Quais são os pré-requisitos para desenvolver a fala?

Apesar de ser um momento muito aguardado pelos pais, nem sempre as crianças conseguem falar ou se comunicar adequadamente. Algumas podem apresentar atrasos de fala e de linguagem.

Para que a criança consiga falar, ela precisa ter os pré-requisitos da fala. Já ouviu falar sobre isso?

Os pré-requisitos são as habilidades que preparam as crianças para falar e se comunicar como por exemplo fazer contato visual, apontar e imitar.

A seguir, veja detalhes sobre os pré-requisitos para desenvolver a fala.

Contato visual

A criança olha quando é chamada pelo nome e sustenta o olhar. Olhar no olho ajuda a criança a observar a pronúncia, expressão, sonorização do adulto observado, o que ajuda na produção da sua própria fala.

A capacidade de manter o contato visual ajudará o bebê a obter informações sobre a linguagem da boca e do rosto.

O mesmo se aplica à escuta: a criança aprende a reconhecer a voz humana e a determinar quais são as mais importantes.

Sorriso social

A criança começa a sorrir ao interagir com os pais quando eles usam os sons, ações, expressões faciais. Costuma aparecer quando a criança tem entre dois e três meses.

Isso estimula ainda mais a interação social porque é muito mais gratificante interagir quando você recebe uma resposta.

Atenção conjunta

A criança dá atenção a quem fala e desenvolve suas habilidades de comunicação.

Acontece quando duas pessoas focam em um mesmo objeto ou dão atenção para uma mesma conversa, por exemplo.

Essa atenção pode ocorrer por meio do olhar, gestos ou quando alguém aponta ou indica algo, além de palavras.

A atenção compartilhada contribui com a comunicação e a aprendizagem. Quem não tem essa habilidade não entende a função do contato visual e não olham para as pessoas.

Também apresentam dificuldades para compartilhar o interesse com os colegas e pais. Geralmente, não têm interesse por brinquedos e não buscam atenção dos pais e familiares.

Seguir instruções

A criança precisa responder de forma consistente a demanda. Por exemplo: o pai ou a mãe pede algo para criança e ela consegue fazer. Isso significa que ela compreendeu o que foi falado.

Imitação

Ajuda a criança a vocalizar as palavras. Se ela não imita respostas motoras, possivelmente não imitará as respostas vocais.

Imitar outras pessoas estimula a cooperação e também a interação social. Aos 9 meses, a criança é capaz de imitar as palmas e sons.

Por que essas habilidades são importantes?

Todos esses repertórios ajudam na aprendizagem da fala, mas também para o desenvolvimento da socialização. Além de contribuir com a autonomia e a independência das crianças com atraso de desenvolvimento.

Uma criança que apresenta dificuldade em fazer o contato visual e prestar atenção à fala de sua mãe ou pai não terá tantas oportunidades de ouvir as palavras. Isso pode ter um impacto negativo no desenvolvimento da criança de compreensão e uso da linguagem.

Da mesma forma, dificuldade com a atenção conjunta significa menos oportunidades para a criança aprender sobre o que acontece no ambiente ao seu redor.

Crianças que apresentam dificuldade no desenvolvimento dessas habilidades podem apresentar problemas de linguagem verbal e interação.

É fundamental identificar e trabalhar no desenvolvimento dessas habilidades de forma precoce para prevenir dificuldades com a linguagem verbal e o desenvolvimento e intendência da criança.

Como saber que a criança tem dificuldade no pré-requisito para fala?

Geralmente, eles não fazem contato visual ou é algo passageiro. Além disso, pode não usar sons diferentes para indicar se está feliz, triste, com fome ou cansado. Também não balbuciam ou tentam chamar a atenção.

Vale destacar que a Terapia ABA realiza o treino dos pré-requisitos da fala.  Se achar que seu filho ou filha está demorando a falar e a se comunicar, procure um especialista para uma avaliação.

Referências:

https://www.autism.org.uk/advice-and-guidance/topics/communication

https://childdevelopment.com.au/areas-of-concern/using-speech/talking-readiness-pre-language-skills/

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O-que-fazer-quando-o-aluno-tiver-uma-crise-na-sala-de-aula

O que fazer quando o aluno tiver uma crise na sala de aula?

