Entenda o Transtorno de Personalidade Borderline

O Transtorno de Personalidade Borderline ocorre quando a pessoa tem dificuldade em processar ou gerenciar suas emoções.

Muitas vezes, envolve problemas de autoimagem, variações de humor e mudanças comportamentais. Além disso, pode causar uma sensação de instabilidade e insegurança.

Esses sintomas fazem com que o indivíduo tenha comportamentos impulsivos e estabeleça relacionamentos tensos com amigos e familiares.

As causas ainda não estão totalmente esclarecidas. Os especialistas acreditam que vários fatores influenciam o surgimento do Transtorno, principalmente questões genéticas e ambientais.

Embora nenhum gene específico tenha demonstrado causar diretamente a condição, pesquisas sugerem que pessoas que têm um familiar próximo podem estar em maior risco de desenvolver o transtorno.

Pessoas que vivenciam eventos traumáticos da vida, como abuso físico ou sexual durante a infância ou negligência também correm maior risco de desenvolver o Transtorno.

Além disso, sabe-se que o sistema de regulação emocional pode ser diferente em pessoas com o Transtorno, indicando que há uma questão neurológica para alguns dos sintomas.

Algumas partes do cérebro que controlam as emoções e a tomada de decisão/julgamento podem não se comunicar de maneira adequada umas com as outras.

Estima-se que 75% das pessoas com esse transtorno são mulheres. Na maioria dos casos, os sintomas começam no início da idade adulta.

Quais são os sintomas?

O sintoma principal do Transtorno é a dificuldade em regular as emoções. A pessoa pode sentir emoções intensamente e por longos períodos e pode achar mais difícil retornar a uma emoção básica depois de experimentar o estresse emocional.

Entre os sintomas de Transtorno Personalidade Borderline podemos citar:

  • Comportamentos de automutilação;
  • Padrão de relacionamentos intensos e instáveis ​​com a família e amigos;
  • Autoimagem instável e distorcida;
  • Comportamentos impulsivos, como gastos excessivos, relações sexuais inseguras, compulsão alimentar ou dirigir de forma imprudente;
  • Sensação de vazio constante;
  • Dificuldade em confiar nos outros e medo irracional do que outras pessoas podem fazer;
  • Raiva irracional e intensa;
  • Bruscas mudanças de humor;
  • Pensamentos suicidas.

Como é feito o diagnóstico?

Diagnosticar o transtorno pode ser um desafio porque, muitas vezes, pode ocorrer juntamente com outras condições de saúde mental, como ansiedade ou depressão.

Geralmente, o diagnóstico é realizado por um psiquiatra ou psicólogo após uma breve entrevista que identifica os sintomas relatados pelo paciente.

Os profissionais de saúde mental podem diagnosticar a condição após uma avaliação psicológica completa, durante a qual perguntam sobre o histórico clínico da pessoa e seus sintomas.

Muitas, vezes, o transtorno ocorre juntamente com outras condições de saúde mental, como:

  • Depressão;
  • Transtorno Bipolar;
  • Transtorno de ansiedade;
  • Abuso de substâncias;
  • Distúrbios alimentares.

Formas de tratamento

O tratamento envolve terapia comportamental que ajuda a identificar e a mudar crenças, comportamentos e percepções imprecisas que a pessoa tenha sobre si mesma ou sobre os outros.

E a terapia também contribui para que o indivíduo reaja de uma forma mais natural quando está zangado, inseguro, ansioso ou com pensamentos suicidas.

A medicação, além de tratamento de psicoterapia, pode ser indicada para ajudar com alterações de humor ou depressão.

Os especialistas podem indicar antidepressivos para tratar a depressão, antipsicóticos para tratar sintomas agressivos e ansiolíticos para tratar a ansiedade.

Em alguns casos, como aqueles em que uma pessoa tentou o suicídio, pode ser necessário o tratamento em ambientes especializados, como hospitais e clínicas psiquiátricas.

Geralmente, essas internações são curtas, apenas para controlar os sintomas depressivos e evitar que a pessoa se machuque.

Referências:

https://www.nhs.uk/mental-health/conditions/borderline-personality-disorder/overview/

https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/9762-borderline-personality-disorder-bpd

https://www.health.harvard.edu/a_to_z/borderline-personality-disorder-a-to-z

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Conheça as 7 dimensões da ABA

Já falamos bastante sobre a ABA (Análise do Comportamento Aplicada) por aqui e como ela contribui para melhorar as habilidades dos autistas. Esta ciência existe há mais de 50 anos e pode ajudar muito nas interações sociais, no aprendizado de novas competências e a manter comportamentos positivos.

Dentro da ABA são usadas técnicas que possibilitem ampliar a capacidade cognitiva, motora, de linguagem e de interação social.

O intuito sempre é reduzir os comportamentos negativos que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem.

Além de  auxiliar no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como ler, conversar e interagir com o outro.

Mas você sabia que a ABA se baseia em 7 dimensões centrais? Elas foram descritas pela primeira vez por Baer, ​​Wolf e Risley em 1968, na primeira edição do Journal of Applied Behavior Analysis (JABA).

