu filho passará parte do tempo.

Não deixe de se encontrar com o diretor ou responsável pela escola, que juntamente com os demais educadores, garantirão a participação das famílias e dos estudantes no processo de aprendizado.

A participação de todos é essencial

Busque estabelecer espaços de diálogo que viabilizem a participação ativa de todos os envolvidos, como os professores, coordenadores, diretores, auxiliares de limpeza, merendeiros, entre outros.

Essa é a melhor forma de atingir os objetivos de aprendizagem e garantir a inclusão e a convivência com outros alunos.

Os professores e responsáveis pela educação devem identificar os interesses e as necessidades do aluno.

Com um profissional do atendimento educacional especializado nas escolas é possível identificar o que está atrapalhando ou impedindo a aprendizagem.

Inclusão: um direito do autista

Escolha aquela escola que queira incluir seu filho e sua família, além de valorizar e respeitar a pessoa com o Transtorno, suas habilidades e suas diferenças.

Há a necessidade de manter uma relação baseada em cooperação e apoio mútuo.

Lembrando que a escola não pode se recusar a matricular o aluno com TEA e se a instituição dificultar seu acesso ao ambiente escolar está cometendo um crime.

Além disso, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), o acesso à escola para crianças e adolescentes não pode ser negado em qualquer circunstância, tanto da rede pública quanto particular.

E também não pode ser cobrado nenhum valor adicional nas mensalidades devido ao Transtorno.

Caso encontre dificuldades a ter direito a uma educação inclusiva, é possível entrar em contato com a Secretaria de Educação do município e até o Ministério Público para exigir os direitos do estudante.

Conseguir desenvolver suas potencialidades, participar em igualdade de condições com outros alunos é um direito da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo.

Saiba mais:

Autismo e inclusão: importância da adaptação dos conteúdos didáticos

Alfabetização e autismo: quais são os desafios?

Referências:

https://www.verywellhealth.com/educational-options-for-children-with-autism-260393

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Conheça alguns pré-requisitos importantes para o desenvolvimento da fala

Para que a criança consiga falar, ela precisa ter alguns pré-requisitos importantes para o desenvolvimento da fala.

Os pré-requisitos são as habilidades que preparam as crianças para falar e se comunicar. Dentre elas podemos citar a habilidade de fazer contato visual, de apontar, entre outras.

Todos esses repertórios ajudam na aprendizagem da fala, mas também para o desenvolvimento da socialização. Além disso, contribuem com a autonomia e a independência das crianças com atraso no desenvolvimento ou algum transtorno como o autismo.

A seguir, veja detalhes sobre os pré-requisitos para desenvolver a fala:

Contato visual

A capacidade de manter o contato visual ajudará o bebê a obter informações sobre a linguagem da boca e do rosto. 

Então, fazer o contato visual ajuda a criança a observar a pronúncia, expressão, sonorização do adulto observado, o que ajuda na produção da sua própria fala.

O mesmo se aplica à escuta: a criança aprende a reconhecer a voz humana e a determinar quais são as mais importantes. 

Sorriso social

A criança começa a sorrir ao interagir com os pais quando eles usam os sons, ações, expressões faciais. Costuma aparecer quando a criança tem entre dois e três meses.

Isso estimula ainda mais a interação social porque é muito mais gratificante interagir quando você recebe uma resposta.

Atenção compartilhada

Acontece quando duas pessoas focam em um mesmo objeto ou dão atenção para uma mesma conversa, por exemplo.

Essa atenção pode ocorrer por meio do olhar, gestos ou quando alguém aponta ou indica algo, além de palavras.

A atenção compartilhada contribui com a comunicação e a aprendizagem. Portanto, quem não tem essa habilidade não entende a função do contato visual e não olham para as pessoas.

Também apresentam dificuldades para compartilhar o interesse com os colegas e pais. Geralmente, não têm interesse por brinquedos e não buscam atenção dos pais e familiares.

Compreensão

Antes de começar a falar, é fundamental que a criança seja capaz de entender palavras e instruções simples.

Ela deve demonstrar compreensão ao responder a comandos simples, como “dê tchau” ou “pegue o brinquedo”.

Seguir instruções

A criança precisa responder de forma consistente a demanda. Por exemplo: o pai ou a mãe pede algo para criança e ela consegue fazer. Isso significa que ela compreendeu o que foi falado.

Imitação

Ajuda a criança a vocalizar as palavras. Se ela não imita respostas motoras, possivelmente não imitará as respostas vocais.

Imitar outras pessoas estimula a cooperação e a interação social. Aos 9 meses, a criança é capaz de imitar as palmas e sons.

Comunicação não verbal

Antes de começar a falar, as crianças usam gestos e outros meios não verbais de comunicação, como apontar, mostrar objetos ou fazer movimentos específicos para expressar suas necessidades e desejos.

Desenvolvimento motor

O desenvolvimento motor é essencial para a criança alcançar a fala. Afinal, a medida que a criança desenvolve habilidades motoras orais, como controlar a musculatura dos lábios e da língua, ela está mais apta a produzir sons da fala.

