Importância do diagnóstico e intervenção precoce no desenvolvimento dos autistas

Realizar o diagnóstico precoce do autismo, ou TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) pode contribuir para melhorar as habilidades sociais e de comunicação da criança. Quanto mais cedo for descoberto, mais rápidas as intervenções podem ser realizadas pelos especialistas, ajudando assim, no desenvolvimento da criança.

Normalmente o autismo costuma ser identificado até pelos próprios pais que percebem alguns sinais, e isso pode ocorrer a partir dos 8 meses. É importante ressaltar que o autismo possui 3 níveis, portanto os sinais podem ser bastante diferentes para cada criança.

Os especialistas costumam identificar o autismo quando a criança tem entre 1 ano e meio e 3 anos, mas o diagnóstico pode ser realizado antes mesmo dos 18 meses de idade.

Realizar o diagnóstico precoce – o quanto antes – pode contribuir de forma considerável para o desenvolvimento geral da criança, contribuindo para que ela consiga aprender novas habilidades, o que pode permitir para que ela tenha um grau de independência maior ao longo de sua vida.

Entenda por qual razão realizar o diagnóstico e intervenção precoce são extremamente importantes para a qualidade de vida de quem tem autismo

O diagnóstico precoce é considerado fundamental para quem tem TEA. Justamente porque o nosso cérebro possui a capacidade de se reestruturar de acordo com os estímulos que recebe do ambiente externo. Essa habilidade cerebral tem o nome de “neuroplasticidade”.

O treinamento possibilita um progresso intensivo neural, isso significa que o desempenho dos neurônios responsáveis por atuar e desenvolver atividades como linguagem, motoras e sociais são estimulados e, portanto, “moldados” de acordo com esses estímulos.

Vale lembrar aqui, que a neuroplasticidade é muito mais intensa na infância, e acontece com mais dinamismo no período que a pessoa está passando tanto pelo desenvolvimento pessoal, quanto no momento que está adquirindo hábitos e conhecimentos sociais, e por conta disso a importância de realizar a intervenção nos primeiros anos de vida.

A neuroplasticidade cerebral, nada mais é, do que a capacidade do cérebro modificar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente.

Portanto, quanto mais cedo são introduzidas novas práticas e rotinas terapêuticas capazes de estimular o funcionamento do cérebro, mais os neurônios podem ser treinados a superar as limitações decorrentes do Transtorno.

Como identificar os sinais de autismo

Primeiramente, vamos alertar que não há qualquer exame que mostre que uma criança tem autismo. O diagnóstico é clínico. Por isso, é muito importante ficar atento aos sinais.

Alguns sinais que merecem atenção: 

Um dos sinais que podem acionar um “alerta” para a família, é no momento da amamentação, neste momento é extremamente comum a troca de olhares entre mãe e filho, é a partir do ato da troca de olhares que inicia o elo entre a mamãe e seu filho. O que vemos em crianças autistas é a não-interação visual, inclusive durante a amamentação.

Outro sinal, é nos primeiros 6 meses, se acriança tem poucas expressões faciais, ou então, pouco contato visual de forma geral e pouco engajamento sociocomunicativo.

Se até os 8-9 meses não há troca comunicativa, ou seja, não balbucia nenhuma palavra, não imita nenhum gesto. A imitação envolve a capacidade de uma criança de copiar as ações de adultos e colegas. Com isso, elas aprendem a realizar ações com objetos, a fazer gestos e movimentos corporais como bater palmas ou acenar, como também, a se comunicar.

Crianças que estão no espectro costumam ter grande dificuldade em imitar. Isso pode comprometer o seu desenvolvimento.

Aos 12 meses (1 ano de idade) surgem mais sinais para conseguir se atentar com mais clareza, como por exemplo, não fala mamãe e/ou papai, não realiza nenhum gesto, e mantém a ausência de balbucios.

Assim que esses qualquer um dos sinais for identificado é importante realizar a intervenção necessária, sempre levando em consideração as necessidades individuais de cada criança.

Fique de olho!

É importante ficar atento aos sinais, afinal, quanto mais rápido agir, maior a possibilidade de melhorar habilidades da criança autista. Possibilitar que ela consiga desenvolver suas habilidades, cognitivas, sociais, entre outras.

Quando algum sinal aparecer, inicie a intervenção mesmo durante a investigação clínica, é muito melhor fazer a intervenção sem precisar – pois só trazem benefícios – do que negligenciar a necessidade da criança e prejudicar o seu desenvolvimento.

Referências:

https://www.posead.saocamilo.br/neuroplasticidade-o-que-e-e-qual-a-sua-importancia-para-a-neuroeducacao/noticia/112

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Excesso de telas e seu impacto no desenvolvimento infantil

Vamos abordar aqui, o impacto no desenvolvimento infantil pelo longo tempo de exposição à essas telas.

É fato que, cada vez mais, as crianças estão expostas a todo tipo de tela, seja através de um celular, tablet, computadores em geral, ou ainda a própria TV,

Sabemos o quanto esses dispositivos trazem mais praticidade no dia a dia.

Mas é importante lembrar que a exposição prolongada pode fazer muito mal para o desenvolvimento das crianças.