A seguir, veja detalhes sobre essas dimensões da ABA.

Dimensão Aplicada

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) visa realizar melhorias em comportamentos sociais para aumentar a qualidade de vida das pessoas. Por isso, foca nos comportamentos das pessoas e na sociedade em geral e também na linguagem, autocuidado, desempenho acadêmico, entre outros.

Isso ajudará o autista a viver em sociedade, já que conseguirá se comunicar e expressar seus desejos e necessidades.

Dimensão Comportamental

O comportamento deve ser observável e mensurável para que possa ser alterado.

Nessa dimensão observa-se diretamente o comportamento de interesse. Para isso, é necessário definir objetivamente o comportamento, selecionar a melhor estratégia e mensurá-lo, usando medidas quantitativas confiáveis e precisas.

Dimensão Analítica

Ser analítico significa olhar para os dados para tomar decisões baseadas nessas informações.

A pergunta que fundamenta essa dimensão é: o procedimento utilizado foi, de fato, responsável pelos resultados alcançados?

Dimensão Tecnológica

Os procedimentos são descritos de forma clara e concisa para que outros possam implementá-los com precisão. É como se fosse uma receita, onde são descritas todas as etapas em detalhes para obter o resultado desejado.

Dimensão Conceitual

As intervenções são consistentes com os princípios demonstrados na literatura e nas pesquisas. É importante que os profissionais continuem a usar técnicas baseadas em pesquisa e evitem usar atalhos nos métodos de ensino.

Dimensão Eficaz

Deve mudar o comportamento, que é alvo de intervenção ou estudo em níveis práticos e de uma forma socialmente significativa.

O comportamento deve ser mudado para melhorar os relacionamentos com a  família e a sociedade.

A intervenção é eficaz quando muda o comportamento que procura mudar.

Dimensão Generalizável

Uma mudança comportamental deve ser durável ao longo do tempo e aparecer em uma ampla variedade de ambientes possíveis e/ou quando se espalhar para uma ampla variedade de comportamentos relacionados.

Basicamente, visa que esses comportamentos ensinados sejam usados ​​em vários ambientes, em várias pessoas e continuem a ser usados ​​no futuro.

Por que isso é importante?

Compreender as dimensões da ABA é importante para ajudar a criar mudanças mais significativas e produzir um impacto maior no comportamento e evolução do autista.

Vale destacar que nas intervenções da dinâmica da ABA são avaliados determinados dados que possibilitam verificar se o comportamento está mudando na direção esperada e os objetivos estão sendo alcançados.

As dinâmicas que compreendem a prática podem ser ministradas em casa, em escolas ou em clínicas especializadas e envolvem até 40 horas por semana de terapia individualizada.

Leia também: https://neuroconecta.com.br/por-que-realizar-intervencao-baseada-na-aba-em-meu-filho/

Referências:

https://medium.com/@carlylecenter/7-dimensions-of-applied-behavior-analysis-5eb85128cf0a

https://www.attentivebehavior.com/seven-dimensions-of-aba-therapy/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3196209/

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O TOD tem tratamento?

O Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) é bastante comum na infância. Ele afeta muito o comportamento da criança ou do adolescente e pode comprometer o seu desenvolvimento.

É comum que as pessoas com TOD fiquem mais irritadas, apresentem padrões persistentes de comportamentos negativistas, sejam mais desobedientes e desafiem as regras e os pais com frequência.

Não há uma causa conhecida para o TOD. Sabemos que é uma combinação de fatores genéticos e fatores ambientais. Conviver em um ambiente familiar conturbado e ambíguo também pode contribuir para o surgimento do Transtorno.

Há casos em que existe uma disposição ou temperamento natural de uma criança por questões genéticas e também problemas com os pais que podem envolver falta de supervisão, pouca ou muita disciplina ou negligência.

 

Principais sintomas

Os sintomas de TOD costumam surgir quando a criança tem entre 6 a 8 anos de idade. Geralmente, ela adota uma postura de teimosia frequente, hostilidade e lado desafiador.

Alguns sinais incluem:

  • Teimosia exagerada;
  • Resistência a cumprir com as regras e combinados;
  • A criança incomoda e perturba as pessoas de forma proposital;
  • São hostis e irritados;
  • São desobedientes;
  • Podem agredir verbalmente familiares;
  • Responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
  • É comum que se aborreça sem motivos;
  • Apresentam surtos de raiva e tendência vingativa.

 

Como é o tratamento?

Após a confirmação do diagnóstico, é importante que os pais e os responsáveis sigam as instruções dos especialistas consultados como neurologista ou psiquiatra infantil.

O tratamento pode incluir psicoterapia para melhorar as habilidades de resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso e raiva. Também poderá ser prescrita alguma medicação para regular as emoções da criança ou jovem.

Os remédios podem ser úteis para controlar alguns dos sintomas mais angustiantes do TOD, bem como os sintomas relacionados a condições coexistentes, como TDAH, ansiedade e transtornos de humor.

