Animais de estimação ajudam no desenvolvimento dos autistas

Estudos mostram que conviver com animais de estimação, tais como cães, gatos, coelhos ou outros animais, ajuda no desenvolvimento de qualquer criança.

Esses amigos de 4 patas auxiliam na melhora do comportamento de indivíduos com autismo e podem aumentar a capacidade de relacionamento com outras pessoas.

O relacionamento entre a criança com autismo e um animal de estimação é benéfico em vários aspectos da vida social, afetiva e intelectual da criança.

Diversas vantagens vêm sendo descritas como decorrentes desse relacionamento, como por exemplo:

  • Aumento de condutas afetivas;
  • Diminuição de condutas negativas como auto-agressão;
  • Estimulação de habilidades sociais;
  • Ajuda na socialização;
  • Melhora no contato visual;
  • Estimulação do desenvolvimento psicomotor e da linguagem;
  • Melhora auto-estima;
  • Ensina a criança a respeitar outras formas de vida.

Um estudo demonstrou que o convívio com cães levou a um aumento significativo no comportamento pró-social de crianças e adolescentes com autismo.

Os indivíduos apresentaram menos comportamentos autistas e mais sociabilidade. Segundo os pesquisadores, os cães teriam estimulado os indivíduos a se tornarem mais capacitados para participar de interações sociais.

Outros estudos também concluíram que crianças com autismo que convivem com animais de estimação têm maiores habilidades sociais do que crianças que não convivem com animais.

É muito importante entender e considerar as sensibilidades de cada criança e a rotina familiar para escolher o melhor bichinho de estimação.

É importante ressaltar também que precisamos educar as crianças e fazer com que elas entendam que os bichinhos de estimação são seres vivos que precisam de cuidado, respeito e carinho.

Através dessa conscientização, certamente essas crianças se tornarão pessoas ainda melhores e ajudarão a construir um mundo com mais respeito e amor.


Referências:

Redefer, L. A.; Goodman, J.F. (1989). Pet-facilitated therapy with autistic children. Journal of Autism and Developmental Disorders 19 (3): 461-467.

Carlisle, G. K. The Social Skills and Attachment to Dogs of Children with Autism Spectrum Disorder. J Autism Dev Disord (2015) 45:1137–1145.

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O papel da Terapia Ocupacional no TEA

A Terapia Ocupacional busca trabalhar três principais áreas: Atividades de Vida Diária (AVDs), atividades relacionadas a escola (trabalho escolar) e atividades relacionadas ao brincar, sendo este último o principal recurso utilizado pelo TO.

O Terapeuta Ocupacional (TO) é um profissional muito importante durante o processo de intervenção da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

O TO busca trabalhar com o seu assistido o desenvolvimento de atividades, desde as mais simples, como escovar os dentes ou se alimentar sozinho, às mais complexas, como dirigir um carro por exemplo.

O principal objetivo do TO é ajudar o indivíduo com TEA a se tornar mais independente e assim, contribuir para a melhora da sua qualidade de vida.

Além disso, a Terapia Ocupacional trabalha na integração de atividades em seu dia a dia que satisfazem suas necessidades sensoriais e reduz o excesso ou a falta de estímulo.  A TO ajuda a criança a responder de forma adequada à luz, ao som, ao toque, aos cheiros e outras informações. A intervenção geralmente foca em atividades destinadas a ajudar uma criança a gerenciar melhor seu corpo no espaço.

Quais habilidades a Terapia Ocupacional pode ajudar a promover?

  • Habilidades de vida diária, tais como vestir-se, pentear o cabelo, escovar os dentes, calçar sapatos, comer sozinho, tomar banho sozinho, entre outras.
  • Habilidades motoras finas como escrever ou usar tesouras para cortar;
  • Habilidades motora para andar de bicicleta, por exemplo;
  • Consciência corporal no espaço;
  • Percepção do corpo;
  • Estimulação sensorial;
  • Habilidades visuais;
  • Habilidades cognitivas.

Trabalhando essas habilidades a pessoa com autismo pode se desenvolver e ser capaz de:

  • Vestir-se;
  • Comer sozinho;
  • Escovar os dentes sozinho;
  • Tomar banho sozinho;
  • Aprender a se concentrar;
  • Aprender a se auto-regular;
  • Conquistar independência.

A terapia ocupacional é uma importante intervenção que auxilia e incentiva o indivíduo com autismo a fazer parte da sociedade e a se tornar mais independente. Não podemos nos esquecer que a participação dos pais e educadores é fundamental nesse processo.

