Como o Transtorno Opositor Desafiador afeta o desenvolvimento do autista

O Transtorno Opositor Desafiador (TOD) é uma condição bastante comum na infância e pode ser uma comorbidade associada ao autismo. Sendo assim, as duas condições podem aparecer ao mesmo tempo na pessoa.

O TOD afeta muito o comportamento da criança ou do adolescente com autismo e isso pode comprometer o seu desenvolvimento.

É comum que as pessoas com TOD fiquem mais irritadas, apresentem padrões persistentes de comportamentos negativistas, sejam mais desobedientes e desafiem as regras e os pais com frequência.

Tanto o TOD quanto o autismo podem causar comportamentos inadequados em relação a si mesmos ou às outras pessoas. É possível que as crianças diagnosticadas com qualquer um dos transtornos (ou ambos) sintam dificuldade para se adaptar aos ambientes e fazer amizades.

Por isso, quando ambos os transtornos se manifestam, a interação social da criança torna-se ainda mais difícil.

Causas do TOD

Não há uma causa conhecida para o TOD. Os especialistas acreditam que pode ser uma combinação de fatores hereditários e ambientais. Conviver em um ambiente familiar conturbado e ambíguo pode contribuir para o surgimento do Transtorno.

Há casos em que existe uma disposição ou temperamento natural de uma criança por questões genéticas e também problemas com os pais que podem envolver falta de supervisão, pouca ou muita disciplina ou negligência.

Quais são os sintomas?

Os sintomas de TOD costumam surgir quando a criança tem entre 6 a 8 anos de idade. A criança adota uma postura de teimosia frequente, além de hostilidade e lado desafiador. Esses comportamentos podem comprometer as intervenções precoces como ABA, por exemplo.

É muito importante realizar um diagnóstico o quanto antes para começar as intervenções precoces. Ações para controlar os sintomas são fundamentais para aumentar a qualidade de vida da pessoa com TOD e autismo e melhorar seu comportamento. Além de prevenir que o quadro evolua para um Transtorno de Conduta.

Uma criança autista e opositora, por exemplo, pode demorar a receber o diagnóstico de ambos os transtornos. E assim, leva mais tempo para começar as terapêuticas adequadas que o ajudam a desenvolver suas habilidades sociais.

Alguns sinais incluem:

  • Teimosia exagerada;
  • Resistência a cumprir com as regras e combinados;
  • A criança incomoda e perturba as pessoas de forma proposital;
  • São hostis e irritados;
  • São desobedientes;
  • Podem agredir verbalmente familiares;
  • Responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
  • É comum que se aborreça sem motivos;
  • Apresentam surtos de raiva e tendência vingativa.

O que pode ser feito?

Após a confirmação do duplo diagnóstico, é importante que os pais e cuidadores sigam as instruções dos especialistas consultados como neurologista ou psiquiatra infantil. Esses profissionais estão preparados para perceber os sintomas e indicar o melhor tratamento.

O tratamento pode incluir psicoterapia para melhorar as habilidades de resolução de problemas, de comunicação e controle de impulso. Também poderá ser prescrita alguma medicaçãopara regular as emoções da criança ou jovem.

Consequências sem intervenções adequadas

As crianças e adolescentes com transtorno desafiador de oposição e também com autismo podem ter problemas familiares, nos relacionamentos e na escola, caso não recebam um tratamento/apoio adequado.

Sabe-se que as crianças com TOD e autismo podem ter dificuldade em fazer e manter os amigos e os relacionamentos de forma geral. Além disso, pode afetar o seu desempenho escolar e aprendizagem.

Em alguns casos, o diagnóstico de TOD pode se agravar até desenvolver um transtorno de conduta, que é um quadro mais grave de transtorno de comportamento.

Nesses casos, apresentam comportamentos ainda mais agressivos, violam as leis e podem ser cruéis ou violentos com os animais e as pessoas, por exemplo.

Referências:

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28713321/

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/oppositional-defiant-disorder/symptoms-causes/syc-20375831

https://childmind.org/article/what-is-odd-oppositional-defiant-disorder/

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Como contribuir com o aprendizado de leitura e escrita no autismo

Saber ler e escrever pode ser bastante difícil para as crianças. Mas, esse aprendizado é fundamental para qualquer pessoa, pois além de ser útil para o dia a dia, é fundamental para autonomia, independência e até autoestima.