É recomendado que crianças de até 2 anos de idade não tenham qualquer contato com nenhum tipo de tela. Essa é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dos 2 aos 8 anos o uso de telas está liberado para o período de, no máximo uma hora por dia.

E, apesar de hoje ser bastante comum as crianças com celulares nas mãos, o uso deste aparelho só é indicado após os 8 anos de idade.

Mas quais os impactos dessas telas no desenvolvimento infantil então?

O fato é que, estar em frente às telas por tempo prolongado – tempo maior que o recomendado pela OMS – pode atrapalhar o desenvolvimento das habilidades sociais e de linguagem da criança.

Por conta disso, até surgiu o mito do autismo virtual.

Saiba mais sobre O que é o autismo (TEA)?

Quando a criança fica exposta ao uso das telas por muito tempo, ela perde a oportunidade de praticar habilidades importantes como por exemplo manter contato com objetos físicos e a natureza.

Veja abaixo alguns dos riscos para a saúde da criança:

Sono desregulado

A criança que tem à sua disposição uma TV ou um celular, por exemplo, pode querer trocar o tempo de sono para ficar assistindo ou jogando.

A luz emitida pelas telas dos dispositivos bloqueia a liberação da melatonina – que é o hormônio responsável por avisar ao corpo que está na hora de dormir.

Isso afeta diretamente nosso relógio biológico e a percepção do cérebro do que é noite ou dia, prejudicando na qualidade do sono, uma vez que você não recebe todo o descanso que precisa.

Problemas emocionais

A exposição prolongada aos dispositivos eletrônicos afeta muito o emocional da criança, causando distúrbios emocionais como depressão, ansiedade e, em muitos casos a agressividade.

Prejudica o desenvolvimento do cérebro

Crianças muito pequenas que são expostas a telas estão suscetíveis ao atraso cognitivo, distúrbio de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções, e, déficit de atenção.

A Distração Passiva, ocorre quando a criança consome muitos vídeos e joguinhos nas telas de forma passiva, que é totalmente diferente de brincar ativamente, onde a brincadeira acontece de acordo com o desenvolvimento que a criança exerce, com a imaginação, por exemplo.

Vale mencionar que o “brincar” é um direito universal e temporal para todas as crianças em fase de desenvolvimento mental e cerebral.

Obesidade infantil

Quanto mais expostas a telas, mais sedentárias as crianças ficam, pois brincam menos ativamente, com isso, queimam menos calorias, facilitando assim, o ganho de peso.

Outros problemas apontados por pesquisas, mostram a possível dependência digital, problemas visuais, como a miopia, transtornos alimentares, problemas auditivos, de postura, síndrome visual do computador.

Além da exposição prolongada aumentar a possibilidade de cyberbullying e o risco de abusos sexuais e pedofilia.

Mas então, o que os pais e/ou cuidadores podem fazer?

Os responsáveis, sejam pais ou cuidadores, devem estimular a criança e o jovem a praticar atividades que não necessitam de tecnologia. Podem ser jogos de tabuleiro, leitura de livros, música, pintura, ter contato com a natureza, etc..

É necessário ficar atento no tempo de uso desses dispositivos eletrônicos, estabelecendo regras de uso, como não utilizar no período de 2 horas antes de dormir, durante as refeições, e assim por diante.

Sempre faça um acordo em relação à quanto tempo a criança vai permanecer com determinado dispositivo.

Lembre-se que crianças podem ter dificuldade para compreender a passagem do tempo, portanto, cabe sempre aos responsáveis limitar o tempo de uso.

É importante que a mediação de um adulto seja sempre possível, por isso, evite que a criança utilize dispositivos eletrônicos sozinhas, como trancadas em seu próprio quarto.

Seja firme e cumpra com o que foi combinado, desta forma a criança vai entender também como funciona as coisas que são cominadas entre ela e os responsáveis.

Fale abertamente com a criança, sobre os perigos do uso e da exposição do celular, por exemplo, para a sua saúde. Sempre que possível, verifique mensagens e/ou aplicativos usados em celulares, tablets e computadores.

Por fim, mas também extremamente importante, dê o exemplo, sempre que possível passe mais tempo com a família e longe dos eletrônicos.

Referências:

https://www.cpaps.com.br/blog/saiba-como-o-uso-de-eletronicos-pode-prejudicar-o-seu-sono/

https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-atualiza-recomendacoes-sobre-saude-de-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/

https://www.webmd.com/mental-health/news/20170503/are-smartphones-helping-or-harming-kids-mental-health

https://www.nationwidechildrens.org/family-resources-education/700childrens/2018/10/children-and-cell-phones

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Autismo na adolescência: como lidar?

Quem tem um adolescente em casa sabe que ter amigos e interagir socialmente é muito importante e necessário para os jovens. Para os adolescentes que estão no espectro do autismo também, mas eles podem ter mais dificuldades para se relacionar com seus colegas e familiares.

O desenvolvimento do autista depende muito dos estímulos e do ambiente ao que ele está inserido.

Sabemos que esse tema gera muitos receios dos pais que sentem medo de como seu filho (a) vai conseguir se desenvolver e lidar com os desafios da adolescência.

