Equipe pedagógica: saiba a importância para o desenvolvimento do autista

Você já parou para pensar na importância da equipe pedagógica no âmbito escolar? É muito comum pensar que a escola é formada apenas pelos professores e diretores.

No entanto, para que uma escola funcione ela precisa de uma equipe pedagógica capacitada. A equipe pedagógica é responsável pela coordenação das ações didáticas e pedagógicas que acontecem na escola.

Cabe a ela, ajudar a desempenhar da melhor maneira o processo de ensino. E também garantir que os professores estejam capacitados para atuar na escola.

A equipe pedagógica é formada por diretores, coordenadores e pedagogos e garante que o ensino ocorra adequadamente, dando suporte para professores e funcionários, além dos alunos.

Portanto, o objetivo é garantir o sucesso escolar dos alunos. Para isso, realiza planejamentos detalhados, investe na formação do corpo docente e em materiais didáticos de qualidade.

Além de coordenar ações com reformas no espaço para garantir a acessibilidade e melhorar a convivência entre os alunos.

Por que a equipe pedagógica é importante para os autistas?

Uma das principais funções da equipe pedagógica é fazer planejamentos e promover a inclusão dos alunos com autismo.

Portanto, vale destacar que a inclusão é garantir que o aluno se envolva nas atividades dentro da sala de aula e tenha uma experiência de qualidade.  Além de desenvolver suas habilidades, participar da rotina da escola, aprender e brincar com outras crianças.

O aluno necessita fazer parte da turma, interagir com os colegas e professores, compreender o conteúdo das aulas e se desenvolver de acordo com suas limitações e particularidades.

Para isso ser possível é importante que ocorra uma grande parceria entre os pais, a escola e os profissionais envolvidos na educação dessa criança.

Uma vez que o aluno com autismo tem necessidades especiais além dos acadêmicos, seu plano educacional é definido por um Programa de Educação Individualizado (PEI).

A equipe pedagógica também é responsável pela criação de materiais didáticos adaptados. Isso é necessário porque muitos autistas sentem dificuldade de aprender da forma tradicional, outros conseguem acompanhar a turma, mas muitos não.

Ter esse apoio pedagógico é muito importante no processo de aprendizagem. É importante destacar que a adaptação de materiais didáticos deve ser feita de acordo com o repertório comportamental da criança e deve atender a necessidade individual.

Os profissionais de educação devem desenvolver um conteúdo que atraia os alunos autistas e eles também devem ser estimulados a interagir e ter vontade de fazer determinada atividade.

A equipe pedagógica realiza reuniões frequentes com os professores para saber como está a evolução do aprendizado do aluno autista. Além disso, permite e viabiliza que sejam realizadas modificações no conteúdo das disciplinas, altera o formato das aulas, exploram novos ambientes e usam estratégias de ensino diferenciadas.

A escolha da escola e o papel dos pais

Os pais precisam ficar atentos na hora de escolher a escola do filho, principalmente quando ele tem um transtorno de desenvolvimento e dificuldades de interação. É preciso conhecer melhor a equipe pedagógica, o ambiente escolar e os professores.

Sabemos que escolher uma boa escola que atenda todos esses requisitos pode ser bastante difícil, mas é fundamental para que essa inclusão ocorra.

Para que o autista se desenvolva e aprenda é fundamental que ocorra uma relação baseada em cooperação e apoio mútuo entre pais e equipe pedagógica.

É importante participar das reuniões e buscar ajuda sempre que surgir alguma dúvida sobre o processo pedagógico e dificuldades do filho ou filha.

Para que tudo isso seja eficaz, os pais precisam encontrar uma instituição de ensino que ofereça recursos de apoio, profissionais capacitados e que respeite o ritmo da aprendizagem da criança.

Conhecer a equipe pedagógica e as ações realizadas é fundamental para contribuir com o ensino do autista.

Vale destacar que a escola não pode se recusar a matricular o aluno com TEA. Se isso ocorrer, ela está cometendo um crime.

O aluno autista tem o direito de aprender, desenvolver suas potencialidades e participar em igualdade de condições com outros alunos.

Os pais e cuidadores devem estabelecer espaços de diálogo que viabilizem a participação ativa de todos os envolvidos – professores comuns, professores do atendimento educacional especializado (AEE), coordenador pedagógico, diretor, auxiliares de limpeza, merendeiros, entre outros.

Essa é a melhor forma de atingir os objetivos de aprendizagem e garantir a inclusão do autista e a convivência com outros alunos.

Referências

https://www.autismspeaks.org/tool-kit-excerpt/team-approach-educating-students-autism

https://www.autismspeaks.org/teachers-and-administrators

https://www.education.vic.gov.au/school/teachers/learningneeds/Pages/eduprofessionals.aspx

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Dieta e autismo: saiba mais sobre a importância da alimentação no TEA

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é uma condição neurológica e de desenvolvimento que afeta a interação e comunicação social e o comportamento.

Portanto, pessoas com TEA apresentam comportamentos repetitivos e/ou interesses restritos. E isso pode afetar os hábitos alimentares e as escolhas alimentares, o que causa problemas de saúde.

Crianças com autismo também correm o risco de muitos outros problemas nutricionais, como deficiências de nutrientes, alergias e intolerâncias alimentares.