Referências:

The National Autistic Society
Autism Science Foundation
Autism Spectrum Disorders: Guide to Evidence-based Interventions – The Missouri Autism Guidelines Initiative
http://www.crefito9.org.br

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Escolha de Brinquedos para crianças com TEA

Descubra como brincar pode contribuir com o desenvolvimento da criança no espectro do autismo

Durante a infância uma das ferramentas de aprendizagem e desenvolvimento é a brincadeira. Para todas as crianças, inclusive com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), brincar pode contribuir com o aperfeiçoamento cognitivo, físico, motor, além de promover interação social e emocional, e oferecer uma oportunidade para que os pais interajam com seus filhos.

No espectro do autismo os brinquedos podem ainda auxiliar a criança a vencer uma importante barreira que é a sensorial. Dependendo da experiência proposto numa determinada atividade, é possível obter uma melhora no comportamento, ajudando a lidar com alguma sensibilidade, seja ela visual, sonora ou que envolva cheiros e texturas.

Na hora de escolher o brinquedo ou jogo é importante considerar a idade de desenvolvimento da criança – ou seja, seu grau de autismo, e não a faixa etária definida pelo fabricante. Por exemplo, uma criança com TEA nível 3 poderá se beneficiar de um brinquedo mais simples, que interage com ela ao simples toque de um botão, não importando se é uma atividade indicada para crianças de 2 a 4 anos de idade e ele tem 6.

Dê preferência a uma brincadeira que proporcione o uso da imaginação, como blocos de montar ou encaixar. Outras opções são os jogos, desde os eletrônicos, que tocam música, àqueles de tabuleiro ou que propõem repetir palavras, reconhecer objetos, animais ou cores. Vale utilizar jogos que envolvam elementos simples como água, grãos de feijão, areia ou bolhas.

Há também livros e quebra-cabeças, com várias texturas e cores, que além de promover momentos de lazer, estimulam a criança. Outra ideia são os brinquedos como trampolins, triciclos e bicicletas, que auxiliam a desenvolver habilidades motoras.

Uma dica que pode ser valiosa é evitar utilizar diversos brinquedos ao mesmo tempo, pois pode perturbar a criança por serem muitas informações. É recomendado que criança seja exposta a diferentes tipos de atividades, mas em momentos distintos, para que ele ou ela tenha oportunidade de encontrar aquela que mais a beneficie, descobrindo qual pode funcionar melhor para ela, além de diverti-la. Não se frustre caso algo não atrai seu filho num primeiro momento, tente em outra fase de sua vida.

É importante prestar atenção aos avisos expressos nos produtos que alertam para um risco de provocar engasgo e/ou asfixia nos produtos. As crianças com autismo podem querer colocar na boca os objetos, de modo que pequenas peças podem ser um problema.

Tenha em mente que o melhor brinquedo para a criança com autismo é aquele que a motiva a se engajar em algo. Quanto mais interativo e educativo para a criança melhor.

Ao apresentar uma brincadeira para seu filho, procure não ficar ansioso. O que importa é fazer com que seu filho brinque com algo e, ao mesmo tempo, consiga expandir seus horizontes.

Procure conversar com outros pais e trocar experiências pessoais. Mas lembre-se de que cada criança com autismo é única e terá suas preferências, que podem diferir dos demais.

Estimular uma criança com TEA a brincar contribui para estreitar laços entre ela, seus familiares e as pessoas com quem convive, simbolizando um gesto de amor e acolhimento.

Leia também os artigos:

Comportamento sensorial no autismo: como trabalhar

Graus de autismo: importante saber

 

Referências:

Ashley Eneriz. Best Toys for Autistic Children. Special Needs. Disponível em <http://www.specialneeds.com/products-and-services/autism/best-toys-autistic-children>  Acessado em 24 de setembro de 2017.

Children’s Specialized Hospital and Kohl’s. Real Life Tips for kids with autism – selecting toys. Disponível em <https://www.childrens-specialized.org/Content/Uploads/Childrens%20Specialized/KohlsAutism/Autism/Tip%20Sheets/Real-Life-TIps-for-Kids-with-Autism-Selecting-Toys.pdf>. Acessado em 24 de setembro de 2017.

Kenneth R. Ginsburg. The Importance of Play in Promoting Healthy Child Development and Maintaining Strong Parent-Child Bonds. Pediatrics Jan 2007, 119 (1) 182-191; DOI: 10.1542/peds.2006-2697. Disponível em <http://pediatrics.aappublications.org/content/119/1/182>. Acessado em 24 de setembro de 2017.

Susan Senator. Choosing Toys for a Child with Autism. Exceptional Parent, October 2000. Disponível em <http://susansenator.com/choosingtoys.html>. Acessado em 24 de setembro de 2017.