Então, é muito importante apoiar, mostrar para seu filho (a) que ele é muito amado e ajudá-lo a se preparar para essa nova fase.

Por que é importante preparar a criança autista para essa nova fase?

É importante realizar as intervenções necessárias de forma individual de acordo com a necessidade da criança desde a primeira infância. Para que ela desenvolva habilidades de comunicação e habilidades sociais e para que tenha mais independência na adolescência e vida adulta.

A adolescência que é a fase que ela vai passar por várias descobertas como por exemplo em relação ao seu corpo e sexualidade, entre outros desafios que surgem nessa etapa da vida e que precisam de atenção.

Com as intervenções e orientação dos pais e cuidadores o adolescente passará por esse processo com mais segurança.

A adolescência é uma fase em que as demandas sociais aumentam. Essa fase já é difícil para grande parte das pessoas e para os adolescentes autistas pode ser ainda mais desafiador.

Além das dificuldades sociais, eles ainda sofrem um pouco para compreender as mudanças no corpo. Por isso, é importante auxiliá-lo, explicar cada etapa e acompanhá-lo em todo o processo.

Além desses desafios outros comportamentos podem aparecer com frequência em autistas na adolescência:

  • Dificuldade em ser compreendido
  • Complexidade para entender situações sociais de forma direta e simples
  • Normalmente apresentam dificuldade em fazer amizades e ter relações amorosas
  • Comportamentos mais infantilizados
  • Tem uma tendência maior a desenvolver ansiedade e depressão

Como ajudar o autista na adolescência?

Importante estimular que ele desenvolva as suas próprias habilidades, que ele descubra as coisas e principalmente as atividades que ele gosta. Incentive que ele participe de grupos que ajudem a interpretar os sinais de comunicação verbais e não verbais.

Caso ele apresente sinais de outros transtornos como por exemplo ansiedade ou depressão, busque o acompanhamento de um especialista para realizar as intervenções necessárias. Fique sempre atento às mudanças de comportamentos dos adolescentes nessa fase.

Transição para a vida adulta

É extremamente importante que essa fase seja observada, tenha os estímulos certos para que essa transição seja a melhor possível.

Até para que na vida adulta esse adolescente consiga ser independente, ter autonomia, sucesso e mais qualidade de vida.

Mas para isso, é importante que tenha o acompanhamento certo nessa jornada.

Leia também: Asperger na vida adulta: como diagnosticar?

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Terapia Ocupacional e sua importância para os autistas

A Terapia Ocupacional para os autistas é de extrame importância, pois o Terapeuta Ocupacional (TO) trabalha para ajudam na reabilitação de pessoas que apresentam alguma limitação no aspecto psicomotor e cognitivo.

Dessa forma, trabalham com o desenvolvimento das AVDs (Atividades de vida diárias) e também com a integração sensorial.

As pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), muitas vezes, apresentam dificuldades em se comunicar e interagir com os outros. Por isso, não conseguem socializar e podem ter problemas para realizar as atividades diárias.

Cabe ao especialista de TO, ajudar a criança com o TEA a desenvolver a autonomia e independência e melhorar a qualidade de vida.

Os profissionais de Terapia Ocupacional usam uma variedade de métodos para abordar e promover as habilidades necessárias para que a pessoa com autismo realize suas atividades do dia a dia.

Por meio de técnicas específicas, o terapeuta ocupacional ajuda o autista a desenvolver suas habilidades da vida diária, como usar o banheiro, a se vestir, a escovar os dentes, pentear o cabelo, por exemplo.

Também contribui com a melhora das habilidades motoras – como a melhora da caligrafia ou andar de bicicleta, por exemplo.

Se o seu filho (a) for encaminhado (a) para um terapeuta ocupacional, o profissional primeiramente fará uma avaliação abrangente para compreender a criança, sua família, suas necessidades e estabelecer algumas metas.

Lembrando que a terapia é adaptada de acordo com as necessidades de cada criança.

Os terapeutas ocupacionais levam em conta as capacidades e necessidades físicas, sociais, emocionais, sensoriais e cognitivas do autista para desenvolver as habilidades do autista.

Terapia Ocupacional no autismo

No caso do autismo, o terapeuta ocupacional trabalha para desenvolver habilidades para a escrita, habilidades motoras finas e habilidades da vida diária.

No entanto, um papel muito importante é também avaliar e intervir nos distúrbios do processamento sensorial da criança.

Isso é benéfico para remover as barreiras de aprendizagem e ajudá-los a se tornarem mais calmos e mais concentrados.

Além disso, a TO também dá suporte para as crianças no desenvolvimento de suas habilidades de comunicação.

Muitas crianças com autismo sentem dificuldades em expressar suas emoções ou entender os sentimentos e reações das pessoas.

A Terapia Ocupacional pode abordar questões de comportamento e dar a essas crianças ferramentas para interagir com outras pessoas de maneira mais eficaz.

Além disso, os Tos trabalham também na integração de atividades que satisfazem suas necessidades sensoriais e reduz o excesso ou a falta de estímulo. Ou seja, ajudam na integração sensorial da criança.

Sendo assim ajudam a criança a responder de forma adequada à luz, ao som, ao toque, aos cheiros e outras informações.