Cuidar de uma criança com autismo pode ser desafiador e no caso da alimentação saudável não é exceção. Por isso, é importante que o autista seja acompanhado por um nutricionista desde cedo para que seja elaborado um plano alimentar nutritivo e equilibrado.

Vale destacar que a alimentação adequada é importante para o crescimento, contribui com o aprendizado, aumenta a imunidade e ajuda na prevenção de doenças.

No entanto, não existe uma dieta específica para os autistas. Ela deve ser individualizada, de acordo com as necessidades de cada um.

Pesquisas apontam que uma nutrição inadequada é mais comum entre crianças com autismo do que naquelas não afetadas pelo transtorno. Geralmente, há uma baixa ingestão de cálcio e proteína.

Os problemas alimentares crônicos também aumentam o risco da criança de ter dificuldades sociais e baixo desempenho acadêmico. Além de aumentar o risco de doenças relacionadas à dieta, como obesidade e doenças cardiovasculares na adolescência e na idade adulta.

A seguir, veja detalhes de algumas situações que podem atrapalhar a alimentação adequada do autista.

Seletividade alimentar

Pessoas com autismo podem ser mais sensíveis ao sabor, cheiro, cor e textura dos alimentos. Por conta disso, podem ter dificuldade de consumir alguns alimentos ou evitar totalmente o consumo. Isso pode comprometer a nutrição da pessoa com autismo.

Não comem adequadamente

Crianças com autismo podem ter dificuldade em se concentrar em uma tarefa por um longo período de tempo. Por isso, podem sentir dificuldade para se sentar e comer uma refeição.

Constipação

Conhecido também como prisão de ventre, os autistas podem ser afetados pelo problema ao não consumir fibras suficientes, pelo uso de alguns medicamentos e falta de atividade física.

Interações medicamentosas

Alguns medicamentos estimulantes usados no autismo podem diminuir o apetite. Isso pode reduzir a quantidade de comida que uma criança ingere, o que pode afetar o crescimento e nutrição.

Dietas funcionam para o tratamento do autismo?

Não. Não há comprovação científica que confirme a eficácia de dietas ou de suplementos alimentares para melhorar o comportamento das crianças com autismo.

No entanto, uma dieta bem elaborada contribui para aumentar o bem-estar da criança e também aumenta a nutrição do autista.

Entre as dietas especiais que são utilizadas, podemos citar as de restrição de glúten e de caseína (proteína do leite). Isso porque alguns autistas apresentam doença celíaca ou outros distúrbios gastrointestinais — e a dieta melhora os sintomas de dor abdominal e diarreia.

O que pode ser feito?

O primeiro passo é buscar ajuda especializada com um nutricionista. Os pais e responsáveis devem sempre oferecer alimentos nutritivos e variados para evitar a falta de nutrientes.

É importante evitar alimentos ultraprocessados, refrigerantes, fast food e outros produtos que possam tomar o lugar de comida que seja fonte de nutrientes essenciais como cálcio, ferro, proteína e tantos outros.

Outro ponto fundamental é levar em conta que os pais são exemplos. Por isso, é necessário consumir alimentos saudáveis e nutritivos e fazer das refeições um momento interessante para a criança.

Mais pesquisas são necessárias para mostrar qual a ligação entre os sintomas do autismo e nutrição. Se você estiver considerando começar com algum tipo de suplemento ou uma dieta especial, fale primeiro com o médico do seu filho e sempre se consulte com um nutricionista especializado.

Esses profissionais podem ajudá-lo a fazer a escolha certa e reduzir o risco de possíveis efeitos colaterais ou deficiências nutricionais. Vale destacar que há diversas fake news nas redes sociais, internet e grupos de aplicativos que espalham informações incorretas e apenas os especialistas podem indicar qual alimentação é mais adequada para o autista.

Referências:

https://www.autismspeaks.org/nutrition-and-autism

https://www.eatright.org/health/diseases-and-conditions/autism/nutrition-for-your-child-with-autism-spectrum-disorder-asd

https://www.unlockfood.ca/en/Articles/Childrens-Nutrition/Health-Conditions/Autism-and-Nutrition.aspx

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Saiba mais sobre os marcos do desenvolvimento da fala

Um dos momentos mais esperados pelos pais é o desenvolvimento da fala e com isso, ouvir as primeiras palavras dos bebês.

As crianças tendem a seguir uma progressão natural para dominar as habilidades da linguagem e há alguns marcos que podem ajudar a identificar se o desenvolvimento está ocorrendo normalmente.

A seguir, veja detalhes de como a fala se desenvolve de acordo com a idade do bebê.

2 meses

– Começam a sorrir para as pessoas

– Começam a fazer sons

– Viram a cabeça em direção aos sons do ambiente

– Conseguem reconhecer as vozes

– Mudam o choro de acordo com a necessidade

4 meses

– Imita as expressões faciais

– Balbucia

– Imita sons

-Gosta de brincar com  outras pessoas

6 meses

–  Fazem sons ao brincar ou quando está sozinho

– Começam a usar a voz para expressar o que deseja

– Respondem quando são chamados

– Movem os olhos na direção dos sons

– Respondem às mudanças no tom de sua voz

– Observam que alguns brinquedos fazem sons

– Levam objetos à boca

– Respondem com pequenos sons: Ah, eh, oh e começa a emitir sons com M e B

9 meses

– Compreendem a palavra “não”,

– Emitem sons juntando várias sílabas como “mamamama” ou “babababa”

– Tentam imitar os sons que as outras pessoas fazem

12 meses

– Compreendem ordens simples como “dá” ou “tchau”

– Emitem sons parecidos com a fala

– Falam “mama”, “papa”

– Fazem exclamações como “uh-oh!”