Things To Consider Before Buying Toys For Autistic Children. Toys For Autistic Children. Disponível em <https://www.autisticchildrentoys.com/things-to-consider-before-buying-toys-for-autistic-children/>. Acessado em 24 de setembro de 2017.

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AEE e Sala de Recursos. Saiba qual a importância para alunos autistas

Algumas crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) podem sentir dificuldades em frequentar uma escola, conviver com outros colegas e aprender. Por isso, é fundamental que essas crianças tenham apoio para auxiliá-las nesse processo de inclusão e aprendizagem.

A legislação garante que a criança ou jovem autista tenha assegurado o direito de ter um Atendimento Educacional Especializado (AEE), professor de apoio outros mecanismos como sala de recursos.

Cada estudante com autismo possui potencialidades e necessidades específicas de aprendizagem. Eles precisam ter o apoio de um Atendimento Educacional Especializado (AEE) em uma sala de recursos que permita a eles se desenvolverem plenamente. 

O que deve ter uma sala de recursos

A sala de recursos da instituição precisa ter muitos instrumentos de tecnologia assistiva, como computadores com teclado colmeia, acionadores, planos inclinados e materiais pedagógicos que contemplem as diversas necessidades educacionais especiais (NEE).

Além disso, precisa ter rampas, pisos táteis e portas adaptadas para garantir a circulação por todos os espaços. Mas, para garantir a inclusão é necessário oferecer a preparação adequada aos professores, tanto aos que trabalham em salas regulares quanto aos que atuem na sala de recursos. 

É fundamental que a sala de recursos seja planejada para ser eficaz no processo de inclusão. Por isso, a escola precisa ter uma estrutura adequada para receber e oferecer condições favoráveis para a troca de informações e interação entre os estudantes com necessidades especiais.

Alguns recursos importantes:

– Mesa com recorte que permite a regulação da altura para que os alunos cadeirantes fiquem em uma posição mais confortável.

– Brinquedoteca que contenha diversos brinquedos e jogos.

– Materiais diversos como tesouras adaptadas, réguas de leitura para ampliar o tamanho do texto e calculadoras sonoras.

– Letras móveis que são instrumentos usados por alunos com dificuldade para segurar lápis ou canetas.

– Teclado com colmeia para facilitar a digitação de estudantes com dificuldades motoras.

O papel do AEE e professor de apoio

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço pedagógico voltado para identificar e atender as necessidades educacionais específicas do aluno.

Ele é realizado por um professor especializado em uma sala de recursos multifuncional ou em outros espaços escolares preparados para oferecer suporte pedagógico adicional. O foco do AEE está em adaptar conteúdos, materiais e estratégias pedagógicas para promover o aprendizado e a autonomia do aluno.

Já o professor de apoio atua diretamente no ambiente escolar, auxiliando o aluno em suas atividades cotidianas, tanto dentro quanto fora da sala de aula. Seu papel é mais voltado para o suporte prático, incluindo tarefas como higiene, alimentação e mobilidade, além de promover a inclusão social e facilitar a interação com colegas. Ele trabalha em parceria com o professor da turma e com outros profissionais da escola para criar um ambiente mais acolhedor e acessível.

É um direito do aluno autista garantido por lei e ele contribui para que quem tem TEA absorva o conteúdo apresentado em sala. O aluno com TEA poderá ter acesso a um profissional de apoio escolar, como um professor de apoio, para auxiliar no processo de aprendizagem em sala de acordo com o que foi estabelecido na lei nº 12.764/2012.

Esse profissional participa da reintegração da pessoa com TEA na sala de aula e ajuda na inclusão escolar. Cabe a ele, adaptar as atividades, auxiliar nas interações sociais e aplicações didáticas.

O professor de apoio atua juntamente com a equipe pedagógica, com o AEE e com o professor regular. Eles definem as estratégias que serão utilizadas para que o estudante autista tenha acesso ao aprendizado das disciplinas e das formas de avaliação que permitam que a aprendizagem seja efetiva.

Ele contribui para melhorar as habilidades de leitura, escrita, matemática, compreensão e comunicação do autista. E também define uma rotina, ensina sobre regras e comportamentos adequados na sala de aula.

Em alguns casos, esse profissional também pode auxiliar o aluno nos momentos de higiene, alimentação e locomoção. A instituição de ensino deve providenciar um professor de apoio especializado diretamente na secretaria de educação à qual está vinculada. Lembrando que essa contratação é um dever da instituição de ensino.

O papel da escola no processo de inclusão

Cabe a instituição de ensino investir na capacitação do corpo docente e nos demais colaboradores da escola para receber o aluno com TEA. Essa é a melhor forma de facilitar a inserção da criança nesse novo ambiente.

