Conheça as opções terapêuticas para o TEA

14 de jan de 2017

Após o diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é hora de iniciar uma nova etapa: o tratamento.

É por meio da intervenção no desenvolvimento do autista que é possível estimular seu aperfeiçoamento em diferentes competências: sociais, de linguagem, motoras, psicológicas e intelectuais. Com isso é possível reduzir impactos do TEA e ampliar a independência funcional e qualidade de vida do autista.

Entre as perspectivas terapêuticas há a análise comportamental aplicada (ABA), terapia ocupacional, fonoaudiologia, fisioterapia e terapia farmacológica – isto é, com uso de medicamentos se necessário.

As linhas de condutas costumam se balizar num consenso publicado em 2012 (Autism Spectrum Disorders: Guide to Evidence-based Interventions – The Missouri Autism Guidelines Initiative) – no qual se apresentam diretrizes que indicam intervenções comportamentais e farmacológicas no autismo, reconhecidas com base em evidências científicas:

Análise Comportamental Aplicada (ABA) – trata-se de uma abordagem da psicologia comportamental que trabalha para alterar sistematicamente comportamento da pessoa com autismo, incentivando comportamentos positivos, a interação com outras pessoas, ensinando novas habilidades, ampliando a motivação para aprender, entre outros.

Terapia de fala – tem por objetivo trabalhar a capacidade de interação do autista com as pessoas por meio do aperfeiçoamento da linguagem falada (verbal), o que possibilita expressar necessidades e vontades com autonomia. Costuma ser aplicada por um fonoaudiólogo, que deve atuar preferencialmente em conjunto com demais profissionais e familiares.

Vale destacar que alguns indivíduos com TEA são não verbais e incapazes de desenvolver habilidades de comunicação verbal. Neste caso passa a ser desenvolvido o uso de gestos, linguagem de sinais e programas de comunicação de imagens como meios de estabelecer comunicação eficaz.

Terapia Ocupacional (TO) – focada no aspecto motor do autista, para habilitá-lo a exercer atividades básicas como vestir, escrever, usar uma tesoura, entre outros. Quando bem trabalhada, permite autonomia tanto ao indivíduo com TEA quanto pessoas de seu convívio, como familiares.

Fisioterapia – semelhante a terapia ocupacional, porém, uma complementa a outra. Também aperfeiçoa habilidades motoras e auxilia a lidar com aspectos sensoriais, principalmente em relação à percepção do seu corpo no espaço. Basicamente, trabalhará no equilíbrio, o que possibilitará melhorar o andar, sentar, coordenar etc.

Farmacológica – aplicada alinhada às demais terapêuticas. Cada caso será analisado pelo médico que acompanha o autista que deverá acompanhar todo o processo medicamentoso para analisar eficácia. Quando necessário, auxilia a controlar irritabilidade e comportamentos agressivos.

Há ainda terapêuticas ditas alternativas (complementares) que não possuem comprovação científica de eficácia. Caso você tenha conhecimento de alguma delas, converse sobre isso com o médico e equipe de profissionais que acompanha o caso. Muitas ainda estão no âmbito da pesquisa e tem se mostrado promissoras num futuro, como a terapia gênica e a chamada terapia celular – que usa células-tronco como ferramenta terapêutica. A prática de exercícios físicos também tem demonstrado resultados positivos, quando integrada às demais terapêuticas.

Atenção: Todo este conjunto de condutas terapêuticas para a manutenção e promoção da qualidade de vida da pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo só será eficaz se não estiver restrito apenas à responsabilidade da equipe multidisciplinar que o acompanha. É fundamental que a família e demais pessoas que convivem com o autista estejam integradas e interagindo em sinergia em prol do desenvolvimento de seu familiar ou amigo.

Encorajar o autista a seguir em frente por meio do estímulo ao melhor desempenho de suas habilidades, respeitando suas particularidades e limitações, é o caminho mais promissor para o êxito no tratamento.

Referências:
Autism Science Foundation
Autism Spectrum Disorders: Guide to Evidence-based Interventions – The Missouri Autism Guidelines Initiative

Workshop ONLINE e GRATUITO
TEA - Aprender para Entender

De 16 a 23 de Novembro de 2017



Cadastre-se e receba nossas novidades!

Artigos, Matérias e Novidades sobre o mundo do Autismo



NeuroConecta - 2017