Além disso, poderão incluir:

  • Treinamento dos pais e de outras pessoas para ajudar a gerenciar o comportamento da criança;
  • Treinamento de habilidades sociais para aumentar a flexibilidade e melhorar as habilidades sociais e a tolerância à frustração com os colegas.

O TOD deve ser acompanhado pelo neurologista ou pelo psiquiatra infantil. Esses profissionais estão preparados para perceber os sintomas e indicar o melhor tratamento.

Além disso, não há um tempo de tratamento ideal, ele varia muito de acordo em como a criança vai reagir com as intervenções.

 

Os riscos da falta de tratamento adequado

Vale destacar que as crianças e adolescentes com transtorno desafiador de oposição e também com autismo podem ter problemas familiares, nos relacionamentos e na escola, caso não recebam um tratamento/apoio adequado.

Sabe-se que as crianças com TOD e autismo podem ter dificuldade em fazer e manter os amigos e os relacionamentos de forma geral. Além disso, pode afetar o seu desempenho escolar e aprendizagem.

Em alguns casos, o diagnóstico de TOD pode se agravar até desenvolver um transtorno de conduta, que é um quadro mais grave de transtorno de comportamento.

Nesses casos, apresentam comportamentos ainda mais agressivos, violam as leis e podem ser cruéis ou violentos com os animais e as pessoas, por exemplo.

E você, já conhecia o TOD? Conte para a gente a sua história.

 

Referências:

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/oppositional-defiant-disorder/symptoms-causes/syc-20375831

https://childmind.org/article/what-is-odd-oppositional-defiant-disorder/

 

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Educação Especial e Inclusiva: como deve ser na prática?

Uma dúvida bastante frequente entre os pais e os cuidadores é sobre qual a melhor escola para seu filho ou filha com autismo. É importante saber quais são as melhores opções para a criança ou adolescente com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

E também ter informações sobre o que é educação especial e inclusiva e como os professores, diretores e profissionais de educação vão atuar na prática para que a criança ou jovem consiga aprender e interagir com outros colegas.

Primeiro, vale a pena entender a diferença entre Educação Especial e Educação Inclusiva.

O que é Educação Especial e Inclusiva?

A educação especial pode ser definida como “a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação” .

Por isso, possui os mesmos objetivos da educação em geral, mas o atendimento deve ser feito de acordo com as limitações individuais do aluno.

Geralmente, são instituições de ensino regulares ou ambientes especializados em uma determinada deficiência. Esse sistema de ensino prega que as necessidades dessas crianças não podem ser supridas nas escolas regulares.

Já a educação inclusiva pode ser definida como um sistema educacional híbrido, ou seja,  alia a educação regular com a educação especial. A educação inclusiva deve fazer parte de todas as escolas. A escola regular deve ser inclusiva.

Assim  as crianças ou jovens com algum tipo de deficiência ou transtorno frequentam o ambiente escolar convivendo com outros alunos.

Dessa forma, a educação inclusiva caracteriza-se pela Educação Especial dentro da escola regular. E o objetivo é transformar a escola em um espaço para todos.

Como deve ser a educação inclusiva na prática?

Antes de falarmos sobre quais práticas inclusivas, é importante saber que a educação inclusiva  deve se basear em alguns pilares:

  • Toda pessoa tem o direito de acesso à educação;
  • Toda pessoa aprende;
  • O processo de aprendizagem de cada pessoa é único;
  • O convívio no ambiente escolar comum beneficia a todos.

Além disso,  a escola deve se preparar para receber o aluno. É preciso traçar um plano de ensino de forma e respeitar a capacidade de cada criança, com base em suas capacidades e fragilidades, bem como estabelecer estratégias de aprendizagem diversificadas.

A seguir, veja algumas estratégias que podem ser eficientes para contribuir com uma educação mais inclusiva.

Atividades que estimulem o debate sobre inclusão e diferenças

Os educadores poderão fazer atividades que ajudem a vencer preconceitos promovendo empatia, respeito e solidariedade. Podem ser usados figurinhas de revistas em quadrinhos, vídeos ou desenhos animados que mostrem as diferenças e a importância do respeito ao próximo.

Brincadeiras que gerem empatia

É importante que o aluno consiga se colocar no lugar do outro entendendo as suas limitações e dificuldades. Algumas opções de brincadeiras e ações:

  • assistir a um vídeo sem som e perguntar o que aprenderam;
  • explorar a sala de aula como os olhos vendados;
  • conversar com o colega fazendo mímica;
  • brincar com ovo na colher ou corrida do saco, mostrando nas quais o aluno estará com a perna ou o braço imobilizado.

Material didático adaptado

A educação inclusiva prevê o uso de diferentes materiais pedagógicos para alcançar um mesmo objetivo de ensino. Nesse caso,  as atividades devem ser voltadas às necessidades dos alunos.

Além de focar nos seus interesses e habilidades, visando sempre a equiparação de oportunidades.