A intervenção geralmente foca em atividades destinadas a ajudar uma criança a gerenciar melhor seu corpo no espaço.

O profissional pode também contribuir com as questões emocionais do autista. Isso pode incluir a identificação de emoções em si mesmo e nos outros, pois é comum que eles tenham dificuldade em interpretar emoções.

Benefícios da Terapia Ocupacional:

– Aumento da capacidade de atenção e concentração;
– Trabalha para melhorar a coordenação motora;
– Auxilia no desempenho escolar;
– Melhora do desempenho em ambientes domésticos;
– Mais independência;
– Mais interação social;
– Redução da ansiedade;
– Desenvolve os relacionamentos;
– Expressar os sentimentos de forma adequada;
– Aumenta a autoconfiança.

É bastante importante encontrar um terapeuta ocupacional credenciado pelo órgão competente para que as intervenções terapêuticas sejam eficazes.

Por isso, busque uma indicação de um pediatra ou médico de confiança.

Os terapeutas ocupacionais atuam em hospitais, em clínicas particulares ou centros especializados de reabilitação.

A participação dos pais e familiares também é fundamental nesse processo.

Leia também: Musicoterapia no autismo: uma intervenção baseada em evidências

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Contribuições da ABA para o desenvolvimento dos autistas

Você sabia que as intervenções baseadas na ABA são extremamente relevantes para contribuir com o aprendizado de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

A ABA (do inglês, Applied Behavior Analysis), é utilizada para entender o comportamento das pessoas com TEA, e assim, direcionar para o melhor tratamento dos sintomas do autismo.

Nós já sabemos que pessoas autistas possuem uma alteração no cérebro que afeta a capacidade de comunicação, interação social e comportamento.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento complexo e é um espectro porque os sintomas e características mudam de pessoa para pessoa.

Melhor tratamento para autismo

Trocar informações e aprender mais sobre o autismo, faz com que a nossa sociedade se prepare cada vez mais para aprender a lidar com as diferenças e saiba a melhor forma de agir com esses desafios.

Percebemos que umas das preocupações dos pais de pessoas com autismo é encontrar o melhor caminho para que essas crianças consigam ter um acompanhamento, uma forma de ensino que realmente seja eficiente e traga os resultados necessários para que ela tenha a sua independência e a melhor qualidade de vida.

E as intervenções baseadas na ciência ABA são as mais adequadas, já que utilizam o ensino intensivo e individualizado das atividades.

Aplicar a ABA não é uma função muito simples e exige profissionais especialistas supervisionando todo o processo.  As intervenções são individualizadas e não tem uma política de punição. Ou seja, a criança é ensinada diversas vezes as mesmas habilidades e atividades até que ela consiga executar sem erros.

Todos os comportamentos da criança precisam ser registrados para que o progresso seja perceptível. Além de precisar ter estímulos de recompensa com os reforçadores que podem ser brinquedos, atividades e reforço social como por exemplo elogios.

Para que o tratamento funcione, é necessário que a família também se envolva e siga participando.

Qual a importância da participação da família na aplicação da ABA

É muito importante alertar, que precisa ter uma programação de ensino, com acompanhamento e rotina para que o estudante consiga entender o motivo dele realizar aquelas atividades que tem como propósito por exemplo mudar o foco do comportamento repetitivo que muitas pessoas autistas apresentam ou aprender novas habilidades.

Para que funcione a ABA, é preciso ter de forma muito clara que não se deve tratar os autistas como pessoas doentes e que precisam de alguma correção.

Eles apenas precisam desenvolver alguns comportamentos funcionais, desenvolver habilidade e aprimorar habilidades que eles já possuem.

O profissional que está lidando com uma pessoa com autismo precisa ter esse pensamento muito claro e desenvolvido.

Cabe dizer, que as intervenções baseadas na ABA são as mais aplicadas e que possuem mais resultados positivos, com uma abordagem comportamental que tem trazido muito sucesso e independência para a casa de muitas pessoas que têm algum familiar com TEA.

E isso faz com que essas famílias que normalmente se sentem excluídas consigam lidar sobre esse tema com mais naturalidade e com uma compreensão maior das pessoas.

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Transtorno de Processamento Sensorial: Como identificar?

Você conhece o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS)? Essa condição ocorre quando o cérebro e o sistema nervoso apresentam dificuldade em processar estímulos do ambiente e dos sentidos.

Aliás, é muito comum que crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) também apresentem o TPS. Por isso, as questões sensoriais também fazem parte dos críterios diagnósticos do TEA (critério B do DSM-5).

 O TPS acontece portanto, quando a entrada sensorial do ambiente ou do próprio corpo é mal detectada ou mal interpretada. Por isso, quem tem o Transtorno sente dificuldade de processar o calor ou o frio, o cansaço, a fome, as luzes e os sons.

As causas do TPS não estão completamente esclarecidas, mas sabe-se que a genética é um dos fatores de risco do transtorno. Existem casos de hipo e hipersensibilidade.

Quando há hipossensibilidade, a criança precisa de bastante excitação ou esforço para sentir o estímulo. Nesses casos, ela costuma ser agitada, faz mais bagunça, morde objetos, tem pouca resposta à dor ou gosta de muito barulho, por exemplo.