– Tentam repetir as palavras que ouve

– Viram os olhos na direção dos sons

– Responde pedidos simples

18 meses

– Reconhecem nomes de pessoas, objetos e partes do corpo

– Seguem instruções acompanhadas de gestos

– Falam cerca de 20 palavras

– Compreendem bem as palavras

– Começam a dizer não com a cabeça

24 meses

– Conseguem dizer o seu primeiro nome

– Juntam duas ou mais palavras

– Falam frases simples e curtas

– Começam a falar sozinhos enquanto brincam

– Repetem as palavras que ouviu as outras pessoas falando

– Apontam para objetos ou imagens quando ouve os seus sons

– Seguem comandos simples e entende perguntas simples

– Falam cerca de 200 palavras

30 meses

– Usam a gramática mais desenvolvida

– Conseguem contar pequenas histórias

– Cantam musiquinhas

– Falam o seu nome e sobrenome

– Entendem verbos e instruções

– Vocabulário é composto por mais de 350 palavras

36 meses

– Usam artigos, preposições, plurais e verbos

– Conseguem conversar

– Falam cerca de 1.000 palavras diferentes

48 meses

– Conseguem ser compreendidos por estranhos

– Mantêm longos diálogos

– Contam acontecimentos

– Elaboram frases de 5 ou 6 palavras

– Falam mais de 1200 palavras

Quando procurar ajuda?

É importante que os pais e os responsáveis fiquem atentos aos marcos de desenvolvimento da fala. Se achar que a criança está demorando muito para balbuciar ou falar as primeiras palavras, vale a pena conversar com um pediatra.

Em alguns casos, pode ser necessário passar por um fonoaudiólogo para realizar uma avaliação cuidadosa para determinar que tipo de problema de linguagem ou fala a criança pode ter.

Como as crianças progridem de maneira diferente, pode ser um desafio distinguir entre um atraso e um distúrbio de fala ou linguagem.

Além disso, o atraso de linguagem pode indicar outras condições de saúde. São elas:

– Problema com a boca e a língua;

– Perda de auditiva (surdez);

– Autismo;

– Problemas neurológicos;

– Deficiência intelectual;

– Distúrbios de linguagem como afasia, ou seja, dificuldade em compreender ou falar partes da linguagem devido a uma lesão cerebral ou ao funcionamento do cérebro.

– Transtorno de processamento auditivo, ou seja, dificuldade em entender o significado dos sons que o ouvido envia ao cérebro.

Após o diagnóstico, o plano de tratamento provavelmente envolverá terapia da fala.

Se a criança tiver outras condições como autismo, o médico poderá recomendar outros tratamentos como a intervenção precoce.

Os exercícios de terapia da fala podem se concentrar na construção da familiaridade com certas palavras ou sons. Já os exercícios físicos se concentram no fortalecimento dos músculos que produzem os sons da fala.

Os distúrbios da fala podem afetar a autoestima de uma pessoa e sua qualidade de vida. No entanto, terapia da fala, exercícios respiratórios e, às vezes, medicamentos podem ajudar a melhorar a fala e reduzir os sintomas.

Leia também: O que é o autismo (TEA)?

Referências:

https://www.mayoclinic.org/healthy-lifestyle/infant-and-toddler-health/in-depth/language-development/art-20045163

https://www.cdc.gov/ncbddd/childdevelopment/language-disorders.html

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Estratégias para auxiliar no processo de aprendizagem do autista

As atividades pedagógicas são fundamentais para o desenvolvimento e a socialização infantil das pessoas com TEA.

Isso porque os autistas apresentam dificuldades em áreas como da comunicação, comportamento social, motora, na interação social e na integração sensorial.

Algumas estratégias e atividades pedagógicas contribuem para que o processo de aprendizagem do autista seja eficaz e ele se torne mais sociável.

Na sala de aula, as atividades para crianças com autismo podem ajudá-las a aprender como expressar suas emoções, regular seus desafios sensoriais e interagir com outras crianças.

Lembrando que o plano de ensino e atividades voltadas para o autista devem ser individuais, uma vez que cada pessoa com o TEA é única e tem suas particularidades e limitações que devem ser respeitadas.

Embora a maioria dos educadores concorde que não existe uma receita para o ensino de nenhum aluno, há algumas diretrizes que podem ser úteis para apoiar alunos com o TEA.

Esses alunos com autismo podem ter necessidades únicas com aprendizado, habilidades sociais e comunicação.

Por isso, os professores precisarão de estratégias pedagógicas para abordar cada uma dessas áreas.

Alguns alunos com autismo sofrem com as mudanças nas rotinas e ficam desconfortáveis ​​mudando de ambiente.

Para eles lidar com essa situação causa estresse e desorientação.

Os professores podem minimizar o desconforto que os alunos sentem dando apoio, orientando os outros alunos e se manter disponível para o diálogo com a família e alunos.

Os autistas podem se sentir desconfortáveis ​​ou inseguros no ambiente educacional.

Por isso, é importante proporcionar um ambiente de aprendizagem apropriado como estratégia de ensino.