No caso de pessoas com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) elas enfrentam desafios específicos em relação ao processo de aprendizagem. Já falamos que é bastante comum que as crianças com autismo apresentem dificuldades em aprender de formas tradicionais. Isso ocorre simplesmente porque seus cérebros processam as informações de maneira diferente do que o de crianças neurotípicas. E quanto antes a criança for estimulada, mais fácil será sua aprendizagem.

A escrita é um desafio para muitos estudantes autistas porque envolve coordenação, força muscular, planejamento motor, habilidades de linguagem, organização e questões sensoriais.  Por isso, podem apresentar uma caligrafia ilegível, não conseguem segurar o lápis ou a caneta e sentem dificuldade para começar a escrever.

No caso da leitura, algumas crianças com TEA não conseguem prestar atenção ou focar em algo por muito tempo, o que dificulta o aprendizado. E também há a questão dos autistas terem dificuldade em assimilar e memorizar sequências, como longas frases, números ou instruções em várias etapas. Tudo isso se torna um desafio para a compreensão de textos.

Sejam quais forem as características da criança com autismo, há técnicas que podem ajudar no aprendizado, na leitura e escrita. É possível realizar estímulos simples e estabelecer conexões com a rotina da criança para envolvê-la no processo de aprendizado. Quando se trata de ensinar crianças com autismo, a abordagem tradicional pode não funcionar – muitas delas são mais visuais, algumas dependem de sons para aprender, enquanto outras requerem técnicas de aprendizagem multissensoriais.

Uma das situações  mais importantes que você pode fazer para ajudar uma criança autista a ler é promover o interesse na leitura. Cabe aos pais e cuidadores, incentivarem desde cedo as crianças a se interessar por livros e leitura. Sempre que possível leia uma história para a criança com TEA  e pergunte se ela gostou e entendeu o tema proposto.

Apoiar o desenvolvimento de habilidades das pessoas com TEA requer estrutura e paciência, mas o mais importante nesse processo é ter o  reconhecimento de o quanto ela evoluiu. Veja, a seguir, algumas dicas.

– Foque no interesse da criança: é comum que as crianças autistas mostrem interesse por alguma área específica. Por isso, invista em livros temáticos como brinquedos, animais, super-heróis, entre outros.

– Proporcione um bom ambiente de estudo: algumas crianças com TEA podem ser mais sensíveis aos lugares, sons, luz e até imagens. Por isso, as crianças precisam de um local adequado para estudar, sem distrações, onde possam se sentir relaxadas e confortáveis.

– Um passo de cada vez: é importante que a aprendizagem seja mais simples para os alunos no espectro. Por isso, as orientações devem ser diretas e curtas. O aprendizado deve ser realizado em várias etapas simples, sendo assim dê tempo e espaço para que a pessoa com TEA processe cada etapa.

– Estar presente e acompanhar o desempenho escolar: os pais precisam se atentar se os filhos com TEA estão recebendo o melhor apoio dos professores e instituições de ensino. Por isso, precisam ficar de olho na metodologia utilizada, se a criança está integrada com os alunos e se suas limitações e dificuldades estão sendo atendidas. Sempre que possível participe das reuniões e converse com os responsáveis pela educação da criança com TEA. O aprendizado das crianças com TEA depende de profissionais capacitados e que podem ser de diferentes áreas como psicopedagogos, fonoaudiólogos, neuropediatras, professores, entre outros.

– Conhecer as técnicas: é importante saber quais são os métodos utilizados pelas instituições de ensino no processo de aprendizagem. A metodologia fônica, por exemplo, é um método que se mostra bastante eficaz. Consiste em focar no som das letras e não apenas no nome. Por isso, também são trabalhadas a sonorização das letras. Essa técnica costuma funcionar porque a criança passa a assimilar o som de maneira mais eficiente.

Você conhece alguém com TEA que teve dificuldade para aprender a ler e a escrever? Conte a sua história para gente!

Referências:

https://www.time4learning.com/homeschooling/special-needs/autism/writing-strategies.html

https://www.iidc.indiana.edu/pages/Teaching-Tips-for-Children-and-Adults-with-Autism

https://www.autism.org.uk/services/nas-schools/helen-allison/learning/reading%20schemes%20and%20how%20we%20teach%20students%20to%20read.aspx

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Como trabalhar a coordenação motora em sala de aula

A maioria dos autistas apresenta algum tipo de  dificuldade motora que pode atrapalhar o seu desenvolvimento e a sua independência. Estima-se que aproximadamente 80% das crianças com autismo apresentem problemas deste tipo.