Já quem tem hipersensibilidade, percebe os estímulos com mais facilidade. Por isso, acham as luzes e as cores muito brilhantes, os sons ficam bem intensos, os odores se tornam muito fortes e as sensações táteis são interpretadas de modo profundo. 

Lembrando que a integração sensorial é o processo neurológico pelo qual as sensações, como da pele, olhos, articulações, gravidade e receptores sensoriais de movimento, são organizadas para uso.

Mas, além dos sintomas apresentados, há como avaliar se a pessoa tem ou não o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS)? Sim, veja detalhes, a seguir.

Avaliação de Processamento Sensorial

Uma forma de chegar ao diagnóstico do TPS é por meio da Avaliação de Processamento Sensorial, ou SIPT, sigla em inglês. Entretanto, essa avaliação deve ser realizada pelo Terapeuta Ocupacional (TO).

Então, ocorre uma avaliação padronizada com 17 testes fundamentados e comprovados por pesquisas científicas. O SIPT avalia os resultados quantitativos e qualitativos dos distúrbios de integração sensorial.

Além disso, vale destacar que é importante que o profissional responsável por avaliar a criança com TPS seja capacitado e tenha formação específica.

Por meio dessa avaliação é possível então realizar um diagnóstico, direcionar o melhor tratamento e dar mais orientações para a família e a escola.

O SIPT não avalia a inteligência ou o desempenho acadêmico de uma criança e é indicado para crianças de 4 a 8 anos e 11 meses. Assim, os testes são organizados em quatro categorias:

1 – Percepção Visual Motora Livre – avalia a habilidade de perceber visualmente a forma e o espaço sem envolver a coordenação motora;

2 – Somatossensorial – avalia a percepção muscular, a tátil e a das articulações; 

3 – Práxis – avalia a interpretação de instruções, a habilidade de copiar modelos simples em representação dimensional, a forma visual e a percepção de espaço e imitação de posturas corporais;

4 – Motor – avalia a coordenação bilateral (habilidade de coordenar os dois lados do corpo), equilíbrio estático e dinâmico, precisão motora e a duração dos movimentos reflexos dos olhos para identificar como está o sistema nervoso.

Medida de Processamento Sensorial

Outra forma de diagnóstico é por meio da Medida de Processamento Sensorial (SPM, sigla em inglês). Ela é uma avaliação que usa um sistema integrado de escalas de medição. Isso possibilita a avaliação de problemas de processamento sensorial, práxis e participação social da criança em idade escolar.

Reúne informações fornecidas pelos pais e escola para identificar comportamentos no cotidiano da criança. Há três formulários que incluem o SPM que ajudam a fornecer uma imagem abrangente das dificuldades de processamento sensorial das crianças.

Dessa forma, avaliam-se a participação social, visão, audição, consciência corporal (propriocepção), equilíbrio e movimento (função vestibular), planejamento e ideias (práxis) e sistemas sensoriais.

Cabe destacar que independentemente do questionário ou métodos diagnósticos utilizados, os profissionais devem usar várias outras fontes de informação ao documentar os aspectos sensoriais em crianças com autismo, incluindo entrevistas com pais e professores, além de observações comportamentais.

Referências

https://childrenstherapy.org/sensory-integration-praxis-tests/

https://ajot.aota.org/article.aspx?articleid=1879210

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Diagnóstico do Transtorno Opositivo Desafiador: Como é feito?

Você já ouviu falar do Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)? Trata-se de uma condição comportamental que ocorre na infância e a criança apresenta constantes episódios de desobediência e hostilidade.

O DSM-V classifica o TOD como parte de um grupo de transtorno de conduta, disruptivos e de controle de impulsos. As crianças costumam ser birrentas e não lidam bem com a frustração.

Geralmente, os sintomas do TOD aparecem antes dos oito anos e é mais comum em meninos. Os pais e cuidadores sentem muita dificuldade em lidar com essas crianças que são desobedientes, desafiadoras e agressivas.

As razões para que surja o TOD ainda não estão claras, apesar de saber que ela está ligada a fatores genéticos e condutas familiares.

Vale destacar que o TOD é uma comorbidade que pode ser observada no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Sendo assim, a criança ou jovem pode ter ambas as condições.

Estima-se que 2% a 16% das crianças em idade escolar apresentam TOD.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente, são os pais e responsáveis que se atentam para os comportamentos que são bastante agressivos e impulsivos.

No entanto, o diagnóstico pode ser difícil, pois a maioria das crianças apresenta alguns dos sintomas de vez em quando, principalmente quando estão cansadas, com fome ou chateadas.

A diferença é que a criança com o TOD apresenta esses sintomas com mais frequência e persistência do que outras.

Apresentam um padrão recorrente de comportamento negativista, desafiante, desobediente, principalmente com figuras de autoridades que levam a um prejuízo na vida acadêmica, social e familiar.

