A importância do treinamento parental no desenvolvimento das crianças com TEA

Mesmo quando planejado, um filho ou filha muda completamente a vida dos pais. Quando a criança tem Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), os desafios são ainda maiores.

Geralmente, crianças com TEA  apresentam problemas comportamentais, dificuldades na comunicação e interação social, muitas vezes apresentam dificuldades para ter uma alimentação saudável e distúrbios do sono.

Por conta disso, os pais e responsáveis tendem a sofrer de estresse parental (burnout). No entanto, os pais e cuidadores são fundamentais para que a criança e jovem autista se desenvolva e tenha qualidade de vida. Muitas vezes, são indicadas intervenções para melhorar as habilidades sociais e o comportamento do autista.

Entre elas, podemos citar o treinamento parental. Trata-se de uma prática baseada em evidências que tem o intuito de sistematizar o repertório comportamental emitido pelos pais quanto ao manejo do comportamento dos filhos.

Basicamente, é um conjunto de orientações realizadas pelo terapeuta em sessões com os pais, responsáveis ou cuidadores.

Essas sessões podem ser focadas em comportamento, comunicação, psicoeducação ou para fatores específicos como problemas relacionados ao sono, alimentação ou rotinas individuais.

Como funciona o treinamento parental?

O primeiro passo é realizar uma entrevista com os pais e responsáveis para identificar quais são as necessidades do autista e melhores estratégias, de forma individual.

Ao aplicar a estratégia, os pais recebem um feedback sobre o seu desempenho ou o que precisa melhorar.

Muitas vezes, os pais recebem exemplos de como ajudar a desenvolver diferentes habilidades dentro de casa.

Além disso, aprendem a contribuir com a melhora das habilidades sociais, de conversação e linguagem espontânea.

Também recebem orientações para melhorar as habilidades de atenção compartilhada e a lidar melhor com os problemas com alimentação e rotina.

Além disso, treinam como agir para diminuir os comportamentos inadequados ou agressivos.

Quais são as vantagens do treinamento parental?

Os pais que realizam treinamento parental geralmente compreendem melhor as dificuldades de seus filhos, assim como limitações.

Além de entender como eles processam o mundo, dão mais apoio e tendem a ser mais gentil na educação e manejo de comportamentos.

Outro benefício é que as estratégias eficazes baseadas em princípios comportamentais podem reduzir a necessidade de seu filho usar medicamentos.

Isso porque os pais aprendem maneiras de interagir com seus filhos e modificar o ambiente, praticar o reforço e outras técnicas que podem reduzir comportamentos inadequados como agressão, hiperatividade e sobrecarga sensorial.

O treinamento parental é muito usado na terapia ABA e ajuda a influenciar os comportamentos da criança e seu aprendizado e desenvolvimento.

Com a orientação de um profissional capacitado, os pais podem fazer uma grande diferença na vida de seus filhos.

Eles podem incorporar estratégias eficazes de mudança de comportamento nas experiências cotidianas, o que terá um impacto duradouro e positivo na vida da criança nos próximos anos.

Vale destacar que toda família que recebe o diagnóstico de TEA deve procurar por profissionais especializados e que possam oferecer intervenções baseadas em evidências como o treinamento parental.

Quando devo procurar treinamento parental?

Geralmente, o treinamento parental é indicado para pais de crianças com desenvolvimento atípico. Assim, eles aprendem as características gerais do TEA e a equilibrar expectativas quanto ao desenvolvimento da criança.

Também é fundamental para aumentar habilidades sociais, ajudando a criança a se comunicar melhor, a interagir e a diminuir comportamentos desafiadores.

Referências:

https://bmcpsychiatry.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12888-020-02973-7

https://behavioral-innovations.com/blog/importance-of-parent-training-aba-therapy/

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Como estimular a coordenação motora do meu filho em casa?

Muitos autistas apresentam algum tipo de dificuldade motora que pode atrapalhar o seu desenvolvimento e a sua independência.

A coordenação motora pode ser definida como a capacidade de coordenar os movimentos da interação entre cérebro e as articulações e músculos.

E estas habilidades motoras ajudam as crianças a aprender comportamentos sociais e de comunicação básicos.

A coordenação envolve movimentos finos, responsáveis por atividades como escrita e desenho e os grandes movimentos como andar e pular.

É muito importante que as crianças autistas desde cedo desenvolvam essas habilidades para não interferir no seu comportamento social e de comunicação.

Você sabia que é possível estimular a coordenação motora do meu filho em casa? A seguir, veja algumas dicas de atividades.

Quais dificuldades motoras as pessoas autistas apresentam?

Os autistas podem ter problemas na coordenação motora grossa, como uma marcha desajeitada e descoordenada. Além disso, podem ter dificuldades em manipular objetos e escrever.

Alguns podem ter problemas para coordenar os movimentos entre os lados esquerdo e direito do corpo e entre os diferentes membros, dificultando ações como pular ou balançar as pernas.

E ainda há o risco de ter problemas para manter sua postura e equilíbrio. Tudo isso pode dificultar pegar uma bola ou imitar os movimentos dos outros.

Leia também: O que é o autismo (TEA)?

Atividades que estimulam a coordenação motora

Os pais e responsáveis podem promover brincadeiras simples, como desenhar com tinta guache, mexer com massinhas de modelar, encaixar objetos em plataformas que ajudam a desenvolver habilidades motoras finas.

Já as habilidades grossas podem ser estimuladas por meio de ações como marchar, saltar em um trampolim, jogar bola, dançar, andar de triciclos e bicicletas.