Adaptar avaliações

As estratégias de avaliação deveriam ser “adaptadas” a todos os alunos, e a cada um, no sentido de levar em conta suas especificidades, tais como necessidades, interesses, estilo de aprendizagem e conhecimentos prévios.

Referências:

https://diversa.org.br/educacao-inclusiva/como-transformar-escola-redes-ensino/estrategias-pedagogicas/

https://novaescola.org.br/conteudo/588/educacao-inclusiva-desafios-da-formacao-e-da-atuacao-em-sala-de-aula

https://porvir.org/educacao-inclusiva-e-educacao-para-todos/

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O que é o Transtorno do Movimento Estereotipado?

O Transtorno do Movimento Estereotipado é uma condição na qual a pessoa realiza movimentos repetitivos, muitas vezes, rítmicos. Geralmente,  não há um objetivo específico. Em alguns casos, os movimentos podem resultar em autolesão.

Vale destacar que, para que esse comportamento seja considerado um transtorno, os movimentos repetitivos devem continuar por pelo menos quatro semanas. E também interferir na rotina da pessoa.

O Transtorno do Movimento Estereotipado afeta com mais frequência  crianças com autismo, deficiências intelectuais ou problemas de desenvolvimento.

 

Causas do transtorno

As causas ainda não são conhecidas. Sabe-se, no entanto, que os movimentos tendem a aumentar se a pessoa estiver estressada, frustrada ou entediada.

Lesões na cabeça e uso de algumas substâncias ilícitas, como cocaína, também podem provocar o Transtorno.

Estima-se que ocorra em 4% de todas as crianças.

 

Quais são os sintomas?

Os sintomas do Transtorno do Movimento Estereotipado podem incluir:

  • Morder a si mesmo;
  • Agitar a mão ou acenando;
  • Bater cabeça;
  • Bater o próprio corpo;
  • Roer unhas;
  • Balançar o corpo.

O tipo de movimento repetitivo varia muito e cada criança apresenta seu próprio comportamento padronizado. Os movimentos repetitivos podem aumentar com tédio, estresse, excitação e exaustão.

Algumas crianças podem parar seus movimentos se a atenção estiver voltada para elas ou estiverem distraídas, enquanto outras podem não conseguir parar seus movimentos repetitivos.

Pode ser classificado como leve, moderado ou grave. Um caso leve permitirá ao indivíduo suprimir os movimentos do corpo com facilidade.

Um caso moderado exigirá medidas de proteção e modificação comportamental.

Um caso grave exigirá monitoramento contínuo e medidas de proteção para evitar lesões graves.

Movimentos estereotipados podem ocorrer muitas vezes durante o dia, com duração de alguns segundos a vários minutos.

A frequência dos episódios pode variar de várias vezes ao dia a uma vez a cada poucas semanas.

 

Diagnóstico

Se os sintomas estiverem presentes, o especialista iniciará uma avaliação, após  ver o histórico médico completo e fazer um exame físico.

Vale destacar que, embora não existam testes de laboratório para diagnosticar o  transtorno, podem ser solicitados alguns testes de imagens ou sangue. Isso ajuda a descartar doenças físicas ou efeitos colaterais de medicamentos.

 

Tratamentos recomendados

Geralmente, são usadas técnicas e terapias para reduzir o estresse que pode desencadear os movimentos.

Técnicas de relaxamento também podem ser usadas para ajudar a criança a resistir aos impulsos.

Em alguns casos, terapias comportamentais e ABA podem ser eficazes.

Algumas pessoas podem precisar de medicamentos como antidepressivos e antipsicóticos.

Uma técnica terapêutica chamada reforço diferencial é frequentemente usada, que se baseia no reforço positivo para ensinar a criança a modificar seu comportamento.

Embora os problemas de movimento geralmente não progridem para outros distúrbios, como convulsões, casos graves podem interferir nas interações sociais.

 

Referências:

https://www.webmd.com/mental-health/mental-health-stereotypic-movement-disorder

https://www.hopkinsmedicine.org/neurology_neurosurgery/centers_clinics/pediatric-neurology/conditions/motor-stereotypies/

DSM-5:  Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5th ed.

Washington, D.C: American Psychiatric Association, 2013.

 

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O que são habilidades sociais?

Habilidades sociais são as regras, costumes e habilidades que orientam nossas interações com outras pessoas e com o mundo ao nosso redor.

Crianças e adultos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) costumam ter dificuldades na hora de interagir com outras pessoas. Alguns têm até mesmo o desejo de interagir, mas não sabem o que fazer em novas situações.

Em geral, as pessoas neurotípicas tendem a “adquirir” habilidades sociais da mesma maneira que aprendem habilidades linguísticas: de forma natural e fácil.

As habilidades sociais são importantes para as conversas, participação em jogos,  autocontrole, aumentar a empatia e ajudar a manter contato visual. Além disso, é fundamental para os relacionamentos, seguir regras e viver em sociedade.

Elas não são importantes apenas para construir relacionamentos, mas para desenvolver habilidades para a vida que as crianças precisam quando adultos.

