Benefícios do exercício físico no desenvolvimento cognitivo do autista

Estudos têm apontado para benefícios de atividades físicas para o desenvolvimento cognitivo da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

A prática de exercícios físicos é reconhecida por promover saúde e qualidade de vida da população, da criança ao idoso.

A inclusão de esportes, exercícios e outras atividades físicas podem ser considerados um complemento às terapêuticas tradicionais estabelecidas, por apresentarem impacto na melhora de sintomas, comportamentos e qualidade de vida do autista.

O exercício pode ajudar a evitar o ganho excessivo de peso ou ajudar a mantê-lo, o que pode contribuir para reduzir o índice de obesidade nas pessoas com espectro do autismo.

A atividade física estimula vários pontos cerebrais que podem auxiliar o autista a sentir mais feliz e motivado. O exercício fornece o oxigênio e os nutrientes aos tecidos do organismo e ajuda o sistema cardiovascular a trabalhar melhor. Com isso contribui para a disposição do autista.

Um estudo que avaliou crianças com autismo na natação e outros exercícios aquáticos verificou que as atividades contribuíram para que alcançassem um aumento significativo nos níveis de aptidão – perceptíveis por mudanças no equilíbrio, flexibilidade, resistência e força. Observou-se ainda uma redução do comportamento repetitivo em crianças.

Por meio de programas de exercícios é possível observar um melhor desempenho social e redução de episódios de agressão, bem como, comportamentos estereotipados. Isso porque o exercício estimula o desenvolvimento de novas células cerebrais dentro do hipocampo – uma parte do cérebro que influencia a empatia, controle de impulsos e atenção.

Há ainda aspectos sociais a serem considerados para aqueles autistas que não limitam interações sociais. Aos que o fazem, há alternativa de praticar atividades individuais. Exercícios liberam hormônios no organismo que geram felicidade.

As atividades devem ser adequadas aos estímulos sensoriais do autista, com o cuidado de respeitar limitações de movimentos que venham a existir. Por isso é fundamental a integração e acompanhamento de um educador físico e demais membros da equipe multidisciplinar.

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27412579
https://www.autismspeaks.org/science/science-news/sports-exercise-and-benefits-physical-activity-individuals-autism

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Como treinar as habilidades sociais do autista?

Muitas crianças e até mesmo adultos com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) sentem dificuldades em agir em diferentes tipos de situações sociais e precisam de ajuda para isso. Geralmente, eles têm o desejo de interagir, mas não sabem o que fazer em novas situações.

As habilidades sociais são as regras, costumes que orientam nossas interações com outras pessoas e o mundo ao nosso redor. Pessoas neurotípicas costumam adquirir essas habilidades sociais de forma natural e sozinhas apenas observando comportamentos.

Essas habilidades permitem a interação adequada com outras pessoas nos mais diversos contextos. Mas com os autistas funciona de outra forma e eles precisam de um suporte para melhorar e aprender essas habilidades.

Quais habilidades sociais são importantes?

É importante que a pessoa com TEA desenvolva e entenda como funcionam as  habilidades sociais. Veja algumas que são importantes para interagir e conviver com outras pessoas.

  • Jogos: entender a importância de se revezar em um jogo ou compartilhar um brinquedo;
  • Conversação: entender como funciona uma conversa, a hora de cada um falar e como funciona a linguagem corporal;
  • Emocionais: aprender a gerenciar emoções e entender como os outros se sentem (empatia);
  • Contato visual: entender como funciona e como fazer essa forma de contato;
  • Resolver problemas: aprender a lidar com conflitos e tomar decisões em situações sociais;
  • Autocontrole e expressividade emocional: conseguir reconhecer as emoções, controlar a ansiedade, expressar sentimentos positivos e negativos;
  • Civilidade: entender a importância de cumprimentar as pessoas, seguir regras, agradecer, pedir desculpas etc;
  • Lidar com críticas: concordar ou discordar com opiniões e defender seus próprios interesses;
  • Relacionamento: conseguir interagir, fazer amizades, cooperar, iniciar e manter uma conversa;
  • Habilidades acadêmicas: seguir instruções orais, prestar atenção, aguardar a sua vez, solicitar ajuda e cooperar, trabalhar em grupo.

Como essas habilidades sociais podem ser treinadas

A aprendizagem de habilidades sociais ocorre de forma contínua durante toda vida, permitindo assim que possíveis déficits sejam superados. Mas, no caso de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) essas habilidades precisam ser treinadas e/ou ensinadas.

Para isso, é muito importante buscar ajuda especializada para receber as orientações adequadas. Umas das formas de melhorar essas habilidades é procurar um especialista na ciência ABA – Análise do Comportamento Aplicada.

Os profissionais realizam uma avaliação do repertório da criança e identificam as dificuldades de aprendizagem e falta de habilidades sociais. Por isso, as intervenções são feitas de forma individual e a interação social é trabalhada por meio de atividades e brincadeiras, além do uso do reforço positivo para fixar um comportamento adequado.

Sendo assim, o treinamento de habilidades sociais consiste em tratamentos comportamentais de intervenção precoce, com o intuito de promover o desenvolvimento comportamental de forma adequada. Os especialistas também ensinam novas habilidades e como deve ser o  comportamento de uma situação.

