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Autismo: é possível sair do espectro?

Você já se perguntou se é possível sair do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

Caso você esteja no espectro ou conheça alguém que tenha o diagnóstico, possivelmente quando refletiu sobre o futuro, já se indagou ou questionou aos médicos sobre as perspectivas ligadas ao transtorno. Afinal, essa é uma condição vitalícia?

Quando falamos no espectro autista, é preciso compreender que trata-se de uma condição crônica, de uma deficiência neurológica, e não de uma doença. O TEA é um transtorno que impacta no desenvolvimento da pessoa, gerando desafios sociais, de comunicação (verbal ou não) e comportamentais.

Bom, se partirmos do pressuposto de que é “crônico”, logo, significa que quem tem TEA estará no espectro para sempre? Sim e não. Ficou confuso? Vamos esclarecer.

Sim, quem está no espectro possivelmente se manterá nele por toda a vida. Não, não necessariamente você terá de conviver com os principais sintomas que levaram ao diagnóstico. O que isso quer dizer? Nos últimos anos estudos tem apontado para o fato de que com as intervenções terapêuticas precoces é possível reduzir ou até suprimir totalmente as deficiências decorrentes do espectro.

Há ainda necessidade de se evoluir mais na compreensão quanto ao fato de se estar “dentro ou fora” do espectro. Fato é que características consideradas limitantes, como por exemplo, cortar o cabelo, exposição a ambiente com ruídos, luzes fortes e estereotipias, entre outros, podem se extinguir no decorrer do desenvolvimento do indivíduo, até que fiquem clinicamente imperceptíveis, como se a pessoa estivesse fora do espectro.

Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para que haja condições de estimular as habilidades ainda na infância por meio de intervenções multidisciplinares, que envolvem suporte clínico e psicológico.

Uma das ferramentas que contribuem com o manejo do espectro e seus sintomas em prol da evolução de quem esteja no espectro é a Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Trata-se de uma terapia cientificamente comprovada que possibilita compreender as ações e habilidades no espectro autista e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente. Esta forma de intervenção, que já existe há mais de 50 anos, pode contribuir com uma melhora nas interações sociais, aprender novas competências e manter comportamentos positivos.

A ABA tem como objetivo atuar em prol do desenvolvimento do autista – desde a infância à idade adulta – com o uso de técnicas que possibilitem ampliar a capacidade cognitiva, motora, de linguagem e de integração social, procurando reduzir por meio de práticas de repetição e esforço comportamentos negativos que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem. A ABA pode auxiliar no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como  conversar e interagir com o outro.

Em 1987, o psicólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, Ole Ivar Lovaas, relatou que metade das crianças pequenas que foram tratadas por pelo menos 40 horas por semana com ABA, demonstraram comportamentos semelhantes aos de crianças neurotípicas (fora do espectro). De lá para cá a perspectiva com aplicabilidade de ABA como uma alternativa para desenvolver habilidades tem se demonstrado promissora.

Para saber mais sobre ABA e seus benefícios acesse https://neuroconecta.com.br/aba-e-autismo-conheca-9-beneficios-desse-tratamento/

Conheça alternativas terapêuticas para TEA: https://neuroconecta.com.br/conheca-as-opcoes-terapeuticas-para-o-tea/

Oportunidade: Inscreva-se na “Semana ABA”

Dias 5 a 11 de junho, a NeuroConecta promove um período dedicado exclusivamente ao assunto, que contará com a participação da psicóloga infantil especialista em ABA, Suelen Priscila.

As inscrições já estão abertas aqui no site (confira o banner ao lado, nessa página). As atividades serão todas online e gratuitas.

Referências:

Zeliadt, Nicholette. Some children may truly outgrow autismo. Spectrum News. Disponível em https://www.spectrumnews.org/news/children-may-truly-outgrow-autism/#refsAcessado em 30 de maio de 2018.

Suh J1,2, Orinstein A3,4, Barton M3, Chen CM3, Eigsti IM3, Ramirez-Esparza N3, Fein D3. Ratings of Broader Autism Phenotype and Personality Traits in Optimal Outcomes from Autism Spectrum Disorder. J Autism Dev Disord. 2016 Nov;46(11):3505-3518. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27538964Acessado em 30 de maio de 2018.

Deborah K. Anderson  Jessie W. Liang  Catherine Lord. Predicting young adult outcome among more and less cognitively able individuals with autism spectrum disorders. The Journal of Child Psychology and Psychiatry. Disponível em https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/jcpp.12178

Zeliadt, Nicholette. Some children may truly outgrow autismo. Spectrum News. Disponível em https://www.spectrumnews.org/news/children-may-truly-outgrow-autism/Acessado em 1 de junho de 2018.

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