A Análise de Comportamento Aplicada (ABA) é uma ciência comprovada que possibilita compreender as ações e habilidades das pessoas autistas e como elas podem ser influenciadas pelo meio ambiente.

As intervenções baseadas na ABA contribuem com a melhora das interações sociais, faz com que os autistas aprendam novas competências e mantenham comportamentos positivos.

Basicamente, a ABA atua em prol do desenvolvimento do autista usando técnicas específicas que possibilitam a ampliação da capacidade cognitiva, motora e de comunicação do autista.

Também visa reduzir, por meio de práticas de repetição e esforço, comportamentos negativos que possam causar danos ou interferir no processo de aprendizagem.

Abaixo veja 8 motivos para escolher ABA para seu filho:

 

1.   Gerenciamento de comportamentos

Ajuda a controlar comportamentos inadequados por meio do reforço positivo. Nesses casos,  há uma recompensa como forma de estimular determinada prática.

Com a terapia ABA, a expectativa é que esta atitude seja repetida posteriormente. E, em alguns casos, se houver comportamento negativo, como meio de inibir tal atitude, pode haver repreensão.

 

2. Ajuda no ensino de novas habilidades

Ensina habilidades que permitem que os indivíduos sejam mais bem-sucedidos e menos dependentes do comportamento problemático que pode gerar atitude negativa para atender às suas necessidades.

 

3. Sua eficácia é comprovada cientificamente

Existente há mais de 50 anos, a ABA é um tratamento baseado em evidências científicas que atestam sua eficácia. Consiste em um conjunto de procedimentos e intervenções destinados a aumentar comportamentos positivos.

Além de ensinar novas habilidades, que possibilitem à criança se integrar em novos ambientes e reduzir comportamentos prejudiciais a ela, como a autoagressão.

 

4. Não requer equipamentos

Uma das características mais positivas da ABA é que ela não requer o uso de equipamentos ou ferramentas caras, o que possibilita ser trabalhada não apenas por profissionais.

Ela pode ser praticada em casa, com suporte dos pais e familiares, na escola, complementando as atividades desenvolvidas por analistas comportamentais (que são mais técnicas).

5. Foco no autista de forma individualizada

Intervenções via ABA podem auxiliar no aperfeiçoamento de habilidades básicas, como olhar, ouvir e imitar, ou complexas, como conversar e interagir com o outro. São realizadas avaliações constantes para determinar qual é a melhor estratégia, de acordo com as dificuldades e limitações do autista.

6. Trabalha a motivação

A ABA trabalha com a motivação da criança por meio dos reforçadores, ou seja, estímulos para que os comportamentos positivos voltem a acontecer.

O reforço deve ser individual, ou seja, precisa agradar a criança ou jovem. Por isso, há diversos tipos de reforçadores.

Entre os tipos de reforçadores usados podemos citar: brinquedos, cócegas, alimentos, passeios, elogios, abraços, jogos, desenhos.

7. Uso de várias técnicas

É comum que sejam usadas várias técnicas ao mesmo tempo para evitar a estagnação e o tédio da criança. Por isso, é fundamental ter o apoio de especialistas capacitados que possam avaliar a pessoa e definir qual é a melhor estratégia.

As técnicas se esforçam para substituir comportamentos inadequados por outros mais positivos e apropriados. Melhorar a concentração, a motivação, a fala e as interações sociais da criança também são importantes e trabalhadas de forma individual.

8. Tipos de técnicas: ABA estruturado ou naturalista

ABA estruturado segue uma estrutura com começo, meio e fim da atividade proposta e envolve diversas oportunidades de aprendizado. A ABA estruturada é focada nas habilidades que o aluno tem de desenvolver.

Já a ABA naturalista pode ser considerada o oposto do Estruturado, uma vez que não há um controle da sessão. A terapia ocorre de acordo com a motivação da criança ou jovem autista.

E você, já conhecia detalhes da terapia ABA? Conte para gente sua história.

 

Referências:

https://www.appliedbehavioranalysisprograms.com/lists/5-techniques-used-in-applied-behavior-analysis/

https://www.autismspeaks.org/applied-behavior-analysis

 

Neurocientista que estuda o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) há mais de 10 anos, Fabiele Russo é Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado sanduíche no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD) e Pós-doutorado pela USP. Possui ampla experiência na área do autismo.