Além disso, os pais, cuidadores e professores são instruídos para contribuir na manutenção desses comportamentos, para agilizar uma mudança e no entendimento das habilidades sociais.

Algumas outras técnicas:

  • fotos: um método convencional para praticar o reconhecimento de emoções é o uso de imagens. O processo vai além de olhar para uma foto de um rosto e descrevê-lo como “feliz” ou “triste”. O profissional também explica e exemplifica o que causou a emoção.
  • atividades em grupo: é possível trabalhar com outros colegas e ensinar a praticar habilidades sociais por meio de cumprimentos e em cenários cotidianos.
  • uso de tecnologia: vídeos, desenhos e jogos podem ajudar a ensinar sobre a linguagem corporal e a comunicação.
  • histórias: é uma estratégia frequentemente usada para ensinar habilidades sociais a crianças. Por meio da leitura de histórias apresentam-se os conceitos e regras sociais para quem tem o TEA.

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6105175/

https://www.verywellhealth.com/social-skills-training-and-autism-the-basics-260061

https://iancommunity.org/cs/what_do_we_know/social_skills_interventions

https://www.iidc.indiana.edu/pages/Making-and-Keeping-Friends-A-Model-for-Social-Skills-Instruction

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Preparando o autista para a vida adulta

Muito se fala sobre as crianças autistas, mas e como ficam os autistas depois que crescem? É bastante comum que os pais fiquem preocupados em relação ao futuro dos filhos com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Como já falamos, as dificuldades encontradas pelos autistas podem ser trabalhadas, assim como suas habilidades, independentemente do grau do Transtorno.

Logo que a criança é identificada com o espectro do autismo é importante que sejam realizadas intervenções precoces para que ela possa se desenvolver e ter independência na vida adulta.

É importante que os pais estimulem a criança a aperfeiçoar suas habilidades para se desenvolver intelectualmente, a parte cognitiva e a forma de se comunicar.

Essa é a melhor forma de se assegurar que o adulto com o TEA conseguirá realizar suas atividades do dia a dia com segurança e dignidade. Sabemos que em alguns casos a pessoa com autismo vai ser sempre dependente de alguém, pois tem graus muito severos do autismo.

Muitos adultos com o TEA poderão ter uma vida normal e cuidar de si. Poderão aprender a cuidar da higiene pessoal e preparar suas refeições, assim como arrumar um emprego, constituir família e ter autonomia financeira.

Mas, como falamos, para chegar a esse cenário positivo de evolução, o autista precisa ter um acompanhamento desde cedo para trabalhar as suas limitações de comunicação e problemas sensoriais por exemplo.

Logo cedo, a criança precisa ser estimulada a conviver com outras pessoas e entender as regras sociais. Por isso, é importante investir em ações terapêuticas para que a pessoa com o TEA consiga se desenvolver.

Outra questão importante que temos que ressaltar é a dificuldade que o autista pode encontrar na sociedade. Entre elas, está o preconceito e desconhecimento do Transtorno. Provavelmente, o autista até chegar a fase adulta passará por bullying e será desencorajado a fazer suas atividades.

De acordo com algumas pesquisas, os adultos podem ter dificuldade em encontrar ou manter seus empregos. Nem sempre eles podem se comunicar adequadamente ou não lidam bem com a rotina de um escritório, por exemplo. Por isso, o apoio da família e de especialistas é fundamental em todo esse processo.

Outro ponto importante para destacar é que os adultos autistas possuem condições de saúde mais frágeis. Pesquisas sugerem que eles têm maiores taxas de problemas digestivos, distúrbios do sono, sistema imunológico mais frágil e são mais propensos a ter convulsões, diabetes, pressão alta e obesidade.

Além de obstáculos físicos, sociais e comportamentais, muitos adultos autistas enfrentam algum tipo de doença mental. Eles podem ter depressão e outros transtornos mentais, além de ansiedade. Sendo assim, precisam ter um acompanhamento médico constante.

Há casos ainda de pessoas que recebem um diagnóstico de TEA apenas quando adultos. Essas pessoas passam anos achando que não se encaixam nos padrões da sociedade e sofrem muito com isso. Geralmente, são pessoas com TEA de grau leve, que não apresentam deficiência intelectual ou déficit de linguagem.

Em muitos casos o adulto acaba recebendo o diagnóstico quando busca ajuda especializada para o filho que também está dentro do espectro.

O diagnóstico do autismo nesses casos pode ser um alívio, pois a partir desse momento a pessoa terá o suporte necessário para desenvolver alguns aspectos comportamentais e sensoriais. Cuidar de um adulto com autismo às vezes pode ser um desafio.

No entanto, compreender mais sobre a condição, procurar ajuda e fazer algumas mudanças simples pode facilitar a vida de todos os envolvidos na estrutura familiar.

Se você tem um filho ou parente com autismo, já deve ter percebido que a rotina ajuda a fazer com que ele se sinta mais seguro e confortável. Às vezes, quem tem o TEA possui hipersensibilidade a várias experiências sensoriais e adaptar o ambiente pode ajudar.