Em um nível social, uma criança com autismo deve aprender a:

  • Brincar com outras pessoas (compartilhando e revezando);
  • Falar com os outros;
  • Gerenciar emoções;
  • Resolver problemas;

Como identificar problemas nas habilidades sociais?

Os sintomas que indicam problemas nas habilidades sociais de uma criança são:

  • Atrasos no desenvolvimento da fala;
  • Incapacidade de ler pistas não verbais;
  • Falha em entender os sentimentos dos outros (empatia);
  • Dificuldade em entender piadas, sarcasmo ou provocações;
  • Dificuldade em manter uma conversa;
  • Repete palavras e frases (ecolalia);
  • Dá respostas não relacionadas a perguntas realizadas.

Treino de habilidades sociais

No caso dos autistas, essas habilidades sociais precisam ser treinadas ou ensinadas. Para isso, é muito importante buscar ajuda especializada para que o autista conquiste a sua independência e melhore os seus relacionamentos.

Diversas intervenções podem ser realizadas para diminuir a falta de habilidades sociais.

Há casos em que a interação social é trabalhada por meio de atividades e brincadeiras, além do uso do reforço positivo para fixar um comportamento adequado.

O treinamento de habilidades sociais consiste em tratamentos comportamentais de intervenção precoce. O intuito é promover o desenvolvimento comportamental de forma adequada.

Podem ser realizadas diversas técnicas como usar fotos para o reconhecimento de emoções; atividades em grupo para incentivar a interação social e usar tecnologia como vídeos ou jogos que ensinam sobre a linguagem corporal e a comunicação.

Além disso, por meio de leitura de histórias apresentam-se os conceitos e regras sociais para quem tem o TEA.

Como aumentar as habilidades sociais em crianças autistas

Se seu filho ou filha tem habilidades sociais limitadas, isso não significa que ele/ela está destinado a viver assim pelo resto da vida.

Crianças autistas podem se beneficiar muito com a terapia, particularmente a terapia ABA, que é considerada muito eficiente para o autismo. Se as habilidades sociais de uma criança forem ainda mais limitadas por problemas de comunicação, como problemas de fala, a terapia da fala também pode ser recomendada.

Como sempre, os pais e responsáveis são fundamentais nesse processo. Isso porque acompanham a evolução e implementam as lições aprendidas na terapia em casa, reforçando os comportamentos positivos.

A encenação pode ser uma ótima maneira de ajudar crianças autistas a praticar habilidades sociais e interações.

Os jogos ajudam as crianças autistas a aprender a se revezar, seguir as regras e praticar esportes. Durante o jogo, observe o comportamento da criança e converse sobre o que é esperado dela.

Além disso, preparar uma criança autista para situações sociais é extremamente importante. Converse com seu filho sobre possíveis situações e eventos sociais e como reagir de maneira apropriada. Vale a pena usar recursos visuais como fotos, desenhos e vídeos.

Crianças autistas podem experimentar ganhos significativos em habilidades sociais, mas elas não acontecem imediatamente. É importante ter bastante paciência, não desistir da terapia e reforçar as atitudes em casa.

E você, conhece alguém que apresentou alguma dificuldade nas habilidades sociais?

Referências:

https://raisingchildren.net.au/autism/communicating-relationships/connecting/social-skills-for-children-with-asd

https://www.autismspeaks.org/social-skills-and-autism

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Saiba mais sobre a diferença entre estereotipias e tiques

Quem convive com uma pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) já deve ter ouvido falar sobre as estereotipias.

As estereotipias podem ser definidas como movimentos, comportamentos e/ou atividades desencadeadas de maneira repetitiva e são consideradas comuns no TEA.

Entre os movimentos realizados podemos citar girar e bater de mãos, acenar, balançar a cabeça, tronco e membros, abrir e fechar a boca, saltar, correr, pular, olhar objetos fixamente, cruzar pernas e bater pés, entre outros.

Elas podem envolver um ou todos os sentidos. Geralmente, incluem ações que duram segundos, minutos e, às vezes, horas.

Uma dúvida bastante comum é qual a diferença entre as estereotipias e tiques.

Um tique é um movimento motor ou vocalização súbito, rápido, recorrente e não rítmico (p. ex., piscar os olhos, pigarrear). Está dentro dos transtornos motores no DSM-5.

Os tiques ocorrem sem que a pessoa perceba. Surgem abalos ou sons corporais inesperados e de difícil controle. São comuns na infância, mas também podem se iniciar na fase adulta.

Como diferenciar movimentos estereotipados de tiques?

 Os tiques costumam estar associados aos quadros de Transtornos de Ansiedade, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e Síndrome de Tourette.

Além disso, as estereotipias começam precocemente antes dos três anos de idade; já os tiques surgem mais tarde, após os cinco anos.

E os movimentos estereotipados seguem um padrão fixo, ou seja, são sempre os mesmos. Geralmente, são mais frequentes na parte superior do corpo, no entanto, podem atingir as inferiores e o resto do corpo.