Sinais do TOD

  • Frequentemente discute com adultos ou figuras de autoridade;
  • Costuma desafiar as regras dos adultos;
  • Faz coisas deliberadamente para aborrecer a terceiros;
  • Culpa os outros pelos seus próprios erros;
  • Fica ofendido com facilidade;
  • Fica bravo quando contrariado;
  • É rancoroso e vingativo quando desafiado ou contrariado;
  • Agridem verbalmente familiares;
  • Responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
  • É comum que se aborreça sem motivos;
  • Surtos de raiva.

Além disso, os especialistas avaliam se ela demonstra dificuldades comportamentais por pelo menos seis meses, têm problemas na escola e dificuldade para fazer amizades.

E também se seu funcionamento geral fica comprometido devido às suas atitudes desafiadoras.

Para ter um diagnóstico precoce, os pais e responsáveis devem ficar de olho nos comportamentos das crianças e buscar ajuda especializada.

Um psiquiatra infantil ou especialista em saúde mental qualificado pode diagnosticar o TOD.

Geralmente, ele conversa com os pais e professores sobre o comportamento da criança e poderá observá-la para chegar a um diagnóstico.

Formas de tratamento

Na maioria das vezes, o tratamento depende de psicoterapia comportamental e suporte escolar. O uso de medicação também pode ser indicado.

A medicação melhora a autorregulação de humor frente às frustrações. A psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional.

E a escola precisa oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, o que melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e o leva a se distanciar de situações nocivas.

Não existe um tempo de tratamento ideal, depende muito de como a criança vai reagir com as intervenções.

Vale destacar que se não for tratada ou receber o apoio adequado, o quadro pode evoluir para o Transtorno de Conduta, que é uma condição mais severa que o TOD.

Nesses casos, a pessoa pode mentir para obter vantagens, entrar em lutas corporais, ser fisicamente cruéis com pessoas ou animais, destruir a propriedade alheia, praticar furto, maltratar as pessoas e cometer diversos crimes.

Por isso, é fundamental que desde cedo a criança receba ajuda e controle os seus sintomas e melhore os comportamentos com a terapia adequada.

Referências

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/oppositional-defiant-disorder/symptoms-causes/syc-20375831

https://childmind.org/article/what-is-odd-oppositional-defiant-disorder/

https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/oppositional-defiant-disorder

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Como a terapia cognitiva-comportamental pode ajudar o autista?

Já falamos aqui que as pessoas que se encontram no espectro precisam de diferentes intervenções terapêuticas. A terapia cognitiva-comportamental (TCC) pode ser uma ferramenta eficaz para os autistas. Você já ouviu falar sobre a TCC?

A TCC é uma abordagem terapêutica bastante procurada atualmente. Suas técnicas contribuem bastante para tratamento de doenças mentais como depressão e problemas psicológicos.

Como funciona?

O foco da terapia cognitivo-comportamental é a reestruturação mental da pessoa. Por isso, geralmente são realizadas diversas sessões com um psicólogo e segue-se uma abordagem estruturada e direcionada com tempo determinado.

A terapia, que é conduzida de acordo com um plano específico,  se aprofunda no passado e nas questões que ocorrem no presente. Geralmente, há um plano, uma meta e um tempo limitado para conseguir realizar mudanças.

Por meio da conversa e diálogo com o psicólogo, o indivíduo é encorajado a desafiar tanto suas crenças quanto seus pensamentos automáticos por meio de uma variedade de técnicas.

Além de entender melhor seus sentimentos e substituir os pensamentos negativos por outros mais positivos. E também ensaiar uma situação futura, passando por etapas como relaxamento, respiração profunda e um diálogo interno encorajador, que o ajudarão a lidar com a situação.

A TCC acredita que o que causa sofrimento psíquico é o modo como o indivíduo interpreta os fatos, ou seja, sua percepção de mundo dá origem aos seus conflitos emocionais.

Para desconstruir essas visões equivocadas e estruturar novos padrões mentais, o terapeuta alia teorias cognitivas e técnicas de modificação do comportamento.

Na TCC, o psicólogo ajuda a pessoa a entender seu problema, dividindo-o em partes menores. Como resultado disso, eles podem achar mais fácil ver como as partes estão conectadas e o impacto que elas têm em seus pensamentos e emoções.

Portanto, a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar os pacientes a gerenciar seus problemas, ajudando-os a reconhecer e entender como seus comportamentos, pensamentos e emoções afetam uns aos outros.

A TCC pode ser realizada em sessões individuais ou em grupos. Geralmente, as sessões de terapia ocorrem semanalmente ou quinzenalmente. A duração pode variar de 30 a 60 minutos.

 

Benefícios para os autistas

Diversas pesquisas realizadas em todo o mundo apontam que a TCC pode ser eficaz para os autistas, principalmente em relação à ansiedade. Esse problema emocional é bastante comum e prejudicial em pessoas com autismo. Em alguns casos, pode contribuir com comportamentos inadequados.

A TCC ajuda os autistas a gerenciar não apenas sua ansiedade, mas também quaisquer problemas emocionais que surgirem. Vale destacar que tanto as pessoas que estão no espectro quanto os pais e responsáveis podem se beneficiar da terapia no dia a dia.

Outros benefícios da terapia-cognitiva comportamental:

Lidar com situações estressantes

Crianças e adolescentes com autismo podem ter dificuldade em lidar com situações estressantes. A terapia cognitivo-comportamental pode ajudar a criança a identificar o que causa esse desconforto e a lidar melhor com diferentes cenários.