Vale destacar que a coordenação motora pode ser estimulada de forma lúdica, ou seja, por meio de brincadeiras.

Veja abaixo algumas sugestões de atividades:

  • Pular obstáculos: separe um espaço na sala ou quintal e coloque diversos obstáculos para a criança brincar, desviar e pular. Use caixas de papelão ou brinquedos.
  • Recortes e colagem: cortar e colar são atividades que desenvolvem a coordenação motora fina das crianças. Invista em diferentes objetos, com cores diferentes e texturas distintas para estimular a criança.
  • Ligar os pontos: com caneta, lápis ou tinta a criança brinca de ligar os pontos e treinar a coordenação motora fina.
  • Brincadeiras com fantoches e pinturas, colagens com bolinhas de papel, cirandas, cantigas de roda, danças folclóricas, blocos de montar, quebra-cabeça são atividades recomendadas para melhorar a coordenação da criança.
  • Quebra-cabeças e blocos de construção são atividades fantásticas para treinar habilidades motoras finas, bem como habilidades visuais e cognitivas.
  • Massinha: é uma opção para praticar e desenvolver a motricidade fina. As crianças são obrigadas a usar os dedos e o pulso para manipular a massinha de maneira apropriada.

Respeite as limitações das crianças

É importante que a criança desenvolva suas habilidades motoras, mas elas precisam que a atividade seja agradável, principalmente do ponto de vista sensorial.

Crianças com TEA também podem ser excessivamente sensíveis a algumas texturas, sons, gostos e cheiros. Por isso, é fundamental que os materiais que a criança interaja não causem perturbações ou incômodos.

É fundamental encontrar o que funciona melhor para o seu filho. Seja qual for a escolha, amor, carinho, paciência e perseverança são ferramentas-chaves para alcançar êxito neste processo.

Referências:

https://www.autismspeaks.org/sensory-issues

https://profectum.org/motor-development-autism-affects-motor-skills/

https://www.spectrumnews.org/news/motor-difficulties-in-autism-explained/

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Por que realizar intervenções baseadas na ABA em meu filho?

Com as intervenções baseadas na ABA (Análise de Comportamento Aplicada), o autista melhora as interações sociais, aprende novas competências e mantém  comportamentos positivos. O que é o autismo (TEA)?

Basicamente, a ABA possibilita compreender as ações e habilidades das pessoas autistas e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente. As intervenções ABA são cientificamente comprovadas e a ciência ABA existe há mais de 50 anos.

Logo que os pais recebem o diagnóstico do autismo é comum que fiquem em dúvida sobre as intervenções precoces e o que realmente é eficaz para seus filhos.

Geralmente, são usadas várias técnicas ao mesmo tempo para evitar a estagnação e o tédio da criança. Por isso, é fundamental ter o apoio de especialistas capacitados que possam avaliar a pessoa e definir qual é a melhor estratégia.

As técnicas visam substituir comportamentos inadequados por outros mais positivos e apropriados. Melhorar a concentração, a motivação, a fala e as interações sociais da criança também são importantes e trabalhadas de forma individual.

As dinâmicas que compreendem a prática podem ser ministradas em casa, em escolas ou em clínicas especializadas e envolvem até 40 horas por semana de terapia individualizada.

A seguir, veja detalhes dos motivos para escolher ABA para seu filho.

Gerenciamento de comportamentos

A ABA ajuda a controlar comportamentos inadequados por meio do reforço positivo. Nesses casos, há uma recompensa como forma de estimular determinada prática.

Sendo assim, aumentam as chances de a criança repetir o comportamento. Já se ocorrer um comportamento negativo, pode haver uma repreensão para inibir tal atitude.

Ensina novas habilidades

Ajuda o autista a ter novas habilidades para serem mais independentes e mais bem-sucedidos no dia a dia.

Além de ensinar novas habilidades, que possibilitem à criança se integrar em novos ambientes e reduzir comportamentos prejudiciais a ela, como a autoagressão.

Não requer equipamentos

Uma das características mais positivas da ABA é que ela não requer o uso de equipamentos ou ferramentas caras, o que possibilita ser trabalhada não apenas por profissionais.

Sendo assim, os pais e cuidadores podem realizar as atividades em casa ou os professores na escola, sempre com a orientação dos analistas comportamentais.

Foco no autista de forma individualizada

São realizadas avaliações constantes para determinar qual é a melhor estratégia, de acordo com as dificuldades e limitações do autista.

Por isso, são feitas intervenções individualizadas que visam o aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como conversar e interagir com o outro.

Trabalha a motivação

A ABA trabalha com a motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer

O reforço deve ser individual, ou seja, precisa agradar a criança ou jovem. Por isso, há diversos tipos de reforçadores.

Há vários tipos de reforçadores como brinquedos, alimentos, passeios, elogios, jogos, e desenhos, por exemplo.

Diversas dimensões

A ABA possui diversas dimensões centrais e visam ajudar a criar mudanças mais significativas e produzir um impacto maior no comportamento e evolução do autista.

Técnicas de ensino em ABA

A terapia ABA pode ser mais estruturada ou ser mais lúdica e aplicada por meio de brincadeiras. Entre elas, podemos citar:

Motivação – usa a  motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer.

Hierarquia em dicas – trata-se de retirar gradualmente as dicas dadas às crianças para que elas realizem atividades.

Modelagem – visa modificar um comportamento de forma gradual, com treino de aproximações sucessivas.