Nesses casos, é importante identificar os fatores no ambiente que causam sofrimento e eliminá-los. A comunicação também é importante e o autista precisa ser estimulado a se comunicar, falar o que sente, quais são suas necessidades para se sentir melhor.

O importante é saber que nunca é tarde para buscar o tratamento e com isso melhorar a sua qualidade de vida e da sua família.

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Quais direitos da pessoa com autismo?

Garantir à pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) possibilidades de cuidar de si e interagir socialmente enquanto viver; estabelecer acesso à educação, informação, emprego e assistência em saúde – o que deve incluir atendimento multiprofissional, nutrição e terapêuticas adequadas, assim como medicações, quando necessário.

Estes são alguns dos direitos estabelecidos para que haja inclusão e participação desta população na sociedade, seja no cenário social, político ou cultural.

O TEA não deve ser um impeditivo para que haja oportunidades iguais aos demais cidadãos. Eles são parte da população.

De acordo com o ex-secretário-geral das Nações Unidas (ONU), o sul-coreano Ban Ki-Moon, “a rejeição das pessoas que apresentam essa condição neurológica “é uma violação dos direitos humanos e um desperdício de potencial humano”. Ainda segundo ele, “embora as pessoas com autismo tenham, naturalmente, uma ampla gama de habilidades e diferentes áreas de interesse, todas elas compartilham a capacidade tornar nosso mundo um lugar melhor” – afirmou durante comemorações de 2016 pelo Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

Para formalizar os direitos no Brasil, foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, por meio da  Lei nº 12.764, publicada no final de 2012 e lançada no dia 2 de abril de 2013, mesma data em que é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Com isso, autistas passam a ter os mesmos direitos para efeitos legais que as pessoas com deficiência.

De acordo com o artigo 2º da normativa são diretrizes:

I – a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com Transtorno do Espectro Autista;

 II – a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;

III – a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;

Em 2016, durante audiência pública realizada na Comissão de Direitos Humanos, no Senado Federal, em Brasília (DF), líderes de instituições de apoio a pacientes e familiares, psicólogos entre outros agentes ligados ao movimento em prol dos direitos da pessoa com espectro do autismo avaliaram que embora haja a Política Pública, ainda está longe do ideal e de alcançar às necessidades destes cidadãos.

Eles indicaram fragilidades como a falta de amparo às famílias de pessoas que têm distúrbios severos. Outro aspecto é a ausência de programas que envolvam adolescentes e adultos. Atualmente, a maior parte das ações é focada nas crianças.

Se você precisa de suporte com alguma questão referente aos direitos da pessoa com TEA, de seus familiares, entre outros aspectos correlacionados, elencamos algumas instituições que podem auxiliar no Brasil:

Associação Brasileira de Autismo
Associação Amigos do Autista
Autismo e Realidade
Casa de David
Instituto Autismo & Vida

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Escola regular, sala especial e escola especial: como escolher?

Escola regular, sala especial e escola especial: como escolher?

Um dos desafios dos pais de crianças com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é saber como contribuir com o processo de aprendizagem e inclusão escolar. E também definir qual escola é mais adequada para o autista.

Isso porque muitas crianças e adolescentes com TEA apresentam dificuldades na interação e na comunicação com outras pessoas, comportamentos repetitivos e pouco interesse em realizar atividades próprias da idade. E esses comportamentos podem dificultar o aprendizado.

Optar pela escola correta contribui para que o aluno se envolva nas atividades e tenha uma experiência de qualidade. No ambiente escolar, a criança com TEA desenvolve suas habilidades, consegue aprender e brincar com outras crianças, melhorando a sua socialização.

Como há diferentes graus de autismo – de leve a grave, a necessidade ou apoio da pessoa com TEA  pode variar e o tipo de escola também.

Veja, a seguir, detalhes de como funcionam a escola regular, uma sala especial e a escola especial.

Escola regular

De acordo com a legislação brasileira, pessoas com autismo podem frequentar escolas regulares e também têm o direito de ter um acompanhamento, se necessário. Mas, os pais podem encontrar bastante dificuldade de encontrar uma escola com todos os recursos necessários para lidar com as limitações de um aluno autista.

Lembrando que a escola e a grade curricular devem ser adaptadas de acordo com as características do aluno com TEA.  É importante ter o apoio da direção da escola, pois a criança precisará de alguns recursos, profissionais e apoio especializado para atender às suas necessidades.

Os pais devem  checar atentamente a escola antes de realizar a matrícula, marcar uma visita e ver se a estrutura é adequada. É importante também manter o diálogo com o diretor ou responsável pela escola para facilitar o processo de aprendizagem.

Vale ressaltar que, de acordo com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), o acesso à escola para crianças e adolescentes não pode ser negado — tanto na rede pública quanto na particular. E também não pode ser cobrado nenhum valor adicional nas mensalidades devido ao Transtorno.

Sala especial

Algumas crianças com o TEA não conseguem se adaptar nas escolas regulares. Muitas escolas possuem salas de aulas com uma grande quantidade de alunos e o autista pode precisar de apoio para aprender de forma efetiva. Por isso, há a opção de salas especiais, que promovem a adaptação e o ensino inclusivo.