Balbuciar

O balbucio é uma etapa prévia à fala em que a criança produz sequências repetitivas de sons e sílabas, como “bababa” ou “dadada”. É um indicador importante de que a criança está explorando os sons da linguagem.

Importante

É fundamental identificar e trabalhar no desenvolvimento dessas habilidades de forma precoce para prevenir dificuldades com a linguagem verbal e o desenvolvimento e intendência da criança.

Vale destacar que a Terapia ABA realiza o treino dos pré-requisitos da fala.  Se achar que seu filho ou filha está demorando a falar e a se comunicar, procure um especialista para uma avaliação.

Leia também: Conheça 14 sinais que são comuns em crianças com autismo

Referências:

https://www.autism.org.uk/advice-and-guidance/topics/communication

https://childdevelopment.com.au/areas-of-concern/using-speech/talking-readiness-pre-language-skills

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Neurônios-espelho e sua relação com habilidade de imitação

Você já ouviu falar em neurônios-espelho? O cérebro humano é bastante complexo e reflete as ações praticadas por outras pessoas como se fossem espelhos.

Há um grupo de neurônios que são responsáveis por essa habilidade e que são chamados de neurônios-espelho.

Além disso, eles também estão ligados a capacidade de imitação, empatia, compreensão e comportamento social.

Os neurônios-espelho foram descobertos na década de 1990, por cientistas da Universidade de Parma, na Itália.

TEA e neurônios-espelho

Como sabemos, uma característica do autismo é a dificuldade de interação social.

Contudo, é comum que as pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) apresentem dificuldade em se relacionar, demonstrar os sentimentos e as emoções, e de se colocar na perspectiva do outro.

Por isso, estudos têm sido realizados sobre o autismo e os neurônios-espelho.

Sabe-se que, em alguns casos, os neurônios-espelho não funcionam adequadamente em indivíduos com o TEA.

Por isso, essa dificuldade de se relacionar e da incapacidade de se colocar no lugar do outro pode estar relacionada à disfunção desses neurônios.

Outra questão importante dos neurônios-espelho é em relação à limitação da capacidade de imitação do outro.

Lembrando que a imitação está relacionada ao desenvolvimento da linguagem e desenvolvimento motor.

O papel na cognição

Além da imitação e empatia, o neurônio-espelho é importante para a compreensão da cognição social: a forma como as pessoas interagem com outros socialmente.

Os neurônios-espelho registram as informações sensoriais geradas quando um indivíduo planeja uma ação, quando executa a ação e quando vê outra pessoa realizando a ação. Todas elas ficam armazenadas nas mesmas regiões do cérebro.

A importância de pesquisas na área

Ainda é preciso que sejam feitas novas pesquisas sobre os neurônios-espelho para esclarecer a sua função e a ligação com os comportamentos dos autistas.

Pesquisas na área sobre os neurônios espelhos e o autismo são fundamentais para que no futuro possam ser estabelecidas terapias mais efetivas para melhorar a socialização das pessoas com o TEA.

Como foi descoberto

Pesquisadores descobriram que alguns neurônios em uma área do córtex pré-motor dos macacos disparavam quando os animais faziam coisas como pegar ou morder um amendoim.

Uma vez que os pesquisadores identificaram os neurônios-espelho em macacos, o próximo passo foi procurá-los em humanos.

Mas eles não conseguiram registrar a atividade de neurônios individuais em humanos da mesma forma que poderiam em macacos, já que isso requer conectar eletrodos diretamente ao cérebro.

Em vez disso, o primeiro estudo do neurônio-espelho humano examinou a contração muscular da mão. Desde então, a maioria dos estudos sobre o sistema de neurônios-espelho humanos tem usado algum tipo de neuroimagem, geralmente ressonância magnética.

Saiba mais sobre os neurônios espelho

  • É considerado uma das descobertas mais importantes da neurociência dos últimos anos.
  • Permite o aprendizado por imitação, já que é acionado quando é necessário observar ou reproduzir o comportamento de outros seres da mesma espécie.
  • Os neurônios-espelho são um tipo de célula cerebral que responde igualmente quando realizamos uma ação e quando testemunhamos alguém realizando a mesma ação.
  • Foi descrito inicialmente em macacos por pesquisadores da Universidade de Parma, na Itália.
  • Está localizado no córtex pré-motor e lobo parietal inferior dos primatas.
  • Está ligado à observação e imitação das expressões faciais e dos movimentos das mãos e movimentos.
  • As propriedades dessas células têm ajudado a entender a origem de alguns distúrbios neurológicos.
  • Alguns pesquisadores estão interessados ​​em saber se os neurônios-espelho respondem não apenas às ações ou emoções de outras pessoas, mas também à intenção por trás dessas ações.
  • O autismo poderia resultar de disfunções dos neurônios-espelho.

Leia também: Plasticidade cerebral e Poda neural: compreenda a conexão com o TEA

Referências:

https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2021/08/4946248-neuronios-espelho-nos-permitem-viver-a-vida-dos-outros.html

https://www.news-medical.net/health/What-are-Mirror-Neurons.aspx

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