Ensino de tentativas discretas – as habilidades são divididas em elementos pequenos e “discretos” (ou distintos). O terapeuta apresenta cada elemento da habilidade para a criança, um de cada vez. A criança receberá um reforço positivo após cada resposta correta.

Generalização – consiste em ajudar o indivíduo a aplicar um comportamento aprendido na terapia para o dia a dia.

Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/lists/5-techniques-used-in-applied-behavior-analysis/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

ttps://childmind.org/article/know-getting-good-aba/

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Transtornos da comunicação: saiba mais detalhes e a importância do diagnóstico

Os transtornos da comunicação incluem déficits na linguagem, na fala e na comunicação. Fala é a produção expressiva de sons e inclui a articulação, a fluência, a voz e a qualidade da ressonância de um indivíduo. Linguagem inclui a forma, a função e o uso de um sistema convencional de símbolos (i.e., palavras faladas, linguagem de sinais, palavras escritas, figuras), com um conjunto de regras para a comunicação. Comunicação inclui todo comportamento verbal e não verbal (intencional ou não) que influencia o comportamento, as ideias ou as atitudes de outro indivíduo.

A categoria diagnóstica dos transtornos da comunicação inclui: transtorno da linguagem, transtorno da fala, transtorno da fluência com início na infância (gagueira), transtorno da comunicação social (pragmática) e outro transtorno da comunicação especificado e não especificado.

Os pais e educadores costumam ser os primeiros a identificar que a criança logo na primeira infância apresenta algum tipo de transtorno da comunicação.

É muito comum que a criança não consiga falar de forma adequada, trocando os sons, não conseguindo elaborar frases ou contar histórias.

Por conta disso, pode atrapalhar tanto a leitura quanto a escrita, dificultando a alfabetização. Além disso, compromete a autoestima e a interação social das crianças.

As causas podem variar: geralmente, acontece por questões genéticas, degenerativas ou devido a lesões.

Vale destacar que o diagnóstico precoce é fundamental. Geralmente, os pais buscam um pediatra e são realizados exames para descartar problemas de audição. Mas não existe um exame específico que determine o transtorno, apenas a observação dos sintomas. É fundamental procurar um fonoaudiólogo especialista.

Os transtornos de comunicação podem ocorrer na presença de outras condições, como:

  • Transtorno Específico da Aprendizagem
  • Transtorno do espectro do autismo (TEA)
  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)
  • Transtorno do desenvolvimento da coordenação
  • Distúrbios psicológicos/emocionais

Abaixo, saiba mais sobre os principais transtornos de comunicação:

Transtorno da linguagem

 As características centrais do transtorno da linguagem incluem dificuldades na aquisição e no uso da linguagem por déficits na compreensão ou na produção de vocabulário e na estrutura das frases.  O transtorno costuma afetar o vocabulário e gramática, e esses efeitos passam a limitar a capacidade para o discurso. As primeiras palavras e expressões da criança possivelmente surgem com atraso; o tamanho do vocabulário é menor e menos variado do que o esperado, e as frases são mais curtas e menos complexas. As dificuldades com o discurso são evidenciadas pela redução da capacidade de fornecer informações adequadas sobre eventos importantes e de narrar uma história coerente.

As pessoas com o transtorno podem apresentar problemas para encontrar palavras, definições verbais pobres ou compreensão insatisfatória de sinônimos, para recordar palavras e frases novas ficam evidentes por dificuldades em seguir instruções com mais palavras, dificuldades para ensaiar encadeamentos de informações verbais (por exemplo, recordar um número de telefone ou uma lista de compras) e dificuldades para lembrar sequências sonoras novas, uma habilidade que pode ser importante para o aprendizado de palavras novas.

Esses déficits linguísticos ficam evidentes na comunicação falada, escrita ou na linguagem de sinais. A aprendizagem e o uso da linguagem dependem de habilidades receptivas e expressivas. Capacidade receptiva refere-se ao processo de receber e compreender as mensagens linguísticas, já a capacidade expressiva refere-se à produção de sinais vocálicos, gestuais ou verbais.  As habilidades expressivas e receptivas precisam ser investigadas, uma vez que podem diferir quanto à gravidade. Por exemplo, a linguagem expressiva de um indivíduo pode estar gravemente prejudicada, enquanto que a receptiva pode não apresentar nenhum prejuízo.

Um diagnóstico de transtorno da linguagem pode ser feito com base na síntese da história do indivíduo, na observação clínica direta em contextos variados e em escores de testes padronizados de capacidade linguística, que podem ser empregados para orientar estimativas da gravidade.

Transtorno da fala

 A produção da fala descreve a articulação clara de fonemas (sons individuais), que, combinados, formam as palavras faladas. Essa produção exige tanto o conhecimento fonológico dos sons da fala quanto a capacidade de coordenar os movimentos dos articuladores (mandíbula, língua e lábios) com a respiração e a vocalização para a fala.

Crianças com dificuldades para produzir a fala podem apresentar dificuldade no reconhecimento fonológico dos sons da fala ou na capacidade de coordenar os movimentos para falar, nos mais variados graus. O transtorno da fala é, desse modo, heterogêneo em seus mecanismos subjacentes, incluindo transtorno fonológico e transtorno da articulação.

Um transtorno da fala é diagnosticado quando a produção da fala não ocorre como esperado, de acordo com a idade e o estágio de desenvolvimento da criança, e quando as deficiências não são consequências de prejuízo físico, estrutural, neurológico ou auditivo. Entre crianças com desenvolvimento típico, aos 4 anos de idade a fala geral deve ser totalmente compreendida e clara.

