Como estimular a coordenação motora do meu filho em casa?

Patrocinado

Muitos autistas apresentam algum tipo de dificuldade motora que pode atrapalhar o seu desenvolvimento e a sua independência.

A coordenação motora pode ser definida como a capacidade de coordenar os movimentos da interação entre cérebro e as articulações e músculos.

E estas habilidades motoras ajudam as crianças a aprender comportamentos sociais e de comunicação básicos.

A coordenação envolve movimentos finos, responsáveis por atividades como escrita e desenho e os grandes movimentos como andar e pular.

É muito importante que as crianças autistas desde cedo desenvolvam essas habilidades para não interferir no seu comportamento social e de comunicação.

Patrocinado

Você sabia que é possível estimular a coordenação motora do meu filho em casa? A seguir, veja algumas dicas de atividades.

Quais dificuldades motoras as pessoas autistas apresentam?

Os autistas podem ter problemas na coordenação motora grossa, como uma marcha desajeitada e descoordenada. Além disso, podem ter dificuldades em manipular objetos e escrever.

Alguns podem ter problemas para coordenar os movimentos entre os lados esquerdo e direito do corpo e entre os diferentes membros, dificultando ações como pular ou balançar as pernas.

E ainda há o risco de ter problemas para manter sua postura e equilíbrio. Tudo isso pode dificultar pegar uma bola ou imitar os movimentos dos outros.

Leia também: O que é o autismo (TEA)?

Patrocinado

Atividades que estimulam a coordenação motora

Os pais e responsáveis podem promover brincadeiras simples, como desenhar com tinta guache, mexer com massinhas de modelar, encaixar objetos em plataformas que ajudam a desenvolver habilidades motoras finas.

Já as habilidades grossas podem ser estimuladas por meio de ações como marchar, saltar em um trampolim, jogar bola, dançar, andar de triciclos e bicicletas.

Vale destacar que a coordenação motora pode ser estimulada de forma lúdica, ou seja, por meio de brincadeiras.

Veja abaixo algumas sugestões de atividades:

  • Pular obstáculos: separe um espaço na sala ou quintal e coloque diversos obstáculos para a criança brincar, desviar e pular. Use caixas de papelão ou brinquedos.
  • Recortes e colagem: cortar e colar são atividades que desenvolvem a coordenação motora fina das crianças. Invista em diferentes objetos, com cores diferentes e texturas distintas para estimular a criança.
  • Ligar os pontos: com caneta, lápis ou tinta a criança brinca de ligar os pontos e treinar a coordenação motora fina.
  • Brincadeiras com fantoches e pinturas, colagens com bolinhas de papel, cirandas, cantigas de roda, danças folclóricas, blocos de montar, quebra-cabeça são atividades recomendadas para melhorar a coordenação da criança.
  • Quebra-cabeças e blocos de construção são atividades fantásticas para treinar habilidades motoras finas, bem como habilidades visuais e cognitivas.
  • Massinha: é uma opção para praticar e desenvolver a motricidade fina. As crianças são obrigadas a usar os dedos e o pulso para manipular a massinha de maneira apropriada.

Respeite as limitações das crianças

É importante que a criança desenvolva suas habilidades motoras, mas elas precisam que a atividade seja agradável, principalmente do ponto de vista sensorial.

Crianças com TEA também podem ser excessivamente sensíveis a algumas texturas, sons, gostos e cheiros. Por isso, é fundamental que os materiais que a criança interaja não causem perturbações ou incômodos.

É fundamental encontrar o que funciona melhor para o seu filho. Seja qual for a escolha, amor, carinho, paciência e perseverança são ferramentas-chaves para alcançar êxito neste processo.

Referências:

https://www.autismspeaks.org/sensory-issues

https://profectum.org/motor-development-autism-affects-motor-skills/

https://www.spectrumnews.org/news/motor-difficulties-in-autism-explained/

WhatsApp
Facebook
Pinterest
Telegram
Twitter
Patrocinado

Você irá ler neste artigo

Quem leu gostou do artigo!!!
Quem leu gostou do artigo!!!
Picture of Dra. Fabiele Russo

Dra. Fabiele Russo

Neurocientista, especialista em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Pesquisadora na área do TEA há mais de 10 anos. Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado “sanduíche” no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD). Realizou 4 Pós-doutorados pela USP. É cofundadora da NeuroConecta e também, coautora do livro: Autismo ao longo da vida.