Vale destacar que a coordenação motora é a capacidade de coordenar os movimentos da interação entre cérebro e as articulações e músculos.

No entanto, sabe-se que as habilidades motoras ajudam as crianças a aprender comportamentos sociais e de comunicação básicos.

A coordenação pode envolver os movimentos finos, responsáveis por atividades como escrita e desenho e os grandes movimentos como andar e pular.  

É muito importante que as crianças autistas desde cedo desenvolvam essas habilidades para não interferir no seu comportamento social e de comunicação.

Além das intervenções precoces, as atividades em sala de aula podem ajudar a trabalhar a coordenação motora do autista.

Atividades que estimulam a coordenação motora

Os pais e educadores têm papel importante no incentivo das capacidades dos pequenos. E algumas atividades que são realizadas dentro da sala de aula e também em casa melhoram a coordenação motora.

É importante promover brincadeiras simples, como desenhar com tinta guache, mexer com massinhas de modelar, encaixar objetos em plataformas que ajudam a desenvolver habilidades motoras finas. Elas devem ser aplicadas por etapas e sempre das mais fáceis às mais difíceis.

Já as habilidades grossas podem ser estimuladas por meio de ações como marchar, saltar em um trampolim, jogar bola, dançar, andar de triciclos e bicicletas.

Veja, abaixo, algumas atividades simples que ajudam a trabalhar a coordenação motora dos pequenos.

  1. Brincadeiras de obstáculos: essas atividades trabalham o desenvolvimento da coordenação motora ampla. Em uma área aberta, como pátio da escola, é possível colocar objetos que sirvam como obstáculos no caminho das crianças. Assim, elas vão desviar, pular ou empurrar. Podem ser usadas caixas de papelão ou brinquedos.
  2. Pinçar objetos: ajuda a desenvolver a coordenação fina. As crianças podem pegar diferentes objetos espalhados pelo chão ou em uma mesa e colocar dentro de um recipiente.
  3. Colagens e recortes: atividades simples como cortar e colar são bastante simples de fazer e desenvolvem a coordenação motora fina das crianças. Vale a pena investir em diferentes objetos, com cores e texturas distintas para estimular os sentidos e a criatividade. Também podem ser usados jornais e revistas para formar frases e palavras. O ato de segurar uma tesoura corretamente é um ótimo exercício para desenvolver a coordenação.
  4. Blocos de Construção: brinquedos como tijolinhos de construção estimulam a criatividade, a cooperação e a coordenação das crianças. Contribui também em aumentar as noções de equilíbrio e peso.
  5. Ligue os pontos: alguns desenhos e figuras podem ajudar nesse processo. Depois de preencher a forma, a criança ainda pode depois pintar com lápis, tinta ou canetinha.
  6. Jogo das varetas: o objetivo é pegar o maior número de varetas sem fazer as demais se mexerem. É preciso se concentrar e ter habilidade de coordenação motora fina.
  7. Miçangas no barbante: desenvolve a coordenação motora fina e a criatividade. Use pulseiras de diversos tamanhos, diversas cores e espessuras.
  8. Outras atividades: brincadeiras com fantoches e pinturas, colagens com bolinhas de papel, cirandas, cantigas de roda, danças folclóricas, blocos de montar, quebra-cabeça, entre outros.

Vale destacar que essas atividades são simples e podem fazer parte do cotidiano escolar. Mas é fundamental que a escola tenha um planejamento pedagógico adequado para promover o desenvolvimento pleno do aluno.

O planejamento pedagógico deve considerar as características individuais de cada aluno. E alterar as atividades, de acordo com as principais necessidades motoras das crianças.

As crianças com TEA também podem ser excessivamente sensíveis a algumas texturas, sons, gostos e cheiros. Por isso, é comum que os materiais possam ter que passar por uma adaptação ou buscar outras atividades.

É fundamental que as atividades sejam realizadas de forma lúdica, sem forçar a criança. Os pais devem participar e também estimulá-los em casa.

Referências:

https://autism.lovetoknow.com/Motor_Skills_in_Autistic_Children

http://www.skillsforaction.com/autism-spectrum-disorders

https://www.scholastic.com/teachers/articles/teaching-content/teaching-students-autism-spectrum-disorder/

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TDAH-e-autismo-qual-é-a-relação

TDAH e autismo: qual é a relação?