A escola precisa traçar um plano de ensino respeitando a capacidade de cada criança e estabelecer estratégias de aprendizagem diversificadas com o suporte da sala de recursos.

A sala de recursos deve ser mais uma ferramenta que respeite as limitações sociais e sensoriais da criança e contribua para promover atividades que ajudem nesse processo de aprendizagem e inclusão social.

Referências

https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/2190/1/LCCSantos.pdf

https://www.thoughtco.com/special-education-resource-room-3110962

https://www.education.vic.gov.au/parents/additional-needs/Pages/autism-school-support.aspx

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Desenvolvendo habilidades com arteterapia

Unindo conceitos de arte e psicologia, a chamada “arteterapia” é uma das linhas terapêuticas que podem ser aplicadas para auxiliar no processo de aperfeiçoamento das habilidades de quem tem o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). De acordo com a American Art Therapy Association (Associação Americana de Arte Terapia), arteterapia utiliza o processo criativo para melhorar e aperfeiçoar o bem-estar físico, mental e emocional de indivíduos de todas as idades.

Este modelo de assistência pode ser uma alternativa em complemento à tratamentos considerados tradicionais direcionados ao TEA, como a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), que visa moldar comportamentos através de um sistema de recompensas e consequências. (leia reportagem sobre ABA aqui)

Por meio do uso de recursos como desenho, pintura, cerâmica, escultura, fotografia ou vídeos, a arteterapia pode contribuir para humanizar os cuidados e pode ser um facilitador para que o autista possa expressar o que sente, pensa e a maneira com a qual percebe o mundo ao seu redor.

A arteterapia estimula a imaginação, trabalha a afetividade, ajuda com habilidades sociais e na conexão com pessoas e, também, na comunicação (verbal e não verbal). Também pode ser um instrumento para auxiliar a lidar com as questões sensoriais – tais como sons, luzes, cheiros, texturas – que costumam ser um aspecto desafiador para quem tem TEA.

A terapia artística permite transformar estes comportamentos em arte, inclusive aqueles que podem ser considerados negativos. É o que aconteceu com Grant Manier, que aprendeu a converter sua compulsividade de rasgar papel em arte. Este hábito tornou-se a matéria-prima para suas premiadas criações impressionistas e realistas, feitas à base de colagens e tiras de papel. Outra artista com autismo expoente é Nicole Appel, que com apenas 26 anos de idade tem um histórico de exposições de seus desenhos e uma lista de espera de colecionadores para adquirir seus trabalhos. Sua arte expressa seu cotidiano e a maneira como percebe as pessoas com quem interage. Em uma entrevista cedida ao portal “Spectrum News.Org”, Nicole explicou de maneira simples o que significa arte para ela: “Dar desenhos de pessoas os faz felizes; fazer as pessoas felizes me faz feliz”, disse ela.

Embora ainda haja poucos estudos na literatura sobre o impacto da arteterapia no desenvolvimento de quem tem o espectro autista, as pesquisas têm apontado para inúmeros benefícios no desenvolvimento do autista. Inclusive, um estudo publicado em julho deste ano na revista Arts in Psychotherapy por pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida procurou acompanhar o trabalho de arteterapeutas e encontrar a melhor maneira de utilizar este tratamento em prol de quem tem TEA. O objetivo foi avaliar as técnicas de abordagem que vem sendo empreendidas e com isso gerar diretrizes para nortear a prática e estabelecer um consenso entre os profissionais que a aplicam.

Algumas das melhores abordagens indicadas pela pesquisa foram: utilizar a mesma rotina para começar cada sessão, explique as instruções de forma simples e consistente, desperte curiosidade para ensinar novas habilidades e estar atento às transições entre atividades. Os pesquisadores também delinearam aspectos que não foram úteis, como utilizar de recursos que possam ser considerados impositivos e limitantes ao processo criativo do autista. Agora, este estudo deve servir de base para novas pesquisas mais aprofundadas sobre a arteterapia a serem conduzida pela equipe da Universidade Estadual da Flórida.

Uma reflexão do artista e inventor renascentista italiano, Leonardo da Vinci, talvez possa ser aplicada neste contexto e auxilie a traduzir o valor que a arte representa como instrumento de desenvolvimento de habilidades em pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA): “A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível”.

Referências:

About Art Therapy. Artherapy.Org. Disponível em https://arttherapy.org/about-art-therapy/ Acessado em 2 de novembro de 2017.

Florida State University. “Art therapy best practices for children with autism.” ScienceDaily. ScienceDaily, 20 July 2017. Disponível em www.sciencedaily.com/releases/2017/07/170720103604.htm. Acessado em 2 de novembro de 2017.