Transtorno da fluência com início na infância (gagueira)

 O transtorno da fluência com início na infância, conhecida como gagueira, é uma perturbação na fluência normal da fala inapropriada à idade do indivíduo. Essa perturbação caracteriza-se por repetições frequentes ou prolongamentos de sons ou sílabas e por outros tipos de disfluências da fala, incluindo palavras interrompidas (pausas no meio de uma palavra), circunlocuções (substituições de palavras para evitar palavras problemáticas), palavras produzidas com excesso de tensão física e repetições de palavras monossilábicas (por exemplo, “Eu-eu-eu-eu quero”).

A perturbação na fluência pode interferir no sucesso acadêmico, profissional e na comunicação social. A gravidade da perturbação varia conforme a situação e costuma ser mais grave quando há pressão para se comunicar, por exemplo se a pessoa precisa apresentar um trabalho na escola ou fazer entrevista para emprego.

É bastante comum a gagueira estar ausente durante a leitura, o ato de cantar e conversar com objetos inanimados ou animais de estimação.

Transtorno da comunicação social (pragmática)

O transtorno da comunicação social (pragmática) caracteriza-se por uma dificuldade primária com a pragmática, ou o uso social da linguagem e da comunicação, conforme evidenciado por déficits em compreender e seguir regras sociais de comunicação verbal e não verbal em contextos naturais, adaptar a linguagem conforme as necessidades do ouvinte ou da situação e seguir as regras para conversar e contar histórias.

Déficits na comunicação social resultam em limitações funcionais na comunicação efetiva, na participação social, no desenvolvimento de relações sociais, no sucesso acadêmico ou no desempenho profissional. Esses déficits não são mais bem explicados por baixas capacidades nos domínios da linguagem estrutural ou capacidade cognitiva.

Formas de tratamento e intervenções

Crianças com problemas de linguagem geralmente precisam de ajuda extra e instruções especiais. Os fonoaudiólogos podem trabalhar diretamente com crianças e seus pais, responsáveis e professores.

A intervenção precoce pode contribuir para que a criança não prejudique o seu desenvolvimento, habilidades de comunicação e melhora o aprendizado escolar. Por isso, o tratamento deve ser iniciado assim que o diagnóstico for definido.

Referências:

DSM-5 – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais

https://www.cdc.gov/ncbddd/childdevelopment/language-disorders.html

https://www.healthline.com/health/mixed-receptive-expressive-language-disorder

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Qual a diferença entre impulsividade e hiperatividade?

É bastante comum que ocorra uma confusão entre impulsividade e hiperatividade. Apesar de em alguns casos ambas as condições podem estar presentes. Mas vale a pena entender a diferença entre os termos.

A impulsividade pode ser definida como tomada de decisão sem a consideração de todas as implicações de cada aspecto da situação e as possíveis consequências do comportamento.

Basicamente, a pessoa realiza as ações de forma impensada e repentina. Por isso, pessoas impulsivas geralmente têm dificuldade em prever as consequências de suas ações.

Já a hiperatividade ocorre quando há um excesso de energia e a pessoa não consegue ficar muito tempo parada, há dificuldade de atenção, desorganização  e inquietude.

Sintomas de impulsividade

Um comportamento impulsivo é quando você age rapidamente sem pensar nas consequências. Entre os sintomas estão:

  • Realizar compras de forma exagerada
  • Momentos de raiva e explosões frequentes
  • Transformar situações menores em algo urgente e mais importante do que o necessário
  • Falam sem pensar e compartilham detalhes íntimos, por exemplo
  • Praticar sexo sem proteção
  • Já crianças podem colocar a vida em risco ao atravessar a rua sem olhar, se jogar em piscinas, não conseguir esperar sua vez, interrompem a todo momento

Sintomas de hiperatividade

A hiperatividade pode se apresentar de forma diferente para cada pessoa. Entre os principais sintomas podemos citar:

  • Dificuldades para dormir e sono agitado. Geralmente, a pessoa se mexe excessivamente e não consegue relaxar.
  • Baixo desempenho escolar. No caso das crianças, é comum que a hiperatividade atrapalhe o foco e a atenção, dificultando o aprendizado.
  • Falam muito. Geralmente, estão sempre falando ou conversando.
  • Dificuldade de seguir instruções.
  • Agitação excessiva e ansiedade.

E quando for TDAH?

É provável que você conheça uma criança hiperativa, ou seja, que não consegue ficar parada por muito tempo. Pode ser TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), que causa hiperatividade e comportamentos impulsivos.

Trata-se de transtorno neurobiológico, ou seja, que afeta as células do sistema nervoso central, e que acomete o indivíduo desde o nascimento. No entanto, pode demorar anos para ser diagnosticado.

Apesar de a impulsividade e a hiperatividade serem os sinais mais frequentes de quem tem TDAH, há outros sintomas comuns. Normalmente, as pessoas são  agitadas, apresentam dificuldade de linguagem, conseguem prestar atenção e manejar o tempo para terminar as tarefas.

Vale destacar que é considerado um dos transtornos mais comuns em crianças e adolescentes, atingindo até 5% em todo o mundo.

 Para ser diagnosticado com TDAH, é importante que a criança ou adulto tenha um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade que altere o seu desenvolvimento, aprendizagem e rotina diária.

