Autismo virtual – Isso existe?

As crianças já passam muito tempo em frente às telas e esse tempo aumentou ainda mais nos últimos anos, principalmente durante a pandemia.  Por conta disso, surgiu o termo “autismo virtual”, ou seja, o uso excessivo de telas como tablets, celulares, computadores ou mesmo a televisão poderia causar uma condição semelhante ao autismo.

Mas será que existe autismo virtual?

A resposta para essa pergunta é NÃO! Porque o autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, a pessoa já nasce autista.

Essa história surgiu após a publicação de uma pesquisa romena que comparou um grupo de crianças que havia sido exposto a mais de quatro horas/dia em um ambiente virtual com e outro que não havia passado tanto tempo assim diariamente. As crianças tinham entre zero a três anos.

Então, os pesquisadores sugeriram que a privação sensorial-motora e sócio afetiva, provocada pelo consumo excessivo de um ambiente virtual, poderia ativar comportamentos e elementos similares a aqueles encontrados em crianças diagnosticadas com o transtorno do espectro do autismo.

O que causa autismo?

Muitas pesquisas em todo o mundo já foram realizadas para descobrir quais são as causas do autismo.

Contudo, o que se sabe até o momento é que, na maioria das vezes, o TEA ocorre devido a fatores genéticos e a fatores ambientais.

As mutações genéticas desempenham um papel bastante significativo no surgimento do autismo. O TEA ocorre devido a alguma falha no processo de desenvolvimento cerebral, logo no início da formação do feto.

Os fatores genéticos estão envolvidos na grande maioria dos casos de autismo.  Pesquisas recentes citam que mais de 90% dos casos de autismo são de causas genéticas.

Entre os fatores ambientais, podemos citar: o uso de ácido valpróico, que é utilizado para tratamento de epilepsia e transtorno bipolar e aumenta o risco da criança nascer com autismo.

Outro fator que tem comprovação é a idade paterna e alguns estudos apontam a relação entre o risco de autismo e a idade dos pais.

Além disso, diversos estudos mostram que a exposição materna a toxinas, o parto prematuro, o baixo peso ao nascer, diabetes materna, uso de drogas durante a gestação e infecções graves (Infecções virais e bacterianas) das gestantes também podem ser fatores de risco para autismo.

Quais são os riscos das telas para as crianças?

Sabemos que o uso excessivo de telas não causa autismo, mas sambemos também que esse uso excessivo pode comprometer o desenvolvimento infantil.

Algumas pesquisas apontam que a superexposição a eletrônicos, no caso de crianças muito pequenas, pode causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

Por conta disso, as crianças podem receber um diagnóstico equivocado de autismo.

Além disso, o excesso de telas pode aumentar o risco de obesidade, causando problemas para dormir, distúrbios emocionais como ansiedade, depressão e até agressividade.

Em alguns casos, pode gerar dependência digital, transtornos de alimentação e de imagem corporal, cyberbullying e até mesmo problemas visuais, auditivos e de postura.

Como evitar o excesso de telas?

É importante que os pais e responsáveis redobre a atenção e fique de olho quanto tempo os pequenos estão conectados. Portanto, uma estratégia eficaz é estabelecer regras como não usar os aparelhos durante as refeições e desligar os aparelhos entre uma e duas horas antes de dormir.

Além disso, as crianças também precisam ser estimuladas a praticar outras atividades que não necessitem de tecnologia. Pode ser a leitura de um livro, pinturas, música, jogos ou ter contato com a natureza.

O uso de telas não é recomendado para crianças menores de 2 anos. Para crianças entre 2-5 anos a exposição deve ser de no máximo 1 hora por dia. Após 5 anos a exposição deve ser de no máximo 2 horas por dia.

Referências:

https://www.gazetadopovo.com.br/viver-bem/saude-e-bem-estar/criancas-grudadas-no-smartphone-estao-em-risco-de-autismo/

https://www.webmd.com/mental-health/news/20170503/are-smartphones-helping-or-harming-kids-mental-health

https://jamanetwork.com/journals/jamapediatrics/fullarticle/2788488

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Por que realizar intervenção baseada na ABA em meu filho?