O que pode ser realizado na sala de aula

É importante usar estímulos visuais como cartões com imagens e símbolos durante as atividades.

Ou então, promover atividades sensoriais para facilitar a aprendizagem do autista.

Além disso, as atividades em grupo ajudam a ampliar a interação entre os colegas.

Uma criança com autismo pode não parecer interessada em interagir com colegas, pais e professores…

Mas é importante continuar ensinando as habilidades sociais.

Os professores devem se atentar para usar uma linguagem simples, sem metáforas, para que o aluno compreenda o conteúdo.

Outra ferramenta que pode ser aliada no aprendizado dos autistas é a tecnologia.

Usar aplicativos, softwares e outros programas virtuais são bastante eficazes, assim como:

Jogos interativos, vídeos, games e outros atrativos que contribuem para a educação das crianças autistas.

O ambiente físico de aprendizagem pode impactar crianças e jovens no espectro do autismo.

É importante reduzir o maior número possível de barreiras e preparar os alunos para um ambiente previsível e calmo.

Pode ser necessário realizar uma análise cuidadosa das necessidades individuais de aprendizagem.

E, dessa forma, entender a motivação dos alunos e realizar pausas para apoiar a criança na sala de aula.

Mesmo quando a linguagem direta é usada uma criança com TEA pode levar mais tempo para responder ou reagir imediatamente.

É importante que ele tenha tempo e o professor precisa ter paciência e explicar a atividade quantas vezes forem necessárias para que ele consiga absorver a informação.

Referências:

https://www.education.vic.gov.au/school/teachers/learningneeds/Pages/supportmaterials.aspx

https://www.iidc.indiana.edu/pages/Teaching-Tips-for-Children-and-Adults-with-Autism

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Conheça mais sobre o Transtorno de Aprendizagem não verbal

Você já ouviu falar sobre o Transtorno de Aprendizagem não verbal (TANV)?

Trata-se de uma condição pouco conhecida e é uma alteração específica no funcionamento cerebral.

O TANV afeta o raciocínio matemático, a cognição visual e espacial, a coordenação motora, a percepção sensorial e as habilidades sociais.

As crianças com TANV apresentam um bom desenvolvimento da linguagem e vocabulário e, algumas vezes, desenvolvem a leitura precoce.

As causas ainda não foram esclarecidas, mas os cientistas acreditam que o TANV surja devido a uma alteração no hemisfério direito do cérebro.

Geralmente, apresentam uma capacidade intelectual dentro ou acima da média. E também costumam ter boa memória.

Ocorre tanto em meninas quanto meninos na mesma frequência. E é mais comum quando há histórico familiar com o mesmo transtorno.

O diagnóstico pode demorar a acontecer, já que pode ser confundida com autismo ou hiperatividade. Por isso, é importante ficar atento aos sinais.

Sinais e sintomas

Uma criança com o TANV pode ter problemas nos campos acadêmicos, dificuldades motoras, sociais, visuais espaciais, mas eles não precisam ter dificuldades em todas essas áreas para cumprir os critérios diagnósticos do transtorno. 

O fato de terem dificuldades de aprendizagem é um desafio para os educadores e profissionais da saúde. Apesar de se comunicar bem e não ter atraso intelectual, as crianças com TANV são descritas como desajeitadas ou descoordenadas.

Podem sentir dificuldades para andar de bicicleta, amarrar cadarços, desenhar e praticar esportes, por exemplo.

Demonstram dificuldades na memorização de tabuadas, bem como realização de operações aritméticas mais complexas.

No relacionamento interpessoal, crianças com esse transtorno podem ser vistas como ingênuas, apresentando dificuldades para compreender os aspectos implícitos na interação social e na linguagem.

Normalmente, as pessoas com transtorno de aprendizagem não verbal mostram:

  • Excelente memória para aquilo que olham;
  • Boa capacidade de leitura;
  • Excelente expressão verbal e raciocínio verbal;
  • Dificuldade para escrever;
  • Problemas espaciais, de direção, estimativa de tamanho, forma, distância;
  • Problemas para ler expressões faciais;
  • Déficits de percepção tátil, geralmente no lado esquerdo do corpo;
  • Dificuldades de coordenação;
  • Problemas com organização visual-espacial;
  • Dificuldade de adaptação a situações novas e complexas;
  • Dificuldade de interação social;
  • Dificuldade de matemática;
  • Desatenção e hiperatividade no início da infância.

Diagnóstico e intervenções indicadas

O diagnóstico do TANV ocorre após uma avaliação criteriosa que deve ser feita por diferentes especialistas.

São realizados diversos testes neuropsicológicos com o objetivo de compreender como funciona o desempenho escolar, as habilidades motoras, o processamento visual-espacial, aritmética e o funcionamento psicossocial.

Os comportamentos, históricos genéticos, da gestação, acadêmico e as características de relacionamentos sociais também são observados pelos especialistas.

Os especialistas avaliam o desenvolvimento da fala e da linguagem, QI verbal, QI de desempenho e desenvolvimento motor.

As crianças podem ser diagnosticadas com cinco anos de idade ou até menos, embora muitas vezes não se manifeste até que as dificuldades escolares apareçam.

O diagnóstico precoce é altamente recomendado porque a intervenção precoce pode ajudar no aprendizado e apoiar a autoestima da criança no processo.

Em relação ao tratamento, o mais indicado é que a intervenção seja realizada por uma equipe interdisciplinar, englobando os aspectos psicológicos, pedagógicos e fonoaudiológicos.

A TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) é indicada, ou mesmo outras terapias que permitam o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e de habilidades sociais.

Além disso, psicólogos ajudam nas questões emocionais como autoestima e ansiedade.

A terapia ocupacional ajuda as crianças com o Transtorno a melhorar suas habilidades motoras finas e sociais.

Referências:

https://nvld.org/non-verbal-learning-disability

https://www.additudemag.com/what-is-nonverbal-learning-disorder-symptoms-and-diagnosis

https://www.psychologytoday.com/us/conditions/nonverbal-learning-disorder

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Cognição social e o autismo

A cognição social pode ser definida como a capacidade de formar representações das relações entre si e os outros. E usá-las de forma flexível, para que ocorram comportamentos apropriados de acordo com a circunstância social que a pessoa está inserida.

Portanto, a maneira como pensamos sobre os outros desempenha um papel importante em como pensamos, sentimos e interagimos com o mundo ao redor.

A cognição social ocorre devido ao processamento mental da informação, que permite estabelecer esse relacionamento interpessoal a partir do reconhecimento, da interpretação e da ação dos indivíduos em interação com outros.

Portanto, seu funcionamento requer que sistemas neurais especializados avaliem os sinais sociais do ambiente.

A cognição social engloba diferentes processos neurobiológicos que funcionam de maneira integrada.

Com isso, ela pode ser dividida em:

  • Percepção das emoções: a capacidade de reconhecer sentimentos a partir das expressões faciais e gestos;
  • Percepção social: decodificar, interpretar e compreender o contexto social que se está inserido;
  • Teoria da mente: compreensão das intenções ou crenças dos outros e de si mesmo e perceber que os indivíduos pensam e sentem de forma diferente da nossa;
  • Estilo de atribuição: conseguir identificar as causas sobre o acontecimento ou comportamento do outro.

O autismo e a cognição social

A cognição social está presente em todas as fases das pessoas e se desenvolve ainda na primeira infância. Mas, no caso de indivíduos com autismo ou algum transtorno do neurodesenvolvimento, desenvolver a cognição social pode ser mais complicado.

Quem tem autismo apresenta dificuldade de identificar as expressões faciais das emoções, ou seja, reconhecer quando uma pessoa está alegre, com medo ou triste. E também tem dificuldade de fazer contato visual. Além de terem dificuldade de sentir empatia e se colocar no lugar do outro.

Por isso, a intervenção precoce em autistas é fundamental para encontrar diferentes estratégias para lidar melhor com as dificuldades e melhorar desde cedo as relações interpessoais.

Como trabalhar a cognição social do autista?

Trabalhar a cognição social é fundamental para melhorar as relações dos autistas em diferentes contextos. Algumas intervenções precoces vão estimular habilidades sociais, ou seja, regras e/ou costumes que orientam nossas relações interpessoais.

Por isso, o autista será estimulado a olhar nos olhos, compartilhar objetos, entender o momento de falar e de escutar em uma conversa, além de aprender a gerenciar as próprias emoções e como os outros se sentem.

Há diversas estratégias que podem ser eficazes, mas, elas devem ser avaliadas de acordo com o repertório do autista.

Entre as atividades que podem ser úteis para estimular a cognição social do autista podemos citar:

  • Contar histórias: as histórias podem mostrar e incentivar a realizar os comportamentos adequados, além de estimular a criatividade.
  • Uso de situações do dia a dia: representar algumas situações do cotidiano pode ajudar o autista a entender como funcionam os diálogos e as relações.
  • Fotos e imagens: pode ser uma alternativa para que o autista reconheça emoções e a entender o que causou aquele sentimento.
  • Brincadeiras em grupo: o autista pode brincar com os colegas de classe e entender como funcionam as regras sociais – apertar a mão, olhar nos olhos, escutar, saber a hora de falar e compartilhar brinquedos.
  • Vídeos e jogos: usar a tecnologia como vídeos ou videogame para ajudar a compreender linguagem corporal e comunicação de forma geral.

Saiba mais: Neuroplasticidade cerebral

Referências

https://link.springer.com/article/10.1007/s10803-019-04001-4

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0001691819303786

https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/aur.2195

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Conheça mais as estratégias de intervenção naturalistas

As estratégias de intervenção naturalistas são métodos usados para melhorar a socialização e a comunicação das pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

De acordo com a National Professional Development Center on Autism Spectrum Disorders, “a intervenção naturalística é usada nas rotinas diárias ao longo do dia para desenvolver habilidades na área de comunicação (verbal e não verbal) e desenvolvimento social“.

O ensino naturalístico surgiu como um método complementar e é usado na análise do comportamento aplicada (ABA). E oferece às crianças e jovens com autismo a oportunidade de aprender comportamentos socialmente apropriados, dentro do contexto dos ambientes sociais em que se encontram todos os dias como escola e casa.

Como funciona?

As intervenções naturalistas estão associadas aos princípios da ciência ABA, mas se concentra mais nas experiências únicas de cada criança. É uma abordagem muito personalizada, em que as atividades e rotinas diárias reais da criança ditam como e onde o terapeuta trabalha com essa criança. 

As sessões são estruturadas em torno de um comportamento-alvo, como revezar ou comunicar sentimentos. Os terapeutas permanecem flexíveis quando se trata do que pode ser interessante para a criança naquele momento ou o que pode estar motivando seu comportamento. 