Enquanto os tiques predominam mais na cabeça e nas extremidades superiores como braços e tronco.

As estereotipias são suprimidas com distração, o que não ocorre com os tiques.

As estereotipias são mais duradouras do que tiques e não estão associadas com o nível alterado de consciência.

Geralmente, as estereotipias são agradáveis para a pessoa, o que não ocorre com compulsões ou tiques.

 

Estereotipias e autismo

Cada criança com o TEA pode apresentar formas distintas de estereotipias e nem sempre significa que elas são prejudiciais.

Esses comportamentos estão ligados a situações de estresse, ansiedade, felicidade, fadiga ou estímulos externos.

São consideradas atitudes que causam ao autista uma excitação sensorial para acalmar ou dar uma sensação de satisfação interna.

A estereotipia ajuda a aliviar a tensão de um ambiente estimulante e contribui para tirar o foco e aumentar a concentração.

Mas, é importante destacar que uma intervenção terapêutica pode ser recomendada quando esses episódios de estereotipias começam a interferir no desenvolvimento, comunicação e aprendizado do autista.

Os especialistas podem indicar tratamentos específicos como os baseados na  Análise do Comportamento Aplicada (ABA), entre outros.

Vale destacar que, mesmo sendo algo benéfico para os autistas, as estereotipias ainda causam muito estranhamento e dificultam o convívio social.

É comum que as crianças e adolescentes com TEA sejam alvos de piadas e até sofram bullying por causa destes movimentos.

Além disso, é comum que as estereotipias chamem a atenção dos pais e faz com que as famílias busquem médicos ou especialistas em busca de um diagnóstico.

Principais movimentos estereotipados

Entre os tipos de movimentos repetitivos mais comuns, podemos citar:

  • Balançar o corpo para frente e para trás;
  • Balançar as mãos (“flapping”);
  • Bater os pés no chão ou em algum objeto próximo;
  • Girar objetos ou girar em volta do próprio corpo;
  • Cruzar e descruzar as pernas várias vezes;
  • Fazer sons repetitivos ou repetir sílabas sem parar;
  • Estalar os dedos;
  • Roer unhas sem parar;
  • Correr sem destino;
  • Andar pelas pontas dos pés.

Quando a estereotipia traz algum prejuízo para o desenvolvimento da criança é necessário buscar ajuda profissional para diminuir a intensidade, a frequência  e extinguir esse comportamento.

Referências:

https://childmind.org/article/autism-and-stimming/#:~:text=The%20DSM%2D5%20includes%20stimming,current%20functioning.%E2%80%9D%20That%20is%20the

https://www.healthline.com/health/autism/stimming

https://www.nhs.uk/conditions/tics/

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Conheça algumas técnicas de ensino em ABA

Já falamos muito sobre como a Terapia ABA é comprovadamente eficiente para aumentar os comportamentos positivos e para ensinar novas habilidades para os autistas. Dessa forma a ABA ajuda a pessoa autistas se desenvolver e com isso ter mais autonomia e independência.

 Mas, você sabia que existem diferentes técnicas de ensino em ABA? Todas visam que a criança ou jovem com TEA reduza comportamentos inadequados, amplie a sua capacidade cognitiva, motora e de linguagem.

A terapia pode ser mais estruturada ou ser mais lúdica e aplicada por meio de brincadeiras.  A seguir, veja detalhes das principais técnicas de ensino em ABA.

Motivação

A ABA trabalha com a motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer.

O reforço deve ser individual, ou seja, precisa agradar a criança ou jovem. Por isso, há diversos tipos de reforçadores.

Entre os tipos de reforçadores usados podemos citar: brinquedos, cócegas, alimentos, passeios, elogios, abraços, jogos, desenhos.

Hierarquia em dicas

Trata-se de retirar gradualmente as dicas dadas às crianças para que elas realizem atividades.

O intuito é fazer com que a criança não erre e continue motivada. Essa ajuda pode ser apenas verbal, física ou gestual.

O objetivo é dar uma ajuda mais intrusiva (física total) e ir descendo no nível de ajuda até a dica menos intrusiva (dica em pausa).

O terapeuta pode fazer o movimento total pela criança, como se a criança estivesse fazendo o movimento. Ou oferecer menos pressão e ajuda, gesticular com a boca e até mesmo apontar um cartão ou ação como ajuda.

O terapeuta ajuda falando a resposta de forma total ou parcial. E dar dicas por pausas, ou seja , esperar a resposta da criança.

Modelagem

É uma técnica que visa modificar um comportamento de forma gradual, com treino de aproximações sucessivas.

Sendo assim, somente as variações das respostas são reforçadas, de modo contínuo ou intermitente, até chegar ao comportamento final desejado.

Juntamente com a hierarquia de dicas ensina comportamentos complexos de forma gradual para que a criança evolua. É um procedimento planejado que evita erros e mantém a criança motivada.

Esta técnica ABA permite que as crianças aprendam comportamentos apropriados observando os outros.

A modelagem de vídeo mostra à criança como se comportar e concluir uma atividade. Ele foi projetado para melhorar as habilidades sociais e de comunicação.

