O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é classificado em leve (nível 1), moderado (nível 2) e severo (nível 3). E essa classificação ocorre conforme o grau de dependência e/ou necessidade de suporte. No caso do autismo severo, é bastante comum que a pessoa necessite de supervisão e apoio por toda a vida.

Os autistas de nível 1 e 2 têm mais habilidades em se comunicar e interagir com outras pessoas. No entanto, os autistas de nível severo são geralmente não-verbais, com bastante dificuldade para exercer atividades diárias. Por isso, são muito dependentes do cuidado de outra pessoa.

Para os pais e responsáveis pode ser um desafio cuidar de uma pessoa com autismo severo até a fase adulta. Quando eles se tornam adultos, podem ter mudanças comportamentais como agressividade e dificuldade ampla de comunicação.

Nesse nível, os comportamentos restritivos e repetitivos interferem na capacidade de funcionamento do indivíduo. Mudar o foco de uma atividade para outra pode apresentar grande dificuldade e causar um sofrimento significativo.

 

Principais sintomas

Alguns sintomas comuns em pessoa com autismo severo:

  • Normalmente são não verbais;
  • É comum apresentar Deficiência Intelectual;
  • Evitam ou limitam a interação com outras pessoas;
  • Tem dificuldade em fazer amizades;
  • Enfrentam extrema dificuldade em mudar suas atividades diárias ou rotina;
  • Seguem padrões comportamentais repetitivos, como manipular objetos, a ponto de afetar sua capacidade de funcionamento;
  • Experimentam um alto nível de angústia se uma situação exige que alterem seu foco ou tarefa

 

Importância da intervenção e acompanhamento

O grande desafio das famílias é entender as especificidades do autismo. E que trata-se de uma condição do neurodesenvolvimento. Por isso, afeta a comunicação, aprendizado e sua adaptação à rotina.

O autista severo depende de outras pessoas para ajudá-lo a enfrentar a vida diária, mas a medicação quando indicada e as terapias adequadas podem contribuir com alguns dos desafios.

Além disso, em alguns casos, podem apresentar outras condições de saúde como deficiência intelectual ou epilepsia.

Portanto, precisa ter um acompanhamento frequente por profissionais capacitados. Estes profissionais deverão manter os cuidados e tratar de possíveis deficiências de comunicação e sensoriais, além de questões de saúde e comportamentais.

Uma pessoa com autismo de nível 3 provavelmente também precisará de um cuidador que possa cuidar dela por tempo integral e ajudá-la nas tarefas do cotidiano.

Vale destacar que a terapia ABA poderá ser eficaz em adultos com autismo severo. A ciência usa diversas ferramentas e técnicas que podem apoiar e melhorar a comunicação dessas pessoas.

O intuito é melhorar suas habilidades de fala ou limitações, além de dar suporte aos pais e responsáveis. Esses métodos ajudam o indivíduo a ter mais independência e a interagir socialmente.

 

A importância do planejamento e moradias assistidas

Pessoas com autismo com grau severo precisam de suporte para as tarefas do dia a dia como limpar uma casa, cozinhar ou realizar a higiene pessoal. Mas quando não possuem algum familiar que possa acolher e cuidar é necessário pensar em alternativas como a moradia assistida.

Elas podem ser uma opção para que os autistas tenham dignidade e qualidade de vida.  Esses locais contam com equipe multidisciplinar capacitada e disponível para prestar um atendimento personalizado e qualificado.

Muitas dessas instituições que existem hoje no Brasil foram instituídas por pais de crianças com algum distúrbio neurodegenerativo ou do neurodesenvolvimento, como o TEA.

Esses locais foram criados devido a preocupação em fornecer um local seguro e acolhedor para seus filhos quando crescessem e eles não pudessem mais estar presente.

 

Referências

https://www.elemy.com/studio/autism/levels

https://www.verywellhealth.com/what-is-severe-autism-260044

https://www.verywellhealth.com/what-are-the-three-levels-of-autism-260233

https://www.sarahdooleycenter.org/news/the-difference-between-moderate-to-severe-autism/

https://www.medicalnewstoday.com/articles/325106