Não existe um exame físico que determine que a pessoa tem TDAH. Sendo assim, o diagnóstico é clínico, ou seja, com análise de sinais e sintomas. Pode ser realizada também uma avaliação neuropsicológica.

Tipos de TDAH

Há três tipos de TDAH: hiperativo/impulsivo, desatento e misto (combinado). Por conta disso, os sintomas podem variar.

No caso de pessoas com TDAH hiperativo/impulsivo, os indivíduos costumam ser inquietos, falam muito e interrompem constantemente. Já as pessoas com TDAH do tipo desatento cometem erros por falta de atenção e apresentam dificuldade para organizar tarefas e atividades.

Já o tipo misto/combinado, conforme o nome indica, mistura sintomas de desatenção com hiperatividade e impulsividade.

Formas de tratamento

Depois do diagnóstico, é importante que a criança receba um acompanhamento de profissionais. Podem ser indicados alguns medicamentos que ajudam a controlar os sintomas para controlar os impulsos e ações.

A terapia comportamental é outra estratégia usada para diminuir a impulsividade e os comportamentos inadequados.

Além disso, na escola podem ser necessárias intervenções com o acompanhamento psicopedagógico e o reforço escolar.

A participação da família é fundamental no processo terapêutico.

Referências:

https://www.nhs.uk/conditions/attention-deficit-hyperactivity-disorder-adhd/symptoms/

https://www.cdc.gov/ncbddd/adhd/facts.html

https://www.healthline.com/health/adhd

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Como o ambiente impacta no desenvolvimento das crianças?

O desenvolvimento de uma criança é influenciado por diversos fatores e também pelo ambiente que a rodeia.

O local em que uma criança cresce – a família, o lar, a vizinhança, a escola – desempenha um papel importante no desenvolvimento da criança. Durante os primeiros anos, a criança aprende por meio de interações com seu ambiente e com outras pessoas.

Geralmente, é assim que eles aprendem a resolver problemas, socializar, adotar bons hábitos e desenvolver as habilidades motoras.

As crianças aprendem com seu ambiente imitando o comportamento social das pessoas ao seu redor, e o que elas veem em seu ambiente cotidiano influencia seu aprendizado.

O ambiente molda o comportamento das crianças para enfrentar as situações que surgem em sua vida e as tornam preparadas para se sustentar no mundo competitivo.

A seguir, veja alguns detalhes sobre o ambiente e o desenvolvimento infantil.

Local barulhento

Imagine conseguir se desenvolver em um ambiente com muito ruído? A exposição crônica e aguda ao ruído afeta o desenvolvimento cognitivo, a memória de longo prazo, principalmente se a tarefa for complexa.

As habilidades de leitura das crianças e as tarefas motivacionais também são afetados pela exposição ao ruído.

Sabe-se que as crianças que são expostas a ruídos altos com frequência apresentam aumento da pressão arterial e nos hormônios do estresse.

Além disso, crianças expostas a ruídos são menos motivadas a realizar tarefas desafiadoras de linguagem e leitura.

Excesso de pessoas

Crianças que vivem em ambientes aglomerados podem ter problemas no desenvolvimento. Isso ocorre porque geralmente é um ambiente super estimulante, com mais distrações e menos brincadeiras construtivas entre crianças em idade pré-escolar.

A superlotação também influencia os comportamentos dos pais. Os pais em lares lotados são menos receptivos às crianças pequenas. Isso pode prejudicar as relações entre pais e filhos. Além disso, o estado de saúde mental das crianças pode ser afetado pela superlotação.

Moradia

A qualidade das moradias e os bairros onde as casas estão situadas também foram investigados em relação ao desenvolvimento das crianças.

Além de ser criada em um ambiente seguro, a criança precisa ser estimulada a conviver com outras pessoas.

Muitas vezes, quem mora em condomínio não tem contato com a natureza ou sequer com outros moradores.

Ambiente acolhedor

Um ambiente familiar enriquecedor e estimulante promove o crescimento saudável e o desenvolvimento do cérebro, proporcionando à criança amor, apoio emocional e oportunidades de aprendizagem.

Demandas frequentes no trabalho e em casa podem prejudicar a capacidade dos pais de proporcionar um ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento infantil.

Geralmente, ambientes negativos, principalmente durante os primeiros três anos de crescimento da criança, causam vários problemas de desenvolvimento que podem ser de curto e longo prazo.

Entre eles, podemos citar:

  • problemas de desenvolvimento de linguagem;
  • problemas de comportamento como agressividade, ansiedade ou depressão;
  • desenvolvimento cognitivo prejudicado.

Áreas de desenvolvimento infantil

O papel do ambiente é vital para determinar o desenvolvimento de uma criança. Existem basicamente cinco áreas de desenvolvimento infantil:

  • físico, que está associado ao tamanho, força, controle motor e coordenação;
  • intelectual, que inclui pensar, aprender e resolver problemas;
  • emocional, que envolve reconhecer as próprias emoções e as dos outros e expressar sentimentos;
  • social, que refere-se às habilidades necessárias para uma interação social adequada;
  • moral, que significa diferenciar o certo do errado e compreender o impacto das ações e palavras.

Vale destacar que o cérebro de uma criança responde e se desenvolve de maneira diferente enquanto cresce em um ambiente doméstico desfavorável.

Portanto, o ambiente de uma criança em termos de família, vizinhança, comunidade infantil e escolas têm grande influência no desenvolvimento de uma criança.