Há também o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e as salas de recursos,  que são ambientes adaptados para auxiliar quem tem autismo. Nesse local, o professor que é capacitado,  prepara o aluno para desenvolver habilidades e utilizar instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado.

É muito importante que  a sala especial não seja uma forma de exclusão do autista na escola. O aluno com o TEA também deve ter contato e convívio com os outros alunos. E conforme for ganhando habilidades, mesmo precisando de algumas adaptações, deve ser encaminhado para sala regular.

O ideal é que a escola consiga fazer que o aluno transite entre a sala regular e a especial. Por exemplo, em uma matéria específica que o aluno apresenta mais dificuldades ele frequenta a sala especial, já em outras matérias a sala regular. Essa pode ser uma forma de desenvolver as habilidades dos autistas com mais apoio especializado. 

Escola Especial

A escola especial sempre foi vista como a primeira opção para os autistas. Geralmente, nesse local há outras crianças com diferentes tipos de deficiências.

Há escolas que se dedicam a apenas um tipo de necessidade, mas geralmente, o objetivo dessas instituições é promover a igualdade de oportunidades e oferecer uma educação de qualidade.

Vale lembrarque “entende-se por educação especial, a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”.

Por isso, o ensino passa a ser de acordo com as diferenças individuais do aluno. Baseia-se na noção de que as necessidades dessas crianças não podem ser supridas nas escolas regulares.

As escolas especiais atendem diferentes tipos de necessidades especiais: alunos que são totalmente dependentes e precisam de acompanhamento 24h; aqueles já conseguem entender as regras sociais, se defender dos perigos, repartir e respeitar os outros e também os alunos que possuem habilidade de adaptação pessoal e social.

Conta para gente qual tipo de escola o seu filho (a) estuda e quais foram os desafios de adaptação!

Referências

https://www.verywellhealth.com/educational-options-for-children-with-autism-260393

https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-28092012-135842/publico/solange_rev.pdf

https://novaescola.org.br/conteudo/57/legislacao-inclusao-autismo

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Como preparar a criança autista para conviver em sociedade?

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é mais comum na sociedade do que grande parte da população pode imaginar. Estima-se que o autismo atinge cerca de 2% da população, 160 milhões de pessoas no mundo, sendo mais de 4 milhões somente no Brasil. Se há tanta representatividade, por que famílias ainda encontram dificuldade para integrar as crianças autistas à comunidade?

Um levantamento feito pela The National Autistic Society (NAS), divulgado em 2016, que contou com mais de 7 mil pessoas, revelou que 79% dos autistas e 70% dos familiares sentem-se socialmente isolados. Há quem relate que as pessoas chegam a olhar com reprovação para a criança ou adulto.

Um dos primeiros passos para quebrar estigmas é falar sobre o TEA na comunidade, a começar pelas instituições de ensino, que devem estar preparadas para receber e desenvolver crianças autistas. Campanhas organizadas pela sociedade civil e órgãos governamentais também contribuem para extinguir preconceitos.

É preciso falar sobre isso. Deve-se compreender, conforme indica a NAS, que o autismo não afeta apenas as crianças. Elas crescerão e se transformarão em adultos autistas. Este aspecto torna ainda mais importante prepará-las para conviver em sociedade, com autonomia e independência, mesmo se estiverem sob olhares de estranheza da população que a cerca, seja na infância, adolescência, vida adulta ou velhice.

Diante deste cenário, estimular a criança ao convívio com outras pessoas ainda no âmbito familiar auxilia no processo. Estabelecer regras para que ao ingressar numa comunidade possa estar sujeito àquelas de controle social. Compreender, conversar, desenvolver por meio de ações terapêuticas são fundamentais.

Quanto mais for instigada a confiança na capacidade da criança mais se poderá reduzir fragilidades na interação social. Prepará-las para possíveis frustrações por meio de respostas negativas às solicitações também é um meio de auxiliar a criança.

Outro ponto importante é compreender quando haverá alguma mudança na rotina do autista. Seja ingressar em uma escola ou uma viagem. Pais e responsáveis, juntamente com a equipe multidisciplinar, devem analisar com quais desafios o autista poderá se deparar. Conversar com as pessoas que o receberão e compartilhar as especificidades de linguagem que podem ser utilizadas, assim como atitudes que facilitem a conexão com o novo ambiente, facilitará a convivência em sociedade.

Referências:
The National Autistic Society (NAS)

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Saiba mais sobre a Síndrome de Prader-Willi

A Síndrome de Prader-Willi é uma condição genética rara que causa problemas físicos, mentais e comportamentais. Uma das características de quem tem a Síndrome é sentir compulsão alimentar, ou seja, vontade de comer o tempo todo.

A Síndrome foi descrita pela primeira vez em 1956 e estima-se que afete cerca de uma pessoa a cada  10 mil ou 30 mil pessoas em todo o mundo. No Brasil, não há dados com os números de portadores da condição.

Na infância, essa condição é caracterizada por tônus ​​muscular fraco (hipotonia), dificuldades de alimentação, crescimento deficiente e atraso no desenvolvimento. Desde a infância, os indivíduos afetados desenvolvem um apetite insaciável, o que pode levar a obesidade, diabetes e outras complicações de saúde.