Os momentos de crise e comportamentos explosivos ou agressivos de crianças ou jovens com autismo estão entre os problemas mais desafiadores e estressantes enfrentados por pais, cuidadores e professores.

Tais comportamentos colocam essas crianças em risco de isolamento das atividades sociais, educacionais e familiares. Muitas vezes, as crianças podem se sentir confusas com a situação e não ter ideia das consequências de seu comportamento inadequado.

Essas crises frequentes também podem limitar a capacidade de aprendizado e dificultar as interações e relacionamentos sociais. No entanto, as crises ocorrem devido a incapacidade do autista entender as demandas dos pais e professor, por terem dificuldade para se comunicar e expressar suas necessidades e desejos e também muitas vezes por conta dos problemas sensoriais que é muito comum no autismo.

Como prevenir as crises

Uma forma de evitar as crises é conhecer quais são os gatilhos que levam a este comportamento. Por isso, os pais e terapeutas devem sempre conversar com os professores, coordenadores pedagógicos e apontar o que pode provocar uma crise e o que pode ser feito em cada caso.

Raiva, medo e ansiedade também podem afetar o comportamento. Mães e pais que estão passando por um divórcio ou uma mudança de emprego, por exemplo, pode afetar o comportamento do autista. Nesses casos, é fundamental assegurar que tudo está bem e não há motivo para se preocupar.

Estar com fome, cansado, sono ou com sede pode deixar a criança mais irritada.

Durante uma crise, os adultos devem sempre manter a voz e comportamento calmos, esperar a criança se acalmar e dar apoio. Entender o que aconteceu e conversar com a criança.

Os pais e educadores devem ser vistos como pessoas que vão ajudá-los a resolver problemas. A comunicação precisa ser clara, é preciso falar que você está ali por ele/ela e que isso vai passar.

Também é importante se assegurar que a criança autista não está sentindo dor ou algum desconforto. E ela precisa ficar em um local seguro para evitar se machucar ou agredir outros colegas.

 O que fazer se a crise for na sala de aula

É importante que os professores sejam capacitados para lidar com uma crise dentro da sala de aula. E algo que faz a diferença é conhecer a criança autista. Algumas perguntas que podem ajudar:

  • A criança gosta de ser tocada ou deve-se evitar esse tipo de contato?
  • Quais são as limitações sensoriais?
  • Quais são os objetos prediletos que podem acalmá-la?
  • É importante falar ou ficar em silêncio?

Os professores precisam saber o que está acontecendo com a criança no dia a dia. Por isso, os pais devem comunicar qualquer mudança na rotina, nos medicamentos, padrões do sono e dieta. Isso contribui para que seja possível prever alguma alteração de comportamento.

Os professores precisam reconhecer a mudança de comportamento e oferecer assistência ao aluno com TEA por meio de diversas estratégias.

Como em todos os casos, a intervenção física deve ser usada apenas como último recurso (com calma, sem machucar) e somente quando o comportamento da criança representa um risco maior para sua segurança e bem-estar.

Permita que o aluno autista tenha mais tempo para processar as informações. Nesse momento, é importante ser paciente.

Muitas vezes, os indivíduos com TEA apresentam ansiedade e frustração devido às dificuldades de aprendizagem. É importante rever se os materiais didáticos precisam ser adaptados ou a forma de ensino alterada.

Outras estratégias:

  • Informar e preparar o autista para quaisquer mudanças na rotina;
  • Reconheça as emoções e perceber quando ele/ela quer se isolar;
  • Desvie a atenção da criança com objetos e brinquedos que ela gosta;
  • Ensine o aluno a se comunicar quando estiver chateado;
  • Oferecer alternativas para algo que não é possível (e que a criança quer) para fazê-la sentir que tem algum controle da situação;
  • Verifique se tem algum desconforto físico (fome, febre, frio etc.);
  • Aprenda com crises anteriores e modifique sua estratégia, conforme necessário.

Referências:

https://www.autismparentingmagazine.com/autism-meltdowns/#What_is_an_autism_meltdown

https://www.autismspeaks.org/tool-kit-excerpt/planning-crisis

https://www.iidc.indiana.edu/irca/articles/ever-had-a-crisis-kind-of-day.html

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