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica caracterizada por desatenção, hiperatividade e impulsividade. Por isso, as pessoas com TDAH costumam ser inquietas, sentem dificuldade para se concentrar e podem agir por impulso. O transtorno pode acometer a pessoa durante toda a vida.

Os sintomas são percebidos logo na infância e a maioria dos diagnósticos ocorre entre as crianças de 6 a 12 anos. Algumas pessoas com TDAH também apresentam distúrbios de sono e ansiedade.

Afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar e sua prevalência é maior entre os meninos.

Pesquisas indicam como as causas do TDAH uma predisposição genética e alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios. Fatores ambientais como por exemplo muito baixo peso ao nascer (menos de 1.500 gramas) confere um risco 2 a 3 vezes maior para TDAH.

Diagnóstico do TDAH

O diagnóstico do TDAH é realizado a partir de uma classificação da Associação Americana de Psiquiatria. São avaliados 18 sintomas, sendo nove de desatenção e outros nove de hiperatividade e impulsividade.

Para ser considerado TDAH, a criança precisa apresentar no mínimo seis sintomas de desatenção e/ou de hiperatividade e impulsividade.

Já, se o diagnóstico ocorrer na idade adulta, é necessário ter pelo menos, cinco sintomas de desatenção e/ou cinco de hiperatividade e impulsividade.

Autismo e TDAH estão relacionados?

De acordo com pesquisas, há uma relação genética entre o autismo e o TDAH. Sabe-se que os genes associados ao Transtorno também aumentam o risco para outros transtornos, como esquizofrenia, autismo e depressão. Mais pesquisas ainda são necessárias para entender melhor a conexão entre TDAH e TEA.

Estima-se que 14% das crianças com TDAH também tenham TEA e até 80% das pessoas com TEA apresentam o TDAH também. É bastante comum que ocorra uma confusão entre os sinais e sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Já que as crianças, em ambos os casos, podem ter problemas para manter o foco, ser impulsivas, ter dificuldade em se comunicar e se relacionar. Algumas vezes, pode aparecer simultaneamente na mesma pessoa (comorbidade).

Mas, basicamente, o autista possui dificuldade de interagir por ter uma maneira diferente de entender o mundo, já quem tem TDAH costuma ser descrito como um indivíduo que vive com a cabeça nas nuvens (distraído em excesso), o que também prejudica as suas relações sociais.

Tanto o TDAH quanto o TEA são condições para a vida toda que podem ser gerenciadas com tratamentos adequados. 

O primeiro passo é confirmar o diagnóstico e buscar terapias que ajudem a criança ou jovem a ter mais qualidade de vida. Pode ser necessário procurar um especialista em transtorno de comportamento infantil.

Geralmente, os especialistas indicam medicamentos e terapia comportamental para lidar com os sintomas.

Vale destacar que tanto o diagnóstico do TEA quanto do TDAH não é confirmado por exames laboratoriais ou de imagem. O diagnóstico é clínico, ou seja, realizado após uma consulta por especialistas com auxílio de questionários padronizados.

E ambos os transtornos necessitam de um tratamento multiprofissional — acompanhado por diferentes profissionais, como médicos e psicólogos, por exemplo.

Não há cura para esses transtornos, uma vez que não são doenças. Os pais e cuidadores precisam entender que o cérebro das crianças com TEA ou TDAH funciona de uma forma diferente.

Abaixo, confira os sintomas dos Transtornos.

Sintomas de TDAH

  • Se distraem facilmente.
  • Pulam de uma tarefa para outra ou ficam entediados rapidamente com as tarefas.
  • Dificuldade de focar, concentrar e estreitar a atenção para uma tarefa.
  • Falam sem parar.
  • Hiperatividade.
  • Dificuldade em ficar parado.
  • Interrompem mais as conversas.
  • Não prestam atenção em detalhes ou cometem mais erros por descuido.
  • Dificuldade para organizar atividades e cumprir prazos.

Sinais de TEA

  • Não responde a estímulos comuns.
  • Falha na atenção compartilhada
  • Normalmente fazem pouco ou nenhum contato visual.
  • Dificuldade na interação social e na comunicação.
  • Presença de comportamentos restritos e repetitivos.

Referências:

https://www.healthline.com/health/adhd/autism-and-adhd#adhd-with-autism

https://www.webmd.com/add-adhd/childhood-adhd/adhd-or-autism

https://www.medicalnewstoday.com/articles/325618

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Como-os-pais-podem-ajudar-no-desenvolvimento-da-criança-com-autismo

Como os pais podem ajudar no desenvolvimento do autista

Geralmente, são os pais e cuidadores que notam os primeiros sinais de autismo nas crianças. Nesse momento, cabe a eles procurar ajuda especializada para obter um diagnóstico e começar uma intervenção precoce para melhorar as habilidades sociais do autista.