Pessoas com a Síndrome de Prader-Willi geralmente apresentam comprometimento intelectual que varia de leve a moderado e dificuldades de aprendizado. Também podem ter problemas comportamentais como  explosões de temperamento, teimosia e problemas para dormir. Alguns possuem tolerância de dor.

Eles possuem características faciais peculiares como testa estreita, olhos amendoados, boca triangular, baixa estatura e mãos e pês pequenos. Além disso, os órgãos genitais são subdesenvolvidos. A puberdade costuma atrasar  e a maioria não consegue ter filhos (inférteis).

Principais sintomas

Os bebês com a Síndrome apresentam:

  • Hipotonia (fraqueza e tônus muscular baixo);
  • Choro fraco;
  • Sono excessivo;
  • Dificuldade de sucção e/ou deglutição;
  • Criptorquidia, ou seja, testículos embutidos no abdome, fora da bolsa escrotal;
  • Pele e cabelos mais claros que os dos pais;
  • Boca pequena voltada para baixo; 
  • Testa estreita;
  • Olhos amendoados e/ou estrabismo;
  • Refluxo;
  • Hipoglicemia.

Já as crianças e jovens podem apresentar:

  • Atraso no desenvolvimento motor;
  • Dificuldade de aprendizagem e da fala;
  • Diminuição da sensibilidade à dor;
  • Alterações hormonais;
  • Diminuição da função dos testículos e dos ovários;
  • Puberdade tardia;
  • Febre sem motivo aparente;
  • Hipotermia;
  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Retenção de líquidos;
  • Epilepsia;
  • Apetite voraz;
  • Apneias;
  • Pele azulada;
  • Pneumonias recorrentes;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Baixa estatura;
  • Mãos e pés pequenos;
  • Escoliose;
  • Obesidade;
  • Problemas de visão;
  • Pernas em X;
  • Comportamento de autoflagelação;
  • Ausência do reflexo do vômito.

Causas e diagnóstico

A Síndrome de Prader-Willi ocorre pela perda da função dos genes nas áreas q11 e q12 do cromossomo 15 de origem paterna.  As pessoas normalmente herdam uma cópia desse cromossomo de cada pai. A maioria dos casos (cerca de 70%) ocorre quando um segmento do cromossomo 15 é excluído em cada célula.

Ela afeta o hipotálamo,pequena região do cérebro, que tem como função a  produção de hormônios, regular o humor, o sono, a libido e controlar as sensações de fome e saciedade.

A Síndrome está presente desde o nascimento, mas é comum que o diagnóstico ocorra mais tarde na vida. Isso ocorre porque a Síndrome de Prader-Willi é pouco conhecida, até mesmo pelos médicos. É comum que essa condição seja confundida com o Transtorno do Espectro do Autismo ou a Síndrome de Down.

Quanto antes for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento e terapias, maior será a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.  Para identificar o Prader-Willi existem alguns testes genéticos. O ideal é que eles sejam solicitados em recém-nascidos e lactentes com hipotonia e dificuldade de sucção, bem como com algumas das características referentes à aparência física (fenótipo) da Síndrome.

Formas de tratamento

Por ser uma Síndrome, a condição não tem cura. Mas, existem terapias disponíveis que visam melhorar a qualidade de vida dessas pessoas e que reduzem os sintomas.

O acompanhamento nutricional pode ser útil para que a criança com a Síndrome realize uma dieta rica em nutrientes e com baixas calorias, que promove o controle do peso.

Em alguns casos, opta-se por tratamento com hormônio do crescimento e hormônios sexuais, como a terapia de reposição hormonal que  pode aumentar a testosterona para meninos e a progesterona para meninas. Isso contribui para o desenvolvimento sexual e pode reduzir o risco de osteoporose.

Além disso, essas pessoas podem precisar de ajuda para melhorar as habilidades sociais ou terapia ocupacional para ajudar nas tarefas de rotina. Há casos que necessitam de fisioterapia para gerenciar a coordenação e movimento; fonoaudiologia para promover a capacidade de comunicação e também psicólogos para lidar com as questões emocionais.

Referências:

https://www.ipwso.org

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/prader-willi-syndrome/symptoms-causes/syc-20355997

https://www.spwbrasil.com.br

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Meu filho é autista. E agora?

Compreenda como interagir e fortalecer vínculos

Ao pesquisar na ferramenta de busca da internet o termo “autismo”, uma das referências que se pode observar com maior frequência é o questionamento: “Meu filho é autista. E agora?”

Ao se deparar com esta nova realidade homens e mulheres, pais e mães, avós, tios, demais familiares podem manifestar como primeiro impacto susto, indignação, tristeza, culpa, insatisfação, preocupação. São diversas as emoções que uma pessoa pode sentir ao receber o diagnóstico de autismo de seu filho. O primeiro passo é não negligenciar seus sentimentos, mas não se pode deixar ser consumido por eles.

Há ainda um estigma em relação às perspectivas que existem no universo do autismo – para a criança e seus familiares. Este diagnóstico está longe de ser uma sentença. Pelo contrário é a oportunidade de tomar atitudes práticas para desenvolver o autista e auxiliá-lo a alcançar o melhor desempenho conforme suas habilidades.