Uma dúvida bastante frequente dos pais que recebem o diagnóstico de autismo dos filhos é sobre as intervenções. Certamente, entre as intervenções que possuem resultados comprovados, destacam-se as baseadas na Análise de Comportamento Aplicada (ABA).

As intervenções baseadas na ABA são cientificamente comprovadas e possibilitam compreender as ações e habilidades das pessoas no espectro autista e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente.

Além disso, a ABA contribui com uma melhora nas interações sociais, ajuda no aprendizado de novas competências e a manter comportamentos positivos.

Então, a seguir, destacaremos alguns motivos para você escolher intervenções baseadas na ABA para seu filho:

1. Desenvolvimento do autista

A ABA tem como objetivo atuar em prol do desenvolvimento do autista – desde a infância à idade adulta. São usadas técnicas que possibilitem ampliar a capacidade cognitiva, motora, de linguagem e de integração social do autista.

2. Eficácia da ABA é comprovada cientificamente

Um dos primeiros estudiosos na área ABA foi o psicólogo Skinner, em 1930.

Portanto, a ABA tem evidências científicas que atestam sua eficácia. Consiste em um conjunto de procedimentos e intervenções destinados a aumentar comportamentos positivos.

Além disso, ensina novas habilidades, que possibilitem à criança se integrar em novos ambientes e reduzir comportamentos prejudiciais a ela, como a autoagressão.

3. Gerenciamento de comportamentos

Em caso de comportamento positivo, há uma recompensa como forma de estimular determinada prática. Por isso, com a terapia ABA, a expectativa é que esta atitude seja repetida posteriormente.

E, em alguns casos, se houver comportamento negativo, algumas estratégias são utilizadas como meio de inibir tal atitude.

4. Pode ser aplicada em diferentes locais

As dinâmicas que compreendem a prática da intervenção ABA podem ser ministradas em casa, em escolas ou em clínicas especializadas. Assim, em alguns casos envolvem até 40 horas por semana de terapia individualizada.

5. ABA não requer equipamentos

Uma das características positivas das intervenções ABA é que elas não requerem o uso de equipamentos ou ferramentas caras, assim, possibilita ser trabalhada não apenas por profissionais.

Ademais, ela pode ser praticada em casa, com suporte dos pais e familiares, no contexto escolar,  entre outros ambientes naturais.

6. Ajuda no ensino de novas habilidades

Ensina habilidades que permitem que os indivíduos sejam mais bem-sucedidos e menos dependentes do comportamento problemático que pode gerar atitude negativa para atender às suas necessidades.

7. Foco no autista de forma individualizada

A Intervenção é individualizada. Por isso, são realizadas avaliações constantes para determinar qual é a melhor estratégia, de acordo com as dificuldades e limitações do autista.

Ademais, as intervenções baseadas em ABA auxiliam no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como conversar e interagir com o outro.

8. Trabalha a motivação

A ABA trabalha com a motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer.

O reforço deve ser individual, ou seja, precisa agradar a criança ou jovem. Por isso, há diversos tipos de reforçadores.

Entre os tipos de reforçadores usados podemos citar: brinquedos, cócegas, alimentos, passeios, elogios, abraços, jogos, desenhos.

9. Mensuram os avanços

A ABA é uma ciência que estuda as leis que regem a interação do indivíduo com o ambiente. Dessa forma, após uma análise dos comportamentos é possível traçar um plano de ação para modificá-los.

Os profissionais realizam uma avaliação inicial para checar as habilidades do indivíduo e nortear os pontos principais da intervenção. Além disso, as metas são avaliadas frequentemente e as escalas atualizadas.

Como a ABA é uma tecnologia de ensino individual, o especialista em ABA conhece e sabe usar mais de uma escala de habilidades.

10. Trabalho em conjunto

Geralmente, as crianças com autismo passam por mais de uma intervenção ao mesmo tempo. É comum que sejam atendidos por psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pediatras, neurologistas, entre outros.

Os profissionais que cuidam do autista trabalham em conjunto e trocam informações para que o autista consiga se desenvolver adequadamente.

