Terapia Ocupacional e sua importância para os autistas

A Terapia Ocupacional para os autistas é de extrame importância, pois o Terapeuta Ocupacional (TO) trabalha para ajudam na reabilitação de pessoas que apresentam alguma limitação no aspecto psicomotor e cognitivo.

Dessa forma, trabalham com o desenvolvimento das AVDs (Atividades de vida diárias) e também com a integração sensorial.

As pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), muitas vezes, apresentam dificuldades em se comunicar e interagir com os outros. Por isso, não conseguem socializar e podem ter problemas para realizar as atividades diárias.

Cabe ao especialista de TO, ajudar a criança com o TEA a desenvolver a autonomia e independência e melhorar a qualidade de vida.

Os profissionais de Terapia Ocupacional usam uma variedade de métodos para abordar e promover as habilidades necessárias para que a pessoa com autismo realize suas atividades do dia a dia.

Por meio de técnicas específicas, o terapeuta ocupacional ajuda o autista a desenvolver suas habilidades da vida diária, como usar o banheiro, a se vestir, a escovar os dentes, pentear o cabelo, por exemplo.

Também contribui com a melhora das habilidades motoras – como a melhora da caligrafia ou andar de bicicleta, por exemplo.

Se o seu filho (a) for encaminhado (a) para um terapeuta ocupacional, o profissional primeiramente fará uma avaliação abrangente para compreender a criança, sua família, suas necessidades e estabelecer algumas metas.

Lembrando que a terapia é adaptada de acordo com as necessidades de cada criança.

Os terapeutas ocupacionais levam em conta as capacidades e necessidades físicas, sociais, emocionais, sensoriais e cognitivas do autista para desenvolver as habilidades do autista.

Terapia Ocupacional no autismo

No caso do autismo, o terapeuta ocupacional trabalha para desenvolver habilidades para a escrita, habilidades motoras finas e habilidades da vida diária.

No entanto, um papel muito importante é também avaliar e intervir nos distúrbios do processamento sensorial da criança.

Isso é benéfico para remover as barreiras de aprendizagem e ajudá-los a se tornarem mais calmos e mais concentrados.

Além disso, a TO também dá suporte para as crianças no desenvolvimento de suas habilidades de comunicação.

Muitas crianças com autismo sentem dificuldades em expressar suas emoções ou entender os sentimentos e reações das pessoas.

A Terapia Ocupacional pode abordar questões de comportamento e dar a essas crianças ferramentas para interagir com outras pessoas de maneira mais eficaz.

Além disso, os Tos trabalham também na integração de atividades que satisfazem suas necessidades sensoriais e reduz o excesso ou a falta de estímulo. Ou seja, ajudam na integração sensorial da criança.

Sendo assim ajudam a criança a responder de forma adequada à luz, ao som, ao toque, aos cheiros e outras informações.

A intervenção geralmente foca em atividades destinadas a ajudar uma criança a gerenciar melhor seu corpo no espaço.

O profissional pode também contribuir com as questões emocionais do autista. Isso pode incluir a identificação de emoções em si mesmo e nos outros, pois é comum que eles tenham dificuldade em interpretar emoções.

Benefícios da Terapia Ocupacional:

– Aumento da capacidade de atenção e concentração;
– Trabalha para melhorar a coordenação motora;
– Auxilia no desempenho escolar;
– Melhora do desempenho em ambientes domésticos;
– Mais independência;
– Mais interação social;
– Redução da ansiedade;
– Desenvolve os relacionamentos;
– Expressar os sentimentos de forma adequada;
– Aumenta a autoconfiança.

É bastante importante encontrar um terapeuta ocupacional credenciado pelo órgão competente para que as intervenções terapêuticas sejam eficazes.

Por isso, busque uma indicação de um pediatra ou médico de confiança.

Os terapeutas ocupacionais atuam em hospitais, em clínicas particulares ou centros especializados de reabilitação.

A participação dos pais e familiares também é fundamental nesse processo.

Leia também: Musicoterapia no autismo: uma intervenção baseada em evidências

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Contribuições da ABA para o desenvolvimento dos autistas

Você sabia que as intervenções baseadas na ABA são extremamente relevantes para contribuir com o aprendizado de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)?

A ABA (do inglês, Applied Behavior Analysis), é utilizada para entender o comportamento das pessoas com TEA, e assim, direcionar para o melhor tratamento dos sintomas do autismo.

Nós já sabemos que pessoas autistas possuem uma alteração no cérebro que afeta a capacidade de comunicação, interação social e comportamento.

O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento complexo e é um espectro porque os sintomas e características mudam de pessoa para pessoa.

Melhor tratamento para autismo

Trocar informações e aprender mais sobre o autismo, faz com que a nossa sociedade se prepare cada vez mais para aprender a lidar com as diferenças e saiba a melhor forma de agir com esses desafios.

Percebemos que umas das preocupações dos pais de pessoas com autismo é encontrar o melhor caminho para que essas crianças consigam ter um acompanhamento, uma forma de ensino que realmente seja eficiente e traga os resultados necessários para que ela tenha a sua independência e a melhor qualidade de vida.