Melinda J. Emery. Art Therapy as an Intervention for Autism. Art Therapy Vol. 21, Iss. 3,2004. Disponível em http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/07421656.2004.10129500 Acessado em 3 de novembro de 2017.

Rebecca Horne. Artist with autism captures personalities on paper. Spectrum News. 16 maio de 2017. Disponível em https://spectrumnews.org/news/artist-autism-captures-personalities-paper/ Acessado em 3 de novembro de 2017.

The value of art therapy for those on the autismo spectrum. Disponível em http://the-art-of-autism.com/the-value-of-art-therapy-for-those-on-the-autism-spectrum/ Acessado em 3 de novembro de 2017.

Theresa Van Lith, Jessica Woolhiser Stallings, Chelsea Elliott Harris. Discovering good practice for art therapy with children who have Autism Spectrum Disorder: The results of a small scale survey. The Arts in Psychotherapy, 2017; 54: 78 Disponível em < http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0197455616301113?via%3Dihub> Acessado em 2 de novembro de 2017.

Ways of Defining Art. Though.com. Disponível em https://www.thoughtco.com/what-is-the-definition-of-art-182707 Acessado em 2 de novembro de 2017.

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Benefícios do exercício físico no desenvolvimento cognitivo do autista

Estudos têm apontado para benefícios de atividades físicas para o desenvolvimento cognitivo da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A prática de exercícios físicos é reconhecida por promover saúde e qualidade de vida da população, da criança ao idoso.

A inclusão de esportes, exercícios e outras atividades físicas podem ser considerados um complemento às terapêuticas tradicionais estabelecidas, por apresentarem impacto na melhora de sintomas, comportamentos e qualidade de vida do autista.

O exercício pode ajudar a evitar o ganho excessivo de peso ou ajudar a mantê-lo, o que pode contribuir para reduzir o índice de obesidade nas pessoas com espectro do autismo.

A atividade física estimula vários pontos cerebrais que podem auxiliar o autista a sentir mais feliz e motivado. O exercício fornece o oxigênio e os nutrientes aos tecidos do organismo e ajuda o sistema cardiovascular a trabalhar melhor. Com isso contribui para a disposição do autista.

Um estudo que avaliou crianças com autismo na natação e outros exercícios aquáticos verificou que as atividades contribuíram para que alcançassem um aumento significativo nos níveis de aptidão – perceptíveis por mudanças no equilíbrio, flexibilidade, resistência e força. Observou-se ainda uma redução do comportamento repetitivo em crianças.

Por meio de programas de exercícios é possível observar um melhor desempenho social e redução de episódios de agressão, bem como, comportamentos estereotipados. Isso porque o exercício estimula o desenvolvimento de novas células cerebrais dentro do hipocampo – uma parte do cérebro que influencia a empatia, controle de impulsos e atenção.

Há ainda aspectos sociais a serem considerados para aqueles autistas que não limitam interações sociais. Aos que o fazem, há alternativa de praticar atividades individuais. Exercícios liberam hormônios no organismo que geram felicidade.

As atividades devem ser adequadas aos estímulos sensoriais do autista, com o cuidado de respeitar limitações de movimentos que venham a existir. Por isso é fundamental a integração e acompanhamento de um educador físico e demais membros da equipe multidisciplinar.

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27412579
https://www.autismspeaks.org/science/science-news/sports-exercise-and-benefits-physical-activity-individuals-autism

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Como treinar as habilidades sociais do autista?

Muitas crianças e até mesmo adultos com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) sentem dificuldades em agir em diferentes tipos de situações sociais e precisam de ajuda para isso. Geralmente, eles têm o desejo de interagir, mas não sabem o que fazer em novas situações.

As habilidades sociais são as regras, costumes que orientam nossas interações com outras pessoas e o mundo ao nosso redor. Pessoas neurotípicas costumam adquirir essas habilidades sociais de forma natural e sozinhas apenas observando comportamentos.

Essas habilidades permitem a interação adequada com outras pessoas nos mais diversos contextos. Mas com os autistas funciona de outra forma e eles precisam de um suporte para melhorar e aprender essas habilidades.

Quais habilidades sociais são importantes?

É importante que a pessoa com TEA desenvolva e entenda como funcionam as  habilidades sociais. Veja algumas que são importantes para interagir e conviver com outras pessoas.