A função do terapeuta é ajudar a criança a comunicar o seu desejo, usar os brinquedos e as atividades que a criança já selecionou como reforço, tornando as habilidades funcionais ao ambiente.

É importante que ocorra clareza, precisão na comunicação e na forma como o ensino é ministrado e avaliado.

Os objetivos devem ser individualizados. As metas não são baseadas na idade da criança ou em um padrão nacional. Em vez disso, foca-se no desenvolvimento da criança. É preciso realizar um controle constante do progresso para mudar a intervenção e as técnicas, sempre que necessário.

Quais são os tipos?

São práticas baseadas em evidências identificadas e cada uma tem um objetivo específico. A seguir, veja detalhes de algumas:

– Ensino Incidental

Ajuda a treinar as habilidades de fazer pedidos e atenção compartilhada. Cria oportunidades de aprendizagem e inicia a criança na interação com o adulto.

Aumenta a motivação da criança para falar e é frequentemente usado com crianças que já possuem algumas habilidades de linguagem.

– Treinamento de respostas pivô

É um método de intervenção comportamental que aproveita a motivação da criança com autismo para que ela se comunique. Tem uma abordagem mais ampla, observando as coisas que são “fundamentais” para o comportamento da criança: o que motiva seu comportamento, como respondem à interação social, como gerenciam seus próprios sentimentos e comportamentos. 

Foca na causa dos comportamentos e não apenas os próprios comportamentos individuais. Sendo assim, causa mudanças nos comportamentos inadequados como agressão ou automutilação.

Ele se concentra no desenvolvimento do desejo de interagir, na regulação do próprio comportamento da criança, no desenvolvimento da iniciação das interações e na resposta a uma variedade de incentivos.

– Paradigma da linguagem natural

Indicado para jovens não verbais. O terapeuta e a criança ficam frente a frente e são oferecidas opções de brinquedos, jogos ou atividades. A criança pode escolher um item.

O terapeuta coordena a brincadeira e estimula o jovem a falar as palavras que identificam e descrevem o item selecionado. A criança brinca com o objeto e depois ele é retirado. 

O terapeuta então pede que a criança repita a palavra e o item é devolvido. Trata-se de um sistema clássico de recompensa que dá à criança um motivo real para tentar se comunicar.

Participação dos pais

Os pais podem praticar com seus filhos, já que as intervenções podem ser aplicadas em um ambiente confortável e divertido. 

No entanto, é fundamental ter o apoio de um especialista em ABA para aprender como praticar as intervenções com as técnicas apropriadas.

Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisedu.org/how-is-naturalistic-teaching-used-in-aba/

https://blogs.missouristate.edu/access/2017/10/20/using-naturalistic-strategies-for-teaching-students-with-autism/

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O-impacto-do-excesso-de-telas-no-desenvolvimento-das-crianças

O impacto do excesso de telas no desenvolvimento das crianças

Você já reparou quanto tempo seu filho ou filha passa no celular, tablets ou assistindo TV? E com a pandemia, as crianças também passaram a gastar mais tempo no computador.

É fato que o uso desse tipo de tecnologia traz muita praticidade para o dia a dia, mas em excesso pode fazer mal para a saúde das crianças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, recomenda que crianças menores de 2 anos não tenham contato algum com telas, nem mesmo televisores.

Depois dessa faixa etária, a TV pode ser liberada, mas no máximo durante uma hora por dia. E apenas com 8 anos as crianças poderiam usar celular. Mas, a maioria das crianças atualmente passa o dia acessando celulares ou vendo TV.

Estar em frente às telas a todo instante pode atrapalhar o desenvolvimento das habilidades de linguagem e até sociais da criança.

Um dos motivos é que ficar diante de telas, muitas vezes, equivale a consumir conteúdo passivamente, perdendo oportunidades valiosas e de praticar outras habilidades importantes, como manter contato com a natureza e com os objetos físicos.

Perigos do excesso de telas para a saúde

Excesso de telas no desenvolvimento cerebral

Pesquisas apontam que a superexposição a eletrônicos, no caso de crianças muito pequenas, pode causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

Chamada de distração passiva, as crianças acabam consumindo joguinhos e vídeos nas telas, algo prejudicial e frontalmente diferente de brincar ativamente, um direito universal e temporal de todas as crianças em fase do desenvolvimento cerebral e mental.

Excesso de telas e Obesidade

As crianças que ficam muito tempo no celular ou tablet são mais sedentárias e brincam menos. Com isso, queimam menos calorias e engordam mais.

Problemas para dormir

As crianças que usam muitos aparelhos eletrônicos podem dormir menos para jogar ou ver vídeos. Além disso, a luz dos aparelhos pode despertar e fazer com que a criança perca o sono. Isso pode afetar o crescimento e o humor.

Problemas emocionais

O uso excessivo de tecnologia causa distúrbios emocionais como ansiedade, depressão e até agressividade.

Outros problemas

Pode gerar dependência digital, transtornos de alimentação e de imagem corporal, cyberbullying, aumenta o risco de abusos sexuais e pedofilia, problemas visuais, miopia e síndrome visual do computador, problemas auditivos e de postura.

O que os pais podem fazer?