A criança assiste ao vídeo pelo menos uma vez para ver os comportamentos em ação. Em seguida, os analistas do comportamento aplicado recriam a cena e pedem às crianças que mostrem o que aprenderam.

Ensino de tentativas discretas

É uma técnica em que as habilidades são divididas em elementos pequenos e “discretos” (ou distintos). O terapeuta apresenta cada elemento da habilidade para a criança, um de cada vez.

A criança receberá um reforço positivo após cada resposta correta ao elemento discreto que está sendo ensinado.

Generalização

Consiste em ajudar o indivíduo a aplicar um comportamento aprendido na terapia para o dia a dia.

Os autistas podem ter dificuldade de repetir o comportamento que aprendeu e praticar na sua rotina.

A generalização aumenta o repertório comportamental do autista, já que mostra que a pessoa pode manter as habilidades ensinadas diretamente e ainda mostrar habilidades que não foram ensinadas em um ambiente novo.

Qual técnica usada em ABA é melhor?

Os terapeutas especialistas em ABA desenvolvem estratégias concretas para alcançar seus objetivos definidos.  Por isso, cada técnica tem um objetivo específico e de acordo com a necessidade do autista.

É comum que sejam usadas várias técnicas ao mesmo tempo para evitar a estagnação e o tédio da criança. Por isso, é fundamental ter o apoio de especialistas capacitados que possam avaliar a pessoa e definir qual é a melhor estratégia.

As técnicas se esforçam para substituir comportamentos inadequados por outros mais positivos e apropriados. Melhorar a concentração, a motivação, a fala e as interações sociais da criança também são importantes e trabalhadas de forma individual.

Tudo isso para garantir que o autista seja mais independente e consiga realizar as suas atividades de forma autônoma.

E você, conhecia as técnicas de ensino usadas na terapia ABA?

Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/lists/5-techniques-used-in-applied-behavior-analysis/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

https://hiddentalentsaba.com/aba-therapy-techniques/

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Autismo severo em adultos

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é classificado em três níveis, sendo nível 1 (conhecido como “leve”),  nível 2 (conhecido como “moderado”) e nível 3 (conhecido como “severo”). E essa classificação ocorre conforme o grau de dependência e/ou necessidade de suporte. No caso do autismo severo, é bastante comum que a pessoa necessite de supervisão e apoio por toda a vida.

Os autistas de nível 1 e 2 têm mais habilidades em se comunicar e interagir com outras pessoas. No entanto, os autistas de nível severo são geralmente não-verbais, com bastante dificuldade para exercer atividades diárias. Por isso, são muito dependentes do cuidado de outra pessoa.

Para os pais e responsáveis pode ser um desafio cuidar de uma pessoa com autismo severo até a fase adulta. Quando eles se tornam adultos, podem ter mudanças comportamentais como agressividade e dificuldade ampla de comunicação.

Nesse nível, os comportamentos restritivos e repetitivos interferem na capacidade de funcionamento do indivíduo. Mudar o foco de uma atividade para outra pode apresentar grande dificuldade e causar um sofrimento significativo.

Principais sintomas

Alguns sintomas comuns em pessoa com autismo severo:

  • Normalmente são não verbais;
  • É comum apresentar Deficiência Intelectual;
  • Evitam ou limitam a interação com outras pessoas;
  • Tem dificuldade em fazer amizades;
  • Enfrentam extrema dificuldade em mudar suas atividades diárias ou rotina;
  • Seguem padrões comportamentais repetitivos, como manipular objetos, a ponto de afetar sua capacidade de funcionamento;
  • Experimentam um alto nível de angústia se uma situação exige que alterem seu foco ou tarefa

Importância da intervenção e acompanhamento

O grande desafio das famílias é entender as especificidades do autismo. E que trata-se de uma condição do neurodesenvolvimento. Por isso, afeta a comunicação, aprendizado e sua adaptação à rotina.

O autista severo depende de outras pessoas para ajudá-lo a enfrentar a vida diária, mas a medicação quando indicada e as terapias adequadas podem contribuir com alguns dos desafios.

Além disso, em alguns casos, podem apresentar outras condições de saúde como deficiência intelectual ou epilepsia.

Portanto, precisa ter um acompanhamento frequente por profissionais capacitados. Estes profissionais deverão manter os cuidados e tratar de possíveis deficiências de comunicação e sensoriais, além de questões de saúde e comportamentais.

Uma pessoa com autismo de nível 3 provavelmente também precisará de um cuidador que possa cuidar dela por tempo integral e ajudá-la nas tarefas do cotidiano.

Vale destacar que a terapia ABA poderá ser eficaz em adultos com autismo severo. A ciência usa diversas ferramentas e técnicas que podem apoiar e melhorar a comunicação dessas pessoas.

O intuito é melhorar suas habilidades de fala ou limitações, além de dar suporte aos pais e responsáveis. Esses métodos ajudam o indivíduo a ter mais independência e a interagir socialmente.