E as intervenções baseadas na ciência ABA são as mais adequadas, já que utilizam o ensino intensivo e individualizado das atividades.

Aplicar a ABA não é uma função muito simples e exige profissionais especialistas supervisionando todo o processo.  As intervenções são individualizadas e não tem uma política de punição. Ou seja, a criança é ensinada diversas vezes as mesmas habilidades e atividades até que ela consiga executar sem erros.

Todos os comportamentos da criança precisam ser registrados para que o progresso seja perceptível. Além de precisar ter estímulos de recompensa com os reforçadores que podem ser brinquedos, atividades e reforço social como por exemplo elogios.

Para que o tratamento funcione, é necessário que a família também se envolva e siga participando.

Qual a importância da participação da família na aplicação da ABA

É muito importante alertar, que precisa ter uma programação de ensino, com acompanhamento e rotina para que o estudante consiga entender o motivo dele realizar aquelas atividades que tem como propósito por exemplo mudar o foco do comportamento repetitivo que muitas pessoas autistas apresentam ou aprender novas habilidades.

Para que funcione a ABA, é preciso ter de forma muito clara que não se deve tratar os autistas como pessoas doentes e que precisam de alguma correção.

Eles apenas precisam desenvolver alguns comportamentos funcionais, desenvolver habilidade e aprimorar habilidades que eles já possuem.

O profissional que está lidando com uma pessoa com autismo precisa ter esse pensamento muito claro e desenvolvido.

Cabe dizer, que as intervenções baseadas na ABA são as mais aplicadas e que possuem mais resultados positivos, com uma abordagem comportamental que tem trazido muito sucesso e independência para a casa de muitas pessoas que têm algum familiar com TEA.

E isso faz com que essas famílias que normalmente se sentem excluídas consigam lidar sobre esse tema com mais naturalidade e com uma compreensão maior das pessoas.

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Transtorno de Processamento Sensorial: Como identificar?

Você conhece o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS)? Essa condição ocorre quando o cérebro e o sistema nervoso apresentam dificuldade em processar estímulos do ambiente e dos sentidos.

Aliás, é muito comum que crianças e jovens com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) também apresentem o TPS. Por isso, as questões sensoriais também fazem parte dos críterios diagnósticos do TEA (critério B do DSM-5).

 O TPS acontece portanto, quando a entrada sensorial do ambiente ou do próprio corpo é mal detectada ou mal interpretada. Por isso, quem tem o Transtorno sente dificuldade de processar o calor ou o frio, o cansaço, a fome, as luzes e os sons.

As causas do TPS não estão completamente esclarecidas, mas sabe-se que a genética é um dos fatores de risco do transtorno. Existem casos de hipo e hipersensibilidade.

Quando há hipossensibilidade, a criança precisa de bastante excitação ou esforço para sentir o estímulo. Nesses casos, ela costuma ser agitada, faz mais bagunça, morde objetos, tem pouca resposta à dor ou gosta de muito barulho, por exemplo.

Já quem tem hipersensibilidade, percebe os estímulos com mais facilidade. Por isso, acham as luzes e as cores muito brilhantes, os sons ficam bem intensos, os odores se tornam muito fortes e as sensações táteis são interpretadas de modo profundo. 

Lembrando que a integração sensorial é o processo neurológico pelo qual as sensações, como da pele, olhos, articulações, gravidade e receptores sensoriais de movimento, são organizadas para uso.

Mas, além dos sintomas apresentados, há como avaliar se a pessoa tem ou não o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS)? Sim, veja detalhes, a seguir.

Avaliação de Processamento Sensorial

Uma forma de chegar ao diagnóstico do TPS é por meio da Avaliação de Processamento Sensorial, ou SIPT, sigla em inglês. Entretanto, essa avaliação deve ser realizada pelo Terapeuta Ocupacional (TO).

Então, ocorre uma avaliação padronizada com 17 testes fundamentados e comprovados por pesquisas científicas. O SIPT avalia os resultados quantitativos e qualitativos dos distúrbios de integração sensorial.

Além disso, vale destacar que é importante que o profissional responsável por avaliar a criança com TPS seja capacitado e tenha formação específica.

Por meio dessa avaliação é possível então realizar um diagnóstico, direcionar o melhor tratamento e dar mais orientações para a família e a escola.

O SIPT não avalia a inteligência ou o desempenho acadêmico de uma criança e é indicado para crianças de 4 a 8 anos e 11 meses. Assim, os testes são organizados em quatro categorias:

1 – Percepção Visual Motora Livre – avalia a habilidade de perceber visualmente a forma e o espaço sem envolver a coordenação motora;

2 – Somatossensorial – avalia a percepção muscular, a tátil e a das articulações; 

3 – Práxis – avalia a interpretação de instruções, a habilidade de copiar modelos simples em representação dimensional, a forma visual e a percepção de espaço e imitação de posturas corporais;

4 – Motor – avalia a coordenação bilateral (habilidade de coordenar os dois lados do corpo), equilíbrio estático e dinâmico, precisão motora e a duração dos movimentos reflexos dos olhos para identificar como está o sistema nervoso.