As crianças e jovens com autismo aprendem a lidar melhor com a ansiedade e medo que a acompanham. Normalmente, reduzem os pensamentos negativos e passam a ver as situações de uma forma mais positiva.

Mudar crenças negativas

Quem tem autismo, pode apresentar crenças falsas ou irracionais, incluindo pensamentos negativos. Algumas dessas crenças incluem o pensamento “tudo ou nada”. Geralmente, vê apenas os extremos de uma situação.

A terapia ajuda a lidar melhor com o pensamento negativo e a aprender que se falhar em uma tarefa, não indica que falhará em todas.

E você, conhece algum autista que faça terapia-cognitiva comportamental?

Referências

https://iancommunity.org/cs/simons_simplex_community/cognitive_behavioral_therapy

https://www.news-medical.net/health/Cognitive-Behavioral-Therapy-for-Autism.aspx

https://www.nhs.uk/mental-health/talking-therapies-medicine-treatments/talking-therapies-and-counselling/cognitive-behavioural-therapy-cbt/how-it-works/

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Comorbidades comuns no autismo

uer momento durante o desenvolvimento da pessoa com o TEA. Alguns podem surgir apenas mais tarde na adolescência ou na fase adulta.

Vamos destacar algumas comorbidades que são comuns em pessoas com TEA.

TDAH e autismo

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é umas das principais comorbidades associadas ao TEA.  Muitas crianças têm dificuldade em pensar antes de agir, ficar sentadas e concentradas.

Mas em crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade esses comportamentos podem ser extremos e causar um grande impacto em sua vida diária. Os sintomas incluem desatenção, hiperatividade e impulsividade. 

O diagnóstico do TDAH é difícil, pois muitas vezes ele é confundido com os problemas na educação, ansiedade ou dislexia. O TDAH é o transtorno mais comum em crianças e adolescentes, surge na infância, mas pode acompanhar a pessoa até a fase adulta. 

Deficiência intelectual no autismo

Pessoas com TEA em muitos casos (cerca de 40-70%) apresentam deficiência intelectual, ou seja, funcionamento intelectual abaixo da média. Por isso, podem apresentar dificuldades para raciocinar, resolver problemas, planejar e aprender.

E também sentem dificuldade para comunicar, cuidar de si mesma e interagir com as pessoas. Uma pesquisa feita pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos revelou que cerca  38% das pessoas com autismo têm deficiência intelectual. 

Epilepsias e autismo

As epilepsias são condições cerebrais que podem causar convulsões repetidas. São mais comuns em crianças menores de cinco anos e em adolescentes.

O tratamento geralmente envolve medicação. Estima-se que quase um terço das pessoas com TEA pode apresentar epilepsia. Um ponto em comum entre as condições é que ambas compreendem um transtorno que tem conexão com o cérebro. 

As alterações cerebrais do desenvolvimento associadas ao autismo também contribuem para convulsões.  

Entre os sintomas destacam-se: mudança no olhar, estiramento dos músculos, movimentos involuntários de membros do corpo, distúrbio do sono, irritabilidade, agressividade sem explicação e regressão do desenvolvimento alcançado.

Distúrbios do sono e autismo

Dificuldades do sono são comuns entre crianças com Transtorno do Espectro do Autismo. Cerca de dois terços das crianças com TEA podem ter um problema de sono em algum momento da vida. 

Elas normalmente acordam frequentemente durante a noite, não conseguem dormir ou tem poucas horas do sono. Esses distúrbios do sono podem estar ligados à ansiedade e a hipersensibilidade sensorial dos autistas.

TOC no autismo

Os autistas também podem ter o Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido pela sigla TOC e que também é um tipo de Transtorno de Ansiedade.

Nesses casos, apresentam pensamentos obsessivos e se comportam de maneiras repetitivas e compulsivas para lidar com esses pensamentos. Por exemplo, podem lavar as mãos repetidamente ou organizar objetos várias vezes para tentar controlar pensamentos ruins.  O TOC pode ser tratado com terapia e medicamentos.

Transtorno Bipolar

O Transtorno Bipolar causa alterações de humor que vão de depressão a episódios de obsessão. Há pessoas com o TEA que também apresentam bipolaridade.

Alguns estudos descobriram que até 27% das pessoas com autismo também apresentam sintomas de Transtorno Bipolar.  Sabe-se que o Transtorno Bipolar pode estar ligado à genética. 

Os sintomas do transtorno bipolar se enquadram em duas categorias: maníacos e depressivos. Os sinais de um episódio maníaco incluem felicidade extrema e otimismo, aumento de energia e agitação, autoestima inflada, distúrbios do sono e distração excessiva.

Já os sintomas de um episódio depressivo mostram quadros de depressão, perda de interesse em atividades normais, mudanças no apetite, perda ou ganho de peso, cansaço e perda de energia, sono intenso e falta de concentração.

O tratamento é realizado com medicação e intervenções comportamentais.

Transtorno de Ansiedade

Estima-se que cerca de 40 a 60% das crianças com TEA também têm ansiedade. Isso ocorre porque os autistas frequentemente têm dificuldades sociais que podem fazer com se sintam mais estressadas e ansiosas.

