Autismo em bebês: saiba como identificar

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Em alguns casos, o atraso no desenvolvimento em bebês pode indicar o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Lembrando que os primeiros sinais de autismo podem ser detectados em bebês antes mesmo dos 18 meses de idade.

Importância do diagnóstico precoce

A identificação precoce do TEA é crucial para que a criança ganhe mais qualidade de vida e possa iniciar as intervenções o quanto antes, podendo assim adquirir mais independência e autonomia nas tarefas diárias como brincar, estudar e cuidar de si própria.

Portanto, é importante estar atento aos sinais desde cedo e perceber também como está ocorrendo o desenvolvimento e os comportamentos dos bebês.

As evidências cientificas comprovam que a intervenção precoce é muito promissora em crianças autistas. Já que com a estimulação correta, há aumento da socialização da criança, ganho de habilidades e melhora na comunicação e interação social.

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Alguns sinais comuns do autismo em bebês são:

  • Pouco contato visual (por exemplo: não olhar para mãe no momento da amamentação)
  • Não atendem quando são chamados
  • Podem não realizar o sorriso social (ausência de expressões faciais)
  • Não compartilham atenção (por exemplo: não seguir os objetos com os olhos)
  • Não balbuciam ou balbuciam pouco
  • Não apontar ou acenar
  • Não imitar
  • Comportamentos extremos, como ser muito quieto ou muito agitado
  • Podem não gostar de toques ou abraços (pode ser por questões sensoriais)
  • Movimentos estereotipados ou atípicos
  • Apego incomum a objetos

Alguns sinais do autismo podem ser bastante sutis em bebês.  Contudo, aos 6 meses de idade, por exemplo, elas podem não ter um sorriso social recíproco, ou seja, não retornam o sorriso dos pais.

Além disso, podem ter dificuldade em fazer contato visual, ou seja, não fixam o olhar por muito tempo e não acompanham os movimentos.

A criança com autismo normalmente não responde quando é chamado pelo nome. É importante destacar que com cerca de 12 meses, o bebê neurotípico (não autista) quando é chamado consegue reagir. Sendo assim, reconhece seu nome e que as pessoas estão falando com ele, ou seja, responde a esse estímulo.

Isso normalmente não acontece com crianças com autismo. Geralmente, elas não esboçam reações e é como se não tivessem ouvindo seus pais chamando ou interagindo com elas.  Podem também fixar o olhar em algum objeto incomum.

Alterações sensoriais

Já em relação às alterações sensoriais, a criança pode ser muita agitada ou passiva demais e também pode não gostar de toques e abraços.

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Além disso, outro fator importante a ser observado é que a criança autista costuma ficar no colo de qualquer pessoa, sem chorar ou estranhar. O que não é comum em crianças neurotípicas.

Conforme a criança cresce, percebe-se que não há interesse em ter contato ou brincar com outras crianças da mesma faixa etária. As crianças com autismo geralmente não gostam de brincar em grupo e se isolam.

O bebê com autismo geralmente é mais sério e sorri pouco. Além disso, quase não apresenta expressões faciais adequadas para a situação. Evitam compartilhar objetos ou não apontam o que eles acham interessante (déficits na atenção compartilhada)

Além disso, os bebês autistas podem indicar alguns atrasos como não balbuciar, que são aqueles sons sem muito sentido. Os bebês autistas costumam ficar mais calados.

Outra questão que deve ser observada é o fato de a criança se mostrar pouco curiosa com as pessoas, não reagir aos estímulos e os objetos que são apresentados a ela.

Por isso, é comum que, muitas vezes, ela fique parada por um bom tempo, olhando para um determinado ponto específico e não demonstre interesse algum em nada presente naquele ambiente.

Outros sinais bastante comuns entre as crianças com autismo são os movimentos repetitivos. Eles podem bater as mãos repetitivamente ou ficar se balançando sem parar.

Como é realizado o diagnóstico?

Ao notar esses sinais, é fundamental que os pais levem a criança até um pediatra e conversem sobre esses comportamentos. O pediatra deverá encaminhar para uma avaliação com a equipe multidisciplinar.

Não há um exame específico para detectar o autismo em bebês, mas a criança passará a ser acompanhada por especialistas de várias áreas que analisarão seu desenvolvimento e poderão sugerir um diagnóstico de autismo. Após essa avaliação o médico será o responsável por fechar ou descartar o diagnóstico.

Intervenção Precoce

Crianças menores de três anos com suspeita ou confirmação de autismo precisam realizar intervenções precoces com abordagens comportamentais como por exemplo o modelo Denver de Intervenção Precoce que é baseado na Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Além de outras intervenções necess

Lembrando que a detecção do TEA na fase inicial também proporciona benefícios para os familiares. Isso porque eles passam a entender o que está acontecendo e como ajudar os bebês com autismo. Para que as intervenções tenham sucesso e sejam efetivas, é importante que a criança tenha apoio de familiares, cuidadores e especialistas.

Portanto, o quanto antes ocorrer a intervenção precoce, maiores serão as chances do bebê com o TEA desenvolver as habilidades. Com o tratamento adequado, a criança poderá se desenvolver e superar as suas limitações.

O tempo é muito precioso quando falamos em desenvolvimento infantil e autismo.

Por isso, não deixe de procurar ajuda profissional se achar que o seu bebê não está se desenvolvendo adequadamente. O diagnóstico precoce é essencial para que assim inicie as intervenções o quanto antes.

Saiba mais: Conheça alguns pré requisitos importantes para o desenvolvimneto da fala

Referências:

https://autismawarenesscentre.com/does-my-baby-have-autism-infant-behaviours-that-may-predict-asd/

https://autismsciencefoundation.org/what-is-autism/early-signs-of-autism/

American Psychiatric Association. (2014). DSM-V: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (5ª ed.). Porto Alegre: Artmed

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Dra. Fabiele Russo

Neurocientista, especialista em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Pesquisadora na área do TEA há mais de 10 anos. Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado “sanduíche” no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD). Realizou 4 Pós-doutorados pela USP. É cofundadora da NeuroConecta e também, coautora do livro: Autismo ao longo da vida.