Medida de Processamento Sensorial

Outra forma de diagnóstico é por meio da Medida de Processamento Sensorial (SPM, sigla em inglês). Ela é uma avaliação que usa um sistema integrado de escalas de medição. Isso possibilita a avaliação de problemas de processamento sensorial, práxis e participação social da criança em idade escolar.

Reúne informações fornecidas pelos pais e escola para identificar comportamentos no cotidiano da criança. Há três formulários que incluem o SPM que ajudam a fornecer uma imagem abrangente das dificuldades de processamento sensorial das crianças.

Dessa forma, avaliam-se a participação social, visão, audição, consciência corporal (propriocepção), equilíbrio e movimento (função vestibular), planejamento e ideias (práxis) e sistemas sensoriais.

Cabe destacar que independentemente do questionário ou métodos diagnósticos utilizados, os profissionais devem usar várias outras fontes de informação ao documentar os aspectos sensoriais em crianças com autismo, incluindo entrevistas com pais e professores, além de observações comportamentais.

Referências

https://childrenstherapy.org/sensory-integration-praxis-tests/

https://ajot.aota.org/article.aspx?articleid=1879210

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Diagnóstico do Transtorno Opositivo Desafiador: Como é feito?

Você já ouviu falar do Transtorno Opositivo Desafiador (TOD)? Trata-se de uma condição comportamental que ocorre na infância e a criança apresenta constantes episódios de desobediência e hostilidade.

O DSM-V classifica o TOD como parte de um grupo de transtorno de conduta, disruptivos e de controle de impulsos. As crianças costumam ser birrentas e não lidam bem com a frustração.

Geralmente, os sintomas do TOD aparecem antes dos oito anos e é mais comum em meninos. Os pais e cuidadores sentem muita dificuldade em lidar com essas crianças que são desobedientes, desafiadoras e agressivas.

As razões para que surja o TOD ainda não estão claras, apesar de saber que ela está ligada a fatores genéticos e condutas familiares.

Vale destacar que o TOD é uma comorbidade que pode ser observada no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Sendo assim, a criança ou jovem pode ter ambas as condições.

Estima-se que 2% a 16% das crianças em idade escolar apresentam TOD.

Como é feito o diagnóstico?

Geralmente, são os pais e responsáveis que se atentam para os comportamentos que são bastante agressivos e impulsivos.

No entanto, o diagnóstico pode ser difícil, pois a maioria das crianças apresenta alguns dos sintomas de vez em quando, principalmente quando estão cansadas, com fome ou chateadas.

A diferença é que a criança com o TOD apresenta esses sintomas com mais frequência e persistência do que outras.

Apresentam um padrão recorrente de comportamento negativista, desafiante, desobediente, principalmente com figuras de autoridades que levam a um prejuízo na vida acadêmica, social e familiar.

Sinais do TOD

  • Frequentemente discute com adultos ou figuras de autoridade;
  • Costuma desafiar as regras dos adultos;
  • Faz coisas deliberadamente para aborrecer a terceiros;
  • Culpa os outros pelos seus próprios erros;
  • Fica ofendido com facilidade;
  • Fica bravo quando contrariado;
  • É rancoroso e vingativo quando desafiado ou contrariado;
  • Agridem verbalmente familiares;
  • Responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
  • É comum que se aborreça sem motivos;
  • Surtos de raiva.

Além disso, os especialistas avaliam se ela demonstra dificuldades comportamentais por pelo menos seis meses, têm problemas na escola e dificuldade para fazer amizades.

E também se seu funcionamento geral fica comprometido devido às suas atitudes desafiadoras.

Para ter um diagnóstico precoce, os pais e responsáveis devem ficar de olho nos comportamentos das crianças e buscar ajuda especializada.

Um psiquiatra infantil ou especialista em saúde mental qualificado pode diagnosticar o TOD.

Geralmente, ele conversa com os pais e professores sobre o comportamento da criança e poderá observá-la para chegar a um diagnóstico.

Formas de tratamento

Na maioria das vezes, o tratamento depende de psicoterapia comportamental e suporte escolar. O uso de medicação também pode ser indicado.

A medicação melhora a autorregulação de humor frente às frustrações. A psicoterapia deve centrar em mudanças comportamentais na família com medidas de manejo educacional.

E a escola precisa oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, o que melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e o leva a se distanciar de situações nocivas.

Não existe um tempo de tratamento ideal, depende muito de como a criança vai reagir com as intervenções.

Vale destacar que se não for tratada ou receber o apoio adequado, o quadro pode evoluir para o Transtorno de Conduta, que é uma condição mais severa que o TOD.

Nesses casos, a pessoa pode mentir para obter vantagens, entrar em lutas corporais, ser fisicamente cruéis com pessoas ou animais, destruir a propriedade alheia, praticar furto, maltratar as pessoas e cometer diversos crimes.

Por isso, é fundamental que desde cedo a criança receba ajuda e controle os seus sintomas e melhore os comportamentos com a terapia adequada.

Referências

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/oppositional-defiant-disorder/symptoms-causes/syc-20375831

https://childmind.org/article/what-is-odd-oppositional-defiant-disorder/

https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/oppositional-defiant-disorder

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