A importância do planejamento e moradias assistidas

Pessoas com autismo com grau severo precisam de suporte para as tarefas do dia a dia como limpar uma casa, cozinhar ou realizar a higiene pessoal. Mas quando não possuem algum familiar que possa acolher e cuidar é necessário pensar em alternativas como a moradia assistida.

Elas podem ser uma opção para que os autistas tenham dignidade e qualidade de vida.  Esses locais contam com equipe multidisciplinar capacitada e disponível para prestar um atendimento personalizado e qualificado.

Muitas dessas instituições que existem hoje no Brasil foram instituídas por pais de crianças com algum distúrbio neurodegenerativo ou do neurodesenvolvimento, como o TEA.

Esses locais foram criados devido a preocupação em fornecer um local seguro e acolhedor para seus filhos quando crescessem e eles não pudessem mais estar presente.

Referências

https://www.elemy.com/studio/autism/levels

https://www.verywellhealth.com/what-is-severe-autism-260044

https://www.verywellhealth.com/what-are-the-three-levels-of-autism-260233

https://www.sarahdooleycenter.org/news/the-difference-between-moderate-to-severe-autism/

https://www.medicalnewstoday.com/articles/325106

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Como a função executiva influencia o aprendizado?

A função executiva é um conjunto de habilidades cognitivas necessárias para o autocontrole e o gerenciamento de comportamentos. Essas habilidades incluem memória de trabalho e flexibilidade mental.

Essas funções permitem que as pessoas sigam instruções, se concentrem, controlem as emoções e alcancem objetivos.

As funções executivas desempenham um papel importante em muitas áreas diferentes da vida.

Entre as ações estão: analisar informações, se concentrar, fazer planos, acompanhar comportamentos, prestar atenção, ter foco, gerenciar o tempo, manter a organização e lembrar detalhes importantes.

O termo é uma metáfora que vem do mundo dos negócios, sugerindo que as funções executivas organizam nossas vidas, afeta a forma como planejamos e executamos os planos.

As funções executivas podem ser divididas em habilidades organizacionais e regulatórias.

A organização inclui a coleta de informações e sua estruturação para avaliação.

Já a regulação envolve a avaliação das informações disponíveis e como respondemos ao meio ambiente.

Como afeta o aprendizado

A perda desse  controle administrativo afeta a capacidade de organizar e regular vários tipos de informações. Muitas vezes, causa mudanças comportamentais e dificuldades de aprendizagem.

Abaixo, estão alguns sinais de que a função executiva não está funcionando adequadamente e atrapalhando o aprendizado:

  • Dificuldade em planejar e concluir projetos;
  • Problemas para entender quanto tempo um projeto levará para ser concluído;
  • Esforço para contar uma história na sequência certa com detalhes importantes e detalhes;
  • Problemas para comunicar detalhes de maneira organizada e sequencial;
  • Dificuldade para iniciar atividades ou tarefas ou gerar ideias de forma independente;
  • Dificuldade em reter informações, como lembrar um número de telefone ao discar;
  • Dificuldade de planejamento e iniciar a ação;
  • Incapacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo;
  • Incapacidade de aprender com as consequências de ações anteriores;
  • Dificuldade com conceitos abstratos.

Vale destacar que não há uma avaliação única que identifique todas as diferentes características do funcionamento executivo.

Por isso, o diagnóstico de problemas no funcionamento executivo provavelmente envolverá vários testes e avaliações.

Problemas na função executiva

Como uma orquestra, cada uma das funções executivas trabalha em conjunto em várias combinações. Quando uma área é prejudicada, afeta as outras.

Se uma pessoa apresenta déficits em uma dessas funções executivas essenciais, isso afetará sua aprendizagem.

Quando há problemas com essas habilidades, as pessoas podem ter dificuldades em diferentes áreas da vida, incluindo escola, trabalho e relacionamentos.

Deficiências nas funções executivas podem ter um grande impacto na capacidade de realizar tarefas como planejamento, priorização, organização, atenção e lembrança de detalhes e controle de reações emocionais.

Quando pode ocorrer

É bastante comum que as pessoas com autismo apresentam dificuldade com o funcionamento executivo. Eles  podem ter problemas com planejamento, organização, sequenciamento de informações e emoções autorreguladoras.

Algumas pesquisas apontam que até 80% das pessoas com autismo sofrem de distúrbio das funções executivas, o que dificulta o gerenciamento do tempo e a conclusão de tarefas.

Além disso, os déficits de função executiva podem ocorrer como resultado de uma variedade de condições neurológicas, incluindo lesão cerebral traumática, doenças neurodegenerativas, incluindo demência frontotemporal, doença cerebrovascular.

Pessoas com transtornos psiquiátricos e de desenvolvimento, incluindo transtorno obsessivo-compulsivo, síndrome de Tourette, depressão, esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção também entram na lista.

Referências:

https://www.autismspeaks.org/executive-functioning

https://autismawarenesscentre.com/executive-function-what-is-it-and-how-do-we-support-it-in-those-with-autism-part-i/

 

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