Houve um tempo ainda que se condicionava a condição de autismo à atitudes provocadas pelos pais. Hoje isto já caiu por terra e estudos apontam como possíveis causas genéticas e, até mesmo, fatores ambientais. Portanto, não se culpe.

Isso se deve, em grande parte, a desinformação sobre o que de fato é o “Transtorno do Espectro do Autismo”. (confira em O que é Autismo –  https://neuroconecta.com.br/o-que-e-autismo/).

Não se deve generalizar o autismo. Cada indivíduo com Transtorno do Espectro do Autismo apresenta suas particularidades.

Compreender que a pessoa com autismo pode ter limitações e respeitá-las é fundamental no processo de evolução. Alguns apresentam mais necessidades de apoio que os demais. Há aqueles que não gostam de ser tocados, se sentem incomodados por determinados sons, luzes e cheiros. Podem ser metódicos, sistemáticos. Repetir atitudes e até roupas.

Há ainda pessoas com autismo que são excelentes em determinadas atividades como pintar, tocar música, fazer cálculos (podem ser até considerados superdotados).

Devido à fragilidade de comunicação que alguns autistas podem apresentar em relação à linguagem verbal, será possível se adaptar ao diálogo por meio da linguagem de sinais.

Seja qual for a situação, respeite! Não tente adequá-lo a viver no seu mundo, mas compreenda que é possível integrar um universo ao outro sem ferir barreiras, mas sim, tornando-as complementares. Não se pode rotular, a palavra é estimular!

O limite da capacidade de seu filho irá até aonde for a sua de compreensão.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Manchester, nos Estados Unidos, publicado em novembro de 2016 no periódico científico chamado “The Lancet”, considerado uma das revistas mais importantes em divulgação de pesquisas, mostrou que os pais de crianças com autismo que auxiliam seus filhos contribuem para reduzir a gravidade dos seus sintomas e melhorar a sua capacidade de se comunicar.

Ao ouvir a palavra autismo, lembre-se: trata-se de uma condição crônica, de uma deficiência e não de uma doença. Portanto deve-se buscar meios de permitir que a criança avance e possa alcançar autonomia e independência para viver a vida conforme sua possibilidade e assim o desejar.

Se este é seu caso ou conhece alguém que acabou de iniciar um contato com o Transtorno do Espectro do Autismo, busque suporte médico, acompanhamento terapêutico para desenvolver as funções emocionais, intelectuais e cognitivas da criança, além de obter apoio psicológico.

Para seu filho e para você e seus familiares, bem como pessoas próximas. A intervenção parental é fundamental para o sucesso dos tratamentos empreendidos pela equipe multidisciplinar que estará cuidando de seu filho.

Tenha tempo para você, se cuide. É preciso que esteja bem para passar isso a sua criança. Encontre grupos de pessoas que já vivenciaram esta experiência e tem muitos ensinamentos a compartilhar, inclusive, em como lidar com os receios que possa haver ao longo do processo de adaptação à esta nova fase.

Com esforço, amor, compreensão de seus sentimentos e de seu filho você poderá descobrir um novo e intenso universo! Você não está sozinho!

Suporte

Se você precisa de suporte com alguma questão referente aos direitos da pessoa com espectro do autismo, de seus familiares, entre outros aspectos correlacionados, procure uma instituição. Abaixo, separamos algumas delas:

Associação Brasileira de Autismo
Associação Amigos do Autista
Autismo e Realidade
Casa de David
Instituto Autismo & Vida

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terapia aba

ABA e Autismo: conheça 9 benefícios dessa terapia

As intervenções baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA, do inglês Applied Behavior Analysis) são comprovadas cientificamente e eficazes no tratamento e desenvolvimento de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Conhecidas também como terapia ABA, essas intervenções são eficazes para o desenvolvimento de habilidades sociais, cognitivas, motoras e de comunicação, bem como para manejar e reduzir os comportamentos considerados negativos, que são comportamentos inadequados que trazem prejuízos para o desenvolvimento da criança.

O que é ABA?

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência que estuda o comportamento humano e suas interações com o ambiente. 

A ABA visa entender como os comportamentos são aprendidos e como podem ser modificados por meio de intervenções específicas. Portanto, é baseada no princípio de que as mudanças no ambiente podem influenciar o comportamento das pessoas, seja para desenvolver novas habilidades ou reduzir comportamentos não funcionais.

Assim, o objetivo das intervenções ABA é promover o desenvolvimento de habilidades funcionais, reduzir comportamentos inadequados e alcançar mais independência e autonomia das pessoas com autismo.

Benefícios da terapia ABA

Entre os benefícios da ABA, neste artigo destacamos nove, sendo eles:

  • Tratamento individualizado;
  • Definição de metas e resultados a serem alcançados;
  • Avaliação do comportamento;
  • Aprendizagem de novas habilidades;
  • Avaliação dos avanços;
  • Pode ser aplicada em todos os contextos;
  • Envolvimento da Família;
  • Atua em prol do desenvolvimento do autista;
  • Tem comprovação científica;

1) Tratamento individualizado

Um dos grandes benefícios da ABA é ser altamente personalizada e individualizada. O programa de ensino é adaptado às necessidades específicas de cada indivíduo, levando em consideração suas habilidades, interesses e desafios. Isso significa que a intervenção é moldada de acordo com as características individuais do autista, maximizando a eficácia do tratamento.