  • Jogos: entender a importância de se revezar em um jogo ou compartilhar um brinquedo;
  • Conversação: entender como funciona uma conversa, a hora de cada um falar e como funciona a linguagem corporal;
  • Emocionais: aprender a gerenciar emoções e entender como os outros se sentem (empatia);
  • Contato visual: entender como funciona e como fazer essa forma de contato;
  • Resolver problemas: aprender a lidar com conflitos e tomar decisões em situações sociais;
  • Autocontrole e expressividade emocional: conseguir reconhecer as emoções, controlar a ansiedade, expressar sentimentos positivos e negativos;
  • Civilidade: entender a importância de cumprimentar as pessoas, seguir regras, agradecer, pedir desculpas etc;
  • Lidar com críticas: concordar ou discordar com opiniões e defender seus próprios interesses;
  • Relacionamento: conseguir interagir, fazer amizades, cooperar, iniciar e manter uma conversa;
  • Habilidades acadêmicas: seguir instruções orais, prestar atenção, aguardar a sua vez, solicitar ajuda e cooperar, trabalhar em grupo.

Como essas habilidades sociais podem ser treinadas

A aprendizagem de habilidades sociais ocorre de forma contínua durante toda vida, permitindo assim que possíveis déficits sejam superados. Mas, no caso de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) essas habilidades precisam ser treinadas e/ou ensinadas.

Para isso, é muito importante buscar ajuda especializada para receber as orientações adequadas. Umas das formas de melhorar essas habilidades é procurar um especialista na ciência ABA – Análise do Comportamento Aplicada.

Os profissionais realizam uma avaliação do repertório da criança e identificam as dificuldades de aprendizagem e falta de habilidades sociais. Por isso, as intervenções são feitas de forma individual e a interação social é trabalhada por meio de atividades e brincadeiras, além do uso do reforço positivo para fixar um comportamento adequado.

Sendo assim, o treinamento de habilidades sociais consiste em tratamentos comportamentais de intervenção precoce, com o intuito de promover o desenvolvimento comportamental de forma adequada. Os especialistas também ensinam novas habilidades e como deve ser o  comportamento de uma situação.

Além disso, os pais, cuidadores e professores são instruídos para contribuir na manutenção desses comportamentos, para agilizar uma mudança e no entendimento das habilidades sociais.

Algumas outras técnicas:

  • fotos: um método convencional para praticar o reconhecimento de emoções é o uso de imagens. O processo vai além de olhar para uma foto de um rosto e descrevê-lo como “feliz” ou “triste”. O profissional também explica e exemplifica o que causou a emoção.
  • atividades em grupo: é possível trabalhar com outros colegas e ensinar a praticar habilidades sociais por meio de cumprimentos e em cenários cotidianos.
  • uso de tecnologia: vídeos, desenhos e jogos podem ajudar a ensinar sobre a linguagem corporal e a comunicação.
  • histórias: é uma estratégia frequentemente usada para ensinar habilidades sociais a crianças. Por meio da leitura de histórias apresentam-se os conceitos e regras sociais para quem tem o TEA.

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6105175/

https://www.verywellhealth.com/social-skills-training-and-autism-the-basics-260061

https://iancommunity.org/cs/what_do_we_know/social_skills_interventions

https://www.iidc.indiana.edu/pages/Making-and-Keeping-Friends-A-Model-for-Social-Skills-Instruction

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Preparando o autista para a vida adulta

Muito se fala sobre as crianças autistas, mas e como ficam os autistas depois que crescem? É bastante comum que os pais fiquem preocupados em relação ao futuro dos filhos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Como já falamos, as dificuldades encontradas pelos autistas podem ser trabalhadas, assim como suas habilidades, independentemente do grau do Transtorno.

Logo que a criança é identificada com o espectro do autismo é importante que sejam realizadas intervenções precoces para que ela possa se desenvolver e ter independência na vida adulta.

É importante que os pais estimulem a criança a aperfeiçoar suas habilidades para se desenvolver intelectualmente, a parte cognitiva e a forma de se comunicar.

Essa é a melhor forma de se assegurar que o adulto com o TEA conseguirá realizar suas atividades do dia a dia com segurança e dignidade. Sabemos que em alguns casos a pessoa com autismo vai ser sempre dependente de alguém, pois tem graus muito severos do autismo.

Muitos adultos com o TEA poderão ter uma vida normal e cuidar de si. Poderão aprender a cuidar da higiene pessoal e preparar suas refeições, assim como arrumar um emprego, constituir família e ter autonomia financeira.

Mas, como falamos, para chegar a esse cenário positivo de evolução, o autista precisa ter um acompanhamento desde cedo para trabalhar as suas limitações de comunicação e problemas sensoriais por exemplo.

Logo cedo, a criança precisa ser estimulada a conviver com outras pessoas e entender as regras sociais. Por isso, é importante investir em ações terapêuticas para que a pessoa com o TEA consiga se desenvolver.