E os familiares também são fundamentais para o desenvolvimento infantil. Isso porque a criança passa a maior parte do tempo em torno de seus familiares. A forma como eles se comportam ou socializam é observado e afeta o comportamento e a forma que as crianças se relacionam.

Referências:

https://guardian.ng/guardian-woman/how-environment-affects-child-development/

https://parenting.firstcry.com/articles/5-environmental-factors-influencing-early-childhood-development/

https://wehavekids.com/parenting/What-Influences-Child-Development

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Qual a importância do diagnóstico precoce do autismo?

O diagnóstico precoce do autismo ajuda a melhorar as habilidades sociais e de comunicação da criança. Isso porque o autista começa a realizar as intervenções de forma precoce e é estimulado a se desenvolver.

O transtorno do espectro do autismo costuma ser identificado pelos especialistas quando a criança tem entre 1 ano e meio e 3 anos. Porém, especialistas destacam que os próprios pais são capazes de detectar os primeiros sinais do autismo a partir dos 8 meses (dependendo do grau do TEA).

A intervenção precoce em autistas melhora o desenvolvimento geral da pessoa, ajudando-a a aprender novas habilidades, que lhes permitirão ser mais independentes ao longo da vida.

Sendo assim, adquirem habilidades sociais essenciais e a capacidade de agir melhor em situações sociais.

Além disso, o diagnóstico precoce também pode beneficiar os pais. Em vez de perceber os sintomas e se preocupar que algo está errado com seu filho, um diagnóstico precoce permite que os pais tomem medidas para ajudar no desenvolvimento da criança.

Por que a intervenção precoce é eficaz para melhorar habilidades dos autistas?

O nosso cérebro possui a capacidade de se reorganizar, de modificar sua estrutura em resposta aos estímulos que recebe do meio ambiente externo. Chamamos essa habilidade de neuroplasticidade.

Esse treinamento possibilita a evolução do potencial neuronal, ou seja, o desempenho dos neurônios responsáveis por atuar em atividades como linguagem, motoras e sociais.

A neuroplasticidade ocorre durante toda a vida, sendo mais intensa nos primeiros anos de vida do indivíduo. Por isso a importância da intervenção precoce.

Para quem está no espectro a neuroplasticidade significa a possibilidade de desenvolver e aperfeiçoar as suas habilidades por meio das experiências vividas.

Por isso, a estimulação dos neurônios por meio da intervenção precoce contribui com a melhora nos processos de reabilitação e otimização de resultados funcionais do cérebro de quem está no espectro.

Sendo assim, o diagnóstico precoce é considerado fundamental para quem está no TEA. Quanto mais cedo são introduzidas novas práticas e rotinas terapêuticas capazes de estimular o funcionamento do cérebro, mais os neurônios podem ser treinados a superar as limitações decorrentes do Transtorno.

Como é feito o diagnóstico de autismo?

Vale destacar aqui novamente que não existe um exame laboratorial que indique que a criança tem autismo.

Portanto, o diagnóstico do TEA ainda pode ser considerado essencialmente clínico, baseado em evidências científicas, em conformidade com os critérios estabelecidos por DSM–V (Manual de Diagnóstico e Estatístico da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-11 (Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde – OMS).

A avaliação consiste em uma entrevista com os pais e/ou cuidadores e avaliação observacional de comportamentos.

Por isso, a avaliação deve ser conduzida idealmente por uma equipe multidisciplinar de médicos, incluindo um pediatra, neuropediatra ou psiquiatra infantil, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, entre outros especialistas.

Mas, somente o médico poderá emitir o laudo diagnóstico para fins legais.

Em alguns casos, são solicitados testes genéticos, bem como rastreio para problemas médicos relacionados, tais como síndromes genéticas.

Os resultados podem auxiliar os pais a entender o máximo possível sobre os pontos fortes e as necessidades de seus filhos.

Além disso, os especialistas conseguem direcionar o melhor tratamento para o desenvolvimento do autista.

Fique de olho nos sinais de autismo!

Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) é  um transtorno do neurodesenvolvimento complexo, ele pode impactar na capacidade de comunicação, interação social, comportamental e motora, interferindo no processo evolutivo da criança.

Sendo assim, as crianças com TEA podem apresentar algum comprometimento ou atrasos nesses marcos de desenvolvimento.

Os pais devem acompanhar atentamente esse desenvolvimento e procurar ajuda especializada, caso perceba que há algum atraso no desenvolvimento da criança.

Assim, alguns sinais que merecem atenção são:

  • Não fazem ou evitam o contato visual;
  • Não reagem quando são chamados pelo nome;
  • Não imitam o comportamento;
  • Não interagem ou buscam atenção;
  • Não compartilham atenção;
  • Realizam comportamentos repetitivos;
  • Apresentam fixação em objetos incomuns;
  • Apresentam resistência a mudanças
  • Podem apresentar atraso de fala

Referências: 

American Psychiatric Association. (2014). DSM-V: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais.

https://blog.autismtreatmentcenter.org/2017/01/neuroplasticity-can-your-childs-brain-change.html

https://www.cdc.gov/ncbddd/autism/index.html

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Transtornos Depressivos: conheça alguns tipos

A depressão é uma doença incapacitante, na maioria das vezes, e que atinge mais de 320 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na maioria das vezes, causa sintomas como tristeza aguda, falta de prazer com atividades do dia a dia, fadiga e até incapacidade de trabalhar e estudar.

No entanto, você sabia que existem diferentes tipos de transtornos depressivos? De acordo com o DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição), há diversos tipos de depressão.

