Sinais e diagnóstico do TEA

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A identificação de sinais do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) em sua fase inicial (precoce) é fundamental. Quanto mais cedo, melhor, pois é ampliada a perspectiva de desenvolver as capacidades do autista – em termos cognitivos, sociais e de linguagem, promovendo melhor qualidade de vida, independência e autonomia para realizar as atividades diárias.

O diagnóstico do TEA ainda pode ser considerado essencialmente clínico, baseado em evidências científicas, em conformidade com os critérios estabelecidos por DSM–V (Manual de Diagnóstico e Estatístico da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde – OMS) – sendo esta acatada como referência pelo Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme indicado nas Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA) do Ministério da Saúde, publicada em 2014.

Geralmente, a análise consiste em uma entrevista com os pais e a criança, e avaliação observacional de comportamentos, que pode ser conduzida idealmente por uma equipe multidisciplinar de médicos, incluindo um pediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, educador físico, terapeuta ocupacional e assistente social. Testes genéticos podem ser igualmente recomendados, bem como rastreio para problemas médicos relacionados, tais como síndromes genéticas. Os resultados podem auxiliar os pais a entender o máximo possível sobre os pontos fortes e as necessidades de seus filhos e os especialistas a direcionarem o melhor tratamento para habilitação e desenvolvimento do autista.

Os sinais costumam se manifestar antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de vida da criança. Cada pessoa é diferente e, portanto, se desenvolve de maneiras distintas. Entretanto, determinados sinais como o momento de começar a falar, andar, interagir com o meio externo podem ser indícios a serem acompanhados pelos pais e responsáveis pelo bebê. Por exemplo, se um bebê se fixa em objetos ou não responde às pessoas, constantemente, pode estar exibindo sinais precoces de uma desordem do espectro do autismo.

O momento de vida mais comum de se identificar aspectos do TEA é ainda na primeira infância, porém, há pessoas que atingem a idade adulta sem saber que tem o espectro do autismo. Nestes casos indícios podem ser dificuldades de socialização, comunicação atípica e habilidade mental fragilizada. A Academia Americana de Pediatria recomenda a triagem de rotina de todas as crianças para o autismo no período entre 18 meses e 24 meses de vida, durante os exames de puericultura.

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O melhor caminho é acompanhar a evolução da criança e observar suas atitudes. Muitas vezes, os pais são os primeiros a notar que seu filho está mostrando comportamentos incomuns, como não fazer contato visual, não responder ao seu nome ou brincar com brinquedos de formas incomuns e repetitivas. Confira indicadores de desenvolvimento e sinais de alerta mais comuns nas Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA).

Se você tem notado algum aspecto de impacto na cognição, habilidade motora, de linguagem (verbal ou não), bem como a realização de movimentos repetitivos e estereotipados constantemente, converse com seu médico e diga o que tem percebido.

Quanto mais cedo identificado, maiores as perspectivas de uma evolução no desenvolvimento do autista.

Referências:

Autism Sciense Foundation
Autism Speaks
Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA)

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Dra. Fabiele Russo

Dra. Fabiele Russo

Neurocientista especialista em Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Cofundadora da NeuroConecta.