Os pais e responsáveis precisam redobrar a atenção e ficar de olho quanto tempo os pequenos estão conectados. Vale a pena estabelecer regras como não usar os aparelhos durante as refeições e desligar os aparelhos entre uma e duas horas antes de dormir.

Além disso, devem estimular as crianças e jovens a praticarem outras atividades que não necessitem de tecnologia. Pode ser a leitura de um livro, pinturas, música, jogos ou ter contato com a natureza.

Tente evitar que crianças usem televisão, computadores ou celulares em seus próprios quartos, principalmente sem a mediação da família ou de adultos.

Combine o tempo que a criança vai ficar vendo TV ou no celular. Crianças podem ter dificuldade para entender a passagem do tempo, então cabe aos pais limitar esse período. E seja firme! Não mude de ideia para que os limites fiquem claros.

Crie um tempo de dever de casa sem distrações, onde os telefones celulares são guardados. Considere refeições “sem telefone” ou horários para a família durante o dia para promover a comunicação.

Para a segurança, faça verificações aleatórias de mensagens de texto e outros conteúdos do telefone. 

Fale abertamente com seu filho ou filha sobre os riscos do uso do telefone celular para a saúde.

Fique sempre atento a conversas com desconhecidos online. E por fim, dê o exemplo! Sempre que possível fique longe de telas e passe mais tempo com a família.

Referências:

SBP – https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/sbp-atualiza-recomendacoes-sobre-saude-de-criancas-e-adolescentes-na-era-digital/

https://www.webmd.com/mental-health/news/20170503/are-smartphones-helping-or-harming-kids-mental-health

https://www.nationwidechildrens.org/family-resources-education/700childrens/2018/10/children-and-cell-phones

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O que são escalas de avaliação?

Você já ouviu falar das escalas de avaliação? Elas são usadas para ajudar no diagnóstico do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Podem ser definidas como ferramentas de triagem que são capazes de detectar os comportamentos atípicos de crianças precocemente.

As escalas de avaliação são baseadas em estudos clínicos sólidos, ou seja, foram testadas e seguem as metodologias científicas. Isso significa que são instrumentos seguros para identificar os sinais de autismo.

Vale destacar que a avaliação e o diagnóstico de pessoas com suspeita de autismo devem ser amplos e, sempre que possível, realizados por diferentes profissionais. Isso é necessário porque o TEA afeta diversas áreas e abrange a atuação profissional de especialistas da área da saúde e educação.

A seguir, veja detalhes de algumas escalas de avaliação e sua importância para o diagnóstico do autismo.

ADI-R

A sigla significaAutism Diagnostic Interview-Revised, ou seja, Entrevista Diagnóstica para o Autismo Revisada, em tradução livre. É uma entrevista diagnóstica aplicada no principal cuidador da criança com suspeita de autismo.

Fornece uma avaliação ao longo da vida dos comportamentos das crianças a partir dos 5 anos até o início da idade adulta e com idade mental a partir dos 2 anos de idade. Leva cerca de uma hora e meia para ser concluída.

Avalia a qualidade da interação social recíproca, como é a comunicação e a linguagem e os comportamentos repetitivos, limitados e estereotipados.

A entrevista conta com perguntas introdutórias; questões sobre comunicação, sobre desenvolvimento social e o brincar e é feita uma investigação sobre comportamentos repetitivos e restritos.

CARS

A sigla significa Childhood Autism Rating Scale, ou seja, Escala de Avaliação do Autismo na Infância. É uma escala de avaliação que conta com 15 itens que contribuem com o diagnóstico e identificação de crianças com autismo.

Por meio dela, é possível diferenciar o grau de comprometimento do autismo entre leve, moderado e severo. Pode ser realizada em qualquer criança com mais de 2 anos de idade.

A escala avalia o comportamento em 14 habilidades: interação com as pessoas, imitação, resposta emocional, uso do corpo e de objetos, adaptação à mudança, reação a estímulos visuais e auditivos, a resposta e uso da gustação, olfato e tato; medo ou nervosismo, comunicação verbal e não verbal, nível de atividade e a coerência da resposta intelectual e impressões gerais.

A pontuação atribuída a cada domínio varia de 1 (dentro dos limites da normalidade) a 4 (sintomas autísticos graves).

ADOS-2

A sigla significa Autism Diagnostic Observation Schedule, ou seja, Protocolo de Observação para Diagnóstico de Autismo, e é uma escala de observação.

É uma entrevista estruturada e completa, além de uma observação que avalia objetivamente a habilidade social, de comunicação e o comportamento de pessoas com TEA, desde crianças até adultos.

A avaliação do ADOS usa situações sociais planejadas para ter respostas e interações interpessoais. Utilizam-se termos padronizados, materiais, atividades, introduções de atividades e sequências hierárquicas de atividades sociais.

O ADOS é dividido em quatro módulos: usado para crianças com fala limitada; para quem sabe falar, mas não é verbalmente fluente; com crianças verbalmente fluentes e adolescentes e adultos verbalmente fluentes. 

Os comportamentos são classificados em quatro domínios: interação social recíproca; comunicação/linguagem; comportamentos estereotipados/restritivos e humor e comportamentos anormais não específicos.

Cada módulo leva cerca de 40 minutos para ser concluído. Os comportamentos recebem uma pontuação entre zero e três: zero indica um comportamento normal, enquanto três indica que há uma disfunção comportamental.

ADI-R

O ADI-R  vem do inglês Autism Diagnostic Interview-Revised e em tradução livre significa Entrevista para Diagnóstico do Autismo Revisada.