O DSM-5 contém as diretrizes formais utilizadas pelos profissionais de saúde para diagnosticar transtornos mentais e outras condições de saúde.

Veja a seguir alguns tipos de depressão segundo o DSM-5:

Transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor

É um recente diagnóstico que entrou no DSM-5. Trata-se de uma condição infantil caracterizada por irritabilidade persistente e episódios frequentes de descontrole comportamental extremo

Embora as “birras infantis” sejam bastante comuns em crianças, o Transtorno Disruptivo de Desregulação do Humor é mais do que apenas o mau humor normal da infância.

As explosões de raiva que as crianças experimentam são extremas, intensas. Há birras graves e recorrentes e podem envolver gritos, empurrões e violência física. Podem ser birras inadequadas para a faixa etária da criança.

E os sintomas devem estar presentes por pelo menos 12 meses para que a criança receba o diagnóstico.

As causas do transtorno não são claras, embora existam vários fatores como genética, temperamento, condições mentais concomitantes e experiências ruins da infância.

O tratamento envolve medicamentos, psicoterapia e acompanhamento médico.

Transtorno Depressivo Maior

 É um distúrbio de humor que causa um sentimento persistente de tristeza e perda de interesse. A depressão afeta como você se sente, pensa e se comporta e pode levar a diversos problemas emocionais e físicos.

Os sintomas variam bastante e é comum que a pessoa apresente mais de um episódio na vida.

Geralmente, há sentimentos de tristeza, desesperança, explosões de raiva, irritabilidade, perda de interesse ou prazer, distúrbios do sono, cansaço, redução do apetite, ansiedade, pensamento lento e até pensamentos suicidas, em alguns casos.

O tratamento costuma ser medicamentoso e psicoterapia. As causas da doença são multifatoriais, ou seja, variam desde alterações na química cerebral, disposição genética e questões pessoais como crises frequentes.

 

Disfórico pré-menstrual

O transtorno disfórico pré-menstrual é uma forma muito mais grave do que a TPM. Pode afetar mulheres em idade fértil. É uma condição médica grave e crônica que precisa de atenção e tratamento.

Os sintomas aparecem durante a semana que ocorre a menstruação e termina alguns dias após o início do período.

Além dos sintomas como ansiedade, irritabilidade, raiva, insônia, agitação, em alguns casos, podem apresentar problemas de pele, gastrointestinais e vasculares como dor de cabeça.

Mudanças no estilo de vida e, às vezes, medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas.

Para algumas mulheres, a gravidade dos sintomas aumenta com o tempo e dura até a menopausa. Por isso, uma mulher pode precisar de tratamento por um período prolongado. A dosagem do medicamento pode mudar ao longo do tratamento.

 

Transtorno Depressivo Induzido por Substância/Medicamento;

O transtorno de humor induzido por substâncias é um tipo de depressão causada pelo uso de álcool, drogas ou medicamentos.

Uma grande variedade de substâncias psicoativas pode causar depressão induzida por substâncias.

As pessoas que têm transtornos por uso indevido de substâncias, como  álcool, cocaína ou opióides, são mais propensas a desenvolver a condição.

Estima-se que 40 a 60% das pessoas com transtornos por uso de álcool experimentam períodos ou episódios de depressão induzida por substâncias. Já cerca de 55% das pessoas com transtornos por uso de opióides experimentam depressão induzida por substâncias.

Na maioria dos casos, o tratamento envolve a interrupção do uso de substâncias ou medicamentos que causam o transtorno.

Referências:

DSM-5 – O Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição

https://www.verywellhealth.com/disruptive-mood-dysregulation-disorder-5201418

https://www.verywellmind.com/substance-medication-induced-depressive-disorder-21931

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/depression/symptoms-causes/syc-20356007

https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/premenstrual-dysphoric-disorder-pmdd

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Saiba mais sobre o Denver II

Você já ouviu falar sobre o Teste de Denver II? Trata-se de uma escala utilizada por profissionais de saúde para avaliar e identificar se as crianças apresentam atraso de desenvolvimento.

Vale destacar que não mede o QI (quociente de inteligência) da criança e não foi desenvolvido para diagnosticar distúrbios de aprendizagem ou emocionais.

O teste  realiza observação da execução dos itens e também no relato dos pais. Em seguida, compara o desempenho de uma determinada criança com o desempenho de outras crianças da mesma idade. Geralmente, é realizado em crianças de zero a seis anos de idade.

É utilizado no Brasil há mais de 50 anos por pesquisadores e profissionais da área de saúde devido à facilidade de aplicabilidade. Em 1992, passou por uma revisão em alguns itens e atualização das normas por idade, resultando no Teste de Triagem de Desenvolvimento de Denver-II.

Basicamente, o Teste de Denver II mede a aquisição de determinadas funções de desenvolvimento em relação à idade cronológica da criança.

Sendo assim, permite avaliar rapidamente o estado de determinadas funções e, assim, definir estratégias e procedimentos de estimulação do desenvolvimento psicomotor.

Áreas avaliadas pelo Denver II

O Teste de Denver II apresenta um formulário composto de 125 itens representados por tarefas organizadas em quatro áreas de desenvolvimento:

  • Pessoal-social, ou seja, envolve aspectos da socialização da criança dentro e fora do ambiente familiar.
  • Motricidade fina, avalia a coordenação olho-mão e a manipulação de pequenos objetos;
  • Linguagem, ou seja, avalia a produção de som, capacidade de reconhecer, entender e usar a linguagem;
  • Motricidade ampla, ou seja, averigua os movimentos amplos como sentar, caminhar, pular.