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Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/lists/5-techniques-used-in-applied-behavior-analysis/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

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Como avaliar se meu filho está fazendo ABA de verdade?

Já falamos aqui em como as intervenções baseadas na Análise de Comportamento Aplicada (ABA) são eficazes para aumentar o repertório de comportamentos funcionais e para o desenvolvimento de habilidades dos autistas.

Comprovada cientificamente, a Ciência ABA oferece técnicas que desenvolvem as habilidades  essenciais da vida diária e reduz comportamentos inadequados relacionados ao transtorno.

Mas como saber se a equipe de profissionais realmente está aplicando a ABA corretamente?

A seguir, detalhamos algumas questões importantes para você avaliar se seu filho ou filha está fazendo ABA de verdade.

Técnicas sem comprovação científica

Primeiramente, a Análise de Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência comprovada que possibilita compreender as ações e habilidades das pessoas autistas e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente.

Por isso, não podem ser aplicadas técnicas experimentais, sem comprovação científica. Assim, esta intervenção, que já existe há mais de 50 anos, pode contribuir com uma melhora nas interações sociais, aprendizagem de novas competências e manter comportamentos positivos.

Usam várias técnicas

Geralmente, são usadas várias técnicas ao mesmo tempo para evitar a estagnação e o tédio da criança. Por isso, é fundamental ter o apoio de especialistas capacitados que possam avaliar a pessoa e definir qual é a melhor estratégia.

As intervenções visam substituir comportamentos inadequados por outros mais positivos e apropriados.

Além disso, buscam melhorar a concentração, a motivação, a fala e as interações sociais da criança também são importantes e trabalhadas de forma individual.

Não mensuram os avanços e nem usam escalas

A ABA é uma ciência que estuda as leis que regem a interação do indivíduo com o ambiente e após uma análise dos comportamentos é possível traçar um plano de ação para modificá-los.

Portanto, é preciso realizar uma avaliação inicial para checar as habilidades do indivíduo e nortear os pontos principais da intervenção.

Além disso, as metas devem ser avaliadas frequentemente e as escalas atualizadas.

Como a ABA é uma tecnologia de ensino individual, o especialista em ABA deve conhecer e saber usar mais de uma escala de habilidades.

Também é importante saber se a equipe produz gráficos para mensurar o aumento ou diminuição dos comportamentos-alvo e para avaliar o desenvolvimento das habilidades trabalhadas durante a intervenção. Por isso, a intervenção deve ser mensurável.

Formação dos profissionais

É fundamental que os especialistas sejam capacitados em ABA. Além do curso de graduação, o profissional precisa ter realizado uma especialização em Análise do Comportamento e ter um certificado. Os aplicadores ABA devem ter um curso de capacitação ou treinamento e contar com a supervisão de um especialista.

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Tratamento individualizado

Os pais devem ficar atentos se as técnicas propostas se adequam às necessidades específicas do seu filho ou filha.

A ABA não é um método, ou seja, não há manual específico para todos. As atividades de intervenção devem ser realizadas de forma individual.

Duração

É preciso se atentar para o período em que ocorrem as intervenções. Para ser efetiva, geralmente ela precisa ser intensiva: pode ser realizada cerca de 15 a 40 horas por semana.

Sendo assim, se seu filho ou filha faz apenas uma hora por semana de ABA, desconfie!

Foco correto

O foco da intervenção não deve ser apenas a eliminação dos comportamentos inadequados, mas principalmente no desenvolvimento de novas habilidades.

A intervenção deve procurar identificar as razões que causam os comportamentos problemáticos. Isso porque sempre há uma razão para a criança agir de determinada maneira.

Trabalho em conjunto

Geralmente, as crianças com autismo passam por mais de uma intervenção ao mesmo tempo. É comum que sejam atendidos por psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pediatras, neurologistas, entre outros.

É fundamental que os profissionais trabalhem em conjunto, troquem informações e até mesmo tenham a supervisão constante de um Analista do Comportamento.

Leia também: Por que realizar ABA no meu filho?

Saiba mais sobre ABA: Conheça a Formação ABA PRO

Referências:

https://childmind.org/article/know-getting-good-aba/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

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