2) Definição de metas e resultados a serem alcançados

Fazer um bom programa de ensino individualizado (PEI) e o planejamento terapêutico são essenciais para definir os objetivos a curto, médio e longo prazo da terapia e com isso, conseguir alcançar os resultados desejados. Esses são pontos fundamentais da terapia ABA.

3) Avaliação do comportamento

Na terapia ABA avalia-se os comportamentos que devem ser trabalhados e modificados. É fundamental fazer essa avaliação funcional dos comportamentos para entender os motivos de determinados comportamentos ocorrerem e assim definir estratégias eficazes para substituir esses comportamentos inadequados por comportamentos funcionais.

4) Aprendizagem de novas habilidades

A terapia ABA concentra-se fortemente na promoção da aprendizagem. Utilizando técnicas como reforço e modelagem, os terapeutas ABA trabalham para ensinar novas habilidades e incentivar comportamentos desejados, promovendo assim o desenvolvimento da independência e autonomia da pessoa autista.

5) Avaliação dos avanços

Realizar avaliações constantemente é essencial. A intervenção baseada em ABA avalia se a criança está aprendendo e desenvolvendo as habilidades conforme planejado no programa de ensino.

Essas avaliações são importantes avaliar os avanços e para que se necessário, mude as estratégias de ensino. Se a criança não aprende o problema está na maneira de ensinar. Por isso, devemos mudar as estratégias!

6) Pode ser aplicada em todos os contextos

Outra benefício da ABA é sua aplicabilidade em diversos contextos. Seja em casa, na escola, na clínica ou em ambientes comunitários, os princípios da ABA podem ser integrados de maneira consistente, proporcionando uma abordagem abrangente no processo de intervenção. Essa consistência é fundamental para a generalização das habilidades aprendidas em diferentes situações.

7) Envolvimento da Família

A ABA reconhece a importância da participação ativa da família no processo terapêutico. Os pais e cuidadores são capacitados com estratégias e técnicas para apoiar o desenvolvimento contínuo de seus filhos autistas fora das sessões de terapia, promovendo assim o desenvolvimento e generalização das habilidades aprendidas

8) Atua em prol do desenvolvimento do autista

Desde a infância à idade adulta – com o uso de técnicas que possibilitem ampliar a capacidade cognitiva, motora, de linguagem e de integração social, a intervenção ABA atua para reduzir comportamentos negativos que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem.

Por fim, Intervenções ABA podem auxiliar no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como conversar e interagir com o outro.

9) ABA tem comprovação científica

A ABA é cientificamente comprovada existindo há mais de 50 anos, e pode contribuir com uma melhora nas interações sociais, aprender novas competências e manter comportamentos positivos.

A frequência e intensidade das intervenções baseadas em ABA são definidas com base no perfil de cada pessoa. O grau de autismo também é levado em conta, bem como as características individuais.

A intervenção ABA deve ser intensiva

De acordo com a Association for Science in Autism Treatment (ASAT) diversos estudos e pesquisas indicam que, quando implementada intensivamente (mais de 20 horas por semana) e se possível precocemente (começando antes dos 4 anos de idade) a intervenção gera grandes ganhos no desenvolvimento de quem está no espectro. Por isso devemos escolher intervenções ABA para o tratamento do autismo.

Para aprender mais sobre a ciência ABA e se tornar uma terapeuta ABA conheça a Formação ABA PRO

Referências:

Applied Behavior Analysis. Psychology Today.Disponível em <https://www.psychologytoday.com/us/therapy-types/applied-behavior-analysis> Acessado em 12 de maio de 2018.

Applied Behavior Analysis (ABA) for parents. Association for Science in Autism Treatment (ASAT). Disponível em https://www.asatonline.org/for-parents/learn-more-about-specific-treatments/applied-behavior-analysis-aba/Acessado em Acessado em 12 de maio de 2018.

Applied Behavior Analysis (ABA). Autism Speaks. Disponível em https://www.autismspeaks.org/what-autism/treatment/applied-behavior-analysis-aba

Walsh MB. The Top 10 Reasons Children With Autism Deserve ABA. Behavior Analysis in Practice. 2011;4(1):72-79. doi:10.1007/BF03391777. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3196209/ Acessado em 25 de outubro de 2017.

Jamie Pacton. Is ABA Therapy the Best Choice for Kids with Autism?. Parents.com. Disponível em http://www.parents.com/health/special-needs-now/is-aba-therapy-the-best-choice-for-kids-with-autism/> Acessado em 18 de outubro de 2017.

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Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Autismo

Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Autismo

Você já ouviu falar na ABA? A Análise de Comportamento Aplicada?

Trata-se de uma ciência originada da Análise do Comportamento que possibilita compreender os comportamentos e habilidades humanas e como podem ser influenciados pelo meio ambiente.

Esta forma de intervenção, que já existe há mais de 50 anos, pode contribuir com uma melhora nas interações sociais, aprender novas competências e manter comportamentos positivos.