Para quem é indicado e como funciona

O teste de denver II possibilita a avaliação de crianças com desenvolvimento típico e atípico, na faixa etária de 0 a 6 anos.

Ele consegue avaliar o desenvolvimento infantil por meio de um teste de triagem. O examinador detecta a presença de um problema de desenvolvimento que necessite de uma investigação mais aprofundada.

Geralmente, é aplicado individualmente, por cerca de 20 minutos. Para a aplicação, é necessário a utilização do formulário do teste, do manual de treinamento e do kit de estímulos.  O formulário possui itens organizados por área de desenvolvimento.

A interpretação dos itens permite classificar o teste como: normal, quando a criança não apresenta nenhum “atraso”; risco, quando apresenta dois ou mais “cuidados” e/ou um ou mais “atrasos”; não testável, quando recusa-se a realizar a atividade em um ou mais itens.

Ao final da avaliação, o especialista deve checar o comportamento da criança durante a aplicação da escala: se ficou atenta, tímida ou cooperando.

Devido a sua praticidade,  pode ser utilizado em unidades básicas de saúde, ambulatórios, consultórios, clínicas, unidades pediátricas em hospitais, creches, pré-escolas e serviços especializados em distúrbios do desenvolvimento infantil.

E você, conhece alguém que tenha realizado o teste de Denver II?

Referências:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/1370185/

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1365-2214.2011.01332.x

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Importância da estrutura familiar no desenvolvimento do autista

Descobrir que um filho tem autismo pode ser muito impactante para os pais e familiares em um primeiro momento. Mas, a estrutura familiar é fundamental para o desenvolvimento da pessoa com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

O primeiro passo é buscar ajuda especializada e a intervenção precoce para que a criança ganhe qualidade de vida e adquira novas habilidades.

Como pai ou mãe de uma criança com TEA, cabe a vocês buscarem ajuda assim que suspeitarem que algo não está caminhando da forma adequada. A intervenção precoce é a maneira mais eficaz de acelerar o desenvolvimento do autista e reduzir os desafios ao longo da vida para assim ganhar mais autonomia.

Quanto mais conhecimento a família tiver sobre o TEA, melhor estará pronta para tomar decisões importantes. Os pais devem se informar sobre as opções de tratamento, fazer perguntas e participar de todas as decisões que envolvem o mundo do autista, desde a educação a intervenções terapêuticas.

Conhecer bem o próprio filho é fundamental. A família precisa descobrir o que desencadeia os comportamentos do autista. Lembrando que cada pessoa com TEA é única e não há formulas mágicas para lidar com os autistas. Entender o que afeta a pessoa com autismo contribui para solucionar problemas e prevenir crises e situações que causam dificuldades.

Veja abaixo algumas atitudes que podem contribuir para o desenvolvimento do autista.

 

Aceitação do autismo pela família

Em vez de focar em como seu filho autista é diferente de outras crianças, é necessário que os pais pratiquem a aceitação da condição do autismo. Aprecie as peculiaridades especiais do seu filho, celebre pequenos sucessos e pare de compará-lo com os outros.

 

Seguir as orientações médicas e reforçar comportamentos

As crianças com TEA têm dificuldade em aplicar o que aprenderam em um ambiente como na escola ou na terapia ABA. Criar consistência e reforçar comportamentos em casa é a melhor maneira de reforçar o aprendizado do autista. Os pais e familiares precisam acompanhar as terapias e intervenções terapêuticas para continuar praticando as técnicas em casa.

 

Siga a rotina

As crianças com TEA tendem a se sair melhor quando têm um horário ou rotina estruturada. É importante que os pais se esforcem para estabelecer horários para as atividades do dia a dia como refeições, terapia, escola e hora de dormir. Tente reduzir ao mínimo as interrupções nessa rotina. 

 

Recompense o bom comportamento

O reforço positivo é importante para o desenvolvimento do autista. Elogie a criança quando ela agir adequadamente ou aprender uma nova habilidade. Procure também outras maneiras de recompensá-la por um bom comportamento, como dar um adesivo ou deixar que ela brinque.

 

Encontre um tempo para que ela brinque

Uma criança com TEA continua sendo uma criança e precisa brincar como quaisquer outras. É importante que a criança se divirta, saia para passear e realize outras atividades lúdicas. Brincar é uma parte essencial do aprendizado para todas as crianças e isso não é diferente para os autistas.

 

Invista em um tratamento multidisciplinar

Os autistas precisam ser acompanhados por diferentes especialistas que vão ajudar no seu desenvolvimento. Os pais e familiares precisam acompanhá-los nas consultas e ter tempo para continuar as técnicas em casa. As crianças com autismo podem precisar de terapia comportamental, fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento nutricional entre outras abordagens.

 

Paciência e amor da família são fundamentais

Cuidar de uma criança com TEA pode exigir muita energia e tempo. É muito importante que os pais busquem ajuda ao se sentirem sobrecarregados, estressados ou desanimados.

Ser pai nem sempre é fácil e criar um filho com necessidades especiais como autismo é ainda mais desafiador. Os filhos com autismo precisam receber muito amor e serem cuidados com muita paciência e determinação para conseguir se desenvolver adequadamente.  

 

Referências

https://www.autism-society.org/living-with-autism/autism-and-your-family

https://link.springer.com/article/10.1007/s40474-014-0037-z

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