Outra questão importante que temos que ressaltar é a dificuldade que o autista pode encontrar na sociedade. Entre elas, está o preconceito e desconhecimento do Transtorno. Provavelmente, o autista até chegar a fase adulta passará por bullying e será desencorajado a fazer suas atividades.

De acordo com algumas pesquisas, os adultos podem ter dificuldade em encontrar ou manter seus empregos. Nem sempre eles podem se comunicar adequadamente ou não lidam bem com a rotina de um escritório, por exemplo. Por isso, o apoio da família e de especialistas é fundamental em todo esse processo.

Outro ponto importante para destacar é que os adultos autistas possuem condições de saúde mais frágeis. Pesquisas sugerem que eles têm maiores taxas de problemas digestivos, distúrbios do sono, sistema imunológico mais frágil e são mais propensos a ter convulsões, diabetes, pressão alta e obesidade.

Além de obstáculos físicos, sociais e comportamentais, muitos adultos autistas enfrentam algum tipo de doença mental. Eles podem ter depressão e outros transtornos mentais, além de ansiedade. Sendo assim, precisam ter um acompanhamento médico constante.

Há casos ainda de pessoas que recebem um diagnóstico de TEA apenas quando adultos. Essas pessoas passam anos achando que não se encaixam nos padrões da sociedade e sofrem muito com isso. Geralmente, são pessoas com TEA de grau leve, que não apresentam deficiência intelectual ou déficit de linguagem.

Em muitos casos o adulto acaba recebendo o diagnóstico quando busca ajuda especializada para o filho que também está dentro do espectro.

O diagnóstico do autismo nesses casos pode ser um alívio, pois a partir desse momento a pessoa terá o suporte necessário para desenvolver alguns aspectos comportamentais e sensoriais. Cuidar de um adulto com autismo às vezes pode ser um desafio.

No entanto, compreender mais sobre a condição, procurar ajuda e fazer algumas mudanças simples pode facilitar a vida de todos os envolvidos na estrutura familiar.

Se você tem um filho ou parente com autismo, já deve ter percebido que a rotina ajuda a fazer com que ele se sinta mais seguro e confortável. Às vezes, quem tem o TEA possui hipersensibilidade a várias experiências sensoriais e adaptar o ambiente pode ajudar.

Nesses casos, é importante identificar os fatores no ambiente que causam sofrimento e eliminá-los. A comunicação também é importante e o autista precisa ser estimulado a se comunicar, falar o que sente, quais são suas necessidades para se sentir melhor.

O importante é saber que nunca é tarde para buscar o tratamento e com isso melhorar a sua qualidade de vida e da sua família.

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Quais direitos da pessoa com autismo?

Garantir à pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) possibilidades de cuidar de si e interagir socialmente enquanto viver; estabelecer acesso à educação, informação, emprego e assistência em saúde – o que deve incluir atendimento multiprofissional, nutrição e terapêuticas adequadas, assim como medicações, quando necessário.

Estes são alguns dos direitos estabelecidos para que haja inclusão e participação desta população na sociedade, seja no cenário social, político ou cultural.

O TEA não deve ser um impeditivo para que haja oportunidades iguais aos demais cidadãos. Eles são parte da população.

De acordo com o ex-secretário-geral das Nações Unidas (ONU), o sul-coreano Ban Ki-Moon, “a rejeição das pessoas que apresentam essa condição neurológica “é uma violação dos direitos humanos e um desperdício de potencial humano”. Ainda segundo ele, “embora as pessoas com autismo tenham, naturalmente, uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas elas compartilham a capacidade tornar nosso mundo um lugar melhor” – afirmou durante comemorações de 2016 pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Para formalizar os direitos no Brasil, foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, por meio da  Lei nº 12.764, publicada no final de 2012 e lançada no dia 2 de abril de 2013, mesma data em que é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Com isso, autistas passam a ter os mesmos direitos para efeitos legais que as pessoas com deficiência.

De acordo com o artigo 2º da normativa são diretrizes:

I – a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com Transtorno do Espectro Autista;

 II – a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;

III – a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;

Em 2016, durante audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos, no Senado Federal, em Brasília (DF), líderes de instituições de apoio a pacientes e familiares, psicólogos entre outros agentes ligados ao movimento em prol dos direitos da pessoa com espectro do autismo avaliaram que embora haja a Política Pública, ainda está longe do ideal e de alcançar às necessidades destes cidadãos.

Eles indicaram fragilidades como a falta de amparo às famílias de pessoas que têm distúrbios severos. Outro aspecto é a ausência de programas que envolvam adolescentes e adultos. Atualmente, a maior parte das ações é focada nas crianças.