Sendo assim, apresentam sintomas como tensão, hiperatividade, preocupação em excesso, hiperatividade, dificuldade para dormir e medo.

Nesses casos, a pessoa pode precisar de medicação e terapia para lidar com a ansiedade e para não comprometer a sua qualidade de vida. 

Depressão

A depressão pode ser comum em pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, principalmente naquelas que têm um autismo leve e sentem dificuldades de interações sociais.

Os sintomas da depressão incluem humor alterado, tristeza profunda, falta de sono e apetite, irritabilidade e perda de motivação. O tratamento pode combinar medicação com terapia. 

Essas são algumas das comorbidades mais comuns que podem estar associada com o autismo, mas há outras como transtornos gastroinstestinais, apraxia da fala, problemas de coordenação motora, hipotonia, algumas síndromes genéticas como por exemplo a síndrome do X frágil, síndrome de Rett e síndrome de Down.

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Atividades que estimulam a aprendizagem

A aprendizagem das crianças com autismo pode se desenvolver em um ritmo diferente. Por isso, muitas crianças podem precisar de algumas estratégias pedagógicas para aumentar suas habilidades e conseguir aprender de forma mais efetiva.

As atividades lúdicas podem ajudar no processo de aprendizagem das crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Algumas atividades simples podem ser realizadas tanto em casa, quanto na escola.

Lembrando que é importante respeitar os limites e as dificuldades de cada criança. É muito importante buscar ajuda do psicopedagogo e outros profissionais da equipe pedagógica, além do Terapeuta Ocupacional para determinar qual é a atividade indicada para cada caso dependendo das habilidades sensoriais, além do nível do autismo.

Por meio das atividades lúdicas, as crianças vão desenvolver as suas habilidades, aprender, ser mais independentes.

No artigo dessa semana listamos algumas atividades que podem ajudar no processo de aprendizagem.

Em seguida, vamos listar algumas atividades que podem ser eficazes.

Jogo da memória

Fácil de jogar, a brincadeira é, de fato, uma forma de estimular a memória de forma lúdica.

Em primeiro lugar, escolha um tema que a criança se interesse e goste para se sentir estimulada a participar da brincadeira – pode ser carrinhos, personagens, frutas, cores etc.

Espalhe as figuras repetidas em uma mesa ou chão e então, estimule a criança a encontrar o par.

Explique as regras do jogo quantas vezes forem necessárias e participe da brincadeira.

Jogos tipo dominó, quebra-cabeças, assim como, cartões para pareamentos e de associações diversas também cumprem o mesmo objetivo.

Atividade de contar histórias

A atividade de leitura de histórias pode estimular a criatividade e imaginação das crianças autistas.

Escolha histórias que prendam a atenção da criança e separe um tempo do dia para contar as histórias preferidas dela.

Com que letra começa os objetos

Recorte algumas letras em papel ou cartolina e separe alguns objetos da casa no local preferido da criança.

Posteriormente, coloque no chão e estimule a criança a descobrir com que letra começa tal objeto.

Essa atividade ajuda na memória e linguagem.

Buscar objetos

Escolha um cômodo da casa e peça para que a criança observe o que está lá.

Depois, mude algo de lugar sem que a criança veja e pergunte se ela sabe onde está determinado objeto.

Essa atividade é indicada para ampliar a noção de espaço da criança.

Atividades ao ar livre

Primordialmente, esses tipos de atividades ajudam as crianças a usar os sentidos.

Escolha um parque para passear e se divertir.

Incentive a criança a brincar com os pés descalços sempre que possível.

Leve os brinquedos prediletos e faça um piquenique com seus alimentos favoritos para tornar essa atividade uma experiência agradável para todos.

Eu me pareço com quem, estimulando a aprendizagem

Deixe a criança folhear revistas, a fim de que, ela procure algumas características físicas semelhantes as delas em estranhos.

Depois, permita que ela faça recortes com uma tesoura sem ponta e realize colagens de pessoas parecidas com ela.

A atividade estimula a psicomotricidade e memória, além disso, aumenta o conhecimento do próprio corpo.

Aprendizagem com pintar e desenhar

Usando tinta e papel as crianças podem criar diversos desenhos nas mais variadas cores.

Antes de mais nada, essa atividade ajuda cada criança a reconhecer as cores e perceber que pode criar novas tonalidades ao misturar as tintas.

É uma forma de estimular a criatividade e a observação.

Por isso, deixe os materiais acessíveis para a criança desenhar sempre que tiver vontade.

Caixas sensoriais

É possível, de fato, criar com uma caixa de papelão um brinquedo bastante simples e uma atividade que estimula os sentidos.

Coloque na caixa objetos com formatos diferentes e tecidos com texturas variadas como botões, massinha, tecidos, brinquedos, entre outros.

Faça com que a criança coloque a mão na caixa e tente adivinhar o que está lá dentro.

Referências:

https://www.sciencedaily.com/releases/2013/08/130816125311.htm

https://www.waterford.org/education/15-activities-teaching-strategies-and-resources-for-teaching-children-with-autism/

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