A ABA tem como objetivo atuar em prol do desenvolvimento do autista – desde a infância à idade adulta – com o uso de técnicas que possibilitem ampliar a capacidade cognitiva, motora, de linguagem e de integração social, procurando reduzir por meio de práticas de repetição e esforço comportamentos negativos que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem podendo auxiliar no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como ler, conversar e interagir com o outro.

Nas intervenções da dinâmica da ABA são avaliados determinados dados que possibilitam verificar se o comportamento está mudando na direção esperada e os objetivos estão sendo alcançados. As dinâmicas que compreendem a prática podem ser ministradas em casa, em escolas ou em clínicas especializadas e envolvem até 40 horas por semana de terapia individualizada.

Geralmente as atividades de ABA envolvem os seguintes elementos:

Gerenciamento de comportamentos

Em caso de comportamento positivo, há uma recompensa como forma de estimular determinada prática. Com a terapia ABA, a expectativa é que esta atitude seja repetida posteriormente. E, em alguns casos, se houver comportamento negativo, como meio de inibir tal atitude, pode haver repreensão.

Ensino de novas habilidades 

Ensinar habilidades que permitem que os indivíduos sejam mais bem-sucedidos e menos dependentes do comportamento problemático que pode gerar atitude negativa para atender às suas necessidades

Idealmente, é indicado que a ABA tenha início antes dos quatro anos de idade, mas pode ser aplicada em outras fases da vida também. De acordo com a Autism Speaks, instituição que – entre outras competências – financia pesquisas sobre ABA, a análise de comportamento aplicada é reconhecida como um tratamento seguro e eficaz para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Como os aspectos que envolvem o TEA são heterogêneos, ou seja, há especificidades de pessoa para pessoa, o ideal é conversar com o médico e a equipe de profissionais que acompanha a criança com TEA para que junto à família possam saber como a ABA poderá auxiliar e, assim, encontrar a terapêutica que melhor se adequa às necessidades individuais do autista e que poderá auxiliar em seu desenvolvimento.

Por que ABA é uma ótima opção terapêutica?

No artigo “10 motivos pelos quais as crianças com autismo merecem ABA”, publicado na revista Association for Behavior Analysis International, a autora e pesquisadora Mary Beth Walsh, do Departamento de Filosofia e Teologia, Caldwell College, elenca algumas das razões – além do olhar da ciência – que atribuem à ABA ser uma boa escolha terapêutica para casos de TEA. Entre os pontos por ela abordados temos:

Crianças com autismo merecem acesso à ABA porque poderá auxiliar seus pais a se tornarem melhores pais para elas – “Nós, pais de crianças com autismo, temos que trabalhar mais para garantir que nossos filhos aprendam tudo o que puderem, alcancem seu potencial, e quando confiamos na ABA para medir o progresso e orientar o ensino, sabemos que estamos fazendo toda a diferença que podemos”, relata ela.

As crianças com autismo merecem ABA porque ajudará a ensinar a eles a dormir durante a noite e usar o banheiro – por meio da ABA é possível saber se as orientações provenientes da intervenção dos pais para ensinar como dormir ou usar o banheiro estão no caminho certo.

“Os dados revelaram padrões comportamentais que orientaram nossa intervenção. Os dados nos mostraram o que fazer. Os dados demonstraram que nosso filho tem essa habilidade – uma habilidade muito importante! Ele pode ir ao banheiro independentemente, relata a pesquisadora.

As outras razões incluem aspectos como fazer amigos com mais facilidade; aproveitar suas competências já adquiridas; para que possam se tornar mais independentes e estarem preparadas para o dia em que não tiverem mais seus pais ou cuidadores; e para advogarem em defesa de seus direitos.

Dica de leitura complementar

Para quem se interessar em ler este artigo completo, acessem aqui. O material está em inglês, mas pode ser convertido para o português por meio da tradução automática do Google de seu computador. Embora esteja publicado em uma revista científica, a linguagem é de fácil acesso e traz as percepções com base nas vivências da autora. Vale à pena acessar.

Referências:

Hieneman M., Gonzalez V, Chan P.. What is ABA therapy now, really?. Autism Support Network. Disponível em <http://www.autismsupportnetwork.com/news/what-aba-now-really-autism-33299272> Acessado em 18 de outubro de 2017.

Applied Behavior Analysis (ABA). Autism Speaks. Disponível em <https://www.autismspeaks.org/what-autism/treatment/applied-behavior-analysis-aba>  

Walsh MB. The Top 10 Reasons Children With Autism Deserve ABA. Behavior Analysis in Practice. 2011;4(1):72-79. doi:10.1007/BF03391777. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3196209/ Acessado em 25 de outubro de 2017.

Hernandez, Purnima et al.. Applied behavior analysis. The Journal of the American Dental Association , Volume 142 , Issue 3 , 281 – 287. Disponível em <http://jada.ada.org/article/S0002-8177(14)62038-9/fulltext> Acessado em 18 de outubro de 2017.

Jamie Pacton. Is ABA Therapy the Best Choice for Kids with Autism?. Parents.com. Disponível em http://www.parents.com/health/special-needs-now/is-aba-therapy-the-best-choice-for-kids-with-autism/ > Acessado em 18 de outubro de 2017.

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