Se você precisa de suporte com alguma questão referente aos direitos da pessoa com TEA, de seus familiares, entre outros aspectos correlacionados, elencamos algumas instituições que podem auxiliar no Brasil:

Associação Brasileira de Autismo
Associação Amigos do Autista
Autismo e Realidade
Casa de David
Instituto Autismo & Vida

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Escola regular, sala especial e escola especial: como escolher?

Escola regular, sala especial e escola especial: como escolher?

Um dos desafios dos pais de crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é saber como contribuir com o processo de aprendizagem e inclusão escolar. E também definir qual escola é mais adequada para o autista.

Isso porque muitas crianças e adolescentes com TEA apresentam dificuldades na interação e na comunicação com outras pessoas, comportamentos repetitivos e pouco interesse em realizar atividades próprias da idade. E esses comportamentos podem dificultar o aprendizado.

Optar pela escola correta contribui para que o aluno se envolva nas atividades e tenha uma experiência de qualidade. No ambiente escolar, a criança com TEA desenvolve suas habilidades, consegue aprender e brincar com outras crianças, melhorando a sua socialização.

Como há diferentes graus de autismo – de leve a grave, a necessidade ou apoio da pessoa com TEA  pode variar e o tipo de escola também.

Veja, a seguir, detalhes de como funcionam a escola regular, uma sala especial e a escola especial.

Escola regular

De acordo com a legislação brasileira, pessoas com autismo podem frequentar escolas regulares e também têm o direito de ter um acompanhamento, se necessário. Mas, os pais podem encontrar bastante dificuldade de encontrar uma escola com todos os recursos necessários para lidar com as limitações de um aluno autista.

Lembrando que a escola e a grade curricular devem ser adaptadas de acordo com as características do aluno com TEA.  É importante ter o apoio da direção da escola, pois a criança precisará de alguns recursos, profissionais e apoio especializado para atender às suas necessidades.

Os pais devem  checar atentamente a escola antes de realizar a matrícula, marcar uma visita e ver se a estrutura é adequada. É importante também manter o diálogo com o diretor ou responsável pela escola para facilitar o processo de aprendizagem.

Vale ressaltar que, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), o acesso à escola para crianças e adolescentes não pode ser negado — tanto na rede pública quanto na particular. E também não pode ser cobrado nenhum valor adicional nas mensalidades devido ao Transtorno.

Sala especial

Algumas crianças com o TEA não conseguem se adaptar nas escolas regulares. Muitas escolas possuem salas de aulas com uma grande quantidade de alunos e o autista pode precisar de apoio para aprender de forma efetiva. Por isso, há a opção de salas especiais, que promovem a adaptação e o ensino inclusivo.

Há também o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as salas de recursos,  que são ambientes adaptados para auxiliar quem tem autismo. Nesse local, o professor que é capacitado,  prepara o aluno para desenvolver habilidades e utilizar instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado.

É muito importante que  a sala especial não seja uma forma de exclusão do autista na escola. O aluno com o TEA também deve ter contato e convívio com os outros alunos. E conforme for ganhando habilidades, mesmo precisando de algumas adaptações, deve ser encaminhado para sala regular.

O ideal é que a escola consiga fazer que o aluno transite entre a sala regular e a especial. Por exemplo, em uma matéria específica que o aluno apresenta mais dificuldades ele frequenta a sala especial, já em outras matérias a sala regular. Essa pode ser uma forma de desenvolver as habilidades dos autistas com mais apoio especializado. 

Escola Especial

A escola especial sempre foi vista como a primeira opção para os autistas. Geralmente, nesse local há outras crianças com diferentes tipos de deficiências.

Há escolas que se dedicam a apenas um tipo de necessidade, mas geralmente, o objetivo dessas instituições é promover a igualdade de oportunidades e oferecer uma educação de qualidade.

Vale lembrarque “entende-se por educação especial, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”.

Por isso, o ensino passa a ser de acordo com as diferenças individuais do aluno. Baseia-se na noção de que as necessidades dessas crianças não podem ser supridas nas escolas regulares.

As escolas especiais atendem diferentes tipos de necessidades especiais: alunos que são totalmente dependentes e precisam de acompanhamento 24h; aqueles já conseguem entender as regras sociais, se defender dos perigos, repartir e respeitar os outros e também os alunos que possuem habilidade de adaptação pessoal e social.

Conta para gente qual tipo de escola o seu filho (a) estuda e quais foram os desafios de adaptação!

Referências

https://www.verywellhealth.com/educational-options-for-children-with-autism-260393

https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-28092012-135842/publico/solange_rev.pdf

https://novaescola.org.br/conteudo/57/legislacao-inclusao-autismo

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