Sendo assim, é uma escala de entrevista que é realizada com os pais ou responsáveis pela pessoa com suspeita de autismo. Ela mede os comportamentos nas áreas de interação social, comunicação e linguagem e padrões de comportamentos. 

A entrevista visa descobrir toda a história do desenvolvimento da pessoa e pode ser realizada em um consultório, em casa ou em outro ambiente.

O especialista faz perguntas para identificar comportamentos. Após a conclusão da entrevista, ocorre uma avaliação que pontua de 0 a 9 de acordo com cada pergunta realizada e os especialistas conseguem assim definir se a pessoa está dentro do Espectro do Autismo.

Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/faq/what-is-the-autism-diagnostic-observation-schedule/

https://psychiatry.weill.cornell.edu/education-training/adi-r

https://www.verywellhealth.com/adi-r-test-use-in-autism-diagnosis-260241

https://www.carautismroadmap.org/childhood-autism-rating-scale

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Como ajudar o autista desenvolver as atividades de vida diária (AVDs)

Alguns autistas precisam aprender a desenvolver algumas habilidades importantes para o dia a dia. Conseguir realizar as atividades de vida diária (AVDs) é fundamental para aumentar a independência em casa, na escola e na sociedade. 

Os pais e responsáveis devem desde cedo introduzir e estimular que o autista aprendam essas habilidades e tenham ferramentas para aumentar a sua autoestima, ser autônomo e mais feliz.

Para que isso seja possível, são usadas estratégias adequadas para favorecer a autonomia e a independência, retirando a sobrecarga do cuidador, elevando a autoestima e abrindo a possibilidade para novos aprendizados.

Sempre é necessário avaliar as dificuldades, adaptar e preparar o ambiente, estruturar a atividade e inseri-la na rotina do autista.

Quais são as atividades de vida diária?

São atividades básicas do dia a dia e também mais complexas que visam à independência do autista.

Os pais devem reconhecer que ensinar essas atividades aos filhos com autismo é tão importante quanto promover o desenvolvimento das habilidades de comunicação e cognitivas. 

Essas habilidades são aprendidas com o tempo, começando em casa bem cedo e desenvolvendo-se ainda mais durante a adolescência e a idade adulta.

Entre essas atividades podemos destacar:

  • Autocuidado: conseguir trocar de roupa, tomar banho, escovar os dentes, preparar as refeições etc;
  • Administração de dinheiro e finanças: é fundamental ensinar a administrar seu próprio dinheiro, a usar uma conta bancária, cartões de crédito e fazer um planejamento financeiro para garantir sua independência financeira como adulto. 
  • Saúde e segurança: o autista precisa entender em quem podem confiar, quais são os riscos que corre com estranhos e saber se comunicar para pedir ajuda;
  • Plano de carreira e emprego: é importante que o autista seja estimulado a estudar e ter um emprego.
  • Relacionamento com as pessoas: estimular a interação social e a comunicação do autista desde cedo contribui para melhorar os seus relacionamentos.
  • Conseguir pegar transporte público: saber como, onde e quando usar o transporte público certamente aumentará a independência e dará mais segurança.
  • Atividades de lazer e diversão: é importante encorajar atividades úteis quando a criança está com tempo livre, como fazer exercícios, ler ou tocar um instrumento musical.
  • Organização: como organizar o tempo e definir um cronograma. Ensinar como planejar o dever de casa, por exemplo.  

Como ensinar essas habilidades para o autista

Como cada autista é diferente, é importante que o treinamento dessas habilidades respeite as dificuldades e limitações individuais. Há casos em que a pessoa autista precisa de suporte 24h e não vai conseguir viver sozinho e ser independente – é o caso dos autistas do nível 3 ou severo.

Há diversas habilidades para a vida que precisam ser aprendidas, que devem ser ensinadas e praticadas em casa, na escola e na sociedade. A maioria das pessoas com autismo se beneficia de uma instrução clara e prática. 

No entanto, é fundamental buscar ajuda especializada de profissionais que treinem a criança ou jovem com autismo para realizar atividades do dia a dia.

Procure a ajuda de um Terapeuta Ocupacional (TO) que é o profissional capacitado para ajudar nas AVDs.  Outros profissionais que são especialistas na ciência ABA também ajudam o autista a desenvolver habilidades para realizar as atividades do dia a dia e se tornar mais independente.

Como ajudar?

Veja abaixo algumas dicas que podem ajudar o autista a desenvolver suas habilidades de atividades diárias.

  • Garantir que eles entendam a necessidade da atividade.
  •  Escolher uma meta apropriada que se adapte a idade e habilidades do autista. Evite colocar mais de um objetivo para atingir de uma só vez e comece devagar.
  • Dividir as tarefas em rotinas simples como se fosse um passo a passo.
  • Ensinar cada passo da atividade e encorajar a criança ou jovem diariamente. Mostrar visualmente o que fazer.
  • Dê tempo e deixe a criança ou jovem praticar a atividade várias vezes.
  • Apoiar a conclusão da tarefa, comemorar e recompensar a criança quando os objetivos são alcançados.

Referências:

https://www.autismspeaks.org/life-skills-and-autism

https://online.regiscollege.edu/blog/11-tips-for-teaching-activities-of-daily-living/

https://researchautism.org/daily-living-skills

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