Os pais que recebem um diagnóstico de autismo podem ficar com medo ou preocupados com o que vem pela frente. Esses sentimentos são bastante comuns, mas depois do impacto inicial é importante que os pais saibam que são fundamentais para que possam contribuir com o desenvolvimento das crianças e jovens com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Saiba o que os pais e cuidadores podem fazer para contribuir com o desenvolvimento dos autistas.

Procurar ajuda especializada

Assim que achar suspeitar que a criança não esteja se desenvolvendo adequadamente, busque um especialista para ter um diagnóstico.

Quanto mais cedo às crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) recebem ajuda, maior será sua chance de responder às terapêuticas. 

A intervenção precoce é a maneira mais eficaz de acelerar o desenvolvimento de seu filho autista e reduzir os sintomas de autismo ao longo da vida.

Aprender sobre o autismo

Após a confirmação do diagnóstico, é importante obter informações corretas sobre o transtorno do espectro do autismo. Por isso, se informe com os especialistas sobre as intervenções precoces, quais são as terapias mais indicadas, escolas adequadas e como a família pode ajudar.

 Não tenha medo de fazer perguntas e participar de todas as decisões das intervenções e tratamentos indicados.

Conheça seu filho

Cada autista é único. Por isso, descubra o que desencadeia os comportamentos inadequados, o que o incomoda, o que provoca uma resposta positiva. 

Não foque em como seu filho autista é diferente de outras crianças, mas se esforce para aceitar a situação e celebrar suas conquistas.

Evite comparações desnecessárias. O autista precisa ser amado, respeitado e aceito pelos pais e familiares de forma incondicional. Isso será fundamental para que ele se desenvolva.

Seguir uma rotina

Os autistas precisam de horários, rotina e uma programação bem definida. Estabeleça horários para refeições, terapia, escola e hora de dormir. 

Tente reduzir as interrupções nessa rotina. Se houver uma mudança de horário que não dê para evitar, prepare seu filho ou filha com antecedência.

Recompensar o bom comportamento

O reforço positivo pode ajudar crianças com autismo a terem comportamentos mais apropriados. Por isso, os pais devem elogiar as crianças e jovens com autismo quando estes aprenderem uma nova habilidade e recompensá-lo pelo bom comportamento, como dar brinquedos ou comidas prediletas.

Buscar e investir em diversas terapias

Os tratamentos comuns para o autismo incluem terapia comportamental, fonoaudiologia, terapia ocupacional e ABA. A criança e o jovem com autismo podem precisar de um tratamento multidisciplinar e contar com diversos especialistas.

É importante averiguar o que cada autista necessita, qual é a prioridade no momento e sempre arranjar tempo para se divertir.

E aqui o papel dos pais é fundamental, uma vez que são eles que acompanham nas consultas e dão continuidade às técnicas em casa.

Estimular as interações sociais

Os autistas podem apresentar dificuldades ou não saber como interagir com outras pessoas. Os pais podem praticar novas habilidades sociais com o autista em vários lugares e também com pessoas diferentes. É importante que o autista realize passeios, converse sobre o que gosta ou não.

A criança com TEA também deve ser incentivada a expressar seus sentimentos e descrever o que sente, quais foram os motivos para se sentir assim.

Outra dica é estimular as pessoas mais próximas como familiares a falar com a pessoa com TEA. O autista precisa se sentir integrado, perceber que as pessoas ao redor se importam e vão interagir com ele.

Ter tempo, paciência e amor

Ser pai e mãe de uma criança ou jovem com autismo pode ser ainda mais desafiador do que criar uma neurotípica. Exige mais energia, tempo, paciência e dedicação. Quem se sentir sobrecarregado, sem energia, desanimado e triste, deve buscar ajuda especializada como psicólogos para cuidar de si e de sua saúde mental.

É importante que os pais saibam que não estão sozinhos nessa jornada, por isso, converse com outros pais de autistas, divida as angústias e conquistas. Todos têm a ganhar.

Referências:

https://www.autism-society.org/living-with-autism/autism-and-your-family

https://link.springer.com/article/10.1007/s40474-014-0037-z

https://childmind.org/guide/parents-guide-to-autism

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