Lançado em 18 de junho pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a 11ª edição da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), incluiu novas condições de saúde em seu catálogo. Uma delas é o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Assim como o Manual de Diagnóstico e Estatísticas dos Transtornos Mentais (DSM), a CID11 uniu o TEA em um único diagnóstico.

Agora, o espectro está incluido como um dos distúrbios de neurodesenvolvimento, recebendo seu próprio código: “6A02”, que contempla ainda oito subclassificações:

6A02.0 Transtorno do espectro do autismo sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional

6A02.1 Transtorno do espectro do autismo com transtorno do desenvolvimento intelectual e com comprometimento leve ou ausente da linguagem funcional

6A02.2 Transtorno do espectro do autismo sem transtorno do desenvolvimento intelectual e com linguagem funcional prejudicada

6A02.3 Transtorno do espectro do autismo com transtorno do desenvolvimento intelectual e com linguagem funcional prejudicada

6A02.4 Transtorno do espectro do autismo sem desordem do desenvolvimento intelectual e com ausência de linguagem funcional

6A02.5 Transtorno do espectro do autismo com desordem do desenvolvimento intelectual e com ausência de linguagem funcional

6A02.Y Outro transtorno do espectro do autismo especificado

6A02.Z Transtorno do espectro do autismo, não especificado

“No CID10, até então o autismo era classificado como Transtorno Global do Desenvolvimento. Havia várias categorias utilizadas para pessoas dentro do espectro e agora o conceito de TEA apareceu no manual”, esclarece Dra Fabiele Russo, pesquisadora e idealizadora do portal NeuroConecta.

Com essa nova categorização será possível estabelecer diagnóstico mais adequado às especificidades do transtorno, contribuindo com o desenvolvimento de habilidades e melhora do manejo terapêutico daqueles que estão no espectro. Além disso, por meio da CID é possível ter acesso a um panorama do número de pessoas no mundo apresentam o TEA.

O novo manual será apresentado em maio de 2019, durante a Assembleia Mundial da Saúde e deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2022. O catálogo não era atualizado desde 1990.

Com cerca de 55 mil códigos únicos para lesões, doenças e causas de morte, o documento é a base para identificar tendências e estatísticas de saúde em todo o mundo. “O CID-11 está em desenvolvimento há mais de uma década e oferece melhorias significativas em relação às versões anteriores. Pela primeira vez, é completamente eletrônica e possui um formato que facilita seu uso”, esclareceu o chefe da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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Com informações de NeuroConecta e ONU Brasil